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O Estado do País 2019

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por luismeteo3 4 Jan 2019 às 10:58.

  1. ClaudiaRM

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    Super Célula

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  2. 4ESTAÇÕES

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    Nimbostratus

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    Mais equilibrada.

    “Diminuição de impostos, principalmente para a classe média”. Entretanto não me cheira bem quando desenham políticas a pensar principalmente na “classe média”. É como “tornar a habitação mais acessível para a classe média”. Quando leio coisas assim só me cheira a eleitoralismo.
    A classe média é a maioria do eleitorado que já tem o básico mas quer mais, por isso é que as políticas não são feitas a pensar em precisa realmente de ajuda.
    As minorias não dão maiorias.
     
  3. ClaudiaRM

    ClaudiaRM
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    Super Célula

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    Eu quero ver toda a gente bem e a prosperar. Mas a urgência não é a mesma, para mim. Primeiro os mais desprotegidos. Um país não pode orgulhar-se se tiver uma percentagem significativa de pessoas que não vivam dignamente.
     
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  4. ClaudiaRM

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  5. 4ESTAÇÕES

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    Nimbostratus

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  6. frederico

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    Olha para os países mais ricos e desenvolvidos do mundo. Tens lá vários de tradição liberal. Austrália, Canadá, Nova Zelândia, EUA, Irlanda, Reino Unido.

    As coisas são muito mais complexas do que essa senhora diz nos comentários.

    Diminuir o Estado permitiria baixar impostos. Isso reduziria o custo de vida. Só na electricidade 55% do valor são impostos. Os mais prejudicados com as taxas do Estado nos bens essencias ou com o IVA a 23% são os pobres. Um rico acomoda-se, vai menos vezes ao restaurante... um pobre não.
     
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  7. ClaudiaRM

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    Não desvalorizes! Só o rombo no orçamento para alimentar o Trump pode pôr em causa a meta do défice e depois temos Bruxelas à perna! :D

    O FB é tão 2012. :)
     
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  8. frederico

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    Super Célula

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    Nós temos décadas do mantra da «igualdade». Mas sem economia a produzir riqueza não há social.

    A Maria Fátima Bonifácio disse que prefere viver numa sociedade democrática desigual do que numa ditadura com igualdade. Eu não poderia estar mais de acordo.

    Não é compatível a existência de democracia ou de liberdade com o mantra da igualdade levado ao extremo. É uma paranóia que se instalou no discurso público em Portugal. Isto contudo não implica que não haja políticas sociais de habitação, Saúde e Educação «quase gratuitas» ou a baixo custo. Ou seja, o Estado providencia o básico para quem quer fazer-se à vida e não tem meios, ou para quem verdadeiramente precisa, que são os doentes, as crianças ou os idosos pobres, as vítimas de violência doméstica. Ir além disto, não contem comigo.

    Graças a Deus que somos todos diferentes, pena que haja quem não compreenda.
     
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  9. frederico

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    Super Célula

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    Alguém tem de defender quem trabalha. O CDS e o PSD não têm representado. O sector privado tem perto de 3 milhões de pessoas. Ninguém os está a representar verdadeiramente na Assembleia da Repúblia. Assim, caminhamos para ser uma tirania do funcionalismo do Estado. A IL faz falta, muita falta.
     
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  10. ClaudiaRM

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    Não te preocupes que ninguém conta.
    O que conta mesmo são os votos. É isso que define o que as pessoas (que se dão ao trabalho de se manifestar) querem para si.
     
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  11. ClaudiaRM

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  12. Pedro

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    "Taxa Única de IRS: questões frequentes

    1) Como funciona a isenção?

    Todos os trabalhadores por conta de outrem não pagariam qualquer taxa nos primeiros 650€. Por exemplo, um trabalhador que recebesse 700€ pagaria 7,5€ de imposto (15%*50€).

    2) A norma violaria a Constituição da República Portuguesa?

    A Constituição da República Portuguesa exige que o imposto sobre o rendimento seja progressivo. Com a isenção, essa progressividade é garantida. Como visto acima, uma pessoa que recebesse 700€, pagaria 7,5€ de imposto (1,1% de taxa efectiva) enquanto que alguém que recebesse 7000€ pagaria 952€ (13,6% de taxa efectiva).

    3) Existem outros países com uma taxa única sobre o rendimento?

    Sim. Muitos países do centro e leste da Europa adoptaram regimes de taxa única (Estónia, Letónia, Lituânia, Roménia, Bulgária e Hungria). Outros países da União Europeia, como a Irlanda e Eslováquia, têm regimes simples com apenas duas taxas. Grande parte destes países já ultrapassaram economicamente Portugal, e todos sem excepção têm crescido mais depressa nos últimos 20 anos. Dez estados dos EUA também têm uma taxa única sobre o rendimento.

    4) A medida não aumentaria a desigualdade?

    A contribuição de cada indivíduo seria proporcional ao rendimento, mas os benefícios que cada um receberia do estado seriam iguais para todos. Na medida em que cada pessoa pagaria proporcionalmente aos seus rendimentos, mas todos beneficiariam de serviços públicos por igual, continuaria a existir redistribuição. Hoje a maior fonte de desigualdade é o diferente acesso a serviços públicos como educação e saúde, pontos que serão cobertos noutras propostas do partido Iniciativa Liberal para o país. Para além disso, a isenção para o rendimento de trabalho por conta de outrem abaixo de 650€ garantiria algum nível de progressividade.

    5) Como funcionaria a isenção por filho?

    Por cada filho, o patamar de isenção individual subiria 200€ para cada progenitor. No caso de famílias monoparentais esse valor seria duplicado. Por exemplo, uma mãe solteira com dois filhos ficaria isenta até aos 1450€.

    6) Qual o impacto orçamental da introdução da medida?

    De momento, a taxa de IRS efectiva anda nos 13%. Considerando a isenção para rendimentos de trabalhadores por conta de outrem abaixo de 650€, uma taxa fixa de 15% implicaria uma taxa efectiva sobre o rendimento bruto de cerca de 10%. Assumindo o mesmo perfil de rendimentos, esta proposta teria um custo orçamental de cerca de 2 mil milhões de euros no primeiro ano, menos de 1% do PIB. O efeito na economia e o aumento de eficiência fiscal, comprovado noutros países como visto acima, aumentaria a base fiscal reduzindo este impacto a menos de 0,5% do PIB. A introdução gradual da taxa única, começando nos 20% atenuaria qualquer impacto orçamental no curto prazo.

    7) A medida alguma vez foi tentada em Portugal?

    Não na sua totalidade, mas para certos rendimentos já existe (por exemplo, para rendimentos de capital). Recentemente foi introduzida uma taxa única de IRS de 20%, mas apenas para residentes não habituais. A lógica da medida foi a de atrair estrangeiros e emigrantes portugueses com altas qualificações. Lógica semelhante à desta medida que pretende impedir que esses talentos abandonem o país em primeiro lugar. Reforçando esta preocupação, existe também um programa especial que oferece 50% de desconto no IRS a emigrantes que voltem ao país, evidenciando que até o governo socialista acredita que muitos portugueses saem pela falta de competitividade fiscal do país."

    E, tal como disse, aqui têm @ClaudiaRM e @4ESTAÇÕES, uma explicação breve e não-técnica sobre o medida da flat tax da IL. No Programa Político para as eleições à AR vira uma descrição mais técnica e detalhada. E portanto a IL é o primeiro partido a apresentar propostas com avaliação do seu impacto orçamental.
     
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  13. Hawk

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  14. Orion

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    Realisticamente, a implementação de um imposto 'plano' até é bastante arriscada.

    A curto prazo haveria um aumento significativo do défice (especialmente se a implementação fosse feita de uma vez só), sendo os benefícios para o crescimento económico um exercício puramente especulativo. Depois dependeria do tipo de investimento que o país iria atrair. Mas ainda assim, é certo um desfasamento imprudente e impraticável para um país muito endividado.

    A médio prazo, há que ter noção de que há ciclos na economia e atualmente a situação não está boa. Adicionalmente, as empresas não são só atraídas pelos impostos. Há também a preocupação com a estabilidade política, proteção da propriedade privada, qualificações da população...

    A longo prazo, o envelhecimento da população portuguesa é notório e severo. As despesas públicas vão lenta e progressivamente subir, inevitavelmente retirando fundos das funções (mais) produtivas. Será um imposto 'plano' realmente concretizável?

    Escrito isto, há socialismo (de uma forma ou de outra) há 40 anos e o país encontra-se agora numa fase descendente (provavelmente irrecuperável). É fácil culpar o Passos mas se calhar há mais na história. A era dos impostos elevados está para ficar e isto também contribuirá para o persistente atraso do país. Nunca se fará grandes reformas porque isso implicará cortes passistas misturadas com cativações centinistas permanentes. Quem quer isso?

    A IL refere muito o exemplo da economia irlandesa (que cresceu 8.2% em 2018). Felizmente também é um passatempo meu.

     
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    #4409 Orion, 12 Jul 2019 às 11:09
    Última edição: 12 Jul 2019 às 11:24
  15. Pedro

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    Certíssimo, eu próprio não compreendo muito de fiscalidade, mas tanto quanto sei estão projetados já vários cenários para apresentar no programa político :)

    A redução da despesa estará em prioridade relativa à diminuição dos impostos. A IL sempre se posicionou pelo cumprimento dos compromissos soberanos, e portanto tendo nós uma dívida gigantesca para pagar (e que continua a aumentar), ela terá que ser paga, e só é possível com uma marcada redução da despesa do Estado...
     
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