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O Estado do País 2019

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por luismeteo3 4 Jan 2019 às 10:58.

  1. MSantos

    MSantos
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  2. frederico

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    Então e não há por lá estudantes judeus, muçulmanos e de outros ramos religiosos que recusam a ingestão de carne de porco?
     
  3. frederico

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    O que me espanta é o Rio não estar à frente do PS nas sondagens, com 40%, nos distritos do Norte do país. Basicamente, a oposição do PSD tem sido uma coisa de nabos, mais valia o partido contratar estrangeiros para gerirem a oposição. Havia tanto por onde fazer oposição, mas quando abro os jornais todos os dias não vejo nada.
     
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  4. frederico

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    Super Célula

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    Com tanta paranóia «climática», ainda viveremos num país onde andar de carro ou comer carne é um luxo para quem é muito rico.

    A plebe ainda vai ser posta a comer insectos alegremente.
     
    rick80, "Charneca" Mundial e Pedro gostaram disto.
  5. frederico

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    Grande e interessante reflexão do professor Pedro Arroja. De facto acho curioso que em Portugal neste tipo de eventos e organizações não haja casos de sucesso a dar a cara e a contar as suas experiências. O Prof. refere uma associação que pelos vistos luta para tirar prostitutas da rua, mas num evento não dão voz a casos de sucesso ou a quem trabalha no terreno. Ou seja, parece tudo um festival de vaidades elitistas (a caridadezinha tão bem caracterizada pela Professora Maria Filomena Mónica).



    No post anterior procurei ilustrar um elemento da cultura portuguesa profundamente anti-liberal e que torna o liberalismo - tal como protagonizado pela Iniciativa Liberal - de muito difícil sucesso no nosso país.

    Trata-se de que qualquer iniciativa social inovadora, que não tenha o beneplácito dos poderes políticos instituídos, será prontamente atacada e os seus autores perseguidos. A instituição de que os poderes instituídos se servem para este fim é o Ministério Público.

    Pretendo neste post olhar esta mesma faceta anti-liberal da cultura portuguesa, mas pelo outro lado da moeda. Trata-se agora de mostrar que as únicas iniciativas sociais que prosperam no país são aquelas que têm a aprovação do Governo.

    Por outras palavras, existe na cultura portuguesa um elemento anti-liberal que leva os portugueses, sempre que promovem qualquer iniciativa social de relevo, a irem buscar os governantes para a apadrinhar. E se não conseguem o apadrinhamento por parte dos governantes, desanimam, consideram a iniciativa um falhanço e desistem dela.

    Por que será assim, por que é que os portugueses têm tanta necessidade de obter a aprovação dos seus políticos para tudo aquilo que se propõem fazer de socialmente relevante? E por que é que esta característica cultural é profundamente anti-liberal?

    Começarei por invocar um exemplo neste post, para dar a resposta a estas questões no próximo.

    O exemplo é uma associação de beneficência que visa afastar mulheres da prostituição, que se chama O Ninho, e que há cerca de dois anos comemorou 50 anos de actividade. A associação está ligada à Igreja Católica

    Para comemorar o cinquentenário da instituição foram organizados vários eventos, incluindo uma conferência. No prospecto de divulgação da conferência há dois aspectos que imediatamente chamam a atenção de um liberal (cf. aqui).

    O primeiro é a completa ausência de prostitutas ou de proxenetas do painel dos conferencistas para virem dizer, com conhecimento de causa, aquilo que afecta a actividade. Em lugar das prostitutas e dos proxenetas, aparecem uns senhores e uma senhoras, todos com algum título - mas nenhum com o título de prostituta ou proxeneta - a falar paternalisticamente sobre umas e outros. Há mesmo um painel dedicado à Análise de Especialistas embora não seja claro onde é que os especialistas adquiriram as competências práticas.

    O segundo aspecto - e o mais importante para o meu propósito presente - é a quantidade de políticos que estão envolvidos no evento. Na realidade, neste evento, a associação O Ninho
    conseguiu unir aquilo que a democracia se esforça por separar, que são os três poderes do Estado (e também o Estado e a Igreja).

    Estão lá representados o poder executivo, o poder legislativo (nacional e europeu) e ainda o poder judicial, porque também lá está um juiz.

    A pergunta que ocorre poderia pôr-se em relação a qualquer um dos figurantes, mas vou concentrá-la na figura de um deles, talvez o mais representativo deles todos:

    -O que é que lá está a fazer o primeiro-ministro? Ele também percebe de prostituição?
    A resposta a esta questão é o tema do próximo post.


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  6. frederico

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    Em Julho, a três meses das eleições, o Governo concedeu aumentos aos magistrados do Ministério Público que chegam aos 700 euros por mês, e que lhes permite agora ganharem mais que o primeiro-ministro.

    Em meados de Agosto, Pedro Pardal Henriques, porta-voz do sindicato dos motoristas de matéria perigosas, prosseguindo o que já tinha feito em Abril, deu voz a trabalhadores do sector privado como já não se via há muito no país. Muitas das reivindicações eram legítimas até porque muitos destes trabalhadores não ganhavam num mês aquilo que os magistrados do MP receberam de aumento.

    A acção de Pardal Henriques e do seu sindicato não agradou ao Governo. Por isso, em breve, o Ministério Público, qual voz do dono, metia uma acção em tribunal para acabar com o Pardal Henriques e com o seu sindicato (cf. aqui). Depois daquele aumento que o Governo lhes concedeu, os magistrados do Ministério Público só não fazem o pino porque o Governo não lhes pede.

    Recuando um pouco, Ana Rita Cavaco, à frente da Ordem dos Enfermeiros, inovou na maneira de fazer sindicalismo na classe, perturbando o Governo e o sindicalismo institucional dos enfermeiros, ligado ao Partido Comunista. O Governo, que é apoiado pelo Partido Comunista não gostou. E Ana Rita Cavaco em breve tinha o Ministério Público à perna (cf. aqui).

    Eu próprio inovei socialmente começando um hospital pediátrico de 20 milhões de euros que teria competido aos políticos fazer. Eu tinha o beneplácito do anterior Governo, mas não deste. Em breve teria o Ministério Público atrás de mim, acusando-me de ofensas à sociedade de advogados Cuatrecasas, assessora jurídica do HSJ, e ao seu director na altura, procurando descredibilizar a minha pessoa e a própria obra, impedindo o seu avanço.

    Que conclusão pretendo eu tirar daqui?

    É uma conclusão que diz respeito ao liberalismo que está agora a surgir em Portugal através de um novo Partido - a Iniciativa liberal -, e que é a seguinte.

    Portugal tem uma tradição profundamente anti-liberal e nessa tradição anti-liberal o Ministério Público desempenha um papel fundamental. Qualquer iniciativa por parte dos cidadãos, que inove socialmente, mas seja feita à margem dos poderes instituídos e sem a sua simpatia, vai ser bloqueada e destruída, e os seus autores perseguidos.

    O Ministério Público - como antes a Inquisição ou a PIDE - é hoje a instituição que assegura que Portugal nunca será um país liberal. Pelo menos, até um dia.

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  7. frederico

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    No Tribunal de 1ª Instância de Matosinhos eu fui condenado pelo crime de ofensas à Cuatrecasas. Recorri desta sentença para o Tribunal da Relação do Porto, e perdi o recurso. O TRP confirmou esta parte da sentença (cf. aqui).

    Quer dizer, em relação a este crime, eu já esgotei os recursos, já estou condenado duas vezes - já tenho aquilo a que os juristas chamam uma "dupla conforme". Portanto, em princípio, nesta parte, a sentença já deveria ter sido executada, o Tribunal da Relação do Porto já me deveria ter obrigado a pagar a indemnização de 5 mil euros à Cuatrecasas e a multa de 4 mil euros ao Estado.

    E não obrigou?

    -Não.

    E porquê?

    O nosso sistema de justiça criminal é um sistema de tipo acusatório, e tem uma longa tradição. Ele destina-se a penalizar pessoas que cometem verdadeiros crimes (v.g., homicídios, burlas agravadas) mas também a perseguir hereges.

    Inicialmente os hereges eram de natureza religiosa, todos aqueles que, em público, fizessem prova de não professar a fé católica. Em breve, ainda durante a Monarquia Absoluta, passou também a incluir aqueles que ousassem desafiar ou parecer mal a ordem política estabelecida.

    A instituição destinada a perseguir os hereges foi inicialmente a Inquisição, uma função que no tempo do Estado Novo viria a pertencer à PIDE e hoje é desempenhada pelo Ministério Público.

    Em relação aos hereges, o sistema de justiça é accionado, não porque eles tenham cometido algum crime, mas para os perseguir politicamente (ou religiosamente), passando a ideia para a opinião pública de que eles são criminosos e, portanto, para lhes destruir o carácter e, se possível, também a vida.

    A heresia não é crime, mas liberdade de expressão. Cristo cometeu várias heresias perante a tradição dos judeus. Eu também cometi uma heresia perante os fariseus do regime - pus-me a fazer um hospital pediátrico que competia a eles fazer e, por esse facto, fi-los parecer mal.

    Se a heresia não é crime, não há lugar a pena. Toda a pena revestirá, aos olhos da opinião pública, o carácter de uma injustiça, e arruinará a credibilidade do próprio sistema de justiça que, da próxima vez, terá grande dificuldade em fazer o mesmo a outro.

    Ao condenarem Cristo, aquilo que ficou arruinado não foi a credibilidade de Cristo, mas a credibilidade dos Doutores da Lei farisaicos.

    É por isso que o Tribunal da Relação do Porto não tem pressa nenhuma em fazer-me cumprir qualquer pena. Nestes casos, em que a justiça é utilizada como um disfarce para a perseguição política (ou religiosa), a verdadeira pena está no processo, não na condenação. A condenação é só para inglês ver.

    A pena está em fazer-me percorrer o labirinto legal a que fiz referência nos posts anteriores, e fazer-me gastar tempo e dinheiro em recursos e mais recursos. Por isso, como referi num post anterior (cf. aqui), o Tribunal da Relação do Porto desenhou a pena desde o início por forma a dificultar-me ao máximo o recurso para o Supremo.

    A morosidade da justiça portuguesa deve-se, em parte, a esta componente do sistema de justiça, que não visa fazer justiça, mas perseguir hereges. Nesta componente, não há interesse na celeridade da justiça, no sentido de produzir sentenças e executar penas. Pelo contrário, o interesse é em prolongar o processo, porque a pena está no processo.

    Na verdadeira reforma da justiça que um dia se fará em Portugal, o primeiro código a ser posto em causa - e de uma forma radical - terá de ser o Código do Processo Penal.

    O Código do Processo Penal que temos é ainda inquisitorial e uma vergonha para uma sociedade moderna e democrática como Portugal pretende ser.

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  8. Hawk

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    Nimbostratus

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    Nas tragédias dos incêndios de 2017 morreram 109 pessoas e mais de 300 ficaram feriadas. Umas quantas famílias destruídas. Umas quantas vidas marcadas para sempre. Há 3 momentos que me marcaram nestas tragédias:
    1) o colapso da protecção civil com consequências directas nas mortes.
    2) a escolha de altos quadros da protecção civil por via da militância política/amizades em vez das competências técnicas.
    3) o pedido de demissão da ministra não aceite por Costa em Junho. Uma ministra que posteriormente tomou uma série de decisões erradas que culminaram na tragédia de Outubro. Para Costa, era mais importante salvar o coiro político do que a vida dos portugueses.

    Isto para dizer que se Costa não caíu com isto, não vai cair porque se descobriu que um 15o membro do governo meteu dinheiro ao bolso ou no bolso de alguém indevidamente. Costa só vai cair quando tiver que mexer na carteira dos portugueses.
     
  9. frederico

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    Super Célula

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    Ele até vai mexendo, com impostos indirectos, mas como o literacia financeira é baixíssima, passa muito despercebido. Quem percebe mais é quem vive ao lado da fronteira, e conhece os preços em Espanha.
     
  10. ClaudiaRM

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    É só há carne de vaca e carne de porco?
    Não há frango, coelho, peru, pato, cabrito, borrego, etc? Já nem falo de peixe e moluscos. Eu nunca vi marisco em nenhuma das cantinas a que fui. Ou polvo. Estariam proibidos?
    Já estou como dizia alguém no outro dia: "não sei porque estão tão aborrecidos. Eu ainda hoje não tenho a certeza se era mesmo carne o que comia na cantina, quanto mais a espécie a que pertencia!". Pela minha experiência (curta, é certo!) em cantinas (mas sempre tive o 'prazer' de tentar em 4 distintas), o problema está muito longe de ser a variedade.... Deixo uma coisa que pode parecer anedota mas não é. No dia em que a minha mãe foi internada no IPO em Julho de 2015, ao final da manhã, eu fui com ela. Uma senhora muito simpática pergunta à minha mãe se prefere o prato de carne ou de peixe: solha ou coelho. A minha mãe diz que terá de ser coelho porque é alérgica à gordura do peixe (não pode comer peixe fresco. Só bacalhau porque, sendo seco está, naturalmente, desprovido de gordura). Vem a comida para toda a gente e a senhora que ia colocar o prato em frente à minha mãe diz: "minha senhora, não coma porque acho que não receberam o recado e mandaram a solha em vez do coelho. Quando dei por ela estavam três pessoas de volta do prato da minha mãe a tentar decifrar se aquilo era peixe ou coelho (tinha uma molhanga qualquer por cima). Para resolverem o mistério sem ninguém provar aquilo, andaram com o prato na mão a perguntar aos outros doentes o que tinham pedido para comparar o look da coisa. O recado afinal tinha chegado e era coelho. Que, claro, a minha mãe não comeu. :lol:
     
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    #6296 ClaudiaRM, 18 Set 2019 às 22:41
    Última edição: 19 Set 2019 às 02:04
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  11. N_Fig

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    Não vou regularmente às cantinas da UC, mas sinceramente também não me lembro de comer vaca... Mas até acho que a qualidade da comida, não sendo excelente, podia ser pior, e que tem vindo a aumentar desde que entrei
     
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  12. ClaudiaRM

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    Essa não foi uma das que experimentei (que, fazendo contas mais acertadas, afinal foram 5!). Mas se se consegue distinguir entre carne e peixe já não é mau... :D
     
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  13. ClaudiaRM

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  14. David sf

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