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O Estado do País 2020

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por ClaudiaRM 1 Jan 2020 às 13:49.

  1. frederico

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  2. frederico

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    Não queres comentar o estudo que postei? Os teus partidos defendem a legalização da coisa.
     
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  3. frederico

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    Grande flop...

    Para o Expresso do grupo Imprensa, de Pinto Balsemão, foi uma das personalidades do ano. Não faltaram artigos favoráveis no DN e no Público. Ora pois! E agora...

    https://observador.pt/2020/01/13/li...artido-pode-perder-representacao-parlamentar/

    A postura de Joacine Katar Moreira motivou alguns membros do partido a apresentar uma moção que será levada ao Congresso do partido, no próximo fim de semana. Numa das 18 moções apresentadas a congresso, disponibilizadas no site do partido, os subscritores da moção pretendem que a deputada “renuncie às suas funções” e, caso não aconteça, que lhe seja “retirada a confiança política”.


    Deram-lhe um destaque que não deram ao João Cotrim Figueiredo, que tem sido genericamente ignorado. Já o André Ventura... cruzes credo, para lá que é demónio! Tirem-se as devidas conclusões.

    A máscara de parte do «jornalismo» vai caindo.
     
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  4. "Charneca" Mundial

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    Nimbostratus

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    Curiosamente, a IL tem sido o partido que mais tem feito no Parlamento até agora, e também o partido mais ignorado. Será coincidência ou não? Acho que não... :(
     
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  5. ClaudiaRM

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    Doi aceitar que algumas pessoas nem para limpar sanitas queriam o aldrabão.
     
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  6. ClaudiaRM

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  7. Pedro

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    Por acaso tenho algumas coisas a dizer sobre isto.

    Primeiro, a codificação de surto psicótico secundário a canabinóides nos sistemas informáticos é recente, diria que tem no máximo 5/6 anos de forma standardizada. Logo aqui pode haver uma maior facilidade de identificar em séries de dados os casos com consumos de canabinóides que o que era normal há 10 anos atrás.

    Segundo, a migração do registo escrito ara o registo informatizado é também recente, e a maioria dos processos antes da migração não está ainda transferido para o informático. Aliás, no CHUC a migração completa para o sistema informático só começou a 11 de novembro de 2019. Quando estive na Psiquiatria ainda era quase tudo escrito no processo à mão com pouco ou nada no processo clínico informático. Há pessoas que trabalham simplesmente a transportar processos de serviço em serviço. Por isso, além do ponto acima está aqui mais um risco de subregisto nas décadas anteriores.

    Terceiro, o consumo de canabinóides é responsável por surtos psicóticos agudos, sim, mas geralmente leves e autolimitados ao contrato do que acontece com muitas outras substâncias, inclusive legais. É preciso ter em conta que a cannabis é a droga não-legal mais consumida em Portugal, de muito longe, e que pode ter tido um muito provável aumento no padrão de consumo nos últimos 30 anos. Mas não há nenhuma referência a estimativas de prevalência de consumo, e a sua evolução, não havendo nenhuma indicação dum aumento de incidência relativa de casos de psicose, só absoluta. Assim não dá propriamente para tirar uma conclusão muito sólida.

    Quarto, sabes que os surtos psicóticos relacionamos com consumo de cannabis são mais frequentes em doentes com esquizofrenia ou história familiar de, assim como no caso de consumos cruzados por potenciação mútua. Ora, no primeiro caso, que garantia há que os surtos psicóticos não sejam codificados como secundários a consumo de canabinóides e não por esquizofrenia, não sendo clara a causa em cada surto individual? No caso do segundo, a cannabis é a droga mais facilmente codificável e relatada mesmo que haja vários consumos simultâneos. E pelo menos em Coimbra tem havido nos últimos 2-3 anos um aumento exponencial dos consumos de MDMA, LSD, crack, na maioria dos casos com consumos simultaneos de várias drogas, das quais a cannabis a que causa menos episódios psicoativos e com menor gravidade, muitas vezes autolimitados até. Há um problema recente do ressurgimento das drogas pesadas em força, e acho que a cannabis está a levar por tabela sem ter a verdadeira culpa.

    Há imensas revisões sistemáticas e meta-análises que sustentam estas minhas dúvidas. E não há necessariamente uma relação positiva ou negativa entre programas de legalização de drogas leves e patologia psiquiátrica breve, tanto na Holanda como no Canadá que são os sistemas que conheço mais ou menos bem, com todos os defeitos grandes que têm.
     
  8. ClaudiaRM

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    Hipocrisia, como sempre. Quer o tabaco quer o álcool matam, directa e indirectamente, muito, e não vejo ninguém a advogar que devam ser proibidos. Querem proibir a cannabis? Nada contra. Mas sejam coerentes e defendam a proibição também do consumo de álcool e, principalmente, do tabaco. De outra forma, lamento, estão apenas a ser hipócritas. Declaração de interesses: não bebo, nunca tomei drogas ilegais (até as legais evito sempre que posso!) e não fumo (já fui fumadora social).
     
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  9. ClaudiaRM

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    Estou na CUF Viseu com o meu pai. Tinha consulta marcada para as 11h30. São 12h20 e continuamos à espera. Só tem desculpa porque o médico é um giraço.
     
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  10. ClaudiaRM

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    12h35. Still waiting. Cheira-me que chegou a fominha ao jeitoso e foi almoçar porque saiu do consultório e até agora não voltou. Como o compreendo. Também já comia qualquer coisinha.
     
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  11. ClaudiaRM

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    Fomos finalmente atendidos às 12h45. Mas valeu a pena a espera. :D
     
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  12. frederico

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    Nos últimos dois a três anos os sistemas de justiça ibéricos têm visto a sua imagem ser afectada no resto da Europa. Em Espanha, tem feito eco na imprensa internacional o julgamento dos membros do Governo regional da Catalunha, e os casos que envolvem violência doméstica ou abusos de mulheres. Já Portugal, vai colecionando condenações no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

    No Antigo Regime Português havia uma justiça para nobres e outra para cristãos-novos e raia miúda. As próprias Ordenações definiam estas diferenças. Para o mesmo crime a pena poderia ser muito mais leve para alguém da Alta Nobreza. Além disso, os funcionários da Justiça eram normalmente nobres, que se conheciam uns aos outros, e casavam entre si. O conflito de interesses era enorme. A Revolução Liberal da primeira metade do século XIX trouxe muitas mudanças, mas foi notoriamente incompleta e o Liberalismo falhou em Portugal. Chegados ao século XXI, a Justiça portuguesa é considerada em vários relatórios internacionais como um dos maiores entraves ao desenvolvimento do país e um dos sectores, senão mesmo o sector, com piores indicadores em Portugal. Temos genericamente boas auto-estradas e estradas, um SNS e uma Educação razoáveis, mas a Justiça leva nota negativa.

    Hoje veio-se a saber que Portugal levou mais uma condenação no TEDH.

    Os pais dos jovens que morreram no Meco durante uma praxe criticaram a investigação do caso e levaram com um processo por difamação. Haverá liberdade de expressão em Portugal?

    https://observador.pt/2017/01/19/pr...ares-de-jovens-que-morreram-na-praia-do-meco/

    Afinal o TEDH veio dar razão aos pais dos jovens e afirmar que a investigação do caso não foi bem conduzida:

    https://s3.observador.pt/wp-content...l-students-death-during-hazing-activities.pdf

    O Estado português terá de pagar uma indemnização de perto de 20 mil euros. Será este o prejuízo para o contribuinte.
     
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  13. frederico

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    A Ministra da Justiça que, na semana passada veio a público dizer que nós temos os melhores magistrados do mundo (cf. aqui), em 2015 veio a público defender o magistrado do Ministério Público que dirigiu as investigações ao caso da Praia do Meco, que o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem hoje arrasou (cf. aqui).

    Vale a pena reproduzir a notícia da altura, em que a Ministra, à época Procuradora-Geral Distrital de Lisboa, era chefe do magistrado visado (Joaquim Moreira da Silva):

    «"É neste momento que, perante sucessivas afirmações - transmitidas em órgãos de comunicação social escrita, falada e também em formatos televisivos - que desabonam gravemente o Ministério Público e, em particular, o Procurador da República (…)"

    que a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, dirigida por Francisca Van Dunem esclarece

    "que a direcão da investigação, a cargo do Procurador da República nas circunstâncias referidas, se revelou e revela isenta de reparo técnico, deontológico ou disciplinar e salienta as exemplares qualidades profissionais e pessoais do Procurador da República em causa, magistrado experiente, trabalhador, íntegro e compassivo, respeitado na comunidade, respeitado pelos seus pares, subordinados e superiores hierárquicos, respeitado pelos operadores da justiça que consigo trabalham".»

    Que dizer acerca desta manifestação de corporativismo balofo, esquecendo por um momento a manifestação da semana passada, que, em conjunto, revelam que a ministra tem uma definitiva propensão para o corporativismo balofo?

    Que o TEDH não partilha nada desta opinião da Ministra acerca do trabalho do procurador Joaquim Moreira da Silva. Que, numa empresa privada, este homem teria sido hoje sumariamente despedido, se já não tivesse sido antes. Mas, tratando-se do Ministério Público, ele vai continuar onde está, provavelmente, entretanto, até já atingiu o topo da carreira, a ganhar um vencimento superior ao do primeiro-ministro.


    http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/
     
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  14. frederico

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    Temos uma Ministra da Justiça que vem a público dizer que temos os melhores Magistrados do mundo. Qual é o critério que utilizou para fazer esta afirmação? Vista de fora, a Justiça portuguesa é considerada das piores da Europa.

    Estes elogios da Ministra revelam um problema grave que revela atraso civilizacional de Portugal em relação ao Ocidente. O problema chama-se corporativismo.
     
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  15. frederico

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    Em Portugal, a classe média não tem acesso à Justiça.

    A justiça é lenta, não é barata, tem níveis de execução muito baixos, segundo dados da própria União Europeia. Que parte disto beneficia os advogados e que parte disto pode ser responsabilidade dos advogados?
    Bom, relativamente à situação de a justiça ser lenta posso garantir que os advogados não têm responsabilidade absolutamente nenhuma. Por uma razão simples: os advogados são os únicos que têm, de facto, prazos que têm de cumprir e se não cumprirem os prazos o seu cliente perde os direitos e sofrem responsabilidade a seguir relativamente a esta situação, por isso não temos qualquer indicação com a lentidão. Quanto às custas judiciais, também podem ter a certeza de que os advogados gostariam imenso de as ver reduzidas, porque o facto de as custas judiciais serem tão altas é um fator que desmotiva muito os cidadãos de recorrerem à justiça. Isso é uma situação muito preocupante porque, neste momento, nós temos uma justiça em Portugal a que só têm acesso os muito ricos e os indigentes, porque são os únicos que ou têm condições de pagar as custas ou têm apoios judiciais e não têm de pagar. A nossa classe média está completamente fora do sistema de justiça em Portugal. Eu tenho essa experiência como advogado em que tenho muitas pessoas que me perguntam logo quanto é que aquilo lhes vai custar em termos processuais e quando ouvem a informação, muitas desistem de instaurar processos. Ainda por cima o sistema que nós temos é dos mais injustos que existem, se for uma ação de grande valor - acima dos 275 mil euros - as pessoas só são obrigadas a pagar no início por 275 mil euros, mas depois podem ter de pagar mais mesmo que ganhem totalmente a causa. É um sistema completamente perverso e que os cidadãos não conseguem perceber. Só o Estado estar a funcionar assim demonstra bem a perversidade do sistema.


    https://www.dn.pt/edicao-do-dia/12-...-os-muito-ricos-e-os-indigentes-11696427.html
     
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  1. algarvio1980

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