Política e economia internacional 2015

  • Thread starter Thread starter Vince
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Hoje vou fazer um resumo maior do que o habitual (para além do que já publiquei):

- Começando pela Ucrânia, onde a inflação chegou aos 25% no ano passado.

- As empresas farmacêuticas japonesas vão começar a investigar curas para as doenças tropicais, até agora ignoradas porque há poucos 'incentivos financeiros'.

- O papa Francisco faz nova viagem à Turquia para reunir Cristãos e Ortodoxos. Pelo caminho faz nova aproximação aos muçulmanos.

- O presidente do Chad apela ao ocidente, incluíndo à NATO, que os ajude a derrotar nos islamitas. Afirma que a Líbia foi abandonada e tornou-se um santuário para terroristas (e que isto está a destabilizar todos os países vizinhos). Os EUA confirmam que a ISIS tem campos de treino no este da Líbia. A França vai realizar bombardeamentos na fronteira sul do país para impedir os combatentes de atravessar para o Sahel.

- Já ontem um petroleiro grego foi atacado:

Aviões militares líbios atacaram, na noite de domingo, um petroleiro que, ao entrar num porto controlado por uma milícia islamista, foi considerado "suspeito". Dois tripulantes, um grego e um romeno, morreram e o Governo de Atenas condenou o ataque, exigindo que sejam apuradas responsabilidades.

A justificação é plausível:

"Foram dadas ordens para o navio parar ao aproximar-se do porto de Derna, para se verificar se a sua carga continha ou não armas e munições destinadas aos extremistas que controlam a cidade. Mas a tripulação não obedeceu, o que tornou o navio suspeito aos olhos do exército que combate o terrorismo", disse à AFP um porta-voz do exército, o coronel Ahmed Mesmari.

Segundo esta agência noticiosa, o navio de pavilhão liberiano pertence, ou é gerido, pela companhia grega com sede em Atenas Aegean Shipping Enterprises Company. Levava 12,600 toneladas de crude e, apesar de ter ficado danificado, não há qualquer derrame.

Mas avanço outra: Se os terroristas controlam a cidade muito provavelmente poderiam querer vender petróleo a um custo inferior para financiar a sua guerra. Haverão sempre compradores. Qual das duas explicações está mais correta (a minha ou a oficial) nunca se saberá.

- O Afeganistão não tem governo após 100 dias (já apanharam os mais hábitos ocidentais).

- Na Suécia ocorreram manifestações de solidariedade para com os ataques a mesquitas. Pelo menos há ainda sanidade.

- Os jordanos começam a querer evitar combater a ISIS. Pensam que a sua indiferença/neutralidade garantirá a sua segurança (pouco provável). Mas um político de lá teve uma afirmação curiosa:

"Sending our noble soldiers and children miles away to fight ISIL is actually fighting the war on behalf of [Syrian President Bashar] al-Assad and the US,” deputy Assaf Shawbaki - one of eight MPs who issued a statement calling on the Jordanian government to withdraw from the war - told Al Jazeera.

According to Shawbaki, the war on ISIL only "serves agendas of foreign forces in the region", a viewpoint shared by many other Jordanians.

"In Jordan, it is no big secret that certain decisions are not ours but rather imposed on us by our allies," Saoub said.

--- fim parte 1 ---
 
-Na China mais estímulos (nunca mais acabam):

A China vai pôr em marcha 300 projectos de infraestruturas no valor de sete biliões de yuans (cerca de 950 mil milhões de euros) este ano, numa tentativa de impulsionar o crescimento económico, que ameaça recuar para menos de 7%.

(...)

Os projectos serão financiados pelos governos central e locais, empresas estatais e privados. O investimento será realizado em sete sectores, incluindo petróleo e gasodutos, saúde, energia limpa, transportes e mineração. As fontes consultadas pela Bloomberg adiantam ainda que a Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento também está a estudar projectos noutras indústrias, caso o governo precise de dar mais apoio ao crescimento.

JdN

- Os mercados estão quase em modo de pânico. As ações têm descido e a 'fuga para a segurança' (flight to safety) tem imperado. Os metais preciosos não subiram muito. O petróleo já vai em +-48 dólares.



As obrigações dos EUA a 10 anos estão a +-1.88%. As da Alemanha a 0.44%. As obrigações da Alemanha a 30 anos estão a +-1.137%.

- Houve hoje a apresentação de uma proposta surreal (se a Grécia sai leva outros com ela e não volta):

O presidente do Instituto Ifo, Hans Werner Sinn (na foto), pediu esta terça-feira, 6 de Janeiro, que fosse convocada uma reunião internacional sobre a dívida grega, avança o espanhol Expansión. O objectivo desse encontro será chegar a um acordo para a saída temporária da Grécia da Zona Euro, de forma a que o país possa ganhar competitividade.

De acordo com o presidente do instituto alemão de estudos económicos, a recuperação da competitividade grega passa necessariamente pela desvalorização da sua moeda, o que implicará um abandono temporário da região do euro.

Quando há mais uma ameaça de QE europeu:

Uma primeira hipótese, já referida no final de 2014 por Vítor Constâncio, vice-presidente do BCE, passa pela compra de dívida pública dos vários países da Zona Euro, repartida de acordo com a chave de capital de cada país no banco central (a qual é calculada a partir do peso da respectiva economia), escreve o Het Financieele Dagblad, que cita fontes não identificadas.

Uma outra hipótese, que tem já vindo a ser debatida para acalmar o cepticismo dos que se opõem à tomada de risco pelo BCE (nomeadamente comprando dívida de países em dificuldades e onde a reestruturação de dívida é debatida), passa pela compra pelo BCE de dívida apenas com "ratings" máximos, uma hipótese que foi recentemente admitida por Peter Praet, o economista-chefe do BCE. Nesta estratégia, o objectivo seria fazer com que os juros destas obrigações caissem para próximo de zero ou até para terreno negativo, empurrando os investidores para dívida mais arriscada, pública e privada.

Uma terceira hipótese, continua o mesmo jornal, é avançar com a compra de dívida de acordo com a chave de capital de cada país, mas garantir que esta fica registada nos balanços dos respectivos bancos centrais nacionais (à semelhança do que aconteceu com os empréstimos de emergência a bancos durante a crise), o que garantiria que o risco da compra da dívida ficaria entregue aos contribuintes de cada Estado-membro.

- O primeiro ministro islandês quer retirar a adesão à União Europeia - fazem eles muito bem - (mas tem-se defrontado com alguma resistência pública).

- Deixo aqui um artigo que indica as consequências da política do Syriza (que não vai fazer).

Após este mini-noticiário, termino com:

- As críticas dos EUA a Israel face ao congelamento das receitas fiscais palestianas. Tretas. Fica-se à espera da ajuda militar anual para matar estes últimos nas constantes guerrinhas.

E com um vídeo que exemplifica claramente o estado das economias europeias:

 
Última edição:
Em 2014 houveram 1017 violações do espaço aéreo. Não, isto não são os russos e a NATO. Foram o número de vezes que os turcos invadiram o espaço aéreo grego:

In the first month of 2014 alone, Turkish jets apparently violated Greek airspace 1,017 times. This was twice the number of total airspace violations between the two countries for the first half of 2013. Both are members of NATO.

These incidents have become so routine, Gurcan notes, that "reports of mock dogfights between Greek and Turkish warplanes over the Aegean Sea are now listed in the 'Daily Activities' section of the official website of Turkey’s chief of general staff."

Guerra entre a Turquia e a Grécia? 'Interessante':

"The question of sovereignty over the Aegean in simplest terms is the difference between Greek territorial waters of six nautical miles and the 10-nautical-mile airspace Greece claims," Gurcan writes. "The conflict arises when Turkey recognizes the Greek national airspace over the Aegean as six miles and flies its planes within the 10-mile airspace claimed by Greece."

These disputes over the Aegean have simmered and have hampered attempts for the two nations to fully normalize ties. Turkey still considers what it believes to be any Greek attempt to unilaterally expand its maritime claims in the Aegean as a cause for war, despite both countries being in NATO.

Hidrocarbonetos, sempre os hidrocarbonetos:

Cyprus has vowed to stay out of peace talks over the island's final status after Turkey sent a research ship to look for natural gas off of the north coast of the island. Cyprus is split between a Greek-backed south and a Turkish Cypriot North. Natural gas was discovered off of its coasts in late 2011.

Turkey maintains that any natural gas found off of the shores of Cyprus should be shared equally with both Greek and Turkish Cypriots. But a flagging Cyprus peace process, conflicting maritime claims in the Aegean, and controversy over Cypriot gas could all raise the temperature between Greece and Turkey in the coming year.

Com o tratado comercial trans-atlântico, vamos ter um novo antibiótico. Carne americana:

The amount of antibiotics given to farm animals in the United States increased by 16 percent between 2009 and 2012, the agency announced in a new report, and nearly 70 percent of those used are considered “medically important” for humans. That’s trouble for us as much as it is for our four-legged friends, who consume the majority of antibiotics in the U.S.—as much as 80 percent are given to the chickens, pigs, and cows bound for our grocery-store shelves, both to spur more rapid growth and to proactively protect them from disease.

Such widespread use of antibiotics has led to bugs that are getting tougher and tougher to treat. Worldwide, strains of drug-resistant tuberculosis and gonorrhea are on the rise. In the U.S., antibiotic resistance caused more than two million illnesses in 2013, according to a report by the Centers for Disease Control and Prevention, and an estimated 23,000 deaths, adding up to more than $20 million in healthcare costs
 
Última edição:
Por partes. O Japão não foi só do sismo e as ondas. Os reatores tinham defeitos. Houve pessoas que se demitiram por causa disso. O péssimo registo de segurança prolongou-se quando a Tepco nem se preocupou com os trabalhadores sub-contratados que limparam a central.

A Venezuela como modelo para o socialismo séc. XXI? Nunca foi por mim escrito ou apoiado. A Noruega foi por mim citado como um país, que à semelhança da Venezuela tem grandes reservas de petróleo, e esse sim, seria o modelo do socialismo séc. XXI. E um exemplo está aqui. Podemos depois é discutir porque é que as empresas públicas em alguns locais têm sucesso e noutros locais não. Por exemplo, a banca privada nos últimos anos em Portugal, um exemplo entre muitos, tem sido excecional. A regulação, claramente, tem sido eficiente. E menos regulação levará certamente a mais properidade.

Quanto ao endividamento excessivo, não o critiquei. Indico sim, que tempestades se aproximam. Imagine-se o banco central europeu, à semelhança do russo, aumentasse as taxas de juro para 10% (nem menciono 18).

Certas coisas não percebo. Esta afirmação por exemplo. Num mundo utópico, toda a gente exportaria mais do que importa. Sim, a produção traz riqueza, o consumo tira (dinâmica exportação-importação). Leio muita crítica ao consumo. Então não é o consumo que estimula a produção? Depois entra-se no debate acerca de onde se localiza a produção. Isso depois é a eterna luta. Se um exporta tira quota de mercado a outro (e aí entra o protecionismo anteriormente defendido por mim).

Quanto às dívidas dos países da europa, bom, temo, e já escrevi muita vez aqui, que um desastre se aproxima e um calote em massa virá (na realidade acho que a escravidão da dívida está para ficar durante muitos e muitos anos). Os mercados financeiros estão ligados às máquinas. Não sou eu que digo. Os bancos centrais podem (e a meu ver estão a) comprar futuros nas bolsas:

But times change and so does thinking. In recent weeks, we’ve discovered that the CME Group, the exchange in Chicago, has an incentive program under which foreign central banks could buy stock market derivatives like the S&P contracts at a discount.

NYP

Dinheiro está a ser imprimido do nada para dar a impressão de que tudo está bem.

Em termos políticos e económicos situo-me no centro. Quanto aos massacres do comunismo, a minha opinião é a de que as pessoas para levarem os seus planos avante vão esconder-se atrás de muita coisa. É como eu dizer que as guerras ocidentais são acerca dos direitos humanos e democracia. Cada um com a sua opinião e eu tenho a minha.

Quanto à industrialização mencionei os EUA porque são a maior economia do mundo e eram o maior consumidor de petróleo. Muitos outros países podiam ter sido mencionados.

Quanto aos acidentes nucleares, ninguém está imune (aqui e aqui)
 
Última edição:
Até escrevo um exemplo cá do sítio. É só uma reflexão. Apenas exponho a visão mais completa que conseguir. Os Açores são ilhas muito pequenas. Se fizéssemos uma análise custo-retorno, provavelmente as ilhas habitadas teriam que ser reduzidas entre 1/3 a 1/2 (ou até mais - isto sou eu a especular):

A contribuição da ilha de S. Miguel, a mais populosa dos Açores, para o Produto Interno Bruto (PIB) regional aumentou de 55,6 para 59,6 por cento entre 1980 e 2007, revelou hoje o Serviço Regional de Estatística (SREA).

Os dados divulgados pelo SREA indicam ainda que, naquele período, a ilha Terceira, que é a segunda mais populosa do arquipélago, registou uma quebra de peso na formação do PIB açoriano de 24,2 para 21,2 por cento.

O estudo realizado pelo Serviço Regional de Estatística, que tem por base cálculos do Instituto Nacional de Estatística, refere que o contributo da ilha do Faial para o PIB regional também recuou naquele período de 7,2 para 6,6 por cento, o mesmo acontecendo com S. Jorge, que caiu de 3,4 para 2,7 por cento.

Visão

No campo dos transportes, a situação é cinzenta:

Em causa está o prejuízo do Grupo SATA que, no ano passado, atingiu 15,75 milhões de euros. "O anúncio de um prejuízo tão avultado exige uma explicação clara, convincente, profunda e séria por parte da turela da companhia, o que ainda não sucedeu", lê-se na resolução da assembleia legislativa dos Açores, publicada hoje.

Além disso, as contas de 2013 "evidenciaram a existência de diversos artifícios contabilísticos que evitaram que os capitais próprios do Grupo resvalassem para terreno negativo", adianta o Parlamento no documento.

(...)

Por outro lado, destacou que os auditores independentes manifestaram reservas e solicitaram esclarecimentos à SATA, que não obtiveram, sobre duas operações. Uma delas foi a revalorização da frota da SATA Air Açores em mais sete milhões de euros e a diminuição das provisões em 3,5 milhões. Sem estas duas operações, a SATA Air Açores (que assegura as ligações entre ilhas açorianas) teria tido capitais próprios negativos e prejuízos.

Economico

"O grupo apresentou um resultado líquido negativo de 15,75 milhões de euros, com especial origem nas perdas da empresa SATA Internacional, 12,87 milhões de euros", referiu a empresa em comunicado, a propósito das assembleias gerais que aprovaram as contas de 2013.

Ainda de acordo com a empresa, o grupo SATA, que integra a SATA Air Açores e SATA Internacional, "teve uma receita em 2013 de 225,6 milhões de euros e custos de 241,3 milhões de euros".

I

A liberalização das viagens continente Lisboa/Porto-PDL/Terceira já aconteceu. Há uma empresa interessada nos voos inter-ilhas. É complicado. Pode-se correr o risco de os privados ficarem com as linhas lucrativas e o público arcar exclusivamente com as linhas que dão prejuízo.

O que se faz? Mantém-se um regime tendencialmente socialista (PS tem dominado mas se vier o PSD é a mesma coisa. O povo teme uma onda de austeridade semelhante à do continente)? Ou parte-se o sistema económico sendo que os privados ficam com o que é lucrativo e o contribuinte sustenta exclusivamente o que dá prejuízo mas que é necessário dado as localizações e necessidades da população?

O mais 'certo', economicamente 'falando', seria o despovoamento compulsivo. Provavelmente seria mais barato deslocar as pessoas das ilhas economicamente mais fracas para as mais fortes. Alocar as pessoas onde elas podem contribuir mais. Seguindo essa linha, provavelmente muitas zonas de Portugal Continental seriam prontamente abandonadas. Mas aí depois já se começava a ter demasiado planeamento central da economia (traduzindo, comuna).
 
Última edição:
Preços do petróleo continuam a cair. Brent abaixo dos 50 dólares por barril

Os preços do petróleo continuam a cair nos mercados internacionais. Quer o Brent do Mar do Norte, quer o West Texas Intermediate estão a negociar em mínimos do primeiro semestre de 2009. Especulação que inventários vão aumentar, fazendo crescer o excesso de oferta, está a pressionar evolução dos preços da matéria-prima.
Os preços do petróleo continuam a recuar nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, e que serve de referência para as importações nacionais, recua 2,3% para 49,94 dólares por barril, um mínimo de Maio de 2009. O West Texas Intermediate desce 1,59% para 47,17 dólares por barril. Ainda assim, esta quarta-feira, 7 de Janeiro, o crude negociado em Nova Iorque já tocou nos 47,14 dólares por barril, o valor mais baixo desde Abril de 2009.
Esta evolução dos preços da matéria-prima tem lugar numa altura em que o mercado especula que os inventários nos Estados Unidos da América vão aumentar, o que fará com que a abundância da matéria-prima seja ainda mais notória. "A procura não é algo que possa ser recuperada no curto prazo enquanto as coisas não parecem boas para a China e na Europa é esperado que seja uma pouco mais difícil pelas circunstâncias na Rússia", afirmou à Bloomberg Hong Sung Ki, analista da Samsung Futures, na Coreia do Sul.
O Negócios aponta esta quarta-feira como a Arábia Saudita está a ganhar a "guerra" contra o petróleo aos Estados Unidos. A queda dos preços, como pretende a Arábia Saudita, está a castigar especialmente as empresas norte-americanas de petróleo de xisto betuminoso, que precisam de preços bem mais elevados para manterem a produção.
"Uma vez que os produtores de petróleo de xisto betuminoso norte-americanos são os principais alvos da política seguida pela OPEP, irão muito provavelmente continuar a sangrar nos próximos meses", diz Eugen Weinberg, responsável pelo departamento de análise de "commodities" do Commerzbank. "Estas empresas têm visto o valor das suas acções afundar", diz Ole Hansen.

E também "os níveis de rentabilidade estão a reduzir-se significativamente" tendo em conta que, ao contrário do que acontece na Arábia Saudita, em que o petróleo custa apenas alguns dólares, muitas destas empresas precisam de valores perto dos 65 a 70 dólares.

Negócios
 
Tiroteio à metralhadora num jornal satírico francês em Paris.
O polémico jornal ridiculariza muitas vezes o fundamentalismo religioso, e já foi alvo de alguns ataques no passado, mas não com esta gravidade. Os atacantes conseguiram escapar depois de encherem de balas um carro da polícia.

Parece que há muitos vítimas:

http://www.lefigaro.fr/actualite-fr...2-en-direct-Charlie-Hebdo-Paris-fusillade.php
https://twitter.com/hashtag/charliehebdo?src=hash

13:24 GMT:Four famous French cartoonists were killed in the attack: Cabu, Wolinski, Charb et Tignou, France24 reports citing Charlie Hebdo’s lawyer.

RT

Agora é esperar pela nova vaga de medidas anti-terroristas. No Reino Unido já se quer caçar as crianças do infantário e da primária que demonstrem simpatia pelos terroristas.
 
A taxa de desemprego na Alemanha caiu, em Dezembro, pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o valor mais baixo em, pelo menos, 20 anos. Só no mês passado, o número de desempregados diminuiu em 27 mil.

JdN

O clima de incerteza face à situação política na Grécia avolumou-se com o elevar das especulações em torno da eventual saída grega do euro. O resultado mais imediato já se faz sentir: juros da dívida dispararam enquanto a praça grega recua mais de 3%.

Os juros da dívida grega dispararam esta manhã e, no prazo a 10 anos, já ultrapassaram a barreira dos 10%, o que acontece pela primeira vez desde Setembro de 2013. Assim, a taxa de juro que os investidores estão a exigir para comprar dívida helénica nos mercados secundários sobe 36,4 pontos base para os 10,110%.

JdN

Taxa de 13,4% é a mais elevada desde que há registos e mostra que a recessão na economia italiana não está perto do fim. Entre os jovens a taxa atingiu um recorde de 43,9%.

JdN
 
Custo do perdão parcial da dívida grega à Alemanha: 40 mil milhões.

Custo da Saída da Grécia do Euro no que concerne à Alemanha: 76 mil milhões.

Qual das opções é a mais provável?

KTG
 

Pois não. O autor faz uma ode à superioridade alemã e à preguiça do sul europeu. O que falta aí? Bom, a Goldman Sachs:

Goldman Sachs helped the Greek government to mask the true extent of its deficit with the help of a derivatives deal that legally circumvented the EU Maastricht deficit rules. At some point the so-called cross currency swaps will mature, and swell the country's already bloated deficit.

Spiegel

On the day the 2001 deal was struck, the government owed the bank about 600 million euros ($793 million) more than the 2.8 billion euros it borrowed, said Spyros Papanicolaou, who took over the country’s debt-management agency in 2005. By then, the price of the transaction, a derivative that disguised the loan and that Goldman Sachs persuaded Greece not to test with competitors, had almost doubled to 5.1 billion euros, he said.

Papanicolaou and his predecessor, Christoforos Sardelis, revealing details for the first time of a contract that helped Greece mask its growing sovereign debt to meet European Union requirements, said the country didn’t understand what it was buying and was ill-equipped to judge the risks or costs.

Bloomberg

Muito se fala sobre a corrupção (quando é de outra ideologia política). Investiga-se pouco e condena-se ainda menos. É uma pena de facto. Quanto à oligarquia, eu não sei. Por quantos votos ganhou o Draghi (Goldman Sachs)?

Quanto à solução para a Europa, incluíndo a Grécia, já aqui mencionei. Quem espera um renascimento da Grécia com juros de 10% vai esperar muito tempo. E não venham com as tretas da economia/preguiça/política/reformas antecipadas e etc que a Itália e França têm desemprego recorde mas o custo do financiamento é cada vez menor. A Grécia já tem excedente primário.

Num outro assunto:

A subida das taxas de juro pelo banco central norte-americano só deverá acontecer a partir de Abril. As perspectivas para a inflação continuam a decepcionar os responsáveis da Fed, que chegaram mesmo a rever em baixa as projecções na última reunião.

(...)

A indicação é de que a instituição liderada por Janet Yellen (na foto) será "paciente", já que a inflação continua abaixo do objectivo de longo prazo de 2%.

JdN

A palavra chave é "paciente". Em Abril, o primeiro trimestre já passou e depois alarga-se (mais uma vez) o prazo para a subida dos juros. O défice comercial foi o menor dos últimos 11 meses. A economia alegadamente está muito bem encaminhada. Porque é que os juros não sobem?

Adição (mais recente):

O Estado grego obteve um excedente primário de 3.533 milhões de euros nos primeiros onze meses do ano, mais 658 milhões do que os 2.875 milhões de euros previstos no Orçamento de Estado (OE), foi anunciado.

NaM
 
Última edição:
Adição (2):

Os alemães, devido à sua história, deviam ser os primeiros a enaltecer o esforço grego e a urgir a baixa dos juros. Não foi o Tratado de Versailes que constituiu a semente para a segunda guerra Mundial? A opressão prolongada nunca trará bons frutos. Mas a memória é curta.
 
Última edição:
Aqui vai uma informação surpreendente:

O jornal francês Le Parisien está a avançar com a informação de que os atiradores que invadiram a redação do jornal Charlie Hebdo são da Al-Qaeda.

Testemunhas garantiram ao diário parisiense que os atiradores, que afinal são três e não dois como tinha sido inicialmente avançado, gritaram após o ataque que pertencem à Al-Qaeda, ao mesmo tempo que vociferavam: “Vingámos o profeta”.

As primeiras informações que foram veiculadas asseguravam que o ataque tinha sido levado a cabo por dois atiradores, mas o governo francês já confirmou que eram afinal três os envolvidos.

Entre os 12 mortos contam-se dois polícias, três cartoonistas e o diretor do jornal. As famílias das vítimas estão a ser abrigadas num teatro na zona da Bastilha, estando a receber apoio psicológico.

O número de feridos tem vindo a subir, situando-se agora em 20, dos quais quatro estão em estado grave.

NaM

Não foi a ISIS. Quer dizer que os europeus não têm que voltar ao Iraque/Síria (a realidade vai ser muito diferente). Que se continue os ataques no Médio Oriente. Chegará a um ponto em que eles vão desistir (ou não...).

PS. Eu acho uma piada enorme a essas identificações relâmpago. É como o 11/9 - Al Qaeda e o avião na Ucrânia (russos). Mal acontece e já se sabe quem foi. Interessante de facto.
 
é por os gign a traz deles e 3 balas resolvem o assunto, não sou racista mas esta gente vem para a Europa a pensar que temos de aceitar as suas ideias a força. é o mesmo com os cortinados de corpo inteiro ou os minaretes que queriam construir na Suíça e foi chumbado em referendo
 
Estado
Fechado para novas mensagens.