Política e economia internacional 2017

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por Orion 6 Jan 2017 às 21:30.

  1. Orion

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    Finalmente, finalmente! Depois de meses e meses a gritar Rússia a tudo o que se mexia surgem finalmente provas. Contudo, os buracos persistem:



    Guardian

    Sempre escrevi que a estratégia de hostilizar a imprensa é um tiro no pé. De facto, a família Trump é tudo uma cambada de amadores. Tanta reunião que ficou por declarar e ainda por cima na Torre Trump. Só se podem queixar de si mesmos. Se tivessem declarado desde cedo as ligações com a Rússia e enfatizado o objetivo de paz o establishment continuaria a acusá-lo de traição (como fazem agora) mas muita malta continuaria a não se importar com isso. Agora passam por desonestos, o que é muito pior. Não obstante o barulho da imprensa (presente desde o início) faltam ainda mais provas concretas.

    O Donaldo Júnior está numa má situação já que não tem o pedigree da Hilária. Realisticamente, o presidente continua numa má situação mas fundamentalmente está tudo na mesma. O partido não está pronto para despachar o Trump nem o núcleo duro do seu eleitorado se preocupa muito com esse assunto. A parte mais preocupante é que as promessas continuam por cumprir e as que podem ser cumpridas não são bem aquilo que o eleitorado estava à espera. Os democratas continuam a ser uma oposição medíocre.
     
    #185 Orion, 15 Jul 2017 às 02:09
    Última edição: 15 Jul 2017 às 02:23
  6. Orion

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  8. Agreste

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    acho que é verdadeiramente humilhante saber-se que o referendo paralelo organizado pela chamada oposição na venezuela sobre eleeições gerais ter tido menos votos do que aqueles que se contaram numas eleições organizadas pelo governo no candidato da oposição Capriles.

    No entanto a propaganda em Portugal foi massiva.
     
  9. Scan_Ferr

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    Viva Maduro! Viva Venezuela!
     
  10. Orion

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    Verdadeiramente humilhante é o Maduro convocar uma assembleia constituinte para mudar a mesma constituição que ele e o seu antecessor veneraram durante mais de década e meia. A constituição passou de ser a lei da terra para um inconveniente imperialista. Mas até que tu nem és muito hipócrita já que de democrata nada tens. Nesse campo há piores.

    Vai-se ver o que é que o voto do dia 30 vai trazer. Os paramilitares estão na rua e os funcionários públicos estão a ser intimidados para votar.

    Mas como se vê mediante este artigo, o caso venezuelano nem tão cedo vai melhorar. E como é óbvio para quem não tem palas, os credores anti-imperialistas (China, Rússia, Índia...) não aceitam bolívares imprimidos até ao infinito para o pagamento das dívidas. Isto devia ser, mas não vai, uma lição básica em economia/comércio para a esquerda tuga.

    CNN

    Reuters

    O petróleo caro dava para pagar tudo e comprar influência. Agora com o petróleo barato boa parte da produção esfuma-se toda nos favores e deveres.

    Finalmente, só os Yankees são imperialistas e dei-me ao trabalho de ir buscar uma fonte não-ocidental/imperialista (mais aqui):

     
    #191 Orion, 18 Jul 2017 às 16:07
    Última edição: 18 Jul 2017 às 16:15
  11. Orion

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    Viva ao multiculturalismo? Já que hoje em dia dizer o óbvio é xenofobia, racismo e outras coisas do género só resta esperar que os resultados previsíveis se tornem realidade.
     
  12. Agreste

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    um referendo organizado pela oposição em que as pessoas podiam votar as vezes que quisessem e deu menos votos que umas eleições organizadas pelo Maduro?

    nunca vi humilhação igual... no lugar de aparecem 20 milhões de votos, só apareceram 7 milhões.
     
  13. Agreste

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    vão-se conhecendo mais dados.

    em Espanha estavam registados 68 mil eleitores...
    aparecem mais de 91 mil votos...

    nem assim.
     
  14. luismeteo3

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    Hugo O'Neill: "Esta bolha é pior do que 2008. E pode rebentar hoje"
    O Negócios foi ouvir a história da pessoa que há mais tempo exerce a profissão de consultor de investimento em Portugal. A experiência de Hugo O’Neill leva-o a afirmar com certeza que o colapso dos mercados está para breve. O “trader” contou as suas vitórias e falhanços e ainda teve tempo para deixar umas dicas de investimento.
    [​IMG]
    Miguel Baltazar


    Mariana Adam marianaadam@negocios.pt19 de julho de 2017 às 07:00


    Hugo O’Neill foi o primeiro português a receber autorização da CMVM para trabalhar como consultor de investimento. Há 30 anos que o seu dia a dia são os mercados.


    Quais as grandes diferenças de trabalhar como "trader" há 30 anos e hoje? Nos últimos anos as mudanças tecnológicas foram disruptivas?
    As principais mudanças sob o ponto de vista técnico consistiram no surgimento e desenvolvimento do mercado de derivados e a globalização dos mercados financeiros dando origem, primeiro nos EUA e depois no resto do mundo, a uma "economia financeira" aplicando no mercado de capitais o produto de dívida emitida pelo sector financeiro.


    Criámos um gigante mercado de dívida?
    Este movimento foi criando bolhas especulativas tendo em 2000 rebentado a mais especulativa de todas, a chamada bolha das "dot.com" cujo efeito devastador foi atenuado pelo surgimento da bolha do sector imobiliário, cujo rebentamento deu finalmente origem à crise de 2008, resultante do endividamento excessivo do sector financeiro.
    As consequências desta crise global foram parcialmente sustidas por medidas de injecção de liquidez no sistema numa acção convergente dos principais governos e bancos centrais e deveria ter sido seguida, mas não foi, por um plano a longo prazo com o objectivo de eliminar o excesso de endividamento.


    Os excessos da dívida pública e privada são hoje bem mais críticos que os de 2008 e os instrumentos para controlar a situação bem mais escassos. Em consequência aumenta o desvio entre o crescimento do mercado financeiro e o da economia real, devido ao excesso de investimento no primeiro e ao défice no segundo.



    Está a dizer que estamos pior que em 2008?
    Sim. Se analisarmos um gráfico de crescimento da dívida americana a partir dos anos 80 parece os Alpes! A atitude paternalista do Governo e da Reserva Federal perante as várias crises levou os gestores e investidores do sector financeiro a acreditar que os decisores políticos e os reguladores da actividade bancária adoptariam idêntica orientação em futuras situações, levando-os a reforçar a componente de risco, emitindo dívida cujo produto aplicavam em investimentos especulativos nos mercados de capitais. Esta orientação não mais parou levando a um aumento em exponencial do endividamento do sector financeiro, às sucessivas bolhas especulativas com as consequências que agora se conhecem.
    Acresce que o peso dos depósitos nos balanços dos bancos dos EUA decresceu muito, o que aumenta consideravelmente o risco.


    Está a falar de uma bolha gigantesca!
    Sim! Não foram tomadas medidas estruturais visando a redução global do endividamento. Houve sempre uma visão de curto prazo, inerente da democracia que encurta o espaço de acção a quatro anos, os ciclos eleitorais. Basta pensar que a dívida total dos EUA incluindo a dívida não titulada envolvendo compromissos do Governo à segurança social ascende a entre 120 a 130 biliões de dólares. É impossível de resolver! O PIB anual, mesmo sendo optimista, é de 16 a 17 biliões.


    A bolha vai rebentar? Quando?
    Não se sabe. Tanto pode ser amanhã ou em breve. Há mil razões para isto estoirar: a crise no Qatar com o Médio Oriente, a volatilidade das relações externas de Trump, o descrédito em relação à politica económica de Trump, por exemplo. É uma bolha gigante que envolve uma sobrevalorização do mercado de acções americano. O índice S&P500 apresenta neste momento um rácio (CAPE) de 30 vezes, ou seja, o valor do índice é cerca de 30 vezes o resultado médio por acção ajustado pela inflação, o que corresponde a um desvio de cerca de 80% acima da média. Quando rebentar, será tanto para as empresas boas como para as más. Só se safa quem esteja em activos que possa mobilizar de forma independente.


    Tais como?
    As moedas virtuais que fogem de tal maneira aos governos e podem servir de refúgio, é arriscado, mas é um caminho. Mais seguro é fazer aplicações em ouro, em economia real: imobiliária, agricultura. África é uma oportunidade fantástica. Vai haver um "back to basics." http://www.jornaldenegocios.pt/merc...de-rebentar-hoje?ref=HP_Destaquesduasnotícias
     

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