Pobreza aumenta em Espanha e afeta 27,3% da população
Mais de 27,3 por cento da população espanhola vivia em risco de pobreza ou exclusão social no final de 2013, o que representa mais 2,9 pontos percentuais que em 2009, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol.
A análise é feita usando o indicador AROPE (que mede o risco de pobreza e exclusão social no âmbito da estratégia Europa 2020 da UE) e que inclui variáveis como rendimentos, capacidade de enfrentar gastos ou pagar as contas a horas.
Dessa população em risco, indica o INE, 20,4% vivia diretamente abaixo do limiar da pobreza, 6,2% em situação de privação material severa e 15,7% está afetada por baixa intensidade no emprego.
No seu Inquérito de Condições de Vida (ECV), divulgado hoje, o INE refere que em 2013 o limiar da pobreza se fixou em 8.114 euros por ano por pessoa ou em 17.040 euros para lares de dois adultos e dois menores.
Estes valores são mais baixos do que em 2012, quando eram de 8.321 e 17.473 respetivamente, segundo a nota do INE.
Os dados hoje divulgados confirmam que a pobreza afeta já 31,9% dos menores de 16 anos - cinco décimas mais que em 2012 mas abaixo do recorde de 32,6% fixado em 2010.
Cresceu também o risco de pobreza na população adulta, que passou de 29 a 29,5% tendo caído entre os com maiores de 65 de 16,5 para 14,5%.