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Caro PortugalWeather,

não se choque com os dados do IDH pois quando um país não tem um sistema político adequado à sua cultura é normal que haja empobrecimento. O que se passa em Portugal já sucedeu num país que outrora foi um dos mais ricos do mundo, a Argentina, mas com uma diferença, nós temos poucos recursos naturais, se nos compararmos com países da América do Sul que sofreram ou sofrem processos de empobrecimento.

E porque somos culturalmente mais parecidos à América do Sul do que julgamos é normal que sigamos esta via por uma razão: nós não fomos afectados pela Reforma Protestante com tudo o que isso implicou em termos de revolução de mentalidades e com todas as profundas transformações sociais e políticas que a Reforma trouxe ao Reino Unido e ao seu Império, ao Centro e Norte da Europa.

Perguntar-me-ão, mas há regiões católicas muito ricas na Europa. Sim, há, mas têm uma longa História de cultura comercial e industrial que por cá nunca houve, e foram vizinhas de importantes pólos de desenvolvimento cultural e científico. Não estavam num extremo da Europa.

Acima de tudo o nosso mal é a nossa cultura, atrasada e negligente. Mas ainda mais grave é termos elites políticas que não se distinguem do povo. As elites políticas não raras vezes têm comportamentos mais degradantes que o cidadão comum. São corruptas e irresponsáveis.

Portugal não tem futuro. O peso da dívida é insustentável, o índice de fertilidade é um dos mais baixos do mundo, a emigração é assustadora. A carga fiscal e a burocracia impedem o nascimento de novos negócios e não existe cultura industrial, e salvo uma ou outra excepção, não há know-how. As cidades estão degradadas, sujas e descaracterizadas, e o turismo tem tido números razoáveis apenas por causa das revoltas no mundo árabe e da situação instável da Grécia. Nós não temos condições para competir com outros países europeus no mercado turístico e a nossa grande mais valia era o escudo.

O Governo bem pode comprar o artigos que quiser na imprensa internacional mas nada irá alterar a realidade. As exportações aumentaram por causa da saída de ouro e das exportações da Galp. Não houve nenhuma alteração estrutural da economia e nem poderia haver em tão pouco tempo.

Ao longo da História desapareceram muitos impérios e nações, talvez este seja o fim da nação portuguesa. A vida é feita de ciclos, as nações também nascem e morrem, talvez estejamos a assistir à morte de Portugal, quem sabe o futuro não seja mais risonho como uma região de um grande estado federal europeu, com a população portuguesa diluída pela Europa, e com o país governado por Bruxelas.
 
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Caro PortugalWeather,

não se choque com os dados do IDH pois quando um país não tem um sistema político adequado à sua cultura é normal que haja empobrecimento. O que se passa em Portugal já sucedeu num país que outrora foi um dos mais ricos do mundo, a Argentina, mas com uma diferença, nós temos poucos recursos naturais, se nos compararmos com países da América do Sul que sofreram ou sofrem processos de empobrecimento.

E porque somos culturalmente mais parecidos à América do Sul do que julgamos é normal que sigamos esta via por uma razão: nós não fomos afectados pela Reforma Protestante com tudo o que isso implicou em termos de revolução de mentalidades e com todas as profundas transformações sociais e políticas que a Reforma trouxe ao Reino Unido e ao seu Império, ao Centro e Norte da Europa.

Perguntar-me-ão, mas há regiões católicas muito ricas na Europa. Sim, há, mas têm uma longa História de cultura comercial e industrial que por cá nunca houve, e foram vizinhas de importantes pólos de desenvolvimento cultural e científico. Não estavam num extremo da Europa.

Acima de tudo o nosso mal é a nossa cultura, atrasada e negligente. Mas ainda mais grave é termos elites políticas que não se distinguem do povo. As elites políticas não raras vezes têm comportamentos mais degradantes que o cidadão comum. São corruptas e irresponsáveis.

Portugal não tem futuro. O peso da dívida é insustentável, o índice de fertilidade é um dos mais baixos do mundo, a emigração é assustadora. A carga fiscal e a burocracia impedem o nascimento de novos negócios e não existe cultura industrial, e salvo uma ou outra excepção, não há know-how. As cidades estão degradadas, sujas e descaracterizadas, e o turismo tem tido números razoáveis apenas por causa das revoltas no mundo árabe e da situação instável da Grécia. Nós não temos condições para competir com outros países europeus no mercado turístico e a nossa grande mais valia era o escudo.

O Governo bem pode comprar o artigos que quiser na imprensa internacional mas nada irá alterar a realidade. As exportações aumentaram por causa da saída de ouro e das exportações da Galp. Não houve nenhuma alteração estrutural da economia e nem poderia haver em tão pouco tempo.

Ao longo da História desapareceram muitos impérios e nações, talvez este seja o fim da nação portuguesa. A vida é feita de ciclos, as nações também nascem e morrem, talvez estejamos a assistir à morte de Portugal, quem sabe o futuro não seja mais risonho como uma região de um grande estado federal europeu, com a população portuguesa diluída pela Europa, e com o país governado por Bruxelas.

Li a ética protestante e sei bem ao que te referes, explica alguma coisa mas não explica tudo, muito longe disso e também funciona como desculpa, pois o que não falta mesmo em países protestantes são grande numero de católicos não esquecer que a Escocia por exemplo ou o Norte de Inglaterra são marioritariamente católicos, penso que não é bem por ai, pois isso não explica o atraso estrutural dos últimos 60-70 anos de Portugal, alias esse argumento até soa um pouco com desculpa.
Ao contrario do que muita gente possa pensar Portugal até foi um pais que se desenvolveu muito bem até á 1ª republica a revolução industrial de Portugal não foi como no centro da Europa, mas se comparáramos com o sul da Europa até foi bem desenvolvida tivemos um bom desenvolvimento liberal que permitiu uma excelente rede ferroviária bem como a construção de acessibilidades o Norte do Pais conheceu um desenvolvimento industrial bem diferente dos países do sul da Europa, o Porto foi uma cidade muito importante nessa altura desse ponto de vista bem como toda essa região, no Porto existem ilhas industriais só visíveis na Gra - bretanha.
O problema não foi bem o religioso, para mim o problema do atraso estrutural de Portugal chama-se:
Colonialismo;
Centralismo;

E isto foi bem evidente em 50 anos de um regime que nos atrasou e quis-nos atrasados, esse sim o principal responsável para o nosso atraso face a grande parte da Europa, nos anos de democracia, comportamos como Novos-Ricos iletrados, Portugal tem coisas que não se explicam tem a nível de consumo em determinadas cadeias de lojas mundiais as lojas de Portugal são as que mais vendem na Europa, é dos países com mais eventos,festivais de Verão, dos melhores parque automóvel( basta irmos a Espanha para vermos um parque automóvel bem mais envelhecido) enfim somos um pais sui-generis.
Relativo a sermos parecidos com os sul americanos entendo o que dizes mas isso deve-se ao Estado Novo e uma mentalidade 3º mundista das nossas elites se o nosso povo fosse educado de outra forma, seriamos um pais exemplo e desenvolvido face a todo o mundo.
 
Não pretendo elogiar o Estado Novo, mas em boa verdade em 1973 éramos o 24.º país mais desenvolvido do mundo segundo a ONU. O ranking foi publicado em 1974 mas com dados de 1973.

Umm sem querer por as tuas fontes em causa Frederico, tenho muitas duvidas que esses critérios de desenvolvimento correspondem a indicadores de desenvolvimento social e bem-estar, um pais com uma taxa de alfabetização baixíssima e atroz, mortalidade infantil elevada, emigração enorme, um esforço de guerra, assistência medica precária, a existência de uma classe média muito pequena apenas limitada a Porto e Lisboa e pouco mais essa classificação tem haver com outros critérios.
Relativo ao meu post anterior quando refiro que uma das causas do nosso atraso estrutural deve-se ao colonialismo, basta ver o dinheiro que foi investido nas colonias, alias conheço bem essa realidade e Lourenço Marques, Luanda, entre outras eram cidades bem mais desenvolvidas em muitos aspectos que as cidades da metrópole, para não falar de investimentos públicos de obras publicas enormes nas antigas colonias, juntando a isso um esforço de guerra enorme na guerra colonial, tudo isto somado gastamos enormidades nas colonias e tínhamos um pais do mais atrasado e 3º mundista que poderia haver a todos os níveis, portanto responsabilizo totalmente o salazarismo e o estado-novo para o atraso do pais, a democracia nomeadamente a gestão dos fundos da UE não veio fazer melhor.
A tese do tropicalismo é das coisas mais aberrantes que possam haver que os portugueses se adaptam mais aos países tropicais que os outros povos( tretas) essas correntes sempre quiseram fazer de Portugal um pais Não Europeu, para mim juntamente com o centralismo e a elite colonial fizeram de Portugal um pais atrasadíssimo.
Portugal poderia ser uma Suiça Atlântica ou uma espécie de Israel(sem conflito), não é infelizmente e estamos nesta situação miserável, infelizmente.
 
Boa tarde ,

E a primeira vez que participo neste seguimento .

Eu acho que Portugal tem potencialidades , nao estamos muito diferentes da situacao de outros paises da Europa , muita coisa tem sido empolada pela comunicacao social .

Mas para mim , o maior Perigo para Portugal e este : ao contrario do que muitos dizem , nos precisamos da Europa mais do que nunca mas , para azar nosso , a Uniao Europeia caminha para a desagregacao .
 
Umm sem querer por as tuas fontes em causa Frederico, tenho muitas duvidas que esses critérios de desenvolvimento correspondem a indicadores de desenvolvimento social e bem-estar, um pais com uma taxa de alfabetização baixíssima e atroz, mortalidade infantil elevada, emigração enorme, um esforço de guerra, assistência medica precária, a existência de uma classe média muito pequena apenas limitada a Porto e Lisboa e pouco mais essa classificação tem haver com outros critérios.
Relativo ao meu post anterior quando refiro que uma das causas do nosso atraso estrutural deve-se ao colonialismo, basta ver o dinheiro que foi investido nas colonias, alias conheço bem essa realidade e Lourenço Marques, Luanda, entre outras eram cidades bem mais desenvolvidas em muitos aspectos que as cidades da metrópole, para não falar de investimentos públicos de obras publicas enormes nas antigas colonias, juntando a isso um esforço de guerra enorme na guerra colonial, tudo isto somado gastamos enormidades nas colonias e tínhamos um pais do mais atrasado e 3º mundista que poderia haver a todos os níveis, portanto responsabilizo totalmente o salazarismo e o estado-novo para o atraso do pais, a democracia nomeadamente a gestão dos fundos da UE não veio fazer melhor.
A tese do tropicalismo é das coisas mais aberrantes que possam haver que os portugueses se adaptam mais aos países tropicais que os outros povos( tretas) essas correntes sempre quiseram fazer de Portugal um pais Não Europeu, para mim juntamente com o centralismo e a elite colonial fizeram de Portugal um pais atrasadíssimo.
Portugal poderia ser uma Suiça Atlântica ou uma espécie de Israel(sem conflito), não é infelizmente e estamos nesta situação miserável, infelizmente.


Também não vejo com bons olhos o tropicalismo, deveríamos tentar uma aproximação a todos os níveis aos países mais desenvolvidos, que estão acima de nós, ou seja, o caminho passa pela integração europeia, e não por uniões com o Brasil e os PALOPS. Portugal deve lidar com esses países como a Inglaterra ou a França lidam com as ex-colónias.

Para sermos uma Suíça Atlântica não poderíamos ter esta carga fiscal, tanta burocracia e tantos monopólios encapotados, nem a Constituição permite certas reformas.
 
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Notícia da agência russa portanto, cautela. A ser verdade, mais uma prova de que estamos rodeados de psicopatas:




Matar 8 milhões com bombas nucleares. Não é algo digno de países civilizados?
 
Editado por um moderador:
Transnístria...

220px-Transnistria-map.png


Em 2006 foi realizado um referendo na Transnístria (sem o apoio do governo moldavo), cujo resultado indicou a preferência da população pela independência e posterior união com a Federação Russa. Contudo, dada a falta de contiguidade geográfica (entre a Rússia e a Transnístria estende-se todo o território da Ucrânia), o governo russo não parece recetivo a uma integração política da Transnístria, considerando a sua situação distinta das da Abcásia e da Ossétia do Sul, estas geograficamente contíguas à Rússia na zona do Cáucaso. O apoio de Moscovo à Transnístria manifesta-se, nomeadamente, pela venda de combustíveis fósseis (petróleo e gás natural) a preços favoráveis.

Fonte: Wikipédia
 
Como escrevi no tópico "Estado do País" tudo é feito de ciclos e que estes alternam entre si. Na Inglaterra depois da privatização da maioria dos serviços há algumas décadas atrás:

Ofgem, the energy watchdog, has failed to make inroads into the market dominance of the Big Six suppliers over the last five years – an omission that many believe is responsible for soaring domestic power bills – figures published today show.

The numbers from the Department of Energy and Climate Change (Decc) come alongside an appeal from the consumer champion Which? and the Federation of Small Businesses for a full competition inquiry into what they describe as a "broken" energy market.

A preliminary review by Ofgem and other City regulators into the dominance of firms such as SSE, E.ON and British Gas is expected to be published on Thursday and recommend a deeper probe by the Competition and Markets Authority (CMA). Caroline Flint, the shadow energy and climate change secretary, warned that such a probe would have the confidence of consumers only if it came up with robust action to rebalance the market in their favour.

The Decc numbers, provided to and published by Flint after a written question in parliament earlier this year, show a market that is next to static. SSE, E.ON and RWE npower hold exactly the same market share in gas now as over five years ago, 15%, 13% and 12% respectively. British Gas, by far the largest of the Big Six suppliers, held 44% of the gas market in December 2007 and still held 40% by December 2012, while EDF saw its share rise from 7% to 9%.

The electricity picture is similar, with British Gas increasing its share of the market from 22% to 25% over the five-year period, while E.ON dropped 1% and EDF and Scottish Power held their shares steady at 13% and 12%.

In both gas and electricity markets, the Big Six control 99% of the business, although that figure should have dropped since as the November price rises highlighted the benefits of moving to smaller independent companies.

First Utility, Ovo, Ecotricity and other new suppliers have repeatedly argued their ability to grow their market share is being thwarted by the dominance of the Big Six and the anti-competitive nature of the market.

Flint, who has promised a radical shake-up if Labour return to power in 2015, said consumers needed to be given new confidence that the prices they pay are fair. "Anything that can help shine a light on the workings of the energy market is welcome. But consumers will be rightly disappointed if the government uses this review as an excuse to kick the problem of rip-off energy bills into the long grass. We have hardly been short of reviews of the energy market in recent years – but what has been missing is decisive action to protect consumers.

"Our plans will break up the big energy companies, put an end to their secret deals and make tariffs simpler and fairer. And until these reforms kick in, we will put a stop to unfair price rises by freezing energy bills until 2017, saving the average household £120."

Richard Lloyd, executive director of Which?, and Mike Cherry, national policy chairman at the Federation of Small Businesses, urged Ofgem, the CMA and the Office of Fair Trading to refer the energy market for further assessment, claiming that nine out of 10 consumers would support this.

In joint letters to the three watchdogs to be sent out on Monday, they say: "Top of our concerns is the need to increase competition and make trading transparent. For too long the lack of competition in the energy market has not been addressed. It is now time for radical changes that deliver an effective, competitive market that delivers for everyone, before the scale of this crisis grows.

http://www.theguardian.com/business/2014/mar/24/energy-watchdog-ofgem-suppliers-dominance

Agora já querem voltar a "regular" o mercado de energia.
 
Em relação à Ucrânia, há já mais de 20 anos que este país está na "mira". Zbigniew Brzezinski, no seu livro de 1997 escreveu isto:

Ukraine, a new and important space on the Eurasian chessboard, is a geopolitical pivot because its very existence as an independent country helps to transform Russia. Without Ukraine, Russia ceases to be a Eurasian empire.

(...)

However, if Moscow regains control over Ukraine, with its 52 million people and major resources as well as access to the Black Sea, Russia automatically again regains the wherewithal to become a powerful imperial state, spanning Europe and Asia.

Fonte

Currículo de Zbigniew Brzezinski

Como já escrevi, a base de Sevastopol é fulcral. Não me admiraria nada se a médio prazo o conflito se entendesse ao Estreito do Bósforo e ao Estreito dos Dardanelos impedindo a armada russa de entrar no Mediterrâneo (ainda para mais que a Turquia faz parte da NATO).

Isto até está escrito no livro dele (na página seguinte):

Turquia - Estabiliza a Rússia no Sul, controla acesso ao Mediterrâneo e é vital na NATO;

Coreia do Sul - Útil na proteção do Japão (pois parte das forças armadas podem ser estacionadas aqui).

Isto é tudo geoestratégia e interesses mesquinhos (Rússia, UE, EUA). Nada mais. Quem sofre são os cidadãos dos países.
 
Última edição:
Vai ser giro vai:

UE/EUA/NATO vs Síria/Rússia

Este domingo, a Turquia abateu um avião de combate da Síria que bombardeava forças rebeldes junto a um posto estratégico da fronteira entre os dois países.

A raia entre o Sul da Turquia e o noroeste da Síria é desde sexta-feira palco de combates, entre o exército fiel a Bashar al-Assad e os rebeldes, pelo controlo do posto fronteiriço de Kassab.

O caça-bombardeiro sírio foi abatido pela defesa antiaérea turca, “uma agressão flagrante”, denuncia o regime de Damasco, que considera o incidente como mais uma prova da “implicação de Erdogan (primeiro-ministro da Turquia) no apoio aos grupos terroristas (os rebeldes – n.r.) no interior do território sírio”.

Em tempos, um aliado de Bashar al-Assad, Recep Tayyip Erdogan tornou-se num feroz crítico do regime no poder na Síria. Damasco acusa mesmo a Turquia de ter dado cobertura de artilharia à ofensiva rebelde em Kassab.

Num comício nos arredores de Istambul, a uma semana das eleições locais, o primeiro -ministro turco avisou que se a Síria continuar com as “violações” do espaço aéreo, a “resposta, a bofetada que vão levar na cara vai ser muito forte”.

O chefe do executivo elogiou ainda o trabalho dos militares que abateram o caça sírio. O piloto do avião conseguiu ejetar-se.

Envolvido num escândalo de corrupção, com escutas que afirma serem falsas, Erdogan e o partido AKP têm no próximo domingo um importante teste à sua popularidade com o escrutínio para o poder local.

http://pt.euronews.com/2014/03/23/t...iria-damasco-denuncia-uma-agressao-flagrante/

Pois, o Assad deixa de ser aliado do Erdogan porque os interesses são outros. Novamente, desviar as atenções dos crimes internos para outros externos dá sempre jeito em política. Os EUA sabem que a Crimeia é importante mas não é vital. Ainda há dois estreitos a separar o Mar Negro do Mediterrâneo.

Vê-se o Ocidente ameaçar tanto. Não obstante as incursões russas, estas na gigantesca maioria têm sido sem vítimas (não estou a dizer que é bom). São raras as invasões militares com pouquíssimas baixas civis ou militares. Os ucranianos até retiram os militares da Crimeia:

O presidente ucraniano em exercício mandou retirar da Crimeia todas as forças militares leais a Kiev. Oleksandr Turchnynov justificou a decisão com a pressão exercida pelos militares russos, que ameaçam a vida dos operacionais ucranianos e das respetivas famílias.

O anúncio surgiu esta manhã, depois de a Rússia ter tomado mais uma base militar num território perto da Crimeia. No local estavam mais de 80 oficiais ucranianos e dois ficaram feridos na sequência desta ação

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=725567&tm=7&layout=123&visual=61

Por fim, na Síria (já se perdeu o interesse mas isto está muito longe de terminar):

O exército sírio recuperou o controlo total da cidade estratégica de Qusair, de acordo com informação dos rebeldes e da televisão estatal dada à BBC.

Qusair está localizada perto da fronteira com o Líbano e há mais de duas semanas que rebeldes e forças leais ao regime, apoiadas pelo Hezbollah, se debatiam pelo seu controlo.

À televisão britânica, os rebeldes disseram que foram obrigados a retirar durante a noite devido a um forte ataque. Na televisão síria, o regime de Bashar al-Assad divulga que muitos revoltosos morreram e outros se renderam.

O líder do Exército Sírio Livre, que representa os rebeldes, disse à BBC que um grande número de militantes do Hezbollah estava a entrar na Síria para combater ao lado das forças do Governo. Selim Idriss acusou o Líbano, país onde está sediado o Hezbollah, de não estar a fazer nada para impedir a ida dos militantes do movimento para combater na Síria.

http://expresso.sapo.pt/governo-sirio-recupera-cidade-estrategica=f811997

Limitando a ação russa no Mar Negro facilitará, e muito, (um)a futura ação militar neste país.
 



Esperem, esperem, ainda fica pior:





E ainda não acaba aqui. Em relação à Líbia:





O bom senso já morreu há muito tempo. Provocam os outros países para que estes ataquem e ficarem eles na história como inocentes e os "defensores da liberdade". É sempre o mesmo procedimento há centenas de anos.

Adição:

[ame="http://www.youtube.com/watch?v=fUbQD_mCY-8"]America's Secret Drone War - YouTube[/ame]
 
Editado por um moderador:
O que é que o G8 tem haver com o indice de desenvolvimento humano de um pais?

Da mesma lógica que um país com poucos recursos (Portugal) quando comparado com uma potência mundial do G8 (Itália) - nada!

É falacioso dizer-se que se pertence ao grupo de países mais ricos do mundo, então terá um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano mas...

Há outros factores a ter em conta no Índice... A esperança média de vida, a par do progresso científico, tende a equilibrar as diferenças entre países. O acesso à educação também melhorou.

Mas o PIB por habitante... certamente terá mais influência directa do que os outros dois.

A indústria italiana é diferente...

Vou generalizar imenso mas é talvez com pequenos detalhes que outros grandes deixam-se passar... Não me refiro apenas às marcas de luxo como Lamborghini, Ferrari, Maseratti... Mas à possibilidade que os italianos têm de desenvolver para eles próprios...

Iveco (Vigili del Fuoco); Alfa Romeo 159 (Carabinieri); FIAT Punto (Polizia Locale/Municipale); Lancia Thema (viatura oficial da presidência), Fincantieri (porta-aviões italiano), Zanussi (eletrodomésticos), FIAT (comboios, o nosso Alfa é baseado num deles)...

Moda e perfumes, idem aspas...

O vinho, o azeite, o calçado,... Alguns dos produtos que orgulham o nosso país, nada que eles não tenham do melhor...

Nem sequer temos capacidade de satisfazer as necessidades alimentares do nosso país... Importamos mais peixe do que capturamos (não venham com as políticas do abate de frotas porque outros países com os mesmos fundos tiveram de fazer o mesmo, aliás, outros ainda sem indústria pesqueira conseguiram até mesmo criá-la). De que nos vale gabar que temos(?) "o melhor peixe do mundo" se os espanhóis também têm autorização para poder pescar nas nossas águas?

Somos um país com gosto de rico e bolsa de pobre... Mercedes para a presidência, autocarros, táxis, ambulâncias... (Até casaco da Helly Hansen, uma marca norueguesa de topo para equipamento de competição de vela, com insígnias do programa operacional pesca estampadas com a bandeira nacional portuguesa... Lá fora fazem questão de mostrar os nossos produtos mas no nosso país, cá entre nós, o caso muda de figura... Nem com o calçado que tanta questão fazem de promover! Devem julgar que somos de ontem...)

Curiosamente, o casaco e os sapatos que surgem no meu avatar são de duas marcas portuguesas <3 Não há maneira de dar cabo daquilo já com quase 10 anos, sujeitos a caminhadas diárias, água salgada, em tempos jogaram à bola... O da imagem de perfil e o colete salva-vidas são da tal marca norueguesa, que desconhecia até terem sido oferecidos por amigos que os deixaram de usar.
 
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