Os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o primeiro-ministro, Ahmed Miitig, cujo gabinete está envolvido em polémica com o seu antecessor.
O ex-general Khalifa Haftar, chefe do autodesignado Exército Nacional, lançou um ataque às milícias islamitas na cidade oriental de Bengasi, em 16 de maio, e ganhou o apoio de unidades do Exército regular e da Força Aérea, bem como o de algumas milícias que participaram no derrube de Muammar Kadhafi em 2011.
O general retirado tem dito que pretende acabar com o "terrorismo" na cidade de Bengasi, que tem sido um bastião da militância islamita desde o levantamento popular, tendo adiantado na semana passada que o país se tornou numa "plataforma terrorista".
As autoridades têm acusado Haftar de promover um golpe de Estado, mas ele contrapôs que o povo lhe deu "um mandato" para a operação.
Desde 2011 que dezenas de membros das forças de segurança têm sido mortos ou feridos, em resultado de ataques com bombas ou a tiro, em Bengasi e arredores. Nenhum grupo tem reivindicado os ataques, mas a violência tem sido atribuída a islamita radicais, que controlam partes desta cidade.
Alguns manifestantes na capital transportavam um caixão, com cartazes alusivos ao governo, ao Congresso Geral Nacional e à milícia Ansar al-Sharia.
O Congresso Geral Nacional é o nome do parlamento, dominado pelos islamitas, que elegeu Miitig por entre acusações de ilegalidades, depois de o antecessor, Abdullah al-Thani, ter resignado em abril. A Ansar al-Sharia é uma milícia islamita, baseada em Bengasi, classificada pelos EUA como organização terrorista.