Política e economia internacional

Estado
Fechado para novas mensagens.
Sinceramente nem entendi os teus argumentos face ao dólar barato, parece conversa de barata tonta.

Parece mas não é. Se compras algo em moeda estrangeira tens que pagar para fazer o câmbio. Dou-te um exemplo, se o petróleo estiver a 100 dólares e 1 euro equivaler a 1 dólar, tens que dispender 100 euros para comprar o barril e mais uns trocos para fazeres o câmbio. O euro agora está +-1,36 dólares. Um barril de petróleo fica mais barato (incluindo o câmbio).

Ora, o Draghi quer baixar o valor do euro face ao dólar. A europa vai exportar mais barato mas importar mais caro. Como a dependência energética da europa é um problema, o petróleo vai ficar mais caro e as economias europeias não vão crescer tanto.

Os americanos têm a facilidade de ter dívidas enormes porque podem imprimir à vontade. Todos os países precisam de adquirir dólares para fazerem as trocas comerciais. O resultado é um dólar forte. É o que diferencia os EUA da Argentina, Zimbabwe etc etc.

O euro foi criado mesmo para isso. Para facilitar as trocas comerciais. E os EUA criaram o petro-dólar para terem hegemonia (financiando aquele exército descomunal emitindo dívida loucamente por exemplo). E é por isso que quando China, Rússia, Irão e Coreia do Norte (que usa o euro aparentemente) deixam de usar o dólar é um problema. Porque o dólar passa de um papel necessário para um papel sem valor.

Concluo com isto: O povo está mal formatado. A supremacia do dólar só tem 70 anos. E quando há crises toda a gente quer dívida americana. Havendo uma crise do dólar (como já esteve quase a acontecer e irá acontecer) vai tudo comprar o mesmo "bem" que está podre. E aí sim, verás o que são baratas tontas.

Outra coisa: Quando conseguires escrever algo sem fazer uso de insultos típicos de crianças do primeiro ciclo, isso sim, seria uma melhoria bastante significativa. Rebaixas-te e tentas fazer com que os outros façam o mesmo. E isso é deveras deprimente. Não só para quem debate contigo mas também para quem lê este fórum.

Já o Sócrates dizia que o insulto é a arma dos fracos.
 
Parece mas não é. Se compras algo em moeda estrangeira tens que pagar para fazer o câmbio. Dou-te um exemplo, se o petróleo estiver a 100 dólares e 1 euro equivaler a 1 dólar, tens que dispender 100 euros para comprar o barril e mais uns trocos para fazeres o câmbio. O euro agora está +-1,36 dólares. Um barril de petróleo fica mais barato (incluindo o câmbio).

Sim, e tem ficado mais barato desde há mts meses devido à impressão de moeda dolar. A Europa está a assistir a uma deflação sobretudo por causa disso, dai' as resistências do BCE em actuar ate' agora,

Ora, o Draghi quer baixar o valor do euro face ao dólar. A europa vai exportar mais barato mas importar mais caro. Como a dependência energética da europa é um problema, o petróleo vai ficar mais caro e as economias europeias não vão crescer tanto.

O Euro está a ficar caro e isso penaliza a produção europeia. Num mundo de currency wars em q todos desvalorizam e inflacionam temos pelo menos que dar o beneficio da duvida ao BCE que tentou ate' 'a ultima evitar entrar nessa guerra...entraram agora....so what...

Os americanos têm a facilidade de ter dívidas enormes porque podem imprimir à vontade. Todos os países precisam de adquirir dólares para fazerem as trocas comerciais. O resultado é um dólar forte. É o que diferencia os EUA da Argentina, Zimbabwe etc etc.

Os americanos exportam a inflação para todo o mundo, Queres que o BCE assista impávido e sereno a tudo isto?
 
Eu resumo isso tudo a poucas coisas: As dívidas americana, inglesa e japonesa não diminuíram com moeda desvalorizada e juros baixos. Quem acha que com juros mais altos vai-se tudo resolver, que continue com essa ilusão. Os juros das dívidas soberanas vão continuar a descer e a bolsa de valores a subir. Quem é rico (que possui mais bens financeiros) mais rico ficará. Quem é pobre mais pobre continuará. E esta sim, é a minha k7 :D que manterei.

Há pouco saiu a notícia. No Japão, o preço da carne tem subido tanto que os velhotes têm cortado na quantidade que comem.

É só ver os aumentos em Abril (2013 - 2014):

Food prices rose 5 percent in April from a year earlier, with fresh food climbing 10 percent. Onions soared 37 percent, and salmon -- a staple of the nation’s lunch boxes -- jumped 30 percent. Abe lifted the sales tax by 3 percentage points on April 1.

+5% nos preços dos alimentos;
Cebolas - 37%;
Salmão - 30%
Comida fresca - 10%
 
Eu resumo isso tudo a poucas coisas: As dívidas americana, inglesa e japonesa não diminuíram com moeda desvalorizada e juros baixos. Quem acha que com juros mais altos vai-se tudo resolver, que continue com essa ilusão. Os juros das dívidas soberanas vão continuar a descer e a bolsa de valores a subir. Quem é rico (que possui mais bens financeiros) mais rico ficará. Quem é pobre mais pobre continuará. E esta sim, é a minha k7 :D que manterei.

Há pouco saiu a notícia. No Japão, o preço na carne tem subido tanto que os velhotes têm cortado na quantidade que comem.

É só ver os aumentos em Abril (2013 - 2014):

+5% nos preços dos alimentos;
Cebolas - 37%;
Salmão - 30%
Comida fresca - 10%

Estamos afinal de acordo, mas discordo das tuas conclusões. Quem é pobre não fica mais pobre com deflação por exemplo, antes pelo contrário.
 
Estamos afinal de acordo, mas discordo das tuas conclusões. Quem é pobre não fica mais pobre com deflação por exemplo, antes pelo contrário.

Claro. Mas qual é o país que não está atolado em dívida? Como é que se impinge mais dívida num sistema saturado dela? O desenvolvimento ocidental e da China foi alimentado por dívida. Basta ver a avalancagem dos bancos. Viver dentro das possibilidades é como viver num país um pouco melhor que 3º mundo.
 
A diminuição das taxas de juro provocou ira na Alemanha:

The rate cuts prompted fury in Germany, where the head of the German Association of Savings Banks, Georg Fahrenschon, accused the ECB of expropriating savers. “We are tearing a hole in the pensions of savers. Over time these low rates will destroy the value of assets,” he said.

Der Spiegel deemed it was the “end of capitalism”, while Die Welt described Mr Draghi as Europe’s Bismarck, a near autocrat beyond control. It is a foretaste of what may happen if the ECB does graduate to QE later this year, once the machinery is ready.

http://www.telegraph.co.uk/finance/...gative-rates-but-still-stops-short-of-QE.html

Quando um alemão critica o autoritarismo de outra pessoa... é grave :lol:
 
Tiro no pé:

A estratégia de normalização da Frente Nacional de Marine Le Pen acabou de levar uma machadada precisamente numa altura em que ela precisava que o partido estivesse na sua forma mais respeitável, quando se esforça para negociar um grupo europeu de partidos anti-euro e anti-imigração, o que lhe daria mais verbas e relevância no Parlamento Europeu.

Por isso, Marine, que herdou a liderança do partido de extrema-direita em 2011, viu-se obrigada a responder, publicamente, pelo comentário do seu pai dizendo que faria uma “fornada” com críticos, incluindo um judeu, e acusá-lo de ter cometido “um erro”. Jean-Marie, que é o presidente honorário da FN, parece não ter vontade de se calar e lembrou que tem o título de modo “vitalício”.

Tudo começou quando Jean-Marie Le Pen comentou as críticas ao partido feitas por uma série de artistas e de outras personalidades – entre eles, a cantora Madonna, o humorista Guy Bedos, o antigo campeão de ténis Yannick Noah e o cantor (judeu) Patrick Bruel. Questionado sobre como responderia, Le Pen riu-se: “Da próxima vez, faremos uma fornada com eles.”

...

http://www.publico.pt/mundo/noticia...-a-frente-nacional-discute-em-publico-1639309
 
Como na altura não foram muito divulgadas as medidas de austeridade na Ucrânia, aqui vão (até é preciso ir aos meios de comunicação russos):

The state-owned energy company Naftogaz already said that it will increase household gas prices by 50 percent starting May 1, while utility companies will see a 40 percent rise as of July. According to estimates, this year Ukraine’s economy will contract by 3 percent while inflation will rise to 14 percent. The government is not planning to raise minimum wages in response to inflation.

The law adopted on Thursday, in particular, introduces a permanent application of the basic rate of corporate income tax at 18 percent and VAT at 20 percent, according to RBC-Ukraine. The government will also cancel the VAT refund for grain exporters.

The bill also introduces a 15 percent tax rate on pension payments if they exceed 10 thousand hryvnas (about $900). This tax, however, won’t really hurt an ordinary Ukrainian pensioner since an average pension in Ukraine is $160 – which may be further cut by 50% for those still working.

A progressive personal income taxation scale has also been installed to charge individuals 15, 17, 20 and 25 percent depending on their earnings. Those persons who make over 1 million hryvnas will be charged 25 percent income tax.

Car enthusiasts will also suffer as taxes on new cars and motorcycles with engine capacity exceeding 0.5 liters will also be doubled. Those who shop online and use overseas retailers will now see lowering of the limit on tax-free imports from 300 to 150 euros.

Excise taxes on alcohol and tobacco will also go up. In 2014 spirits price will see a 39 percent increase, while tobacco products will see a rise of 31.5 percent. Beer lovers will suffer the most with a 42.5 percent rise.

http://rt.com/news/ukraine-austerity-law-imf-753/

Entre outras:

- Gás doméstico: Aumento de 50%;

- Inflação: Aumento de 14%;

- Corte de 15% nas pensões acima de 900 dólares. Contudo pensões inferiores podem ser cortadas até 50%.

Como a austeridade tem sido um tremendo sucesso na Europa, também o será na Ucrânia. Quando chegar ao inverno, até o lixo vão queimar para se aquecerem.
 
Os combatentes do grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS) tomaram de quarta para quinta-feira a cidade de Dhoulouiya, 90 quilómetros a Norte de Bagdad, e avançam em direcção à capital do país.

(...)

O ISIS controla, desde o início da semana, a cidade de Mossul, a segunda maior do país, na província de Níneve, no Norte. Domina também totalmente a cidade de Tikrit (província de Salahedin, a 170 km da capital) e sectores nas províncias vizinhas de Kirkouk e Salaheddine, maioritariamente sunitas. Na quarta-feira, e no seu avanço para Bagdad, conquistaram Tikrit, a 160 quilómetros da capital.

(...)

"Não há qualquer sinal do exército iraquiano", relata Sherlock. "Passámos por seis postos de controlo abandonados e vi homens do ISIS levarem pelo menos dez tanques".

(...)

O ISIS e a Al-Qaeda partilham ideias e métodos, nascem no seio dos mesmos muçulmanos sunitas radicais (árabes, europeus e asiáticos), prontos a levantar armas em nome de um califado no meio de terras lideradas por xiitas (que consideram hereges) – o “jihadistão”, como lhe chamou o jornal Le Monde em editorial. O ISIS está perto de controlar províncias inteiras do Iraque e de amputar a Síria – em parte, estas áreas concentram petróleo, além de localizações absolutamente estratégicas.

No mês passado, e mal foi eleito, Nouri al-Malik pediu aos Estados Unidos para bombardearem o ISIS que já se tinham instalado em Ramadi e atacado Falujah. O Governo de Washington recusou, revela na edição desta quinta-feira o jornal americano The New York Times.

A Casa Branca não confirmou a notícia, mas fontes oficiais disseram a David Schuster da Al-Jazira que "a situação no Iraque está em constante revisão". "A resposta pode ser bastante diferente nos próximso dias ou semanas", disseram as fontes de Schuster.

Público

Ao que parece, esses mesmos radicais roubaram 430 milhões de dólares do banco central de Mosul.

Mais de 500.000 iraquianos já fugiram de cidade dominada por terroristas

Entre os refugiados estão militares que abandonaram seus uniformes e armas.

http://veja.abril.com.br/noticia/in...ja-fugiram-de-cidade-dominada-por-terroristas

À boa maneira americana: Who gives a shit.
 
President Barack Obama on Friday said the U.S. is reviewing options to aid Iraq amid an escalating crisis in the region, even as he cautioned against getting too involved in a conflict he tried to bring to an end in 2011.

(...)

"Ultimately it's up the Iraqis as a sovereign nation to solve their problems," Obama said during a press conference on the South Lawn of the White House. "This is a regional problem, and this is going to be a long-term problem."

"We can't do it for them," he added. "And in the absence of this sort of political effort, short-term military action won't succeed.
"

http://www.businessinsider.com/obama-statement-iraq-isis-2014-6

É oficial. Os iraquianos agora que se cuidem (vou usar esta expressão educada ao invés de outras mais realistas). O perigo é tão grande que até o Irão vai enviar tropas. Já a Turquia tem 80 cidadãos raptados e pondera atacar. A história da Síria vai pelo mesmo caminho com a conivência ocidental. Não admira, como é as que as mesmas personagens que criaram o problema vão resolvê-lo?

Um resumo do que esses radicais fazem:

http://www.zerohedge.com/news/2014-...-reveals-al-qaeda-jihadists-will-stop-nothing
 
A guerra total entre sunitas e xiitas evolui... mais países vão pegar fogo, sobretudo se os peshmergas se envolverem na luta.
 
A guerra total entre sunitas e xiitas evolui... mais países vão pegar fogo, sobretudo se os peshmergas se envolverem na luta.

Quem está a lucrar com a venda de armas aos terroristas? O Ocidente irá pagar bem caro quanto mais tarde reagir; imagine-se que os radicais sunitas assumam o controlo dos recursos petrolíferos da região...

E a quem irá interessar a previsível escalada dos preços do crude?
 
Quem está a lucrar com a venda de armas aos terroristas? O Ocidente irá pagar bem caro quanto mais tarde reagir; imagine-se que os radicais sunitas assumam o controlo dos recursos petrolíferos da região...

E a quem irá interessar a previsível escalada dos preços do crude?

Financiamento... A Arábia Saudita é um deles (de maioria Sunita) e rival do Irão (Xiita). Um bom exemplo:

Um diplomata de topo da Arábia Saudita e membro da família real avisou que o país enveredará pelo caminho do nuclear caso o Irão obtenha as condições necessárias à construção de bombas atómicas, relançando assim o espectro de um eventual conflito nuclear no Médio Oriente.

Público

Porque achas que a Arábia Saudita tem tanto interesse na Síria?

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita acusou nesta terça-feira (25) a comunidade internacional de ter "traído" a rebelião síria, que não tem armas na guerra contra o regime do presidente Bashar al-Assad.

http://g1.globo.com/mundo/siria/not...a-o-mundo-de-traicao-aos-rebeldes-sirios.html

E também:

Qatar, Arábia Saudita e Líbia armam rebeldes sírios

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2706499&seccao=M%E9dio%20Oriente

Por fim e para não faltar o "mais do mesmo":

Barack Obama passa esta noite no Palácio no deserto de Rawdat Khuraim, do rei Abdullah da Arábia Saudita, na primeira visita ao reino desde 2009. A primeira, na verdade, desde que se iniciaram as revoluções árabes e a guerra na Síria, que baralharam as linhas de força no Médio Oriente. Mas a falta de vontade manifestada pelos Estados Unidos em se envolver na Síria, onde os sauditas apostam tudo em derrubar Bashar Al-Assad, para atingirem o Irão, que suporta o seu regime, e a nova disposição norte-americana para dialogar com Teerão sobre o nuclear deixaram Riade muito insatisfeita com o velho aliado americano.

http://www.publico.pt/mundo/noticia...-sauditas-sobre-o-seu-amigo-americano-1630182

Como todos sabemos, a Arábia Saudita é um exemplo de direitos humanos e democracia no mundo todo. Daí que os EUA sejam um ardente defensor.

De resto, o Médio Oriente ser invadido por uma onda de extremistas não é novidade nenhuma. Tal como na Líbia, o Iraque era unido por um ditador. Quando se remove esse ditador, não é preciso pensar muito para saber que a democracia ocidental nunca iria ser implementada. Se a situação com o Saddam era má, sem ele não vai melhorar nem tão cedo.

Adição:

Quem beneficia com o aumento dos preços do crude? Todos os produtores :lol: Já os consumidores...
 
Xiitas, Iraque, Síria, Irão e EUA...

do outro lado...

Sunitas, Iraque, Arábia Saudita, Barein, Quatar e EUA...

Estou a achar falta à NATO, noutros tempos os falcões da guerra já tinham atirado as bombas telecomandadas.

Esta ISIS vai ser um divertimento. Anunciaram já 1700 mortos de rajada... ainda muito longe das cruzadas cristãs que passavam todos a fio de espada. :lol::lol::lol:

 
Editado por um moderador:
Como cómico do dia temos o Tony Blair:

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair rejeita qualquer responsabilidade da invasão dos Estados Unidos e do Reino Unido ao Iraque na atual situação daquele país.

“Temos de nos libertar da noção de que ‘nós’ provocámos isto. Não provocámos”, diz Blair num texto publicado no seu site e no Telegraph. Para o ex-primeiro-ministro, é “bizarra” a leitura que algumas pessoas têm feito dos atuais acontecimentos no Iraque, relacionando-os com a invasão das tropas da NATO. “Podemos discutir se a nossa política, em dados momentos, ajudou ou não: e se a ação é melhor política do que a inação. Mas a causa fundamental desta crise está na própria região e não fora dela”, argumenta Tony Blair, para quem “mesmo que se tivesse deixado Saddam no cargo em 2003, em 2011 – quando houve a Primavera Árabe na Tunísia, Líbia, Iémen, Bahrain, Egito e Síria – continuaria a haver um enorme problema no Iraque”.

“Podemos ver o que acontee quando deixamos um ditador no poder, como está a acontecer com Assad agora. Os problemas não desaparecem”, disse o ex-primeiro-ministro à BBC, onde reforçou a ideia de que o conflito no Iraque “é um problema regional” com impacto mundial.

Já na manhã deste domingo, Tony Blair apelou aos países ocidentais para que intervenham no Iraque. “É vitalmente importante que percebamos o que está aqui em jogo e ajamos. Vamos ter de lidar com isto ou as consequências vão virar-se contra nós, como aconteceu na Síria”, disse Blair, que deu diversas entrevistas às televisões britânicas.

O antigo chefe do governo do Reino Unido considera que deviam ser consideradas as opções militares no país do Médio Oriente, mas pensa que a intervenção não terá necessariamente de ser semelhante àquela que foi feita no Afeganistão e no Iraque. “É do nosso interesse parar este grupo extremista”, disse. E acrescentou: as milícias jihadistas “não estão só a combater iraquianos, estão também dispostas a combater-nos e fá-lo-ão se não as pararmos”.

Em 2003, quando Tony Blair era primeiro-ministro do Reino Unido, este país e os Estados Unidos decidiram invadir o Iraque com o objetivo de derrubar o regime de Saddam Hussein, que era suspeito de ter armas de destruição massiva – que, aliás, nunca foram encontradas (e Blair reconhece-o).

O embaixador britânico nos Estados Unidos à data da invasão do Iraque, Christopher Meyer, considera que o derrube do regime de Saddam foi “a causa mais significativa” para o irromper da atual violência naquele país. “Estamos a colher o que semeámos em 2003″, disse. “Sabíamos que derrubar Saddam Hussein iria desestabilizar seriamente o Iraque, depois de 24 anos de um governo de ferro”.

http://observador.pt/2014/06/15/nao-fomos-nos-que-provocamos-crise-iraque-defende-tony-blair/
 
Estado
Fechado para novas mensagens.