Política e economia internacional

Estado
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A complexidade/hipocrisia das relações políticas internacionais:

- Os EUA vendem armas ao Qatar:

Last week, Qatar closed the largest sale of American weaponry so far this year, purchasing $11 billion worth of Patriot missile batteries and Apache attack helicopters. The sale revealed that Qatar hasn't exactly been lacking in strategic daring in the wake of its failed bet on Muslim Brotherhood-linked political movements throughout the Middle East, and its subsequent fallout in diplomatic relations with neighboring Gulf monarchies.

http://www.businessinsider.com/gaza-conflict-qatar-us-relations-2014-7

- Os EUA são aliados de Israel

- Israel acusa o Qatar de apoiar o Hamas:

President Shimon Peres accused Qatar on Wednesday of becoming “the world’s largest funder of terror” due to its financial support for Hamas in Gaza.

“Qatar does not have the right to send money for rockets and tunnels which are fired at innocent civilians,” the outgoing statesman told UN Secretary General Ban Ki-moon in Jerusalem. “Their funding of terror must stop. If they want to build then they should, but they must not be allowed to destroy.”

A spokesman for Peres would not comment on the information on which the president was basing his accusation, but Prime Minister Benjamin Netanyahu’s former security adviser said Qatar was relentlessly financing Hamas terror.

http://www.timesofisrael.com/as-it-battles-hamas-israel-singles-out-its-sponsor-qatar/

Quem é que se deve bombardear desta vez? :assobio:
 
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Mais um dia mais multas para os bancos que só roub... distorcem os mercados:

Deutsche Bank AG (DBK), HSBC Holdings Plc (HSBA) and Bank of Nova Scotia were accused in a lawsuit of rigging the price of billions of dollars in silver, an allegation similar to earlier suits involving the London gold fix.

The banks unlawfully manipulated the price of the metal and its derivatives, an investor claims in a complaint filed yesterday in federal court in Manhattan. The banks abused their position of controlling the daily silver fix to reap illegitimate profit from trading, hurting other investors in the silver market who use the benchmark in billions of dollars of transactions, according to the suit.

http://www.bloomberg.com/news/2014-07-25/deutsche-bank-hsbc-accused-of-silver-fix-manipulation.html

E a Etiópia é a nova China, tendo em conta que os salários estão a subir nesta última (e infelizmente isso é mau):

African nations have a compelling opportunity to seize a share of the about 80 million jobs that China will export as its manufacturers lose competitiveness, according to Justin Lin, a former World Bank chief economist who now is a professor of economics at Peking University.

http://www.bloomberg.com/news/2014-...-china-s-china-in-search-for-cheap-labor.html
 
A top Pentagon intelligence official warned on Saturday that the destruction of Hamas would only lead to something more dangerous taking its place, as he offered a grim portrait of a period of enduring regional conflict.

The remarks by Lieutenant General Michael Flynn, the outgoing head of the Defense Intelligence Agency, came as Israeli ministers signaled that a comprehensive deal to end the 20-day-old conflict in the Gaza Strip appeared remote.

At least 1,050 Gazans - mostly civilians - have been killed, and 42 Israeli soldiers and three civilians in Israel have died.

Flynn disparaged Hamas for exhausting finite resources and know-how to build tunnels that have helped them inflict record casualties on Israelis. Still, he suggested that destroying Hamas was not the answer.

"If Hamas were destroyed and gone, we would probably end up with something much worse. The region would end up with something much worse," Flynn said at the Aspen Security Forum in Colorado.

"A worse threat that would come into the sort of ecosystem there … something like ISIS," he added, referring to the Islamic State, which last month declared an "Islamic caliphate" in territory it controls in Iraq and Syria.

Confined in the crowded, sandy coast enclave of 1.8 million, where poverty and unemployment hover around 40 percent, weary Gazans say they hope the battle will break the blockade that Israel and Egypt impose on them.

http://www.reuters.com/article/2014/07/27/us-mideast-gaza-usa-hamas-idUSKBN0FW01F20140727

Agora não se pode destruir o Hamas porque pior viria a seguir. Uma boa forma de diminuir conflitos seria reduzir o desemprego em Gaza. Pessoas com emprego têm mais que fazer do que entrar em grupos terroristas.
 
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pois foi o que já disse num post anterior, há muito poucos postos de trabalho na Palestina obviamente devido ao bloqueio feito por Israel. A maioria trabalha em Israel na sua maioria em trabalhos pouco qualificados. têm de passar por uma humilhante revista nas fronteiras. A violência baixa com o melhorar da qualidade de vida, a exemplo disso temos os Balcãs onde os países que entraram para ue viram a violência diminuir
 
Publico aqui porque acho que faz mais sentido (relativamente ao avião da Malásia):

In the early 1960s, America's top military leaders reportedly drafted plans to kill innocent people and commit acts of terrorism in U.S. cities to create public support for a war against Cuba.

Code named Operation Northwoods, the plans reportedly included the possible assassination of Cuban émigrés, sinking boats of Cuban refugees on the high seas, hijacking planes, blowing up a U.S. ship, and even orchestrating violent terrorism in U.S. cities.

The plans were developed as ways to trick the American public and the international community into supporting a war to oust Cuba's then new leader, communist Fidel Castro.

America's top military brass even contemplated causing U.S. military casualties, writing: "We could blow up a U.S. ship in Guantanamo Bay and blame Cuba," and, "casualty lists in U.S. newspapers would cause a helpful wave of national indignation."

http://abcnews.go.com/US/story?id=92662

O exército americano disposto a matar civis para inventar guerras escusadamente? Não. Isso nunca aconteceria. :inocente:
 
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Políticos e legisladores norte-americanos reagiram ontem às acusações "absurdas" de Israel a John Kerry com a ameaça de que a aliança estratégica entre os dois países, que assegura grande parte do arsenal que as forças israelitas (IDF) estão a usar nesta ofensiva à Faixa de Gaza, vai ficar "em grave risco" se os políticos israelitas continuarem a criticar o secretário de Estado como têm feito nas últimas semanas.

Na sexta-feira, Kerry apresentou ao primeiro-ministro israelita a última de uma série de propostas para uma trégua humanitária na região, que fomente o regresso ao acordo de cessar-fogo mediado pelo Egipto em Novembro de 2012. A proposta apresentada ao governo israelita e ao Hamas sugeria a suspensão dos ataques durante sete dias para que a ajuda médica e alimentar possa chegar ao enclave palestiniano sob bloqueio de Israel e do Egipto desde 2006. No domingo, Netanyahu disse "não".

Desde então, as críticas e acusações a Kerry subiram de tom entre inúmeros políticos e media israelitas. Barak Ravid, correspondente do diário "Haaretz", diz que a proposta "chocou" políticos locais em Telavive e em Jerusalém porque "coloca Israel e o Hamas ao mesmo nível". A ministra israelita da Justiça, Tzipi Livni, disse ao JTA que a proposta é "completamente inaceitável" e só serviria para "reforçar os extremistas na região", com outros políticos a dizerem ao mesmo site que aceitá-la seria "renderem-se" ao Hamas. A juntar a isto, o "Times of Israel" escreveu que "os erros de Kerry são embaraçosos" e ontem o número dois da administração Obama foi acusado, numa coluna do "Haaretz", de "estragar tudo" e avisado de que "há altos cargos em Jerusalém que descrevem a proposta como um ataque terrorista estratégico".

Não tardou os norte-americanos começaram a reagir às graves acusações, com a Associated Press a citar ontem vários membros da administração que declaram que "os ataques pessoais a Kerry cruzaram a linha e são particularmente decepcionantes numa altura de conflito activo". Segundo várias fontes, que pediram para não ser citadas, as críticas poderão marcar o início do declínio da aliança EUA-Israel.

http://www.ionline.pt/artigos/mundo/fim-da-alianca-israel-acusa-kerry-ataque-terrorista-estrategico
 
Os EUA anunciaram hoje a intenção de vender cinco mil mísseis Hellfire ao Iraque, por 700 milhões de dólares (522 milhões de euros), para ajudar o governo de Bagdade a combater a rebelião sunita.

Esta venda, que é a maior destes mísseis, foi aprovada apelo Departamento de Estado e deve ainda receber a autorização dos congressistas.

Os cinco mil mísseis anticarro são destinados "a apoiar as forças de segurança iraquianas nas suas operações atuais", indicou a agência para a cooperação em matéria de defesa e segurança.

As forças armadas iraquianas estão a disparar os mísseis a partir de aviões Cessna.

Os Hellfire, fabricados pela Lockheed Martin, são utilizados pelo Pentágono para atingir os insurgentes ligados à Al-Qaida no Paquistão e no Iémen, com recurso a aviões não tripulados.

http://www.dn.pt/inicio/globo/inter...riente&utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

Se uma coisa semelhante a esta acontecer...

Os dirigentes dos EUA e do Afeganistão perderam o rasto a milhares de armas fornecidas ao regime de Cabul, que correm o risco de ficar nas mãos dos talibãs, segundo um relatório norte-americano hoje divulgado.

O documento, da autoria do inspetor-geral especial para a reconstrução do Afeganistão (SIGAR, na sigla em inglês), John Sopko, revela que os EUA forneceram às forças afegãs mais armas do que as necessárias, porque os pedidos foram sendo alterados ao longo do tempo.

Assim, desde 2004, o Pentágono entregou mais de 747 mil Kalachnikov AK-47, lança-granadas e outras armas ao Afeganistão, no valor de cerca de 626 milhões de dólares (46 milhões de euros).

Mas os governos norte-americano e afegão não fizeram os registos de forma muito precisa e dezenas de milhares de armas de assalto poderiam estar desaparecidas, segundo o inspetor-geral.

"Dada a capacidade limitada do Governo afegão para manter registos ou eliminar de forma correta as armas usadas, há um verdadeiro perigo de estas armas tombarem nas mãos dos insurgentes", sublinhou-se no documento.

O Exército norte-americano já tinha expressado preocupações com o controlo destas armas antes de as entregar e as autoridades de Cabul têm "problemas importantes" em as localizar com exatidão.

As forças de segurança afegãs têm feito poucos esforços para manter os registos atualizados e fazer inventários de armas e as inspeções do SIGAR depósitos de armamento têm revelado diversas altas.

Acresce que o Exército e a polícia do Afeganistão receberam 112 mil armas a mais do que tinha sido solicitado inicialmente. Esta diferença é atribuída à vontade dos soldados afegãos possuírem armas mais recentes em vez de repararem as antigas.

O risco de as armas caírem nas mãos dos talibãs aumenta com a redução prevista do número de soldados afegãos recrutados, que deverá passar de 352 mil para 228.500 até 2017.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=721013

... não faz mal. Envia-se mais um lote de armas, desde que paguem claro.
 
Default à vista! :calor:

Argentina reuniu-se pela primeira vez cara a cara com credores

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A Argentina tem poucas horas para evitar o segundo "default" em treze anos. Ministro da Economia voou para Nova Iorque ontem para a primeira reunião cara a cara com credores.
As reuniões com o mediador nomeado pela justiça norte-americana prolongaram-se terça-feira por mais de cinco horas, contaram com a participação de última hora do ministro da Economia argentino que voou para Nova Iorque para se encontrar pela primeira vez cara a cara com os representantes dos credores que querem receber por completo o valor das obrigações referentes à dívida reestruturada em 2005 e 2010. O incumprimento só será evitado se a Argentina conseguir um acordo antes da meia noite em Nova Iorque, cinco horas de quinta-feira em Lisboa.

Terça-feira, no final da reunião, Alex Kicillof, o ministro da Economia, disse apenas que as "negociações continuam" e que "passaram a outra fase", apontando uma nova tentativa de acordo durante o dia de hoje, escreve o jornal argentino Clarin. Dan Pollack, o mediador, emitiu um comunicado a afirmar apenas que as partes não tinham ainda chegado a um acordo.

A possibilidade de incumprimento da Argentina – o segundo em 13 anos e o quinto na história do país – era ontem vista como muito provável. O seu impacto na economia internacional foi desvalorizada por vários bancos de investimento e pelo FMI.

O caso prolonga-se desde meados de Junho quando o Supremo Tribunal dos Estados Unidos reafirmou a sentença do juiz Thomas Griesa de que a Argentina não poderia pagar os cupões devido aos credores que aceitaram a reestruturação de 2005 e 2010 (e que representam 93% do total) sem antes pagar na totalidade a dívida e juros aos credores que recusaram as condições da reestruturação. Nestes 7% incluem-se dois fundos de investimento conhecidos por fazerem dinheiro exactamente neste tipo de negócio – o que tem levado o Governo de Cristina Krichner a apelidá-los de "abutres".

O prazo para o pagamento dos cupões (539 milhões de euros) acabou a 30 de Junho, mas a lei concede 30 dias de tolerância ao devedor, antes de se declarar um incumprimento. O prazo limite para o pagamento esgota-se assim à meia noite desta quarta-feira em Nova Iorque, cinco horas da manhã de quinta-feira em Lisboa.

Os dois fundos credores que não aceitaram a reestruturação pretendem receber 1,33 mil milhões de dólares e têm a lei norte-americana do seu lado. A totalidade da dívida não reestruturada vale perto de 15 mil milhões de dólares.

A Argentina diz que não poderá pagar por várias razões, mas uma das principais é a de que uma das cláusulas dos contratos da dívida que foi reestruturada com perdas de até 70% para os credores estabelece que, pelo menos até ao final de 2014, o Estado argentino não poderá oferecer a outros credores condições melhores. Se o fizer, então terá de tratar todos por igual, e nesse caso passam a estar em causa pelo menos 120 mil milhões de dólares. A totalidade das reservas externas do País vale apenas 29 mil milhões.

Negócios
 
As agências de rating começam a declarar o calote da Argentina:

Standard & Poor’s declared Argentina in default after the government missed a deadline for an interest payment on $13 billion of restructured bonds.

The South American country couldn’t pay $539 million owed to bondholders after a U.S. judge ruled that the interest payment can’t be distributed unless the hedge funds holding defaulted debt also got paid. After weeks of avoiding direct negotiations with the funds that successfully sued the country for full repayment of $1.5 billion on defaulted debt from 2001, a face-to-face meeting was held for the first time last night.

http://www.bloomberg.com/news/2014-...cording-to-s-p-as-debt-meetings-continue.html

E mais uma história de sucesso militar por parte do ocidente:

Grupos islamitas tomaram o controlo da principal base do exército líbio em Benghazi, no leste da Líbia, após combates que mataram dezenas de soldados, numa altura em que os incidentes de violência multiplicam-se no país.

Um desses incidentes envolveu uma enfermeira filipina que, segundo divulgaram fontes médicas e dos serviços de segurança líbios, foi hoje sequestrada durante alguns horas por um grupo armado e violada. As mesmas fontes não identificaram os agressores.

O Ministério da Saúde líbio indicou, num comunicado, que este incidente ocorrido em Tripoli deverá acelerar o processo de decisão das autoridades filipinas para retirar os respetivos cidadãos daquele território, incluindo 3.000 médicos e enfermeiras.

Uma fonte militar hoje citada pela agência francesa AFP confirmou a tomada da base militar de Benghazi, a segunda maior cidade da Líbia, por grupos islamitas, incluindo o movimento salafista jihadista Ansar Asharia, classificado como organização "terrorista" pelos Estados Unidos.

A organização humanitária Crescente Vermelho, federada com a Cruz Vermelha Internacional, divulgou entretanto ter retirado desta base militar os corpos de 35 soldados, afirmando que estão no local mais cadáveres.

"Até agora conseguimos retirar 35 corpos. Mas há mais", no bairro de Bouatni, onde está situada a base militar e outras estruturas da unidade das Forças Especiais do exército líbio, disse, em declarações à AFP, o porta-voz do Crescente Vermelho, Mohamed al-Misrati.

Na sua página na rede social Facebook, o grupo Ansar Asharia publicou fotografias do material bélico conquistado após o assalto à base militar: dezenas de armas e caixas de munições.

Os confrontos que se têm registado nas últimas semanas na Líbia, que são os mais violentos desde a queda do regime de Muammar Kadhafi, em 2011, acontecem entre milícias armadas e o exército líbio.

Face ao clima de caos que enfrenta o país, o novo Parlamento líbio, eleito no passado dia 25 de junho, decidiu reunir-se de urgência no sábado em Tobrouk (leste da Líbia), anunciou hoje o deputado Abu Bakr Biira, que deverá presidir a sessão inaugural.

Inicialmente, o novo Parlamento líbio deveria assumir funções no próximo dia 04 de agosto em Benghazi.

"Mas, em virtude da situação perigosa no país decidimos ter uma reunião de urgência em Tobrouk", a cerca de 200 quilómetros a este de Benghazi, declarou Biira.

Perante a escalada de violência, nomeadamente na capital líbia Tripoli, vários países, nomeadamente ocidentais, têm retirado os respetivos cidadãos ou funcionários diplomáticos do território líbio. Nas últimas 24 horas, cerca de 50 franceses e britânicos foram retirados do país por barco.

Ainda em Tripoli, os bombeiros continuavam hoje a combater, pelo quarto dia consecutivo, um violento incêndio num grande depósito de armazenamento de combustíveis. O incêndio foi provocado pelos 'rockets' disparados durante os confrontos entre milícias rivais.

http://www.noticiasaominuto.com/mundo/256883/islamitas-tomam-base-militar-no-leste-da-libia
 
Argentina em default seletivo
Já é oficial. A Standard & Poor anunciou que a dívida argentina entrou em default seletivo, o que quer dizer que o governo anunciou a indisponibilidade para pagar algumas das dívidas – escolhendo um pacote de credores a quem decidiu não pagar. O El Mundo confirma este anúncio da S&P que se segue a um intenso dia de negociações em Nova Iorque entre o ministro das finanças argentino e os representantes dos “fundos abutre”. O ministro Kicillof deverá dar uma conferência de imprensa no consulado argentino em Nova Iorque daqui a poucos minutos.

http://observador.pt/2014/07/30/argentina-em-default-seletivo/
Lá volta a esquerda a rebentar mais um país...
 
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