Precipitação Intensa na zona de Sintra - 21-03-2010

Knyght

Cumulonimbus
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André
Mais do que eu deves saber muito bem que há modelos de 2,5º, de 0,5º, de 0,2º, e de 0.01º

Abaixo dos 0,5º tem de obrigatóriamente entrar o radar nos dados além de aumentar o detalhe da orografia...
 

AnDré

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André
Mais do que eu deves saber muito bem que há modelos de 2,5º, de 0,5º, de 0,2º, e de 0.01º

Abaixo dos 0,5º tem de obrigatóriamente entrar o radar nos dados além de aumentar o detalhe da orografia...

Knyght,
Uma coisa é acompanhares através do satélite e do radar, um centro depressionário com uma frente associada, em que a cada actualização de modelos, introduzes dos dados de satélite e de radar, tendo em conta a orografia do terreno. Aí os dados de radar são essenciais na actualização das previsões.

Outra é a partir do radar querer prever a localização exacta onde as células convectivas vão nascer e causar chuva.
Tu pelo radar podes acompanhar, a partir do momento em que a célula comece a originar precipitação, o desenrolar da sua actividade.
Mas se a célula se formar sobre ti, quando o radar indica precipitação, ela já está a cair sobre ti.

Nesse aspecto o que contam são os modelos matemáticos de previsão. E mesmo esses não são precisos e exactos o suficiente para prever que no Cacém fosse cair uma carga de água, e ao lado em Queluz apenas pingasse.
 

vitamos

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11 Dez 2007
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Há aqui ainda muita confusão em relação àquilo que é um radar meteorológico. Um radar meteorológico pode apenas permitir estimar em situações muito específicas a queda de precipitação num dado local com 1 ou 2h de antecedência! O radar não é um modelo e a introdução dos dados de radares a nível global em modelos encontra-se em fase de implementação. Em situações convectivas específicas o radar vale no entanto o que vale.
A questão orográfica é um ponto que merece sempre uma nota adicional. Nem mesmo os modelos de malha mais apertada (5km ou menos) permitem uma definição orográfica precisa. No entanto é certo que a malha mais apertada permite uma aproximação mais fidedigna. No entanto esta aproximação pode traduzir-se em diferenças ainda de várias dezenas de metros. Resta a quem vê os modelos saber contar com as eventuais incidências locais, sabendo contudo que cada evento é um evento diferente.
 

rozzo

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André
Mais do que eu deves saber muito bem que há modelos de 2,5º, de 0,5º, de 0,2º, e de 0.01º

Abaixo dos 0,5º tem de obrigatóriamente entrar o radar nos dados além de aumentar o detalhe da orografia...

Mas que confusão vai aí!
Parece que estás revoltado com tudo e todos, a atirar em todas as direcções, sem pensar bem no que estás a dizer!
Calma contigo rapaz!
:D

Como disse e bem o Vitamos, a entrada de dados radar nos modelos ainda não é uma realidade consolidada do dia-a-dia. E por favor, à escala de tempo útil de uma previsão de um modelo, que tem isso a ver com o caso deste tópico?
Iam correr um modelo em 10 minutos para prever o que na verdade já lá estava no radar? Faz algum sentido?! :unsure:

E em relação ao que disse o Chingula, se fosse em Lisboa, realmente há um bom exemplo, penso que em Outubro de 2008? Espero não estar a fazer confusão, mas houve uma célula deste tipo, muito rápida e localizada que deu imensos prejuízos em áreas limitadas de Lisboa, com um dilúvio deste tipo. Alguém a poderia prever? Nem em sonhos!
 

Knyght

Cumulonimbus
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10 Mai 2009
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Madeira - Funchal
Se fores ao acumulado do Arieiro garanto-te que houve muitas horas deste inverno que tivemos precipitação acima disso.