Robótica

abrantes

Cumulus
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4 Jan 2008
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Tópico para concentrar as novidades em robótica,..

Os robôs estão vindo. Será que estamos preparados?
Redação do Site Inovação Tecnológica
04/02/2009
Os robôs estão vindo. Será que estamos preparados?
Robô está aprendendo a aprender como uma criança.[Imagem: Univ. Iowa]

Ter-se inspirado nos filmes de Guerra nas Estrelas, que assistiu quando criança, para se tornar um construtor de robôs quando adulto, pode não parecer algo exatamente inusitado.

Mas o búlgaro Alexander Stoytchev, hoje na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, está na crista da onda da robótica. E, se depender dele, os robôs logo serão tão familiares a todos nós quanto o eram para os moradores do distante planeta Tatooine.

Robótica desenvolvimental

A especialidade de Stoytchev é a chamada robótica desenvolvimental, uma mistura de robótica, inteligência artificial, psicologia desenvolvimental, neurociência desenvolvimental e, pasmem, filosofia.

"É uma das áreas mais novas da robótica. As pessoas já viram que não é razoável programar robôs a partir do zero para que eles façam cada mínima tarefa. Desta forma, nós estamos nos inspirando em modelos humanos. Os humanos não nascem sabendo tudo. Na verdade, leva um tempo razoável para que eles desenvolvam habilidades," diz o pesquisador.

Usando o filho como cobaia

Stoytchev e seus estudantes estão tentando descobrir como um robô pode aprender o que uma criança aprende nos seus primeiros dois anos de vida. Uma de suas cobaias é o seu próprio filho, que tem apenas 3 meses de idade.

O objetivo inicial é fazer o seu robô, um gigantesco dorso humanóide, um tanto assustador à primeira vista, aprender a distinguir entre objetos do dia-a-dia.

Como uma criança aprende a enfiar potes pequenos dentro de potes grandes, o robozão terá que saber distinguir o que é um pote e que objeto pode servir para colocar coisas dentro.

Outra linha de pesquisa pretende ensiná-lo a descobrir quais objetos podem ser utilizados como ferramentas.

E, finalmente, eles esperam que o robô aprende primórdios de linguagem, similares à utilizada por uma criança de dois anos de idade.

Aprender a aprender

"O objetivo fundamental da robótica desenvolvimental é fazer com que os robôs aprendam a aprender. Nós queremos que eles aprendam como encarar uma situação, ajustem-se a ela e aprendam com ela," diz Stoytchev.

Os pesquisadores acreditam que, ao aprender tarefas simples como as que estão sendo ensinadas a ele, o robô poderá desenvolver uma espécie de senso comum sobre o mundo real, algo que parece ser natural às pessoas, mas que é extremamente difícil de programar no computador que controla o robô.

Os robôs estão chegando

"Em um futuro não muito distante, nós teremos robôs pessoais da mesma forma que hoje temos computadores pessoais," prevê o pesquisador. "Os robôs do futuro serão generalistas. Eles serão empregados em tarefas variadas que exigirão robôs muito mais inteligentes e autônomos do que é possível construir hoje. Eles terão a capacidade de aprender como desempenhar novas tarefas por conta própria, sem intervenção humana."

"Os robôs estão vindo. Será que estamos preparados?" desafia Stoytchev.

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com....-sera-que-estamos-preparados-&id=010180090204
 

abrantes

Cumulus
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4 Jan 2008
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Robô da NASA será capaz de fazer rapel espacial
Redação do Site Inovação Tecnológica
11/02/2009
Robô da NASA será capaz de fazer rapel espacial
Protótipo do Axel Rover, escavando o solo para coleta de amostras durante um exercício de demonstração.[Imagem: NASA/JPL]

Axel Rover bem poderia ser o nome de um robô roqueiro. Mas é o mais recente modelo de robô explorador espacial, criado por engenheiros da NASA e do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Ele será também o primeiro robô capaz de fazer rapel.

Aonde ninguém jamais foi antes

O objetivo era construir um robô pequeno e versátil, capaz de subir ladeiras íngremes, andar sem problemas por terrenos altamente irregulares e entrar e sair de crateras profundas.

"O Axel aumenta nossa capacidade para explorar terrenos que não fomos capazes de explorar no passado, tais como as crateras profundas com escarpas quase verticais," afirma Issa A.D. Nesnas, coordenador do projeto.

"Além disso, como o Axel é relativamente leve, uma missão poderá levar vários Axels. Isto nos dará a oportunidade de sermos mais agressivos com o terreno que iremos explorar, ao mesmo tempo mantendo o risco da missão como um todo em níveis aceitáveis," diz Nesnas.

Sensores inerciais

O novo robô espacial tem apenas três motores, um para cada uma das duas rodas e um terceiro para controlar uma espécie de braço, que se estende a partir do centro do corpo cilíndrico.

O braço do Axel contém uma concha para coletar amostras do solo da Lua ou de outro planeta, mais provavelmente de Marte. Ele também possui duas câmeras digitais que capturam imagens 3D.

Como o braço é capaz de girar autonomamente, as câmeras podem capturar imagens panorâmicas, com cobertura de 360º.

O corpo cilíndrico do robô leva todo o seu "cérebro eletrônico", além dos sistemas de comunicação sem fios e de um sistema de sensores inerciais, que o tornam capaz de cumprir o trajeto autonomamente, quaisquer que sejam as característica do relevo.

Rapel espacial

Para descer ladeiras mais íngreme, o Axel possui um cabo que pode ser usado como âncora.

Lançado sobre uma pedra, por exemplo, o robô poderá fazer uma espécie de rapel espacial, descendo para explorar as profundezas de uma cratera sem o perigo de cair lá dentro ou de não conseguir mais sair.

Depois de fotografar o local e capturar amostras do terreno, o cabo é recolhido, içando o robô de volta para sua posição original.

Ainda não há previsão de quando o Axel será escalado para sua primeira missão

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com....capaz-de-fazer-rapel-espacial&id=010180090211
 

*Dave*

Nimbostratus
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29 Jun 2008
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ASM (Idanha-a-Nova) - Covilhã
As últimas sondas espaciais da NASA tinham um tempo de vida muito limitado, devido às baterias e não só...

Espero que com toda essa inovação, não se esqueçam de lhe fazer uma "cama", onde esse tal robô possa recarregar baterias, se não acaba como os outros, milhões de dólares investidos e depois o aparelho deixa de funcionar 6 meses depois....


PS: Bom tópico, tenho algum fascínio também por robótica :thumbsup::thumbsup:.
 

abrantes

Cumulus
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4 Jan 2008
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Robô inspeciona falhas nas gigantescas pás dos geradores eólicos

010180090122-robo-energia-eolica.jpg



Redação do Site Inovação Tecnológica
22/01/2009
Robô inspeciona falhas nas gigantescas pás dos geradores eólicos
Robô autônomo é capaz de inspecionar as pás dos geradores eólicos em busca de danos estruturais.[Imagem: Fraunhofer IFF]

Se você nunca viu um gerador eólico de perto poderá se assustar com as dimensões desses cata-ventos gigantescos, girando elegantemente para produzir uma energia elétrica limpa e renovável.

Essa elegância também poderá esconder uma realidade bastante incômoda: suas enormes pás estão sujeitas a forças muito intensas, podendo até mesmo se partir bruscamente caso seus limites sejam ultrapassados.

E riscos de fissuras e danos estruturais em equipamentos dessas dimensões não são fáceis de se monitorar.

Robô escalador

Pensando nisso, os engenheiros do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, criaram um robô capaz de escalar as gigantescas pás dos geradores eólicos e analisá-las de forma muito mais precisa do que um operário o faria - além de liberar o trabalhador humano dessa tarefa de alto risco.

Batizado de Riwea, o robô escala a pá e usa seus avançados sensores para rastrear cada centímetro quadrado da estrutura, localizando delaminações, fissuras ou trincas, mesmo que estas estejam situadas abaixo da superfície das lâminas dos rotores.

Hoje este trabalho é feito por operários, que analisam a estrutura visualmente em intervalos regulares.

Graus de liberdade

O sistema de inspeção do Riwea consiste de três elementos: o primeiro é um emissor infravermelho que aquece a superfície das lâminas do rotor eólico. A seguir, uma câmera termal de alta resolução grava o padrão de calor da superfície, registrando as falhas no material e gravando sua posição precisa.

O terceiro elemento é um sistema de ultra-som, equipado com outra câmera de alta resolução, capaz de detectar falhas que nunca poderiam ser vistas pelo olho humano.

O Riwea chega até as pás do gerador e "caminha" sobre elas utilizando cordas. "É uma plataforma altamente complexa com 16 graus de liberdade, que consegue deslizar autonomamente sobre as cordas," explica o Dr. Norbert Elkmann, coordenador do projeto.

http://www.inovacaotecnologica.com....as-pas-dos-geradores-eolicos&id=010180090122
 

Rog

Cumulonimbus
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6 Set 2006
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Norte Madeira (500m)
Robô controlado por ondas cerebrais

Uma nova tecnologia que permite controlar um robô, a mais de 1.500 quilómetros de distância, utilizando apenas ondas cerebrais e a visão, foi desenvolvida por cientistas portugueses e suíços e vai ser apresentada em Coimbra, avança a Lusa.

O projecto, coordenado por um investigador da Universidade de Coimbra, permite que um utilizador, na Suíça, com um computador e um dispositivo de eléctrodos na cabeça possa controlar uma máquina, em Portugal, por controlo remoto.

O cientista, na Suíça, «vê imagens de cá e reage lá», interagindo com o robô «sem teclas, apenas através de ondas cerebrais», disse este domingo à Agência Lusa Jorge Dias, investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

«É um sistema de feedback visual», acrescentou, frisando que o investigador suíço dá «ordens» ao robô com a visão, através de um sistema direccional que permite à máquina mover-se para a direita ou esquerda, para cima e para baixo.

Tecnologia com «forte impacto social»

Argumenta que é uma tecnologia com «forte impacto social» já que permitirá que pessoas com deficiências motoras muito graves possam obter mais autonomia no seu dia-a-dia.

«Com um simples e discreto dispositivo de eléctrodos, cidadãos com necessidades muito especiais, por exemplo, tetraplégicos ou acamados, terão autonomia para realizar tarefas quotidianas como atender o telefone, pedir ajuda, abrir a porta ou abrir o frigorífico», ilustrou Jorge Dias.

Sublinhando que o conceito de comando de uma máquina através de ondas cerebrais «está provado e validado», Jorge Dias sustentou que «a grande dificuldade e desafio» do projecto passava por garantir «uma interface robusta» entre os dados cerebrais e o robô, o que foi conseguido.

«No máximo, dentro de 5 anos esta nova tecnologia será mais popular porque é financeiramente atractiva e sem dificuldade de manuseamento», destacou.

O projecto dos investigadores da FCTUC e Hospital Universidade de Genebra vai ser alvo de uma demonstração, terça-feira, pelas 10:30, no Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, situado no Pólo II da Universidade de Coimbra.

Fonte http://diario.iol.pt/tecnologia/rob...a-tecnologia-projecto-tvi24/1058071-4069.html