Seguimento Meteorológico Livre - 2021

RedeMeteo

Nimbostratus
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No Pulo do Lobo em pleno Vale do Guadiana entre Serpa e Mértola as pessoas pescavam os peixes do rio e assavam-nos nas rochas circundantes ao rio
E nao estou a falar de há muitos anos atrás mas sim há volta de 15 anos quando a zona era mais habitada
 
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Santofsky

Cumulus
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10 Nov 2020
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Parece que afinal a montanha pariu um rato... o dia de hoje tanto prometia que as trovoadas acabaram por morrer cedo ou mesmo por nem sequer dar sinal de vida... Veremos o dia de amanhã...
Quanto às temperaturas e para aqueles que detestam o calor... Há boas notícias, por isso animem-se!!! A partir de amanhã os 30°C irão gozar um período de férias que se irá prolongar pelo menos até ao São João. Animem-se, podem voltar a acender as lareiras. :malandro: :lol:
 

RedeMeteo

Nimbostratus
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Na ultima saída do ECMWF a dorsal Áfricana já nao sobe no fim do mês e vem de novo uma cutt off :facepalm:
 
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belem

Cumulonimbus
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Sintra/Carcavelos/Óbidos
No Pulo do Lobo em pleno Vale do Guadiana entre Serpa e Mértola as pessoas pescavam os peixes do rio e assavam-nos nas rochas circundantes ao rio

Muito interessante, tal relato (e também o do Alto Douro).
No nosso país, também existem casos documentados de oliveiras queimadas pelo calor, e para que se tenha noção, normalmente tal começa a acontecer só a partir dos 48 graus.
Lembro-me de ler artigos que indicavam que certas zonas do Alto Douro e Vale do Guadiana, era consideradas perigosas para ser visitadas no verão, sobretudo nas horas máximas de calor.
No caso do Guadiana era referente a zonas de observação de aves (em zonas mais declivosas) e no caso do Alto Douro, era referente à observação das gravuras rupestres, nas zonas baixas junto ao Côa.
 
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joralentejano

Super Célula
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21 Set 2015
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Arronches (272m) | Leiria
Muito interessante, tal relato (e também o do Alto Douro).
Lembro-me de ler artigos em que certas zonas do Alto Douro e Vale do Guadiana, era consideradas perigosas para ser visitadas no verão, sobretudo nas horas máximas de calor.
No caso do Guadiana era referente a zonas de observação de aves e no caso do Alto Douro, era referente à observação das gravuras rupestres, nas zonas baixas junto ao Côa.
No nosso país, também existem casos documentados de oliveiras queimadas pelo calor, e para que se tenha noção, normalmente tal começa a acontecer só a partir dos 48 graus.
Na onda de calor de agosto de 2018, houve imensas árvores a largar folhas como se já estivéssemos outono e no meu quintal, algumas plantas secaram-se por completo, mesmo regadas. Penso que estas situações revelam o impacto que uma onda de calor desse calibre tem, tanto na flora como também noutros aspetos. Temperaturas superiores a 40ºC não são brincadeira nenhuma e com duração de 1 semana, como foi o caso, ainda pior.
 

Albifriorento

Nimbostratus
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4 Dez 2010
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Para mim pior do que ter mais de 40ºC de dia, é ter mais de 25ºC de noite... Noites tropicais? Dispenso...

Eu que não tenho AC, já cheguei numa onda de calor, com 3 ou 4 dias consecutivos com temperaturas a rondar os 40ºC de dia, a deitar-me na cama e até esta estava demasiado quente.

Pior, afecta-me o calor afecta-me o sono. O ano passado, que nem sequer tivemos temperaturas de 40ºC, andava a dormir 4 miseras horas por dia.
 

Davidmpb

Cumulonimbus
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Portalegre( 600m)/ Fundão
Na onda de calor de agosto de 2018, houve imensas árvores a largar folhas como se já estivéssemos outono e no meu quintal, algumas plantas secaram-se por completo, mesmo regadas. Penso que estas situações revelam o impacto que uma onda de calor desse calibre tem, tanto na flora como também noutros aspetos. Temperaturas superiores a 40ºC não são brincadeira nenhuma e com duração de 1 semana, como foi o caso, ainda pior.
O ano passado tivemos praticamente o mês de julho todo acima dos 35°c, espero que não se repita de todo este ano.
 

Norther

Nimbostratus
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Tortosendo 600m Encosta sul Serra da Estrela
Muito interessante, tal relato (e também o do Alto Douro).
No nosso país, também existem casos documentados de oliveiras queimadas pelo calor, e para que se tenha noção, normalmente tal começa a acontecer só a partir dos 48 graus.
Lembro-me de ler artigos que indicavam que certas zonas do Alto Douro e Vale do Guadiana, era consideradas perigosas para ser visitadas no verão, sobretudo nas horas máximas de calor.
No caso do Guadiana era referente a zonas de observação de aves (em zonas mais declivosas) e no caso do Alto Douro, era referente à observação das gravuras rupestres, nas zonas baixas junto ao Côa.



Estive a uns 5 anos na foz do Côa, fui visitar a herdade que fica mais a cima e fomos ver as gravuras, e digo que estavam mais de 40°C, a senhora que nos acompanhou disse que já se registaram temperaturas na ordem dos 45°C, a frente de uma fila de videiras tinham um pistacheiro, nunca tinha visto.
 

RStorm

Nimbostratus
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11 Dez 2017
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Montijo (18 m)
Em teoria o distrito de Beja ainda é a zona do país com o maior n°de dias de trovoada, em teoria...
Desconhecia tal teoria, eu sempre julguei que o líder fosse o distrito de Bragança :intrigante:
De qualquer das maneiras, recordo-me que a região sul costumava ter muita instabilidade no período Setembro-Dezembro, portanto até acredito que esteja correta, embora já possa andar fugida aos verdadeiros padrões ;)
 

joralentejano

Super Célula
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Desconhecia tal teoria, eu sempre julguei que o líder fosse o distrito de Bragança :intrigante:
De qualquer das maneiras, recordo-me que a região sul costumava ter muita instabilidade no período Setembro-Dezembro, portanto até acredito que esteja correta, embora já possa andar fugida aos verdadeiros padrões ;)
Atualmente as regiões do interior Norte e Centro até podem ser as que têm mais nº de dias com trovoadas porque, tal como referido, as regiões mais a sul têm cada vez menos instabilidade, mas em tempos atrás não era bem assim. Esse facto confirma-se porque já me contaram várias histórias de trovoadas que ocorriam há muitos anos com mais frequência e que na minha zona até cheias históricas causaram. Eu ainda presenciei grande cheias geradas por trovoadas quando era mais novo, mas há muitos anos que não acontece.
As trovoadas no interior Norte e Centro são em maior número do que noutras regiões no verão, mas tal como referiste, a região sul no período do outono e também da primavera tinha muitos dias de instabilidade devido ás cut-offs e essas situações também são cada vez mais raras, o que faz com que o nº de dias com trovoada reduza de forma significativa.
Só para se ter uma ideia deixo este mapa, retirado de um trabalho interessante sobre descargas elétricas, da distribuição espacial da densidade média de DEA entre 2003 e 2009:
dlNa5fR.png


Fonte

Trovoadas marcantes para mim, sempre vieram dos lados de Badajoz/Elvas e Campo Maior, bem como do restante interior alentejano e este mapa vem confirmar bem o potencial dessas regiões.