Seguimento Rios e Albufeiras - 2017

Gil_Algarvio

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Um facto interessante e que pensava até que já alguém tinha postado por aqui, foi o quão benéfica foi a precipitação do início do mês de dezembro para os armazenamentos do Sotavento Algarvio.
Claro que não está perfeito e que só estará perfeito quando se atingirem os 100% e as ribeiras continuarem a correr. Aí sim, estaremos bem contentes e descansados. Mas certamente que foi já um grande alívio para os responsáveis pelo abastecimento de água no Algarve.

As duas barragens responsáveis pelo abastecimento de grande de parte do Algarve entre Albufeira e VRSA (ou de todo o Algarve em caso de necessidade) aumentaram em cerca de 30% o armazenamento só com as chuvas do início de dezembro. Estando agora nos valores mais elevados de armazenamento dos últimos 2 anos (pelo menos).

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dahon

Nimbostratus
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1 Mar 2009
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Muito interessante, se tiver resultados positivos parece ser uma boa forma de implementação de painéis fotovoltaicos. O facto de usar a água para refrigeração dos painéis e assim aumentar a sua eficiência é muito bem pensado.



A EDP quer casar a energia hídrica com a solar em Trás-os-Montes

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Projecto-piloto com painéis fotovoltaicos flutuantes na barragem do Alto Rabagão, perto de Montalegre, visa combinar a produção da energia hídroeléctrica com a energia solar.

ANA BRITO
21 de Janeiro de 2017, 10:05

A EDP está a produzir energia eléctrica solar em Trás-os-Montes, na barragem do Alto Rabagão, desde o final de Novembro. O facto não seria invulgar, não fosse o caso de os 840 painéis fotovoltaicos estarem assentes numa plataforma flutuante de 2500 metros quadrados. Vista de longe, do muro da barragem, a estrutura faz lembrar uma gigantesca peça de lego a boiar sobre a mancha azul.

Mas não há que enganar, a plataforma do primeiro projecto-piloto europeu que quer combinar produção hidroeléctrica e produção fotovoltaica está presa, e bem presa, ao solo granítico da barragem com oito pontos de ancoragem. Foram precisos dois meses de obra e 13 empresas (sendo a fornecedora principal a francesa Ciel & Terre) para que ganhasse forma este investimento de 450 mil euros, que começou a ser pensado em meados de 2015.

Quem olha para a aparente placidez da albufeira num dia atípico de Inverno naquelas paragens, com sol brilhante e sem vislumbre de nuvens no céu, nem suspeita que foi escolhida como local de teste por ter condições das mais adversas entre todas as albufeiras da EDP: profundidade de 60 metros nas zonas mais fundas, oscilações de 30 metros no nível da albufeira, ventos muito fortes e ondulações que podem chegar a um metro. “O Alto Rabagão foi escolhido porque do ponto de vista técnico é o mais desafiante; se funcionar aqui, funciona em qualquer albufeira”, afirmou o director da EDP Produção que coordena o projecto, Miguel Patena, num encontro com jornalistas.

E isso também pode significar cruzar o Atlântico. Segundo Patena, a EDP concluiu que “era muito fácil” chegar aos 200 megawatts (MW) de capacidade no Brasil, “porque as albufeiras são gigantescas, com condições melhores do ponto de vista técnico” e o efeito escala faz diluir os custos mais pesados, que são os da amarração. Porém, antes sequer de pensar na extensão do modelo a outras barragens em Portugal ou na sua exportação, será preciso demonstrar a viabilidade técnica e económica.

Miguel Patena explicou que os parques solares flutuantes não são novidade e ganharam grande fôlego no rescaldo do desastre de Fukushima, precisamente porque no Japão a concorrência pelos terrenos é grande e havia a vantagem de serem instalados em reservatórios de água potável onde, ao fazerem sombra, também reduziam o aparecimento de algas e a evaporação. Além disso, por uma questão de inclinação, as soluções flutuantes, têm a vantagem de serem mais compactas do que as terrestres, ocupando menos espaço para capacidades de produção equivalentes.

Nesta “parceria inédita” entre EDP Produção, EDP Comercial e EDP Renováveis, o que é “novidade” é precisamente a combinação solar/hídrica. “Queremos demonstrar que é possível uma utilização óptima do ponto de vista económico e ambiental da energia solar com a energia hídrica”, diz o director da EDP Produção. “Quando há sol, há energia fotovoltaica e menos hídrica, e quando há chuva, há mais hídrica e menos fotovoltaica, isso é óbvio”, argumenta.

Mais produção
Aproveitando toda a infra-estrutura que já existe na central, e como “os electrões não têm certificado de origem” e para o cliente é irrelevante se vêm do solar ou do hídrico, a empresa procurará definir a solução técnica que permita despachar as duas fontes, sem que uma compita com a outra. Com isso, no futuro, a EDP poderá maximizar o investimento que tem sido feito na hídrica e aumentar o peso de renováveis no seu portefólio, com menor pegada ambiental (porque não é preciso, por exemplo, construir novas linhas para escoar a produção). Trata-se, assim, de uma nova abordagem ao fotovoltaico, que representa apenas 1,5% da produção em Portugal, e onde a EDP só tem a funcionar um parque de 2 MW em Estarreja, ainda a beneficiar de tarifas garantidas.


O piloto, registado como Unidade de Pequena Produção, com capacidade de 220 kilowatts e vida útil de 25 anos, “não é viável”. Ainda assim, a EDP espera conseguir recuperar 60% do investimento com a venda da energia à rede (nos primeiros 15 anos com tarifa fixa de 95 euros/MWh conseguida em leilão e em mercado nos restantes dez).

Com ele, a EDP quer comprovar “durante pelo menos um ano” que o rendimento da produção flutuante é superior “entre 10% a 15%” ao da produção em terra (há mais produção por cada watt instalado na solução flutuante), pelo efeito de arrefecimento dos painéis, o que torna estas soluções mais atractivas do que investimentos idênticos em terra. A empresa está “bastante optimista” face aos valores que foram recolhidos, diz Miguel Patena.

“Todos os ingredientes se combinam e parecem fazer sentido do ponto de vista económico e do ponto de vista ambiental”, agora “é preciso que tudo seja demonstrado”, conclui o coordenador do projecto.


Fonte:https://www.publico.pt/2017/01/21/e...a-hidrica-com-a-solar-em-trasosmontes-1759105
 

trovoadas

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loule-caldeirao
Um facto interessante e que pensava até que já alguém tinha postado por aqui, foi o quão benéfica foi a precipitação do início do mês de dezembro para os armazenamentos do Sotavento Algarvio.
Claro que não está perfeito e que só estará perfeito quando se atingirem os 100% e as ribeiras continuarem a correr. Aí sim, estaremos bem contentes e descansados. Mas certamente que foi já um grande alívio para os responsáveis pelo abastecimento de água no Algarve.

As duas barragens responsáveis pelo abastecimento de grande de parte do Algarve entre Albufeira e VRSA (ou de todo o Algarve em caso de necessidade) aumentaram em cerca de 30% o armazenamento só com as chuvas do início de dezembro. Estando agora nos valores mais elevados de armazenamento dos últimos 2 anos (pelo menos).

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Agora ainda melhorou mais um pouco com Odeleite nos 78% e Beliche nos 70%. Efectivamente foram boas chuvadas as de fim de Novembro/ inicio de Dezembro. De certo também houve ordens para reter mais água que o normal! O Verão por cá está safo.
 

huguh

Cumulonimbus
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Por aqui o Douro está a níveis bem baixos do que costuma estar nesta altura do ano, têm sido visíveis nas ultimas semanas as pedras no meio do rio que se costumam ver apenas no verão. Hoje ainda se vêem mas com certeza que a chuva que aí vem vai rapidamente mudar essa situação.

Off topic: já agora pouca gente saberá, mas o Centro de Telecomando de barragens da EDP que se encontra aqui, junto à barragem da Régua vai sair daqui em maio e irá para a zona do Porto. Aos poucos tudo vai saindo daqui e ficamos sem nada...
Vai ser portanto o último Inverno em que iremos ter "o controlo" das barragens de todo o país
 

Scan_Ferr

Nimbostratus
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Maceda (Ovar)
Por aqui o Douro está a níveis bem baixos do que costuma estar nesta altura do ano, têm sido visíveis nas ultimas semanas as pedras no meio do rio que se costumam ver apenas no verão. Hoje ainda se vêem mas com certeza que a chuva que aí vem vai rapidamente mudar essa situação.

Off topic: já agora pouca gente saberá, mas o Centro de Telecomando de barragens da EDP que se encontra aqui, junto à barragem da Régua vai sair daqui em maio e irá para a zona do Porto. Aos poucos tudo vai saindo daqui e ficamos sem nada...
Vai ser portanto o último Inverno em que iremos ter "o controlo" das barragens de todo o país
Faz sentido que isso passe para a EDP produção na Boavista. É muito melhor ter tudo centralizado para a empresa do que espalhado pelo país.
 

huguh

Cumulonimbus
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Godim - Peso da Régua (93m)
Faz sentido que isso passe para a EDP produção na Boavista. É muito melhor ter tudo centralizado para a empresa do que espalhado pelo país.

não sei se será para a Boavista que vai mas é provável...
já agora deixo aqui duas fotos da Barragem da Régua que encontrei por acaso na internet

o interior de uma das partes da barragem

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e o fundo do rio mesmo por baixo da barragem

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Pedro1993

Super Célula
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Torres Novas(75m)
Hoje o rio Almonda em Torres Novas, nomeadamente na zona do açude real, já levava uma boa corrente, mas em 2015 já levava mais água do que agora.
Fica os videos para comparação.
O local é precisamente o mesmo.
Hoje já vi também pelo camnho até Torres Novas alguns desabamentos de terras, e hoje por volta do meio-dia, uma das estradas mais movimentadas da cidade foi fechada ao transito devido á queda de um poste que estava numa encosta que desabou. Numa ponta da estrada já estava a policia a fechar a estrada e bem como os funcionários da camara já com motoserras nas mãos.



 
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AnDré

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Caneças (300m) / Várzea da Serra (900m)
no Douro tudo muito calmo. ainda está mais baixo que ontem e vê-se as pedras no meio do rio como em pleno verão
Alto Lindoso ainda tem muito poder de encaixe, é o que vale

Ontem o caudal médio do rio Douro na Régua foi de 123m3/s. Caudal de verão.

A albufeira de Alto Lindoso subiu 9% nos últimos 2 dias. Está agora nos 36,3%.
A enorme albufeira de Alto Rabagão está na casa dos 40%, assim como uma boa parte das grandes barragens do país.
 

slbgdt

Cumulus
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Barcelos
Ontem o caudal médio do rio Douro na Régua foi de 123m3/s. Caudal de verão.

A albufeira de Alto Lindoso subiu 9% nos últimos 2 dias. Está agora nos 36,3%.
A enorme albufeira de Alto Rabagão está na casa dos 40%, assim como uma boa parte das grandes barragens do país.

Alto Lindoso começou o dia nos 306 e já vai em 309.
Quase não turbinou mas tem capacidade de encaixe elevada.
Alto Rabagão esteve a abastecer Venda Nova durante estes meses secos.
 

AnDré

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Caneças (300m) / Várzea da Serra (900m)
99,5mm ontem em Montalegre. A albufeira da Paradela agradece. Até porque estava praticamente vazia.

Alto Lindoso está nos 42,5% (cota 312,6m).
O caudal de entrada anda nos 400m3/s. Nada a sair.

Dentro de 12h o vento começará a rodar para noroeste, pondo fim a este episódio de chuva abundante no noroeste.