Sismologia e Vulcanismo nos Açores

Raquel

Cirrus
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1 Jun 2008
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"O Arquipélago dos Açores apresenta uma sismicidade importante no contexto nacional, associada quer à tectónica activa dos Açores, quer à actividade vulcânica ocorrida, visto esta última ter sido antecedida e acompanhada de sismos,por vezes numerosos. Refira-se a
propósito que, na dependência directa das erupções vulcânicas que ocorreram no arquipélago dos Açores nos últimos cinco séculos, terão sido vitimadas cerca de 240 pessoas, enquanto que 5345 a 6350 pessoas terão perdido a vida devido a abalos sísmicos ocorridos no mesmo período de tempo.
csra_1900_1998.jpg



A actividade sísmica de natureza tectónica, isto é, a associada às principais falhas activas existentes na Região dos Açores (a uma escala regional ou local), manifesta-se usualmente sob a forma de um elevado número de microssismos (e.g. sismos de magnitude inferior a 3) registados
anualmente na rede sísmica do arquipélago, ocasionalmente sob a forma de enxames sísmicos. Periodicamente, contudo, as ilhas dos Açores são sacudidas por sismos moderados a fortes, mais energéticos, os quais afectam uma ou mais ilhas do arquipélago e causam destruições e impactes económicos significativos. Após 1947, as principais crises sísmicas que afectaram os Açores traduzem-se pelos “picos” de sismicidade nos anos de 1958 (Capelinhos, Faial), 1964 (São Jorge), 1973/74 (Pico), 1980 (Terceira), 1988/89 (São Miguel e Graciosa) e 1998 (Faial)."
1980_1998.jpg
in http://www.ovga-azores.org/sismos.htm...

Açores - Enquadramento Tectonico
tdpmap_baird78239190.JPG
 
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Raquel

Cirrus
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Muitos dos Eventos Registados no Grupo Oriental foram sentidos pela Maioria da População, uns com mais pavor e temor, outros (como eu) com um enorme sentido de curiosidade e "alegria"...

É certo que muitas pessoas dizem que os açorianos estão habituados a sentir e viver com esse tipo de eventos e que para nós é mais facil lidar com esse assunto...

Contudo não é bem assim... e isso deve-se á falta de "educação" da população nesse sentido... os Meios de comunicação provavelmente darão o seu melhor e os responsaveis tentão ocultar a verdade...

Quero relembrar A Crise Sismica de 2005, desde Maio até finais de Outubro...
Os comunicados do SRPCBA- Protecção Civil referiam que todos os eventos sentidos eram de origem Tectonica (isso em Maio), em Setembro o caso mudou completamente... ainda se falava de Sismos de origem tectonica mas depois no meio dos cumunicados falou-se que São Miguel encontrava-se em alerta Amarelo Nivel 4 http://cvarg.azores.gov.pt/NR/rdonlyres/C6AE62CC-C172-42AE-8F5F-EBEACFA99AB1/242/Alertavulcanico2.pdf... Ok! Felizmente nada disso aconteceu, a ilha seria evacuada caso as autoridades assim o entendessem... Agora como poderiamos estar nesse nivel de alerta se, segundo os peritos assim transmitiam, todos os eventos eram de origem tectonica? Ao fim de Algum tempo, penso que em 2006/07 é que se dignaram a nos dizer realmete o que se passava...

Com o Sismo de 5 de Abril outra vez a mesma historia, confunsões a trás de confunsões... e mais recentemente com a Crise no Faial... irá se Passar a mesma coisa... porque em minha sincera opinião as autoridades, quero eu dizer as pessoas que comunicão os eventos sismicos nos Açores, preferem uma população "analfabetica" para que o panico, as reacções sejam moderadas...
 
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As ilhas dos Açores estão dispostas e todas alinhadas numa linha que segue de Sueste para Noroeste todas alinhadas em prol da placa Euro-asiática e Americana sendo as ilhas vulcanicamente mais activas, São Miguel, Faial, Pico, e São Jorge.

De notar que falo apenas das ilhas vulcânicas mais activas porque se formos a contar as mais tectónicas a nível de sismicidade, todas elas são em absoluto! Só em São Miguel (ilha) existem 3 falhas, fora na falha das Formigas, Glória, Fossa da Povoação e Banco D.João de Castro O rift da Terceira, o Grabem da Lagoa do Congro de São Miguel, o Leaky Transform de São Jorge, sem falar na Crista Médio-Atlântica.

Em Santa Maria, Flores, Corvo e Graciosa o vulcanismo está adormecido há muito tempo, não se registando nenhum evento vulcânico desde o povoamento. O mesmo não se pode dizer de São Miguel que desde o seu povoamento teve 4 erupções vulcânicas e o Pico duas.

Os vulcões mais perigosos dos Açores e os mais activos estão localizados em São Miguel ( Vulcão das 7 Cidades, Vulcão da Lagoa do Fogo, Vulcão da Lagoa do Congro e Vulcão das Furnas) sendo o mais destrutivo e potencialmente perigoso o Vulcão das Sete Cidades e o das Furnas.


Os Açores foram (RE) Descobertos em 1427. Em 1449, os pilotos de Gonçalo Velho Cabral chegam pela segunda vez a São Miguel para lançarem as primeiras sementes de vida (animais), mas notaram muitas árvores e pedra-pomes no mar e quando chegaram a São Miguel acharam estranho porque encontaram a ilha "deformada".

Na sua zona Oeste onde dantes havia um enorme pico, que marcaram de referência, quando se aperceberam já não viram a enorme montanha que dantes haviam marcado a poente, fruto de uma enorme explosão vulcânica (1444?) que se deu naquele mesmo sitio, e originando a actual Cratera das Sete Cidades.

As ilhas São Miguel, Terceira e Faial, são as ilhas açorianas de maior sismicidade.

[URL=http://img25.imageshack.us/i/erupeshistricasnosaores.jpg/] [/URL]
 
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Próximo vulcão nos Açores será em S. Miguel
26 Junho 2009 [Regional]


O geólogo da Universidade de Lisboa, José Madeira, afirmou em Santa Maria que, nos próximos 20 anos possam ocorrer uma ou duas erupções no arquipélago, sendo a ilha de S. Miguel a que apresenta maior probabilidade de erupção. O geólego afirma essa ideia declarando que “quanto maior o numero de vulcões activos num local, maior a probabilidade de que uma explosão ocorra”.


O arquipélago dos Açores encontra-se vulcanicamente activo. Este foi um tema de debate durante uma palestra dada no “Central-Pub” por José Madeira, professor do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, inserida no VI International Workshop “Palaeontology in Atlantic Islands”, que está a decorrer em Santa Maria.
José Madeira é um dos colaboradores na expedição científica, tendo já efectuado outros trabalhos relativos à ilha mariense. O geólogo trabalhou na elaboração das folhas de Santa Maria da “Carta Vulcanológica dos Açores”. Para além disso, conta com vários artigos e capítulos publicados em revistas e livros nacionais e internacionais, além de resumos alargados publicados em Actas de Reuniões Científicas Nacionais, participação em congressos e projectos de investigação, entre outros.
José Madeira considera o arquipélago dos Açores resultado de uma cíclica actividade vulcânica e sísmica. Os Açores encontram-se na junção tripla das placas Americana, Euroasiática e Africana, apresentando-se desta forma como uma região tectonicamente bastante complexa. A Crista Média Atlântica separa a placa Americana das outras duas, ao passo que a Falha Açores-Gibraltar divide as placas Eurasiática e Africana.
Por sua vez, José Madeira reforça a ideia de que os vulcões são imprescindíveis para a formação das ilhas. Estas resultam da interacção dos processos construtivos dos vulcões combatidos pelo processo destrutivo da erosão marinha. Afirma ainda que existem alguns factores que condicionam as características destes fenómenos, como a composição dos magmas, as condições ambientais e a duração da actividade eruptiva.
José Madeira afirma que existem cerca de vinte e quatro sistemas vulcânicos activos nas ilhas dos Açores, quatro dos quais no mar. Calcula ainda que nos próximos 20 anos possam ocorrer uma ou duas erupções no arquipélago, sendo a ilha de S. Miguel a que apresenta maior probabilidade de erupção. O geólogo afirma essa ideia declarando que “quanto maior o numero de vulcões activos num local, maior a probabilidade de que uma explosão ocorra”.
Outro dos fenómenos actuais que afectam constantemente o arquipélago é a actividade sísmica que, lentamente vai marcando a nossa história com algumas catástrofes. Um exemplo desse fenómeno natural foi o sismo que ocorreu em Vila Franca do Campo, em 1522. Este destruiu toda a vila, na altura a capital dos Açores. Outros relatos ficaram para a história como é o caso dos sismos de 1614 e 1841 na Terceira, 1757 em S. Jorge e em 1998 no Faial.



Nove vulcões estão "potencialmente activos" nos Açores

Maior ameaça em S. Miguel


Um estudo efectuado nos últimos anos por investigadores açorianos revelou que há nove vulcões potencialmente activos nas ilhas do arquipélago, sendo o do Fogo, em S. Miguel, o que representa uma maior ameaça para a população.

O vulcanólogo Victor Hugo Forjaz, membro da equipa de cinco investigadores que realizou a pesquisa, revelou hoje que o estudo abrangeu vulcões nas ilhas de S. Miguel, Terceira, Graciosa, Pico, Faial e Corvo, avaliando os riscos subjacentes à sua possível erupção.

O documento, que vai ser apresentado no 32º Congresso Geológico Internacional, a decorrer em Florença (Itália), conclui que o vulcão do Fogo é o "mais perigoso", adiantando que em caso de erupção os seus efeitos podem fazer-se sentir em povoações com cerca de 22.300 habitantes



EM TERRA E NO MAR Arquipélago dos Açores com 26 vulcões activos


Existem actualmente 26 vulcões activos nos Açores. Dezoito em terra e oito submersos.

Segundo o Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores, esta classificação designa tanto os sistemas vulcânicos com potencial para entrar em erupção como os que registaram actividade nos últimos 10 mil anos.

São 26 os vulcões activos no arquipélago açoriano, segundo a classificação do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos do Observatório Vulcanológico e Sismológicos da Universidade dos Açores (UA).

Este organismo baseia-se na interpretação do “Catalogue of the Active Volcanoes of the World (CAVW)” que denomina um vulcão ou sistema vulcânico activo como aquele que se encontra em erupção ou que tem potencial para entrar em erupção, incluindo todos os que registaram actividade durante o Holocénico, ou seja, há 10.000 anos atrás.

Entre os 26 sistemas vulcânicos activos nos Açores, dezoito localizam-se em terra e oito são submarinos.

Por ilhas, São Miguel é a ilha com mais vulcões activos, possuindo cinco fenómenos desta natureza, designadamente o vulcão Sete Cidades, o sistema vulcânico fissural dos Picos e do Congro, o vulcão Água de Pau (Fogo) e o vulcão Furnas.

Logo a seguir, o Faial, e a Terceira possuem três vulcões com actividade.

Além do sistema vulcânico localizado na Horta e no Capelo, há ainda a registar o vulcão da Caldeira do Faial.

Na Graciosa existe o sistema vulcânico da Vitória e o vulcão Caldeira da Graciosa; em São Jorge o sistema de Manadas; nas Flores, o sistema vulcânico das Lagoas; no Pico, além do vulcão com o nome da ilha, que constitui o ponto mais elevado do país, existe ainda um sistema vulcânico fissural; e na mais pequena ilha, o vulcão do Corvo.

http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=19765


É um caso a ter em conta!
 
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Vince

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Tenho pensado muitas vezes nos Açores nas últimas semanas. É apenas uma questão de tempo, meses ou anos, dias ou décadas, poucos ou muitos, mas um dia qualquer voltaremos a ter crises vulcânicas nas ilhas, é mesmo inevitável. Li textos tão fascinantes quanto terríveis sobre a história da vulcanologia das ilhas nos últimos séculos.

Eu morando numa zona sísmica, onde ocorreu um dos maiores sismos da historia, não me preocupo muito com o assunto, o tempo suaviza as preocupações, mas sempre que ia aos Açores e via as fumarolas, o meu pensamento ia dar sempre ao mesmo. O que acontecerá um dia nas Ilhas ?

Uma coisa que sempre me fascinou nos açorianos é vocês conseguirem conviver com essa inevitabilidade, de terramotos a vulcões, de tempestades ao abandono, sempre que fui aos Açores, acabava por fazer esta pergunta:

Como encaram a possibilidade de um dia as vossas vidas serem abruptamente afectadas de um dia para o outro ?
 
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Nimbostratus
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Eu morando numa zona sísmica, onde ocorreu um dos maiores sismos da historia, não me preocupo muito com o assunto, o tempo suaviza as preocupações, mas sempre que ia aos Açores e via as fumarolas, o meu pensamento ia dar sempre ao mesmo. O que acontecerá um dia nas Ilhas ?

Uma coisa que sempre me fascinou nos açorianos é vocês conseguirem conviver com essa inevitabilidade, de terramotos a vulcões, de tempestades ao abandono, sempre que fui aos Açores, acabava por fazer esta pergunta:

Como encaram a possibilidade de um dia as vossas vidas serem abruptamente afectadas de um dia para o outro ?

Esta é de facto uma pergunta um bocado ingrata, mas olha não seria a primeira nem a segunda vez que tal acontecia. Faríamos tal qual os nossos antepassados fizeram, que seria reconstruir tudo de novo outra vez.
Nós com os séculos acabámos por nos habituar ao meio que nos envolve. Lidamos com esses fenómenos todos os dias e habituámos-nos a eles como se fizessem parte da nossa vida. Até porque a qualquer hora sabemos perfeitamente que os Açores podem vir a ser palco novamente de uma erupção vulcânica como a Islândia, visto estarmos localizados em cima de um Hot Spot da Crista Atlântica.

Há povoados nos Açores que estão em risco eminente de serem varridos da face da terra em caso de uma erupção vulcânica ou sismo mas mesmo assim as pessoas preferem não abandonar as suas casas e se tiverem que morrer pois morrerão naquilo que é seu. Por exemplo, quem conhece bem as Furnas em S.Miguel sabe que é normal os boeiros das ruas estarem constantemente a fumegar dia e noite, e as torneiras a ferver água quente, e até por vezes rebentarem fumarolas dentro de residências particulares. As Furnas são uma bomba relógio assim como a Furna do Enxofre na Graciosa. A única ilha açoriana que apresenta uma eventual segurança a nível de vulcanismo é Santa Maria, do qual a actividade vulcânica naquela ilha já há muito cessou.
As pessoas têm muito respeito ao viverem em cima de magma incandescente mas medo não, até porque todos os dias existem sismos nos Açores, uns mais sentidos e outros menos. Em caso de erupção vulcânica e falo aqui da minha zona do vulcão das 7 Cidades, a zona oeste seria provavelmente evacuada, até ao término da erupção e as pessoas voltarem para as suas casas e reconstruirem tudo novamente. Eu não me vejo por exemplo a sair da minha terra, mesmo em caso de erupção. Já me habituei a ela e se tivesse que morrer, pois morreria aqui assim como aqui nasci. O povo açoriano é assim, acomodou-se ao meio em que está inserido.

Mas já agora Vince que livros leste? Existem uns que só são comercializados aqui nos Açores, mas os que li foram o da Erupção das 7 Cidades, da Lagoa do Fogo (apontado por inúmeros cientistas como o próximo a entrar novamente em erupção) e do Pico do Sapateiro em 1563, o do Vulcão das Furnas de 1630, o de 1652 do Pico João de Ramos (Pico do Paio) nos arredores de Ponta Delgada, alguns relativos ao século XVIII sobre a ilha do Pico, e a erupção do século XIX da extinta ilha Sabrina no Banco D.João de castro a meio canal entre S.Miguel e Terceira e que neste momento é o maior vulcão submarino e um dos mais perigosos dos Açores em que muitos cientistas defendem que a próxima erupção neste vulcão acabará por unir Terceira a S.Miguel.

Mas de facto o verdadeiro problema que se põe é: Será que existem meios disponíveis e eficazes de evacuação nas ilhas em caso de uma erupção vulcânica nos Açores?
O mesmo se pergunta para Lisboa. Será que Lisboa está preparada para enfrentar um novo evento sísmico e apocalíptico da mesma proporção que o de 1755? Nem Lisboa está segura e o que aconteceu na capital portuguesa pode (vai) novamente acontecer num futuro próximo. Infelizmente a mente humana tem a memória muito curta e permanece anestesiada com o passar dos anos, mas quando tal acontecer sem aviso prévio será já tarde demais.
 
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Shimmy

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É engraçado, perguntaram-me muitas vezes o mesmo que o caro Vince. Isso e a questão do isolamento, de estarmos "presos" rodeados de mar. A verdade é que não pensamos nisso, pelo menos quem nasceu conhecendo tudo isso como "casa".

Quando era pequena e havia avisos de furacão era muito divertido. A protecção civil mandava ficar em casa pra não voarmos também, e não havia escola. Quando chovia demais também era giro, porque os andares de baixo da minha escola inundavam, e depois os pais iam-nos buscar e as ruas pareciam ribeiras.

Quanto aos sismos sempre foram uma constante, os miúdos não sentem a maioria deles porque estão sempre aos saltos, e as simulações semestrais na escola também eram muito divertidas. Também sempre me pareceu muito normal haver sítios como as Furnas em que há piscinas naturais de água quente e pode-se cozinhar no chão, de onde sai vapor. Ficava admirada era quando vinha ao continente e não havia nada disso :)

A verdade é que depois de crescermos aquilo já faz de tal maneira parte do que conhecemos que nem questionamos, e resumindo, damos como "normal".
 
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Gostaria ainda de referir que a Ilha de S.Miguel foi nascendo aos bocadinhos e que inicialmente não tinha a actual forma que tem hoje. S.Miguel nasceu a partir de um primeiro afloramento do complexo vulcânico do Nordeste ( parte nordeste de S.Miguel), a que se seguiu um outro ( Vulcão da Povoação). e que vieram a formar o primeiro núcleo da futura ilha de São Miguel. Seguem-se mais tardiamente as erupções dos complexos das Furnas e do Fogo que aumentaram a sua superfície. O surgimento do complexo vulcânico das Sete Cidades cria uma outra ilha a oeste da primeira e separada da inicial por um canal. Posteriormente as suas uniões dão-se pela acumulação de materiais vulcânicos emitidos por vulcões ao longo do complexo dos Picos que constitui a parte mais baixa da ilha e onde se situa a cidade de Ponta Delgada.

De referir ainda que segundo os cientistas da Universidade dos Açores a ilha de São Miguel está ainda em crescimento e que num futuro acabará por se unir à ilha Terceira devido ao Complexo Vulcânico do Banco D.João de Castro ( que se situa a meio canal entre as 2 ilhas), acabando por unir Terceira a São Miguel numa só ilha.
 
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http://imageshack.us

Victor Hugo Forjaz considera que a população dos Açores não está preparada para o dia em que um vulcão entre em erupção no Arquipélago, onde apenas Santa Maria está comprovadamente a salvo de reactivações.

Nos Açores ocorrem três erupções vulcânicas por século, mas os planos de emergência estão "fechados nas gavetas e não são discutidos publicamente", lamenta Victor Hugo Forjaz, director do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores.

"As autoridades governamentais e autárquicas não acreditam que um vulcão possa entrar em actividade nos Açores. Acreditam nos sismos, porque os sentem, mas não acreditam que podemos ter acontecimentos vulcânicos de repercussões importantes", assinalou o vulcanólogo.

Segundo o investigador, nos tempos que correm é possível "atenuar fortemente" as consequências de uma erupção vulcânica "através de construções e equipamentos, bem como realizando ensaios e testes para essas situações críticas", mas não é isso que acontece.

"Depois de Capelinhos, que causou uma onda migratória para os Estados Unidos, já houve vários vulcões. Ninguém acreditava em Capelinhos até 1957 mas depois ocorreu Velas/Rosais, em São Jorge, e Serreta" recordou.

No caso de Rosais, ocorreu uma crise sísmica entre 1962 e 1964 com origem num centro eruptivo situado cerca de 1,5 milhas a Sudoeste da Ponta dos Rosais, enquanto a Crista Submarina da Serreta, localizada cerca de 10
quilómetros a Oeste da ilha Terceira, entrou em erupção em 1998.

Porém, "a memória é curta para os desastres e cinco ou seis anos depois só as famílias atingidas é que se lembram", afirmou Victor Forjaz à agência Lusa, sublinhando que os vulcões das Furnas, Fogo e Sete Cidades (todos na Ilha de São Miguel), assim como a Caldeira do Faial, "têm todas as características de um dia poderem voltar a acordar".

"Os cientistas sabem que três vezes por século há um vulcão que entra em actividade no Arquipélago" mas "após Capelinhos, São Jorge e Serreta entrámos num período de adormecimento mental, do género «já que não houve nada de grave até agora, também não vai haver nada de grave no futuro»", comentou.

Por isso, e embora os municípios tenham "planos de emergência feitos de acordo com a lei", estes estão "fechados nas gavetas e não são discutidos publicamente", censura o director do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores.

Criticando a actuação "passiva e miserabilista" dos municípios, "que só fazem ensaios sísmicos, não fazem ensaios vulcanológicos", o responsável do Observatório considera que a população dos Açores não está preparada para o dia em que um vulcão entre em erupção no Arquipélago, onde apenas a Ilha de Santa Maria está comprovadamente a salvo de reactivações.

"No caso de ocorrer uma erupção nas Sete Cidades, a população de Ponta Delgada não sabe onde ir buscar pão, onde conseguir um helicóptero, onde passar a noite", afirmou Victor Hugo Forjaz, segundo quem, nos Açores, "não há uma cultura de protecção civil, há sempre a esperança de que Nosso Senhor e os santos hão-de proteger esta gente".

http://www.google.com/imgres?imgurl=http://www.acores.net/images/noticias/2_134_28235_vulcao.jpg&imgrefurl=http://www.acores.net/noticias/view-28235.html&usg=__w3C76pWQGwOyCnXSEVxkK2Zl-qk=&h=285&w=400&sz=28&hl=pt-BR&start=1&sig2=r2W07qPRTKEXCCQkZSoOzg&um=1&itbs=1&tbnid=2yvhE29j_AOoWM:&tbnh=88&tbnw=124&prev=/images%3Fq%3Dvulc%25C3%25B5es%2Bdos%2Ba%25C3%25A7ores%2Ba%25C3%25A7ores%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26tbs%3Disch:1&ei=vegKTP_BJYb54AbBo4x3
 
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Vulcões dos Açores: especialista islandês recomenda alerta

Os problemas causados pelo vulcão em erupção na Islândia devem ser acompanhados e servir de alerta para países com vulcões, como Potugal, defende Trusti Jónsson, do Instituto de Meteorologia Islandês.


"Portugal, assim como outros países, devem estar em alerta para os problemas associados às erupções vulcânicas, pois possui vulcões de grandes dimensões nos Açores que têm grande probalidade de entrar em erupção" - afirma o investigador.


Jovem vulcanólogo açoriano: Prever erupção de um vulcão com base na teoria dos ciclos é demasiado simplista

O Vulcão do Fogo reactivou-se em 2003 gerando uma crise sismica que se manteve durante dois anos. Esta é a conclusão de um estudo feito por investigadores internacionais, envolvendo o Centro de Vulcanologia da Universidade dos Açores. Entretanto, o jovem vulcanólogo açoriano, Nicolau Wallenstein, deixa claro que “é simplista” prever a erupção de um vulcão apenas com base nos seus ciclos.

nvestigadores internacionais e do Centro de Vulcanologia da Universidade dos Açores provaram que, o vulcão do Fogo, na caldeira da Lagoa do Fogo, esteve em actividade entre 2003 e 2005 e, por isso, a origem da crise sísmica que, nesta altura, se registou na ilha de São Miguel.
A constatação foi feita no enquadramento do projecto ‘VOLUME’ que foi financiado pela União Europeia e integrou 18 parceiros europeus e da América do Sul. Este projecto desenvolveu-se entre os anos 2005 e 2008 e, posteriormente, teve uma extensão até Março de 2009.
O projecto representa “uma importante abordagem multidisciplinar à dinâmica dos processos vulcânicos”, com a integração de diversas metodologias aplicadas a um largo espectro de tipos de vulcões, nomeadamente, Mt. Etna e Campi Felgrei, em Itália: MýrdalsJökull (Katla) e Eyafallajökull, na Islândia; Fogo, nos Açores, Ruapehu e White Island, na Nova Zelândia; Popcatépetl e Volcán de Colima, no México; Arenal, na Costa Rica; Copahue, na Argentina; e Misti e Ubinas, no Perú.
Os investigadores do Centro de Vulcanologia da Universidade dos Açores contribuíram com dois dos 30 artigos publicados no ‘VOLUME’, dedicando-se um deles à sismicidade e o outro à geoquímica de gases.

Fogo reactivado

No caso do Vulcão do Fogo, os investigadores procuraram perceber as relações entre os sinais que tinham do ponto de vista sísmico, de emanações de gases e de deformação para entenderem o estado de actividade do vulcão.
“Tentamos correlacionar a actividade sísmica com as emanações gasosas e tentar que estes resultados dessem algumas indicações sobre o estado de actividade do vulcão do Fogo e os processos que ocorrem numa sua possível reactivação”, explicou o vulcanólogo açoriano Nicolau Wallenstein.


Teoria dos ciclos “é simplista”

A questão que se coloca hoje é se, depois da reactivação de 2003, os micaelenses podem estar descansados com o Vulcão do Fogo. E Nicolau Wallenstein responde que, “neste momento, o vulcão do Fogo não apresenta sinais que indique qualquer estado de alteração”.
“Isso não quer dizer”, prosseguiu, que, “no futuro, não venha a acontecer. Por isso, é que temos de estar vigilantes e atentos e tentar identificar os níveis de alerta que possam existir no futuro e tentar interpretá-los correctamente. E por isso é que fazemos estes estudos comparativos com outros vulcões”.
Foi em sequência a esta resposta do jovem vulcanólogo açoriano que o jornalista não resistiu a colocar uma questão mais mediática. Há vulcanólogos que afirmam que pode estar eminente um vulcão em São Miguel…
Nicolau Wallenstein começou por fugir à questão: “A ilha de São Miguel tem vulcões activos. Se os vulcões são activos, são passíveis de entrar em actividade eruptiva no futuro”. “Os ciclos eruptivos têm relevância na determinação do momento de uma erupção?”, insiste o jornalista e o vulcanólogo voltou a ser cuidadoso. “É por isso que estudamos o passado dos vulcões e podemos encontrar diversos ciclos nos sistemas vulcânicos dos Açores”.
Explica, a propósito, que “não se pode basear a presunção de fazer uma previsão sobre uma erupção sem termos medidas de observação. Isto é, uma pessoa pode ser filha de um cardíaco e pode não ter problemas cardíacos. Esta pessoa tem de fazer análises e electrocardiogramas numa recolha de elementos que permitem detectar se vai haver ou não um problema com a pessoa”.
“É lógico que há vários ciclos conhecidos no vulcanismo açoriano. Agora, basear uma previsão vulcânica, identificar ou esperar uma pequena reactivação de um sistema vulcânico com base nestes ciclos é uma aproximação muito simplista. Na minha opinião, não se pode fazer isso”, afirmou peremptório Nicolau Wallenstein.
“É preciso continuar a vigiar e, quando os vulcões derem sinais de alerta, é preciso interpretar estes sinais. É para isso que fazemos estes estudos: para termos cada vez mais capacidade de saber interpretar os sinais que os vulcões emitem”, explicitou.

http://www.correiodosacores.net/index.php?mode=noticia&id=24798

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Vulcão das Furnas entrou em erupção há 380 anos

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Uma das maiores erupções vulcânicas registada nos Açores desde o povoamento do arquipélago ocorreu nas Furnas, em S. Miguel, a 3 de Setembro de 1630, completando-se esta sexta-feira 380 anos sobre a tragédia que abalou a ilha.
“Foi uma erupção com uma fase inicial explosiva, com emissão de cinzas e pedra-pomes, e depois uma fase mais calma, com formação de domo lávico”, afirmou Gabriela Queirós, directora do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Risco Sísmico.

A especialista salientou, no entanto, que, naquela altura, ainda não existia a vila das Furnas e apenas estavam na zona “alguns padres e pastores”.

A erupção gerou uma nuvem que tapou o Sol durante três dias e cobriu a ilha com uma camada de cinzas que chegou a atingir 1,5 metros de espessura, tendo terminado apenas a 2 de Novembro, ao fim de 61 dias.

Os relatos da época, citados por Manuel Luís Maldonado na obra ‘Fenix Angrence’, indicam que os primeiros sinais surgiram cerca das 21:50 de 2 de Setembro de 1630, quando a ilha começou a ser sacudida por violentos abalos.

O rio de lava que começou a sair do vulcão das Furnas entrou no mar junto à localidade da Povoação, criando uma extensão de cerca de 200 metros por onde se podia “caminhar a pé enxuto”.

Cerca das 2:00 de 3 de Setembro ocorreu uma erupção cujo ruído era tão intenso que se ouvia na ilha Terceira, a cerca de 200 quilómetros, onde a população chegou a pensar que era “uma batalha entre duas armadas poderosas”.

Ao quarto dia, a nuvem de cinza cobriu totalmente o céu, numa escuridão que se prolongou por três dias, tão cerrada que “foi necessário que todos se valessem das tochas e de círios que traziam para as praças e ruas para se conhecerem uns aos outros”.

As cinzas que caíam ininterruptamente cobriram a ilha, chegando em alguns locais a atingir 1,5 metros de espessura, mas também atingiram outras ilhas do arquipélago.
Fonte: Acoriano Oriental

A semana passada tive na Lagoa das Furnas e pensei como é que algo tão deslumbrante, pode-se transformar num inferno para todos os Micaelenses.
Achei curioso ter ido à Ribeira Quente (Freguesia a 4 km das Furnas) e um amigo meu que vive nas Furnas ter comentado "olha, até na Ribeira Quente já sai vapor do bueiro na estrada..isto é novo"..
 
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The Sorceress

Cirrus
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23 Mai 2010
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Boa tarde

Sou professora estou a pensar concorrer para os Açores.

Apesar de não participar, há muito que leio este forum penso que vocês serão as pessoas mais indicadas para me darem o vossa opinião.


O meu problema é simples:
- Não quero ser apanhada de surpresa pela erupção de um vulção.
Não tenho problemas em ir para uma ilha vulcânica (vendo bem, na Península Ibérica também temos dois vulcões com o potencial de entrar em actividade[Campos Vulcânicos de Calatrava e de Garrotxa] e actividade termal, até em Portugal), mas prefiro que sejam vulcões com actividade mais antiga e manifestações secundárias mais discretas e que dêm muitos sinais antes de acontecer alguma coisa (isto é: quero ter tempo para fugir:pray:)
Neste momento estou a pensar concorrer para as ilhas:~
- Santa Maria
- Flores
- Corvo (faz-me impressão que a inteira ilha seja um vulcão... mas como já passaram quase 10.000 anos)
- Graciosa

Concordam com as minhas escolhas?
 

Gil_Algarvio

Nimbostratus
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Boa tarde

Sou professora estou a pensar concorrer para os Açores.

Apesar de não participar, há muito que leio este forum penso que vocês serão as pessoas mais indicadas para me darem o vossa opinião.


O meu problema é simples:
- Não quero ser apanhada de surpresa pela erupção de um vulção.
Não tenho problemas em ir para uma ilha vulcânica (vendo bem, na Península Ibérica também temos dois vulcões com o potencial de entrar em actividade[Campos Vulcânicos de Calatrava e de Garrotxa] e actividade termal, até em Portugal), mas prefiro que sejam vulcões com actividade mais antiga e manifestações secundárias mais discretas e que dêm muitos sinais antes de acontecer alguma coisa (isto é: quero ter tempo para fugir:pray:)
Neste momento estou a pensar concorrer para as ilhas:~
- Santa Maria
- Flores
- Corvo (faz-me impressão que a inteira ilha seja um vulcão... mas como já passaram quase 10.000 anos)
- Graciosa

Concordam com as minhas escolhas?

O que você esta a pedir não é fácil... Nem previsível, pelos menos ate hoje. Qualquer ilha dos Açores esta em condições de segurança para ser habitada. Mas se formos a ter em conta este risco nenhuma delas o seria...
Porque para qualquer ilha para onde vá de certeza que quase toda a população da mesma vai querer ter tempo para fugir se entrar algum vulcão em erupção.
Nada nos diz que os vulcões mais antigos e com menos actividade não podem ter uma erupção explosiva. Tudo bem que já há meios para prever com aproximação uma erupção. Mas se alguém soube-se que determinada ilha estava em risco com certeza que seria evacuada...
 
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LMCG

Cumulus
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28 Dez 2009
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Boa tarde

Sou professora estou a pensar concorrer para os Açores.

Apesar de não participar, há muito que leio este forum penso que vocês serão as pessoas mais indicadas para me darem o vossa opinião.


O meu problema é simples:
- Não quero ser apanhada de surpresa pela erupção de um vulção.
Não tenho problemas em ir para uma ilha vulcânica (vendo bem, na Península Ibérica também temos dois vulcões com o potencial de entrar em actividade[Campos Vulcânicos de Calatrava e de Garrotxa] e actividade termal, até em Portugal), mas prefiro que sejam vulcões com actividade mais antiga e manifestações secundárias mais discretas e que dêm muitos sinais antes de acontecer alguma coisa (isto é: quero ter tempo para fugir:pray:)
Neste momento estou a pensar concorrer para as ilhas:~
- Santa Maria
- Flores
- Corvo (faz-me impressão que a inteira ilha seja um vulcão... mas como já passaram quase 10.000 anos)
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Concordam com as minhas escolhas?

Bom dia,

Conheço bem essas ilhas, fui responsável pela Graciosa durante ano e meio (EDA), vá por mim escolha Santa Maria. Os vulcões e sismos são de só menos importância, o pior é o isolamento e a meteorologia em especial no Inverno... à pessoas que pegam de cabeça. Esqueça absolutamente o Corvo. Recalcule as suas opções, é preferivel o Nordeste em São Miguel do que essas ilhas.

Luís Guilherme.
 
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Knyght

Cumulonimbus
Registo
10 Mai 2009
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Madeira - Funchal
Viver numa tem sempre as suas vantagens e desvantagens. A primeira e grande desvantagem é que tem de planear as suas deslocações, não podem ser feitas no último segundo. E por vezes impossível de sair.

A grande vantagem é o sossego e respectiva segurança.
Ilhas como o Corvo creio que nem vai precisar de ter de trancar a porta...