Tornados em Tomar/Ferreira do Zêzere/Sertã e Carvalhal Formoso - 7 Dezembro 2010

cameteo

Cirrus
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7 Dez 2010
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coimbra
Boa noite,

cito o Vince

"É possível que no dia 7 não tenham ocorrido apenas dois tornados, o de Tomar/Ferreira Zêzere/Sertã"
fim de citação

Em nome do rigor cientifico e da verdade histórica sugiro que os amigos do forum, passem a chamar ao tornado: Torres Novas, Tomar, FZ, Sertã. Visitei a zona e onde o tornado mostrou mais força foi no concelho de Torres Novas, felizmente num pinhal.



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As 3 grandes pinheiras que tem a seta verde na foto são as que aparecem no video acima.

Coordenadas no gmaps:
+39º 33' 47.44
-8º 28' 25.72

Na estrada 349-3, Tomar-Torres Novas, virar à esquerda no Casal da Estrada, e o local é no limite da freg. de Assentis, Torres Novas com a freguesia de Paialvo, Tomar.

ver video acima



concelhogr.gif
 

lsalvador

Nimbostratus
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18 Nov 2006
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Alhos-Vedros / Tomar
Hoje durante a tarde ouve mais alguns ventos fortes que novamente provocaram estragos, o Meteotomar detectou só 48.1Km/h.

Noticia de hoje ao final do dia no Jornal o Templario.

vento_forte.jpg


Imagem do gráfico da pressão.

vento_forte_barometro.jpg


Teve a pressão mais baixa no momento dos relatos do vento forte.

Em conversa com um colega do forum residente em Tomar, este ouviu as pessoas a falar do sucedido sendo a hora cerca das 14h45 o que coincide com o horário do gráfico.
 

ac_cernax

Nimbostratus
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12 Jan 2008
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Cernache do Bonjardim - Sertã (400m) Distrito de C
Um mês depois do Tornado que afectou os concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã o Correio da Manhã fez uma reportagem bastante interessante com histórias na primeira pessoa.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/o-tornado-nunca-partira-para-sempre

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Este FDS realiza-se também aqui em Cernache do Bonjardim e na Sertã espectáculos com vista a angariar fundos a favor das vítimas deste tornado que assolou o Concelho da Sertã.
 

AnDré

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22 Nov 2007
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Odivelas (140m) / Várzea da Serra (900m)
Um mês depois do Tornado que afectou os concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã o Correio da Manhã fez uma reportagem bastante interessante com histórias na primeira pessoa.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/o-tornado-nunca-partira-para-sempre

Uma excelente reportagem!

Vale a pena citar e ler:

O tornado nunca partirá para sempre

Um mês após a tempestade em Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã, o peito de cada um ainda se aperta ao mínimo sopro do vento

Há um vento que arrepia, que atravessa num calafrio todo o corpo, quando as nuvens negras fazem adivinhar o mau tempo. Há um mês que ninguém tem descanso no estaleiro em que o tornado transformou meia centena de aldeias dos concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã.

"Quantos mais dias passam, mais me lembro. Qualquer coisita de vento a mais e fico em pânico", diz João Marques, num cenário ainda devastado, em Carrascal, na terra dos Templários. Há um sentimento de revolta de alvo indefinido e de impotência quando o medo recorda que "o malandro" pode voltar, a qualquer momento, enquanto a chuva teima em cair, dificultando ainda mais a recuperação de centenas de casas.

PANDEMÓNIO

João Marques tem cem mil euros de prejuízo. Uma parte coberta pelo seguro. As obras na casa onde vive com a mulher, o filho, a nora e os três netos, um destes com apenas 15 meses, começaram esta semana. "Aquilo foi um pandemónio. Vi-o vir direito a mim e nunca pensei ver na vida uma coisa assim. Parecia um forcado à espera de um touro", tenta descrever o comerciante, reformado, de 63 anos. Há oito dias, o mau tempo voltou a atingir a vivenda onde a família se acomoda como pode, até numa tenda montada na garagem.

"Uma pessoa está sempre à espera do pior. Tenho momentos em que isto aqui por dentro fica tudo aos pulos". E é para aliviar essa dor no peito que está sempre à procura de metáforas para explicar o tornado e os 17 milhões de euros em estragos nos três concelhos: "Aquilo parecia um vulcão a lavrar pela terra acima. Aquele diabo trazia tudo pelo ar. Parecia uma esquadra de aviões de guerra, mais de meia dúzia. Uma coisa sem explicação. Só quem viu é que pode sentir". Um bombardeamento que danificou pelo menos 234 carros.

"A gente vê na televisão aquelas coisas nas Américas, no Haiti, e pensa se aquilo será mesmo real. E afinal também aconteceu uma coisa parecida aqui. Uma pessoa até fica pasmada", conta João Marques, que teve de fugir para a cave com o neto mais novo para o salvar. "Juntei-me a uns pilares e meti o menino debaixo de mim até aquilo passar. A minha nora ficou no andar de cima e foi abrigar-se num corredor, junto a uma casa de banho interior. Ela gritava muito, mas de repente calou-se. Sempre pensei que estivesse morta. Mas depois, felizmente, voltou a chorar".

FORAM SEGUNDOS

Em Venda Nova, também no concelho de Tomar, Manuel Soeiro é uma das milhares de pessoas que sofre. "Presenciei tudo e safei-me por pouco, resguardado numa ombreira de uma porta. Aquilo demorou segundos e quando vim à rua só ouvia mulheres a gritar. Primeiro uma toda cortada por uma chapa, depois outra e ainda outra. Estava tudo em pânico". O ex-emigrante, com 11 anos de trabalho na Suíça e em França, como pedreiro, perdeu o investimento de uma vida em três casas, nenhuma delas segurada. O vendaval levou-lhe 160 mil euros em bocados de tijolo, telha, portas, janelas e o que mais estava no seu caminho, e agora os tostões amealhados estão à beira de acabar. Iguais às dele ficaram mais 819 habitações, dezenas de empresas e outras estruturas.

Manuel Soeiro lamenta o pouco apoio que tem recebido. "Não recebi nenhum auxílio. Nem telhas me deram", diz, apontando uma sugestão que advém muito do desespero: "Os desempregados que estão a receber subsídio deviam estar no terreno, sob coordenação dos engenheiros da Câmara, a ajudar na reconstrução. E àqueles que não quisessem era-lhes cortado o subsídio".

Aos 68 anos, o reformado também desespera por palavras para explicar o que aconteceu ao princípio da tarde de 7 de Dezembro e ao seu futuro, pior do que imaginara.

"Aquilo, visto ao fundo, pareciam gaivotas no ar a rodopiar. Quando saí à rua pensei: ‘isto não pode ser’. É uma coisa fora do normal. Nunca julguei que fosse um tornado. Agora estou sob grande pressão. Uma pessoa anda aqui numa pressão doida. Tenho a vida enterrada nas três casas. Já gastei quase tudo e agora? Ainda acabarei no hospital".

O ex-emigrante Manuel Soeiro queixa-se da falta de apoio, da muita conversa dos primeiros dias e do silêncio dos seguintes. E João Marques – o comerciante que viu chegar o tornado com o forcado vê o touro – da prometida ajuda psicológica, ainda hoje precisa, mas que nunca chegou. E queixam-se de muito mais, mas sobretudo da hora e meia de pânico que percorreu 54 quilómetros, numa faixa com centenas de metros de largura, arrastando às vezes até a própria vontade de viver.

ABATE DE ÁRVORES

Quando se entra em Ferreira do Zêzere pelo lado do tornado, junto ao cemitério, impressionam as centenas de árvores que ainda jazem, partidas como palitos e dobradas como vimes. E o impacto ciclópico do vento a mais de 200 km/h já foi suavizado pelo passar do tempo e dos homens empunhando motosserras. Em Lamaceiros, a propriedade de António Martins ficou em estado semelhante.

O antigo comerciante e ex-emigrante na Venezuela, de 76 anos, lamenta sobretudo a perda das árvores. "Caíram aquelas em que tinha mais gosto: um pinheiro e um sobreiro centenários. O pinheiro já existia quando a minha mulher para cá veio com cinco anos, e hoje tem 74".

"Eu não gosto de cortar árvores. Cortei algumas há 20 anos, mas foi por causa de um fogo. Agora foram os choupos, árvores de fruto, pinheiros… Resistiram os eucaliptos", descreve António Martins, enquanto as máquinas serram e retiram a madeira dos terrenos. "O meu maior prejuízo é o desgosto, porque a venda da madeira acaba por pagar os estragos".

Na oficina Auto-Portinha, o mecânico António Portinha, de 54 anos, queixa-se de outros males. As instalações da empresa e a sua casa, em frente ao local de trabalho, não foram poupadas pelo vendaval e os estragos vão custar 11 mil euros. "Eu não estava cá. Vi-o chegar à distância e mal pensei no que podia acontecer. Quando aqui cheguei, estava tudo destruído: telhados, janelas, portas. Isto foi uma catástrofe bera".

O DEMÓNIO

Em Pião, no concelho da Sertã, onde a tempestade começou a perder força até se desfazer, os estragos também são avultados e os sentimentos dos moradores semelhantes. Em 2003 a zona foi devastada por um incêndio. "Primeiro foi o diabrete, agora foi o demónio", conta Nazaré Rosário, de 71 anos. A mulher vive em Sardinheira, mas tem uma pequena casa naquela aldeia.

"Há sete anos o Estado ajudou a pagar, agora não sei como vai ser", diz, apontando que "a casita, com uma loja de animais e um palheiro em cima", lhe faz falta. Mais estragos sofreu a propriedade de Carlos Dinis, um pedreiro, desempregado, de 52 anos. A tempestade arrancou oliveiras, algumas centenárias, telhados, portas e janelas. Um prejuízo de dez mil euros que ambos tentam recompor com a ajuda da Junta de Freguesia, bombeiros, amigos e familiares.

"Ainda andamos a arranjar os barracões e são precisas outras obras. O tornado foi tão forte que até deslocou vigas de cimento da massa onde estavam agarradas", acentua o morador.

SOLIDARIEDADE

Também em Ferreira do Zêzere há uma onda de solidariedade que acompanha o rasto deixado pelo tornado. Empresários de construção civil e de outras áreas, bem como grupos de escuteiros e populares, mobilizaram-se para ajudar a restabelecer a normalidade. Ofereceram 13 mil telhas, materiais de construção diversos e portas.

Em Tomar, a Câmara Municipal celebrou um protocolo com o BES no valor de cem mil euros para apoio às famílias para a recuperação das suas casas. O empréstimo é pago em 12 anos, com zero por cento de spread. Abriu ainda uma conta de solidariedade para recolha de fundos.

INCERTEZA DE VIDA

Na Sertã, a maior preocupação da Câmara são as empresas, sobretudo a Resicorreia (afectada em 95% da sua capacidade de laboração), e o Centro Náutico do Zêzere, seriamente afectado. "Estão em causa postos de trabalho e a criação de riqueza para o concelho", salienta a autarquia. Nos três concelhos, as obras de recuperação do "estado de guerra" em que ficaram – como descreve Américo Pereira, de 54 anos, de Venda Nova – ainda vão demorar meses, apesar dos esforços das autarquias e entidades oficiais e particulares. Ainda há muito entulho para retirar das bermas das estradas, centenas de árvores cuja morte oficial falta decretar, edifícios públicos e privados por recuperar. A normalidade ainda vai demorar.

"Eu tive 20 mil euros de prejuízo na casa e no carro. Mas o pior não é isso. É a chatice, os nervos, o trabalho", diz o antigo segurança, que exerceu na Suíça, onde esteve 22 anos. O pior é o drama dos 43 feridos e 13 desalojados, já regressados às suas casas, onde ainda predominam as lembranças do início da tarde trágica de há um mês. É a incerteza de que tudo pode repetir-se a qualquer instante que dói a milhares de habitantes. Como a incerteza da própria vida. Que aqui nunca mais será como até há um mês.

UM DOS MAIORES DE QUE HÁ REGISTO

Este foi um dos maiores tornados de que há registo em Portugal. As atenções centraram-se em Tomar, onde, nas primeiras horas, a prioridade no socorro foi para o Jardim-escola João de Deus, onde se encontravam 140 crianças. Mais de uma centena de bombeiros e 40 viaturas estiveram no terreno. A tempestade feriu 19 crianças, uma delas em estado grave.

Nos dias seguintes a prioridade foi para a cobertura das habitações, com a colocação de plásticos, para evitar infiltrações, bem como apoiar as pessoas mais carenciadas. Neste momento estão referenciados 125 pedidos de apoio a vítimas.

O tornado mais intenso de que há registo ocorreu em Castelo Branco, a 6 de Novembro de 1954, às 12h45, estimando-se que tenha atingido a intensidade F3. Fez cinco mortos e 220 feridos.

NOTAS

54 QUILÓMETROS

O fenómeno atingiu dez freguesias de três concelhos, tendo percorrido uma extensão de 54 quilómetros.

FERIDOS

Quarenta e três pessoas sofreram ferimentos. A maior parte – 36 – estava no concelho de Tomar.

MILHÕES

Só no concelho de Tomar, o mais afectado pelo fenómeno atmosférico, o valor dos estragos atingiu os 9,5 milhões de euros.

CASAS

Mais de 800 casas dos concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã ficaram danificadas após a passagem do tornado.
 

Mário Barros

Furacão
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18 Nov 2006
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Cavaleira (Sintra)
Vítimas de tornado no Centro do país ainda esperam apoios prometidos

Seis meses depois do tornado que afectou os concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã, apenas o apoio ao abrigo do Fundo de Emergência Municipal foi concretizado.

O Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) ainda não abriu as candidaturas à anunciada linha de crédito que iria apoiar as empresas afectadas e os particulares esperam ainda saber se são ou não apoiados e em que montante.

Céptico, o presidente da câmara municipal de Ferreira do Zêzere, Jacinto Lopes, disse hoje à agência Lusa ter dúvidas de que estes apoios venham a ser concretizados.

Fonte do Governo Civil de Santarém disse à Lusa que, no caso do IAPMEI, apesar dos Ministérios da Administração Interna e da Economia terem emitido o respectivo despacho, o mesmo não aconteceu com o Ministério das Finanças, o que mantém o processo parado.

Quanto aos particulares, adiantou que o levantamento das situações foi feito, sendo o próximo passo a notificação às pessoas que não serão apoiadas no âmbito da Conta de Emergência anunciada após a calamidade natural que atingiu os três concelhos, danificando um total de mais de 800 habitações.

A fonte adiantou que foram excluídas as residências consideradas segunda habitação.

Jacinto Lopes disse à Lusa que «99,99 por cento das situações estão resolvidas, independentemente de as pessoas virem ou não a ser ressarcidas» das verbas gastas com as reparações das suas habitações.

Mostrando-se céptico quanto à concretização dos apoios prometidos, dada a situação actual e a mudança de Governo, o autarca afirmou só não estar mais preocupado porque não há muitas empresas afectadas e as que sofreram danos já resolveram as situações, que não implicaram montantes muito elevados.

O presidente da câmara municipal de Tomar, Fernando Corvêlo de Sousa, disse à Lusa que, no que toca às intervenções do município, que são de pouca monta, estão em fase de lançamento de concurso.

Quanto ao Jardim Escola João de Deus, a associação candidatou ao fundo de emergência a parte que não estava coberta pelo seguro, não existindo ainda despesa porque o concurso demorou, adiantou.

Segundo o autarca, a maioria dos telhados das habitações foi coberta com os apoios da autarquia e das contas de solidariedade, aguardando os particulares a abertura da conta de emergência para receberem a parte que tiveram que pagar.

Os apoios aos municípios foram concretizados em acordos assinados a 7 de Fevereiro com a Secretaria de Estado da Administração Local, que comparticipou em 60 por cento das despesas não cobertas pelos seguros, num total de 1,6 milhões de euros para os três concelhos – Sertã (537,2 mil euros), Tomar (371,5 mil euros) e Ferreira do Zêzere (90,4 mil euros).

Lusa/SOL
 

marcomunial

Cirrus
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13 Set 2011
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Venda Nova/ Tomar
Alguem sabe o valor estimado de danos deste tornado?

No Wikipedia, Tornadoes of 2010 falam em 90 milhões de euros, mas os valores que encontrei na net referem 9.4 /15 /18 milhões de euros..

Considerado o valor avoltuado de estragos que ascende a um milhão de € vejamos o que aqui se pode verificar, uma vez que é o meu primeiro post nesta forum existem diversos fundamentos para a ocorrençia deste fenomeno e quem sabe ate de futuros fenomenos identicos sempre que as mesmas condiçoes atmosfericas se apresentem, agora tem muito que se diga referente as diferenças climaticas entre uma curta distançia que designadamente são de Tomar ate a localidade proxima Venda Nova, um clima muito interessante pois os climas de uma zona para outra são consideravelmente diferentes constatando que o clima é muito mais violento na zona da Venda Nova e em particular na parte alta (140 metros de altitude em realação ao nivel do mar)

que diferenças são essas ? Passando a citalas:
1ª- o Vento em Tomar estando a 20 Km/h, na Venda Nova geralmente esta entre 55 a 70 Km/h rajada

2ª- A temperatura ambiente em Tomar quando esta a 33 Graus em Tomar, a zona da Venda Nova onde foi registada na mesma hora de analise em espaço aberto os termometros marcaram 46 Graus por incrivel que pareça sendo a temperatura mais violenta registada de 56 Graus ao sol em que nesta zona toda a gente se manifestava da estrema elevada temperatura naquele dia

3ª- Vento variavel de direção repentina, os ventos nesta zona cruzam-se muitas vezes originando fortes rajadas e descontroladas

4ª- A origem de fenomenos identicos no local tem-se verificado um constante embvora a estação metereologica naçional revele uma pura ignorançia sobre as materias que ja lhes foram apresentadas e por esse mesmo motivo não foi possivel o alerta a tempo e horas embora ja tivessem conhecimento que tal poderia ocorrer a qualquer instante

Motivos de ocorrençia do Tornado:

(Tais fundamentos foram verificados a olho nu e estão a ser apresentados por um testemunha ocular da ocorrençia e o proprio que comunicou aos bombeiros Tornado a decorrer)

Situações verificadas:
Vento forte e frio proveniente da direção Leiria/Tomar
Vento Forte e quente proveniente Tomar/Leiria
Ventos Fortes na ordem dos 90 Km/h sentido Venda Nova/Tomar

Agora como acontece um tornado ?
O Tornado tem inicio na forma horizontal resultando com o cruzamento entre duas forças de vento em direções opostas o que se pode verificar entre Tomar e Leiria em Tomar estava um calor abrasador inclusive na Venda Nova tambem e na zona de Leiria chuvia a cantaros com granizo e tudo.
Mas como se sabe, o tornado é na forma Vertical e não horizontal, agora o que o fez tomar a posição vertical ?
A forma vertical formou-se apos uma forte rajada de Vento que passou na direção Venda Nova para Tomar que tal teve uma intensidade média de 90 a 100 Km/h que por sua vez apanhou o dito tunel de vento originado pelas duas correntes entre Tomar e Leiria, apanhou-o na sua parte lateral impulsionando esse tunel para sima, quando este tocou na nuvem resulta num aumento de força incrivel e forma-se em Tornado pois recebe todas as direções de vento incluindo as diferenças de temperatura entre o solo e a nuvem, sabendo que essas temperaturas estavam com mais de 30 º de diferença, com ventos de 60 em Tomar, 50 em Leiria e 100 na Venda Nova, o tornado teve uma intensidade de um F4 numa escala em que inicia em F1 e termina em F5, registado da seguinte forma e zonas, Tomar/F3 Calçadas F3/F4 Venda Nova/F4 Pintado/F3 Ceras/F3 e assim sucessivamente ate chegar a Ferreira do zezere em categoria F2 embora em algumas zonas tendo subido de intensidade devido aos relevos do terreno


Por incrivel que pareça uma entidade de outro pais veio a Portugal verificar as zonas pore onde ele passou e engraçado seja embora sem grande piada pelos estragos causados, as mesmas teorias que apresento aqui foram confirmadas pela mesma entidade da MeteoFrance (desconheço o nome da pessoa mas conheço o relatorio) mas claro, os serviços metereologicos portugueses não ligam ao civil que vê, liga mais aos equipamentos que NÃO TEM OU AVARIADOS

Agora como podemos verificar se vai existir ou as provabilidades de existir um fenomeno identico ? Engraçado que utilizei varios registos de diversas estações privadas tais como as vossas, mas eu juntei uma camera de infra-vermelho de longo alcançe e liguei-me ao satelite embora isso não desse grandes resultados para alem de conferir que alguem deu por conta da existençia da celula tal como eu, como e o que me fez sair a rua para ver tal coisa foram os seguintes factores, os ventos registados e sentidos dos mesmos de uma estação localizada em Palhavã/Tomar, registos completamente diferentes de outra estação em Leiria, como da noite para o dia digamos que se designava assim as diferenças de registo entre elas e aquilo que presençiava na minha zona Venda Nova, juntando essa slganhada toda de registos eu fiquei, ou tou maluco ou isto vai dar bosta da grossa e então na minha ignorançia sai de casa, e incrivelmente fui tomar um cafesinho num cafe que fica a 300 metros de casa, sabendo que o fenomeno poderia acontecer num prazo estimado de 2 horas, mas continuando na minha ignorançia, tomei o cafesinho quando se da um brutal estrondo que me recordou de imediato tudo o que me levou a sair a rua, saio do café que nem um tiro e deparo-me com um pinheiro em chamas e segundo uma pessoa disse que foi um trovão que fez aquilo.

Neste mesmo momento vejo uma imença coluna de nuvens a aproximar-se de Leiria para Tomar mas parecia que existia ali uma regua no ceu, estavam alinhadinhas duma forma pouco comum e vinham com uma trovoada que so visto, tambem era possivel ver o enevuado da chuva a cair isto a mais de 8 km de distançia por isso se pode perceber a quantidade de chuva que cai ali naquela altura, ou seja, portugalmente falando, chovia ali a cantaros

entretanto começa-se a levantar umas rajadas de vento muito mais fortes provavelmente devido a aproximação daquela frente fria e estando ali um calor insuportavel, o vento aumentou de intensidade de uma forma pouco comum e nesse meio tempo levanta-se o famoso funil visto ao longe, o tal que se confere quando tres forças de vento se juntam que tal expliquei anteriormente como acontece, foi avistado a olho nu como se formou, o que fez e so não foi possivel visualizar como terminou mas sou cincero em dizer que não é bonito de se ver, o "animal" a ganhar veloçidade, as coisas como por exemplo os diversos objectos, arvores inteiras a voarem em volta dele, os carros a levantarem voo que tambem vi isso, se levantou carros então nem falando dos contentores do tipo eco-pontos, vidrão por exemplo que viajou de uma distançia curta de 30 metros mas embateu contra a parede do estabeleçimento do qual utilizamos como refugio, embateu naquelas paredes com uma violençia que parecia que vinha ele projectado por algum canhão, para quem conheçe a Venda Nova ate ao cruzamento que faz ligação com Olas, um exemplo de força foi por exemplo o carro que se encontrava junto do estabeleçimento "Cafe Central" voou literalmente aterrando de pé no cruzamento das "Olas", Edificio pertencente á Vihotel e armazem de farinhas, mais os pavilhões da estinta ofiçina de catrapilos da uma empresa da qual me esqueçe o nome de momento foram todos revirados como se andase la uma maquina a derrubar aquilo, uma maquina demoraria horas para fazer o que aquilo fez em segundos, o tempo que este demorou a percorrer 7 Km foram de apenas 40 segundos e provocou um estrago de tal ordem inesplicavel que so visto é que se toma em conta a verdadeira força da natureza em ação, posso dizer que tal fenomeno tal como muitos de nós, so os viamos na tv mas agora saber o que é estar no caminho de um sem teres tempo para grande coisa, acredita que não se esquece tão depressa, podem-me perguntar mais promenores, andei a colaborar com os bombeiros e GNR em varios pontos criticos em que se tiverem duvidas relaçionadas podem colocar questão que logo que possivel terei todo o gosto em satsfazer a duvida que me coloquem


bom, eu estava com ideias de um simples post mas acabei por fazer um super post e acreditem, faze-lo com uma pequena de um ano e um mês a implicar comigo tambem é uma experiençia interessante looooooool :lol:
 

marcomunial

Cirrus
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13 Set 2011
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Venda Nova/ Tomar
marco
TODOS SÃO BEM VINDOS A ESTE FORUM
como tomarense espero ser o 1º a dar as boas vindas
:thumbsup:

Obrigado, espero que varios diagnosticos que venha a facultar para este post seja atendidos de forma adequada nomeadamente com sertos promenores que são de considerar de elevada relevançia a fim de por em seguro povo civil dado que todo o meu trabalho anterior que se verificou ser real e confirmada a elevada consequençia de não terem sido tomados em conta os alertas por mim emitidos, resultaram em mais de 30 feridos todos evitaveis e danos considerados nas abitações, se os serviços metereologicos naçionais dessem ouvidos ao civil, quem sabe o nivel de segurança subisse um pouco, se alguma vez detectar movimentação ou concentração suspeita no tempo ou clima, muito sinceramente ponham-se de olho no assunto, pode fazer a diferença entre a vida ou morte, desde a passagem do tornado reforcei a vigilançia do clima mas como não tenho grandes instrumentos tenho encontrado as vossas estações em rede, agradeçia no entanto que se possivel mantenham-nas em pleno funçionamento pois foi atravez delas que detectei a presença de formação significativa de massas de ar quente e frio e respectivas forças, desde ja agradeço as boas vindas, espero vos ser muito util
 

Gerofil

Super Célula
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21 Mar 2007
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Estremoz (401 metros)
Um ano depois do tornado particulares e empresas continuam à espera dos apoios prometidos

O Governo estimou em 15 milhões de euros os prejuízos provocados pelo tornado, na terça-feira, e aprovou um conjunto de medidas de emergência para minimizar os prejuízos. A resolução foi apresentada no final do Conselho de Ministros, em conferência de imprensa, pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
Segundo o membro do Governo, em termos pessoais, as consequências da intempérie de terça-feira «não foram muito graves (17 adultos e 19 crianças entre os feridos ligeiros)». Já em relação aos prejuízos materiais, os governos civis de Santarém e de Castelo Branco, em coordenação com as câmaras municipais, fizeram uma avaliação «rápida e provisória» dos danos sofridos. «Essa primeira avaliação já foi feita. Embora ainda não seja uma avaliação definitiva, aponta-se para um conjunto de prejuízos na ordem dos 15 milhões de euros», referiu Rui Pereira.
No entanto, segundo as contas apresentadas isoladamente pelas Câmaras de Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã, os prejuízos ascenderam aos 18 milhões de euros. O que significa que o Governo «cortou» três milhões de euros.
Os prejuízos atingem equipamentos municipais (sobretudo no concelho de Ferreira do Zêzere), empresas e bens patrimoniais de pessoas singulares (habitações e viaturas). O Governo decidiu accionar os fundos de emergência municipal, do PRODER e do Instituto de Gestão e Tesouraria para fazer face aos prejuízos. Rui Pereira referiu que a resolução agora aprovada pelo Governo autoriza o acesso ao Fundo de Emergência Municipal, mecanismo que envolve o Ministério da Presidência.
A resolução prevê também o recurso ao fundo bonificado por parte das empresas, o que envolve Ministério da Economia, e accionar, «se necessário, os fundos do PRODER», dispositivo gerido pelo Ministério da Agricultura e que se aplica a exploração agropecuárias eventualmente atingidas. «Concedem-se subsídios para a recuperação de equipamentos sociais (ponto na órbita do Ministério do Trabalho) e acciona-se a conta de emergência aberta junto do Instituto de Gestão e de Tesouraria do Crédito Público e que é titulada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil», apontou o ministro da Administração Interna.
Em relação à operacionalização dos apoios, Rui Pereira adiantou que o executivo montou uma estrutura de «coordenação e de acompanhamento» para receber as candidaturas e «para verificar se essas mesmas candidaturas estão em condições de ser acolhidas». Na segunda e terça-feira, o secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, dirige-se aos locais atingidos pela intempérie, onde reunirá com os respectivos presidentes de Câmara.
Ao nível do Ministério da Economia, haverá também em breve uma reunião com as empresas atingidas, tendo em vista verificar qual a forma de accionar os apoios de forma expedita. Segundo o ministro da Administração Interna, para obterem apoios do Estado serão aceites candidaturas que se reportem a «prejuízos comprovados e avaliados com todo o rigor», bem como que exista «uma comprovada incapacidade dos sinistrados de suportarem os prejuízos pelos seus próprios meios, incluindo o accionamento».
O município de Tomar está «naturalmente satisfeito» com a decisão do Governo que esta quinta-feira accionou os fundos de emergência municipal, do PRODER e do Instituto de Gestão e Tesouraria para responder aos prejuízos provocados na terça-feira pelo tornado. «O município de Tomar está naturalmente satisfeito por a palavra do senhor ministro ter sido integralmente cumprida em termos de disponibilização do fundo e estamos agradados com isso», disse à agência Lusa o vereador com o pelouro da Protecção Civil, Luís Rodrigues.


GEROTEMPO (9 de Dezembro de 2010)

Um ano depois do tornado que afectou os concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã apenas as verbas ao abrigo do Fundo de Emergência Municipal foram pagas continuando particulares e empresas à espera do prometido apoio. O apuramento dos valores e das situações que deveriam estar cobertas pela linha de crédito aberta pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) e pela Conta de Emergência anunciada após a catástrofe natural que atingiu os três concelhos a 7 de Dezembro de 2010 foi feito, mas o processo nunca avançou.
Fonte que acompanhou todo o processo disse à agência Lusa que, no caso do IAPMEI, apesar dos Ministérios da Administração Interna e da Economia terem emitido o respectivo despacho, o mesmo não aconteceu com o Ministério das Finanças, o que mantém o processo parado há vários meses. Quanto aos particulares, o processo foi concluído e enviado para o Ministério da Administração Interna (MAI), não tendo havido mais nenhuma informação sobre o assunto. A Lusa questionou o MAI sobre o andamento dos processos e qual a previsão de pagamento das verbas prometidas, não tendo obtido resposta em tempo útil.
A esmagadora maioria das mais de 800 habitações afectadas foram sendo recuperadas, embora Jaime Lopes, presidente da Junta de Freguesia de Casais (Tomar), sublinhe que muitos dos que estiveram envolvidos nas obras continuam à espera que os proprietários recebam para lhes poderem pagar. “Mais de 80 por cento está feito, as pessoas andaram a pedir facturas de tudo mas não receberam nada e muito está ainda por pagar”, disse à Lusa, referindo que as duas empresas da sua freguesia que ficaram praticamente destruídas continuam a laborar em instalações alternativas. Segundo disse o autarca, ainda iniciaram as obras de recuperação mas acabaram por suspender os trabalhos por não terem capacidade financeira.
As famílias mais carenciadas tiveram o apoio das autarquias, em materiais e mão de obra, tendo ainda beneficiado dos fundos angariados em diversos espectáculos e contas de solidariedade, que foram canalizados através da Cáritas e da Cruz Vermelha, adiantou. Os apoios aos municípios, para recuperação das infraestruturas e edifícios públicos afectados, foram concretizados em acordos assinados a 7 de Fevereiro com a Secretaria de Estado da Administração Local, que comparticipou em 60 por cento das despesas não cobertas pelos seguros, num total de 1,6 milhões de euros para os três concelhos – Sertã (537,2 mil euros), Tomar (371,5 mil euros) e Ferreira do Zêzere (90,4 mil euros).
Jaime Lopes confirma, afirmando à Lusa que “a única coisa totalmente pronta é a recuperação do jardim de infância da aldeia”. Quanto ao resto, “até à data nem um centavo”, o que prova que “as promessas dos políticos, quando correm às catástrofes, é só para receberem palmas e votos, esquecem-se das pessoas”, desabafou.

Fonte: Mirante
 

Geiras

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Desculpem estar a abrir o tópico outra vez, mas acabo de encontrar está pérola no youtube!

 
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