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Tour de France 2009

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por Chasing Thunder 5 Jul 2009 às 18:50.

  1. Chasing Thunder

    Chasing Thunder
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    Cumulonimbus

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    5º Etapa:

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    Tomas Voeckler voa a solo

    À etapa 5 registou-se a primeira vitória para os franceses na edição 2009 do Tour, na primeira vez em que uma fuga foi bem sucedida.

    Etapa 5 - Àquinta etapa registou-se a primeira vitória para os franceses na edição 2009 do Tour, na primeira vez em que uma fuga foi bem sucedida.

    Não foi a 14 de Julho, o dia em que os franceses celebram a tomada da Bastilha, porque Thomas Voeckler decidiu antecipar a festa e dar aos seus conterrâneos a já tradicional vitória anual no Tour (desde 2000 que os ciclistas gauleses mantêm a média de um triunfo por ano).

    Em semana propícia a fugas, hoje não foi excepção, com dois grupos de três ciclistas a saltarem para a frente logo ao km 20. Demorariam 10 km a perceber que juntos as probabilidades de sucesso aumentavam, mas lá se juntaram. Anthony Geslin (Française des Jeux), Marcin Sapa (Lampre), Thomas Voeckler (BBOX Bouygues Telecom), Yauheni Hutarovich (Française des Jeux), Mikhael Ignatiev (Katusha) e Albert Timmer (Skil-Shimano) eram os homens que iriam andar fugidos durante quase todo o dia.

    VENTO VOLTA A ATACAR

    Estavam todos avisados mas nem por isso se evitaram os cortes no pelotão. O vento forte voltou a fazer estragos, ainda que desta vez todos os favoritos estivessem bem colocados no grupo da frente, onde Cancellara e a Astana se voltaram a unir para imprimir um ritmo demasiado forte para alguns. Tom Boonen foi mesmo a excepção à regra, o belga “furou” na pior altura possível e perdeu o comboio da frente, ficando desde logo afastado da luta por uma eventual vitória na etapa.

    PELOTÃO DESPERTOU TARDE

    Enquanto cá atrás as movimentações para anular a fuga se intensificavam, com as equipas dos sprinters a trabalharem afincadamente, lá na frente havia alguma indecisão sobre quem seria o primeiro a atacar.

    Voeckler, que já andou de amarelo no passado, era um dos mais experientes, soube esperar o tempo certo e de certa forma aproveitou a indefinição dos seus colegas de fuga. Ignatiev que é um excelente contra-relogistas e o bielorusso Hutarovich, o mais rápido dos escapados e que este ano já obteve cinco triunfos, marcaram passo e viram o francês arrancar de forma decidida, numa cavalgada que só terminaria com a consagração de Voeckler.

    Ignatiev acabou ainda por fazer 2º, escassos metros atrás terminava também o pelotão, onde uma vez mais Mark Cavendish bateu Tyler Farrar, provando que nem a feijões gosta de perder um sprint.

    GESINK DE FORA

    O prémio de azarado do dia foi para o jovem holandês Robert Gesink. O ciclista da Rabobank caiu na última descida do dia e no final da etapa foi transportado para o hospital, onde se viria a confirmar uma fractura do rádio inferior, lesão impeditiva para a jovem esperança continuar a dar o seu contributo à equipa.

    Erik Breukink, director desportivo do conjunto holandês, contava com Gesink para a montanha, onde seria um dos companheiros de Dennis Menchov, mas a sorte não está definitivamente a acompanhar a Rabobank.


    CLASSIFICAÇÃO ETAPA

    1 Thomas Voeckler (França) BBOX Bouygues Telecom 4:29:35

    2 Mikhail Ignatiev (Rússia) Team Katusha 0:00:07

    3 Mark Cavendish (Grã Bretanha) Team Columbia – HTC

    4 Tyler Farrar (Estados Unidos) Garmin – Slipstream

    5 Gerald Ciolek (Alemanha) Team Milram

    6 Danilo Napolitano (Itália) Team Katusha

    7 Jose Joaquin Rojas Gil (Espanha) Caisse d'Epargne

    8 Lloyd Mondory (França) AG2R La Mondiale

    9 Oscar Freire (Espanha) Rabobank

    10 Thor Hushovd (Nor) Cervelo Test Team


    CLASSIFICAÇÃO GERAL

    1 Fabian Cancellara (Suiça) Team Saxo Bank 10:38:07

    2 Lance Armstrong (Estados Unidos) Astana

    3 Alberto Contador (Espanha) Astana 0:00:19

    4 Andreas Klöden (Alemanha) Astana 0:00:23

    5 Levi Leipheimer (Estados Unidos ) Astana 0:00:31

    6 Bradley Wiggins (Grã Bretanha) Garmin - Slipstream 0:00:38

    7 Haimar Zubeldia Aguirre (Espanha) Astana 0:00:51

    8 Tony Martin (Alemanha) Team Columbia - HTC 0:00:52

    9 David Zabriskie (Estados Unidos) Garmin - Slipstream 0:01:06

    10 David Millar (Grã Bretanha) Garmin - Slipstream 0:01:07

    11 Sergio Paulinho (PORTUGAL) Astana 0:01:16

    12 Christian Vande Velde (Estados Unidos) Garmin – Slipstream

    13 Gustav Erik Larsson (Suécia) Team Saxo Bank 0:01:22

    14 Maxime Monfort (Bélgica) Team Columbia - HTC 0:01:29

    15 Roman Kreuziger (República Checa) Liquigas 0:01:31
     
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  2. Chasing Thunder

    Chasing Thunder
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    6º Etapa:

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    Hushovd ganha à chuva

    Num dia de muita chuva e final urbano, o Norueguês impôs-se ao sprint no alto de Montjuic. Hushovd aproxima-se de Cavendish na classificação por pontos.

    Etapa 6 - Muita chuva nesta etapa espanhola. Desde a partida em Gerona até à chegada em Barcelona, o pelotão passou por estradas sinuosas e molhadas. Uma etapa perigosa mas com o terreno e clima perfeito para ciclistas como Sylvain Chavanel. O Francês da Quickstep (mas que vive em Gerona) integrou a fuga do dia em companhia do compatriota Sephane Augé (Cofidis) e do Escocês David Millar (Garmin). Os 3 eram homens perigosos para este tipo de etapa: Millar e Chavanel são contra-relogistas de excepção e Augé é um rolador nato. O Francês é novo líder da montanha graças aos pontos alcançados nas contagens de 3ª e 4ª categoria ultrapassadas na frente.

    FUGA PERIGOSA, ASTANA DEFENDE

    Sabendo do perigo que o trio fugitivo constituía, o pelotão passou a ser controlado pela Astana. A equipa de Armstrong e Contador estava preocupada em manter os seus líderes a salvo de quedas antes de uma etapa importante como a de amanhã. Cerca de 4 minutos foi o máximo que conseguiram os homens da fuga – suficientes, no entanto, para que Millar (10º da geral à partida) fosse virtual Camisola Amarela durante quase toda a etapa.

    Antes da entrada em Barcelona, onde a etapa terminava no alto de Montjuic, os 3 da fuga viriam ainda a contar com a ajuda de um 4º elemento: Amets Txurruka. O Basco da Euskatel deixaria o pelotão num ataque fulgurante, sem que ninguém lhe respondesse. Os quatro ainda rolariam algum tempo em conjunto até cerca de 30 quilómetros da meta, quando Millar se decidiu a ir sozinho. Lá atrás, no pelotão, a Cervelo de Hushovd entrava ao serviço e a vantagem dos fugitivos caía muito depressa. Rapidamente Augé e Chavanel seriam alcançados. Txurruka ainda continuaria, mas seria também alcançado, já em Barcelona.

    HUSHOVD A SUBIR

    A dúvida quanto ao desfecho da etapa ainda subsistiu até bem perto da meta. A 10 quilómetros do final Millar tinha 1 minuto de vantagem. Poderia até ser suficiente se não houvesse a subida final para Montjuic com apenas 500 metros, mas quase 7% de inclinação. Millar seria mesmo alcançado e a etapa decidida ao sprint, mas, desta vez, sem Cavendish, um ciclista rápido mas nada talhado para subidas como a de Montjuic. A luta final fez-se entre os esperados Freire e Hushovd, com vantagem para este último que sobe ao segundo posto na luta pela Camisola Verde. Hushovd tem agora 105 pontos contra os 106 de Cavendish que não pontuou. Cancellara terminou em 10º e mantém a Camisola Amarela. Armstrong – apesar de a sua equipa ter andado na frente da etapa quase todo dia – nem sequer tentou.

    AZARES

    Mais um azar para Boonen. O Belga da Quickstep que furara ontem duas vezes em momentos difíceis, caiu hoje, já nos 10 quilómetros finais, vítima da muita chuva que se fazia sentir na Capital Catalã. Também vítima dos cortes provocados por uma das várias quedas em Barcelona, Menchov acabaria por perder mais um 1'02''.


    CLASSIFICAÇÃO ETAPA

    1 Thor Hushovd (Noruega) Cervelo Test Team 4:21:33

    2 Oscar Freire Gomez (Espanha) Rabobank

    3 Jose Joaquin Rojas Gil (Espanha) Caisse d'Epargne

    4 Gerald Ciolek (Alemanha) Team Milram

    5 Franco Pellizotti (Itália) Liquigas

    6 Filippo Pozzato (Itália) Team Katusha

    7 Alessandro Ballan (Itália) Lampre - NGC

    8 Rinaldo Nocentini (Itália) AG2R La Mondiale

    9 Cadel Evans (Austrália) Silence – Lotto

    10 Fabian Cancellara (Suiça) Team Saxo Bank

    CLASSIFICAÇÃO GERAL

    1 Fabian Cancellara (Suiça) Team Saxo Bank 10:38:07

    2 Lance Armstrong (Estados Unidos) Astana

    3 Alberto Contador (Espanha) Astana 0:00:19

    4 Andreas Klöden (Alemanha) Astana 0:00:23

    5 Levi Leipheimer (Estados Unidos ) Astana 0:00:31

    6 Bradley Wiggins (Grã Bretanha) Garmin - Slipstream 0:00:38

    7 Tony Martin (Alemanha) Team Columbia – HTC 0:52

    8 Christian Vande Velde (Estados Unidos) Garmin – Slipstream 1:16

    9 Gustav Erik Larsson (Suécia) Team Saxo Bank 1:22

    10 Maxime Monfort (Bélgica) Team Columbia – HTC 1:29

    ...

    29 Sérgio Paulinho (PORTUGAL) 3:11

    118 Rui Costa (PORTUGAL) 8:23
     
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    Para hoje, grande etapa em perspectiva no Tour.
    Inúmeras possibilidades se oferecem, mas irão haver mexidas na classificação geral.
    O que podemos esperar?
    Uma etapa para a amarela de Armstrong, com Contador em atitude mais passiva, a deixar o americano andar de amarelo?
    Etapa para ataques dos mais atrasados após o TTT, como Menchov, Sastre, Evans?
    Ou algum outsider?
    Ninguém sabe, mas hoje vou assistir na Eurosport (grande equipa de comentadores!!) a toda a etapa!!:thumbsup:
     
  4. Chasing Thunder

    Chasing Thunder
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    Cumulonimbus

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    Etapa 7:

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    Contador ataca em dia de estreias.


    Alberto Contador estabelece a ordem, Feillu ganha a etapa e Nocentini chega à Amarela.

    Etapa 7 - Foi a etapa mais longa do Tour. Cerca de 220 quilómetros com chegada ao alto, a mais de 2000 metros de altitude. Dificuldades que não assustaram os muitos que, logo após o tiro de partida em Barcelona tentaram a fuga - sem sucesso, diga-se.

    Passaria ainda algum tempo sobre o início da etapa até se formar um grupo na frente da corrida: Egoi Martinez (Euskaltel Euskadi), José Ivan Gutierrez (Caisse d’Epargne), Christophe Riblon (AG2r La Mondiale) Rinaldo Nocentini (AG2r La Mondiale), Aleksandr Kuschynski (Liquigas), Christophe Kern (Cofidis), Jérôme Pineau (Quick Step), Brice Feillu (Agritubel) e Johannes Fröhlinger (Milram). Entre os 9, Nocentini era o mais bem posicionado na geral a uma distância que lhe permitia sonhar com a liderança (3’13’’). Um sonho perfeitamente lícito, tendo em conta que a vantagem concedida pelo pelotão (comandado pela Astana) ultrapassou mesmo os 13 minutos em certas fases da etapa.

    10 MINUTOS SERÃO SUFICIENTES?

    Com a fuga organizada, no grupo da frente, era Christophe Riblon quem ia somando pontos para a montanha. Riblon depressa chegaria a líder virtual da classificação dos trepadores e, antes do inicio da subida final, só mesmo um dos seus companheiros de fuga (que entretanto tinham também somado pontos durante a fuga) lhe poderiam chegar.

    No pelotão a Astana apertava o ritmo. Paulinho ia para a frente e fazia reduzir um pouco a vantagem dos fugitivos, que, no entanto, à passagem por Andorra La Vella, se mantinha no limite da dúvida: cerca de10 minutos. Daria para enfrentar os 10 quilómetros finais? Talvez, mas só se, lá atrás, os favoritos não começassem a “mexer” na corrida.

    ATAQUES DECISIVOS

    Já na subida, o vento soprava de frente. As dificuldades eram ainda maiores para os ciclistas fugitivos. Num grupo reduzido, quase todos eram obrigados a uma exposição ao vento e, aos poucos, alguns começaram a ceder, particularmente após vários ataques de Riblon da AG2R. Entre os mais resistentes contava-se o jovem Brice Feillu – mais conhecido até hoje por ser o irmão mais novo de Roman Feillu. Ficavam também o veterano Nocentini da mesma equipa de Riblon, Kern da Cofidis e Fröhlinger da Milram. Um lote pequeno do qual iria sair o vencedor da tirada.

    No pelotão, Cancellara cedia. A Camisola Amarela despedia-se da Saxo Bank. A AG2R, sabendo disso, parou então os ataques e centrou o objectivo em tentar levar Nocentini à Amarela. Aproveitando o facto, Brice Feillu, o jovem da Agritubel decidiu tentar a sua sorte e fugiu. Depressa ganhou 200 metros que nunca mais seriam anulados.

    Entre os favoritos a situação era diferente: ninguém atacava. O grupo ia ficando cada vez mais escasso, um facto que se devia apenas às dificuldades da própria subida. Quase parecia que se iria viver um total anti-climax. Mas não. Seria Cadel Evans a dar o tiro de partida para o momento alto da tirada. O Australiano, com muito tempo perdido até agora, tinha de tentar fazer a diferença. Evans atacou mas a resposta foi pronta por parte dos Astana e por um momento tudo voltou ao normal. Mas apenas por um momento… repentinamente, que nem uma flecha, apareceu Alberto Contador... e nunca mais ninguém o viu.

    CONTADOR DOMINA EM DIA DE ESTREIAS

    Contador terminaria em 9º com vantagem de mais de 20 segundos sobre Armstrong, o que lhe permite agora ser 2º da geral… mas 1º da Astana. Para Feillu, um prémio extra neste ano de estreia: com a vitória na etapa viriam também os pontos suficientes para ser novo líder da Classificação da Montanha. Rinaldo Nocentini, seria 4º com 3 minutos de avanço sobre Contador e assim ganharia a aposta da sua equipa chegando à Amarela, também no seu ano de estreia no Tour.


    CLASSIFICAÇÃO ETAPA

    1 Brice Feillu (França) Agritubel 6:11:31

    2 Christophe Kern (França) Cofidis 0:05

    3 Johannes Fröhlinger (Alemanha) Team Milram 0:25

    4 Rinaldo Nocentini (Itália) AG2R La Mondiale 0:26

    5 Egoi Martinez De Esteban (Espanha) Euskaltel - Euskadi 0:45

    6 Christophe Riblon (França) AG2R 1:05

    7 Jérôme Pineau (França) Quick Step 2:32

    8 José Ivan Gutierrez Palacios (Espanha) Caisse d'Epargne 03:14

    9 Alberto Contador Velasco (Espanha) Astana 3:26

    10 Cadel Evans (Austrália) Silence - Lotto 3:47


    CLASSIFICAÇÃO GERAL

    1 Rinaldo Nocentini (Itália) AG2R 25:44:32

    2 Alberto Contador Velasco (Espanha) Astana 0:06

    3 Lance Armstrong (Estados Unidos) Astana 0:08

    4 Levi Leipheimer (Estados Unidos) Astana 0:39

    5 Bradley Wiggins (Grã Bretanha) Garmin - Slipstream 0:46

    6 Andreas Klöden (Alemanha) Astana 0:54

    7 Tony Martin (Alemanha) Team Columbia - HTC 1:00

    8 Christian Vande Velde (Estados Unidos) Garmin - Slipstream 1:24

    9 Andy Schleck (Luxemburgo) Team Saxo Bank 1:49

    10 Vincenzo Nibali (Itália) Liquigas 1:54



    90 Sergio Paulinho (PORTUGAL) Astana 12 :18

    116 Rui Costa (PORTUGAL) Caisse d'Epargne 23 :23
     
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  5. psm

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    Nimbostratus

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    A Astana como vai fazer? Alberto Contador ou Lance Armstong?
     
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  6. mr. phillip

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    Cumulonimbus

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    Essa é a grande questão...
    Quem viu hoje a etapa, viu um Armstrong muito forte, que respondeu a todos os ataques que surgiram, excepto o de Contador.
    Ora, a pergunta que se põe é a de saber se Armstrong não respondeu porque não conseguiu ou porque não quis e fez questão em cumprir a promessa que fez antes da etapa, onde disse que não atacava caso Contador o fizesse e mais ninguém respondesse. E foi isso que aconteceu.
    Na minha modesta opinião, hoje Armstrong não respondeu porque não quis, pareceu-me à altura de responder quando quisesse a Contador.
    Talvez me engane, mas a luta fratricida entre os dois está apenas a começar. Vamos ver é se Armstrong, com os seus 37 anos, não vai ser traído pelas suas pernas, pois Contador é 10 anos mais novo.
    Mas o Tour só teria a ganhar se ambos tivessem em equipas separadas...
    Mas a luta parece reduzida a 2, pois Menchov, Sastre, Evans estão já algo longe.
    Resta Schleck e pouco mais...
    Veremos...
     
  7. Chasing Thunder

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    Cumulonimbus

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    Etapa 8:

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    Sanchez ganha com bluff

    Etapa 8 - Nocentini partia para a etapa de hoje com a Camisola Amarela e uma das questões que se colocavam logo a partida era saber se a equipa do líder teria ou não capacidade para jogar um papel importante nas tácticas do pelotão. Seria a AG2R capaz de ajudar a Astana a controlar a corrida? A longa ascenção do Envalira, de mais de 20 quilómetros, logo no ínicio da etapa, era um excelente teste.


    ASTANA RESPONDE A ATAQUES


    Cadel Evans e Andy Schleck foram dos que mais assustaram a Astana quando se decidiram a atacar nos primeiros quilómetros. Num instante se formou um grande grupo com alguns homens perigosos na frente da corrida. A AG2R não conseguia responder. A Astana, mesmo tendo Kloden no grupo da frente, via-se obrigada a trabalhar. Um trabalho recompensado com a anulação dos homens mais perigosos para a geral à excepção de Evans que ainda se manteria na frente até ao final da descida após a 1ª categoria inaugural. Seria apenas no plano que o trabalho da Astana terminaria. Nessa altura o grupo dos fugitivos ficaria partido em dois. Alguns, como Cancellara resistiriam, outros, como Evans acabariam alcançados.



    FUGA ORGANIZADA


    Entre os que se mantinham na frente, durante o plano, é de destacar a presença de Hushovd que, ganhando os 2 sprints após a montanha sobe assim ao 1º lugar na classificação por pontos. Estava finalmente encontrada fuga do dia: Thor Hushovd (Cervelo), Fabian Cancellara (Saxo Bank), Juan Antonio Flech (Rabobank), Mikel Astarloza (Euskaltel-Euskadi), George Hincapie (Columbia), Vladimir Efimkin (Ag2r), Sandy Casar (Francaise des Jeux), Luis Leon Sanchez (Caisse d'Epargne), Sébastien Rosseler (Quick Step) e Mikhail Ignatiev (Katusha). De entre eles sairia o vencedor da etapa.


    SCHELCK EM NOVO ATAQUE


    Novo momento importante na luta pela geral surgiu já na ascenção da derradeira contagem de montanha do dia com um ataque de Andy Schleck. Nada de muito assustador, mas que obrigou novamente ao trabalho da Astana, uma vez que Nocentini voltava a ficar com a sua equipa para trás. Um ataque que deixa claras as intenções da Saxo Bank para os próximos dias: atacar enquanto é tempo e há montanhas.


    BLUFF PARA A VITÓRIA


    No grupo da frente a última subida também fazia mossa. Dos 10 sobrariam apenas 4 para jogarem a etapa ao poker etapa entre si: Sanchez, Astarloza, Efimkin e Casar. E seria Efimkin o primeiro a jogar a sua cartada 4 quilómetros do final. Cedo demais, porém. Casar e Astarloza responderiam, com Sanchez abanando a cabeça, como quem diz que não tem capacidade para responder. Puro Bluff do ciclista da Caisse d'Epargne! Logo após a anulação de Efimkin Sanchez aproveitaria um ataque de Casar para sprintar para a vitória batendo o francês por meio comprimento. Uma vitória da Caisse no dia que assinala a desistência de Óscar Pereiro, vencedor do Tour 2006. O pleotão chegaria a cerca de 1'50''. Sanchez sobe a 11º, Efimkin a 15º da geral.


    CLASSIFICAÇÃO ETAPA


    1. Luis-Leon Sanchez Caisse D"epargne in 4:31:50

    2. Sandy Casar Francaise Des Jeux

    3. Mikel Astarloza Euskaltel - Euskadi at 00:00

    4. Vladimir Efimkin Ag2r-La Mondiale in 4:31:53 at 00:03

    5. Joaquin Rojas Jose Caisse D'epargne in 4:33:44 at 01:54

    6. Christophe Riblon Ag2r-La Mondiale in 4:33:44 at 01:54

    7. Peter Velits Team Milram in 4:33:44 at 01:54

    8. Sébastien Minard Cofidis Le Credit En Ligne in 4:33:44 at 01:54

    9. Jérémy Roy Francaise Des Jeux in 4:33:44 at 01:54

    10. Thomas Voeckler Bbox Bouygues Telecom in 4:33:44 at 01:54


    CLASSIFICAÇÃO GERAL


    1. Rinaldo Nocentini Ag2r-La Mondiale in 30:18:16

    2. Alberto Contador Astana in 30:18:22

    3. Lance Armstrong Astana in 30:18:24 at 00:08

    4. Levi Leipheimer Astana in 30:18:55 at 00:39

    5. Bradley Wiggins Garmin - Slipstream in 30:19:02 at 00:46

    6. Andréas KlÖden Astana in 30:19:10 at 00:54

    7. Tony Martin Team Columbia - Htc in 30:19:16 at 01:00

    8. Christian Vande Velde Garmin - Slipstream in 30:19:40 at 01:24

    9. Andy Schleck Team Saxo Bank in 30:20:05 at 01:49

    10. Vincenzo Nibali Liquigas in 30:20:10 at 01:54

    11. Luis-Leon Sanchez Caisse D'epargne in 30:20:32 at 02:16

    12. Maxime Monfort Team Columbia - Htc in 30:20:37 at 02:21

    13. Frank Schleck Team Saxo Bank in 30:20:41 at 02:25

    14. Roman Kreuziger Liquigas in 30:20:56 at 02:40

    15. Vladimir Efimkin Ag2r-La Mondiale in 30:21:01 at 02:45

    ...

    46. Sergio Paulinho Astana in 30:30:06 at 11:50

    ...

    112. Da Costa Rui Alberto Faria Caisse D"epargne in 30:58:43 at 40:27
     
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  8. Chasing Thunder

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    9 Etapa:

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    Etapa 9 - Expectativa era a palavra de ordem à partida para o dia do Tourmalet. Desta vez, a mítica montanha do Tour ficava a meio da etapa, a mais de 60 quilómetros da meta. Havia, portanto, dúvidas quanto à utilidade da montanha para aqueles que lutam pela Geral e procuram ganhar tempo nas montanhas. Evans ou Andy Schleck? Um dos dois podia tentar atacar se tivesse compenheiros de equipa na frente, de modo que seriam muito importantes os primeiros quilómetros da corrida até que houvesse uma fuga definida.

    2 GRUPOS EM FUGA

    Não foi fácil encontrar um grupo estável, em fuga. Muitas foram as tentativas anuladas. Até mesmo Lance Armstrong esteve na anulação de uma das várias tentativas. Ainda assim, dois grupos acabariam por se formar ainda antes da primeira ascenção do dia, no Aspin. Na frente da corrida estavam 4 cicilistas que sobravam da fuga inicial aos 15 quilómetros: Pellizotti (Liquigas), Voigt (Saxo Bank), Duque (cofidis) e Fedrigo (BBox). A cerca de 3'30'' um outro grupo, bem maior, com Laurens Ten Dam (Rabobank), Amets Txurruka (Euskaltel), Egoi Martinez (Euskaltel), Sergio Paulinho (Astana), Vladimir Karpets (Katusha), David Moncoutie (Cofidis), Jurgen Van den Broeck (Silence-Lotto), Juan Miguel Garate (Rabobank) e Thomas Voeckler (Bbox). O pelotão rolava a mais de 4'30''. A montanha aproximava-se, crescia a expectativa.

    TOURMA... QUÊ?

    Mas a montanha para pouco ou nada serviria, pelo menos no que respeita à classificação geral. O dia fica marcado pela ausência total de ataques entre os favoritos. O Tourmalet, a meio do percurso da etapa 9 passou "sem que ninguém desse por ele". Uma desilusão. No grupo da frente, Pellizotti era quem mais trabalhava. Voigt e Duque não conseguiam seguir o ritmo. Apenas Fedrigo ficava com o Italiano. No segundo grupo o trabalho era feito essencialmente por Juan Miguel Garate, mas Txurruca era quem mais lucrava ao pontuar no alto passando para 1º entre os trepadores. No pelotão, comandava a AG2R do Camisola Amarela, poupando esforço à Astana. Assim se passou a montanha... assim se iniciou a descida.

    PERSEGUIÇÃO INTENSA

    Após a descida havia duas dúvidas: seriam os dois da frente capazes de resistir ao grupo de trás? E seria o grupo de trás capaz de se manter à frente do pelotão até final? Resposta para obter em cerca de 50 quilómetros de plano, ou talvez menos, no que toca ao grupo maior. Subitamente, na cabeça do pelotão a Team Columbia passou ao ataque, ajudada essencialmente pela Caisse d'Epargne (para Rojas) e pela Rabobank (para Freire). E assim, num ápice, o maior dos grupos em fuga seria alcançado. Restavam os dois da frente. A perseguição era intensa, mas a dúvida subsistia.

    FINAL A 2

    Os dois da frente trabalhavam na perfeição. A vantagem caía mas não ao ritmo que seria necessário para evitar que entrassem em Tarbes na frente. E assim, a Caisse d'Epargne, a mais activa das equipas, desistiu do objectivo. Pellizotti e Fedrigo iriam discutir a etapa entre si num final sinuoso com menos de 200 metros de recta. Era importante entrar bem na última curva. E foi no que fez o Francês. Pellizotti ainda tentaria atacar mas tudo o que conseguiu foi estar a par de Fedrigo que assim deu a 2ª vitória à Bbox nesta edição do tour. O pelotão chegaria logo a seguir sem que houvesse quaisquer alterações na geral.


    CLASSIFICAÇÃO ETAPA


    1 Pierrick Fedrigo (Fra) BBOX Bouygues Telecom 4:05:31

    2 Franco Pellizotti (Ita) Liquigas

    3 Oscar Freire Gomez (Spa) Rabobank 0:00:34

    4 Serguei Ivanov (Rus) Team Katusha

    5 Peter Velits (Svk) Team Milram

    6 Jose Joaquin Rojas Gil (Spa) Caisse d'Epargne

    7 Greg Van Avermaet (Bel) Silence - Lotto

    8 Geoffroy Lequatre (Fra) Agritubel

    9 Alessandro Ballan (Ita) Lampre - NGC

    10 Nicolas Roche (Irl) AG2R La Mondiale


    CLASSIFICAÇÃO GERAL


    1 Rinaldo Nocentini (Ita) AG2R La Mondiale 34:24:21

    2 Alberto Contador Velasco (Spa) Astana 0:00:06

    3 Lance Armstrong (USA) Astana 0:00:08

    4 Levi Leipheimer (USA) Astana 0:00:39

    5 Bradley Wiggins (GBr) Garmin - Slipstream 0:00:46

    6 Andreas Klöden (Ger) Astana 0:00:54

    7 Tony Martin (Ger) Team Columbia - HTC 0:01:00

    8 Christian Vande Velde (USA) Garmin - Slipstream 0:01:24

    9 Andy Schleck (Lux) Team Saxo Bank 0:01:49

    10 Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas 0:01:54
     
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  9. Chasing Thunder

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    Cumulonimbus

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    Etapa 10:

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    Hat-trick!
    Terceira vitória para Mark Cavendish, no dia mais morno do Tour. A experiência de fazer a etapa sem rádios não correu pelo melhor.

    Etapa 10 - Um bocejo! Assim se pode descrever esta etapa na óptica dos espectadores. Uma etapa na qual as equipas não foram autorizadas a utilizar rádios para comunicação interna. Apenas a 30 quilómetros da meta se assistiu a algo a que podemos chamar uma corrida de ciclismo.

    ACORDO CONTRA A PROIBIÇÃO DOS RÁDIOS

    Durante grande parte da tirada houve um grupo de 4 unidades na frente: Thierry Huppond (Skil-Shimano), Benoit Vaugrenard (FdJ) Mikhail Ignatiev (Katusha) e Samuel Dumoulin (Cofidis). Três destes ciclistas faziam parte de equipas que concordavam com a proibição dos rádios na corrida e apenas um - Ignatiev - representava uma equipa que não concordava - a Katusha. Curiosamente, Ignatiev não passaria um só metro na frente do grupo em fuga antes da entrada nos 30 quilómetros finais, dando a clara sensação de que haveria um acordo entre as "equipas rebeldes" para "neutralizar" a corrida até aos 30 derradeiros quilómetros.


    No pelotão, também tudo muito estranho. Quase todas as equipas passavam pela frente preocupando-se apenas em manter o grupo da frente a uma distância média de 2 minutos e meio.

    30 QUILÓMETROS DE CORRIDA

    Nos últimos 30 quilómetros assistimos finalmente a uma corrida. A Columbia formou o comboio, bem como o tentaram fazer a Garmin e a Cervelo. Cavendish viria a ganhar sem grande dificuldade batendo Hushovd e Farrar. A luta pela verde vai subir de tom nos próximos dias.


    CLASSIFICAÇÃO ETAPA

    1 Mark Cavendish (GBr) Team Columbia - HTC 4:46:43

    2 Thor Hushovd (Nor) Cervelo Test Team

    3 Tyler Farrar (USA) Garmin - Slipstream

    4 Leonardo Duque (Col) Cofidis, Le Credit en Ligne

    5 Jose Joaquin Rojas Gil (Spa) Caisse d'Epargne

    6 Lloyd Mondory (Fra) AG2R La Mondiale

    7 Kenny Robert van Hummel (Ned) Skil-Shimano

    8 William Bonnet (Fra) BBOX Bouygues Telecom

    9 Daniele Bennati (Ita) Liquigas

    10 Saïd Haddou (Fra) BBOX Bouygues Telecom


    CLASSIFICAÇÃO GERAL

    1 Rinaldo Nocentini (Ita) AG2R La Mondiale 39:11:04

    2 Alberto Contador Velasco (Spa) Astana 0:00:06

    3 Lance Armstrong (USA) Astana 0:00:08

    4 Andreas Klöden (Ger) Astana 0:00:54

    5 Levi Leipheimer (USA) Astana

    6 Tony Martin (Ger) Team Columbia - HTC 0:01:00

    7 Bradley Wiggins (GBr) Garmin - Slipstream 0:01:01

    8 Christian Vande Velde (USA) Garmin - Slipstream 0:01:24

    9 Andy Schleck (Lux) Team Saxo Bank 0:01:49

    10 Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas 0:01:54


    CLASSIFICAÇÃO POR PONTOS

    1 Thor Hushovd (Nor) Cervelo Test Team 147 pts

    2 Mark Cavendish (GBr) Team Columbia - HTC 141

    3 Jose Joaquin Rojas Gil (Spa) Caisse d'Epargne 97

    4 Gerald Ciolek (Ger) Team Milram 81

    5 Tyler Farrar (USA) Garmin - Slipstream 80
     
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  10. psm

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    Nimbostratus

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    A Volta a França é cada vez mais uma corrida "cozinhada" nos bastidores, onde as individualidades se submetem às tácticas:(.

    Que saudades do Tour com o Joaquim Agostinho:).
     
  12. mr. phillip

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    Mais uma de Cavendish... E vão 4!!
    Mais uma etapa discutida ao sprint, num final em ligeira subida...
    Cavendish é uma força da natureza, mas tem consigo uma excelente equipa para lhe lançar os sprints, o que é meio caminho andado...
    Nunca mais volta a montanha...:D
     
  13. Chasing Thunder

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    Etapa 11:

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    Mark Cavendish recupera a Camisola Verde

    Mais um sprint, mais uma vitória. Ninguém consegue bater Mark Cavendish em finais rápidos. O Britanico recupera a Camisola Verde.

    Etapa 11 - Nova etapa plana, nova chegada ao sprint, nova vitória de Cavendish. Descubra as diferenças para etapa de ontem: Ontem estiveram 4 ciclistas na frente. Hoje foram 2. Johan Van Summeren (Silence-Lotto) e Marcin Sapa (Lampre-NGC) fugiram antes ainda do primeiro sprint, andaram na frente todo o dia, até cerca de 10 quilómetros. No pelotão a AG2R e a Columbia dividiram esforços na perseguição os homens da frente. Note-se ainda o facto de Pellizotti ter sprintado para recolher um ponto para a classificação da montanha, na última 4ª categoria do dia. O Italiano da Liquigas está com ideias de tentar ganhar a classificação para melhor trepador, e tudo conta.

    FINAL AO SPRINT

    No final a Columbia formou o habitual comboio. Notou-se, no entanto, que Mark Renshaw saiu mais tarde que o habitual da frente de Cavendish. O facto de a recta da meta ser longa e com uma ligeira inclinação levou a que o Australiano ficasse mais 50 a 100 metros à frente do "Cannon Ball". Hushovd ainda tentou um movimento de última hora, colocando-se ao lado de Cavendish antes que este saísse da roda do seu lançador, mas o britânico respondeu antes de ficar fechado entre Hushovd, Renshaw e as barreiras. Hushovd acabaria em 5º perdendo a liderança na classificação por pontos para o ciclista da Team Columbia.


    CLASSIFICAÇÃO ETAPA

    1 Mark Cavendish (GBr) Team Columbia - HTC 4:17:55

    2 Tyler Farrar (USA) Garmin - Slipstream

    3 Yauheni Hutarovich (Blr) Française des Jeux

    4 Oscar Freire Gomez (Spa) Rabobank

    5 Thor Hushovd (Nor) Cervelo Test Team

    6 Leonardo Duque (Col) Cofidis, Le Credit en Ligne

    7 Gerald Ciolek (Ger) Team Milram

    8 Lloyd Mondory (Fra) AG2R La Mondiale

    9 William Bonnet (Fra) BBOX Bouygues Telecom

    10 Nikolai Troussov (Rus) Team Katusha


    CLASSIFICAÇÃO GERAL

    1 Rinaldo Nocentini (Ita) AG2R La Mondiale 43:28:59

    2 Alberto Contador Velasco (Spa) Astana 0:00:06

    3 Lance Armstrong (USA) Astana 0:00:08

    4 Levi Leipheimer (USA) Astana 0:00:39

    5 Bradley Wiggins (GBr) Garmin - Slipstream 0:00:46

    6 Andreas Klöden (Ger) Astana 0:00:54

    7 Tony Martin (Ger) Team Columbia - HTC 0:01:00

    8 Christian Vande Velde (USA) Garmin - Slipstream 0:01:24

    9 Andy Schleck (Lux) Team Saxo Bank 0:01:49

    10 Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas 0:01:54


    CLASSIFICAÇÃO POR PONTOS

    1 Mark Cavendish (GBr) Team Columbia - HTC 176 pts

    2 Thor Hushovd (Nor) Cervelo Test Team 169

    3 Jose Joaquin Rojas Gil (Spa) Caisse d'Epargne 110

    4 Tyler Farrar (USA) Garmin - Slipstream 110

    5 Gerald Ciolek (Ger) Team Milram 100

    6 Oscar Freire Gomez (Spa) Rabobank 97
     
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    Também não era difícil a previsão, já lá lá cantam quatro etapas...:p
     
  15. Chasing Thunder

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    Etapa 12º:

    [​IMG]


    Sorensen, o inteligente

    Sorensen triunfa em fuga. Uma vitória da experiência e da experteza.

    Etapa 12 - A fuga do dia esteve de quarentena até que o 1º sprint fosse ultrapassado. A luta pela Camisola Verde levou Cavendish e Hushovd a um primeiro confronto directo antes da meta em Vittel. Vantagem para o Britânico que somou 6 pontos contra 4 do Norueguês. Depois, uma vez discutido o sprint a fuga do dia teve a sua oportunidade.

    LUTA PELA MONTANHA NA FUGA

    Foram sete, os ciclistas que conseguiram isolar-se. Entre eles Pellizotti (Liquigas) e Egoi Martinez (Euskaltel), apostados em conquistar pontos para a montanha, num dia em que havia 19 pontos para quem passasse na frente todas as contagens. No grupo contavam-se ainda Nicki Sörensen (Team Saxo Bank), Sylvain Calzati (Agritubel), Laurent Lefevre (BBox Bouygues), Markus Fothen (Team Milram) e Rémi Pauriol (Cofidis).

    À 12ª ETAPA A COLUMBIA DESCANSOU

    O grupo chegou a ter mais de 4 minutos sobre o pelotão, comandado pela AG2R. A Columbia não passaria nem um segundo pela frente da corrida. Cavendish estava interessado em deixar a fuga chegar para que, na meta, não houvesse tantos pontos a discutir com Hushovd. A Columbia não quer desgastar-se mais e tem trabalho pela frente nos próximos dias: levar Cavendish a atravessar as montanhas e Tony Martin a vitória da classificação para o melhor jovem. Por outras palavras: a fuga tinha ordem para chegar ao fim. A opção resultaria e no sprint pela 8ª posição Cavendish acabaria por ganhar mais um ponto a Hushovd.

    SORENSEN O INTELIGENTE

    O quilómetro 22 (para o final) foi decisivo. Sorensen tinha vindo a poupar-se no grupo da frente. Era o que menos trabalhava para a manutenção da vantagem. As estatísticas mostravam que, por comparação com os elementos mais activos da fuga, o Dinamarquês levava cerca de metade do tempo de passagem pela frente do grupo. Sendo o mais poupado era de prever que viesse lançar um ataque. Assim o fez, levando consigo Calzati para ajudar. Os dois organizaram-se bem, mas nunca conseguiram ter mais que 15 segundos de vantagem sobre os restantes elementos em fuga. A 5 quilómetros, no entanto, dava a sensação de que Calzati estava a perder forças. Sorensen, sentindo o perigo, decidiu então desfazer-se do seu companheiro e atacou de modo decisivo. Não mais seria alcançado, conseguindo deste modo a 1ª vitória no Tour aos 34 anos. Uma vitória da experiência. O pelotão chegaria a quase 6 minutos. Sorensen sobe ao 26º lugar e a Saxo Bank sucede à AG2R a frente da classificação por equipas.


    CLASSIFICAÇÃO ETAPA

    1 Nicki Sörensen (Den) Team Saxo Bank 4:52:24

    2 Laurent Lefevre (Fra) BBOX Bouygues Telecom 0:00:48

    3 Franco Pellizotti (Ita) Liquigas

    4 Marcus Fothen (Ger) Team Milram

    5 Egoi Martinez De Esteban (Spa) Euskaltel - Euskadi

    6 Sylvain Calzati (Fra) Agritubel

    7 Rémi Pauriol (Fra) Cofidis, Le Credit en Ligne 0:01:33

    8 Mark Cavendish (GBr) Team Columbia - HTC 0:05:58

    9 Thor Hushovd (Nor) Cervelo Test Team

    10 Marco Bandiera (Ita) Lampre - NGC
     
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