Urso-pardo de volta a Portugal?

Lynce

Cirrus
Registo
14 Abr 2009
Mensagens
3
Local
Guimarães
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Seria necessário mentalizar os autarcas das municipalidades fronteiriças (e não só) das potêncialidades a médio/longo prazo da preservação da fauna, mas sobretudo da flora endémica. :disgust:
A mim dá-me vontade de serrar toda a zona da Falperra em Braga bem como metado do meu concelho com os seus eucaliptos assassinos que exploram o nosso solo deixando-o impróprio para outras árvores. E esta praga de "estacas" abeira-se cada vez mais dos limites das zonas protegidas... E as consequências serão devastadoras... As zonas que poderão receber o urso não serão afectadas a curto prazo, mas esse mesmo também não entrará nos territórios a curto prazo. Além disso ainda não vi discutido aqui no forum o problema crescente dos cães assilvestrados (desconheço que o façam noutro tópico). Os lobos serão muito afectados quando esta, mais que provavel, praga se espalhar. http://www.freipedro.pt/tb/301097/guarda6.htm :angry:


Vamos acabar com o alimento dos Koalas porque não os temos....
 

belem

Cumulonimbus
Registo
10 Out 2007
Mensagens
4,321
Local
Sintra/Carcavelos/Óbidos
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Seria necessário mentalizar os autarcas das municipalidades fronteiriças (e não só) das potêncialidades a médio/longo prazo da preservação da fauna, mas sobretudo da flora endémica. :disgust:
A mim dá-me vontade de serrar toda a zona da Falperra em Braga bem como metado do meu concelho com os seus eucaliptos assassinos que exploram o nosso solo deixando-o impróprio para outras árvores. E esta praga de "estacas" abeira-se cada vez mais dos limites das zonas protegidas... E as consequências serão devastadoras... As zonas que poderão receber o urso não serão afectadas a curto prazo, mas esse mesmo também não entrará nos territórios a curto prazo. Além disso ainda não vi discutido aqui no forum o problema crescente dos cães assilvestrados (desconheço que o façam noutro tópico). Os lobos serão muito afectados quando esta, mais que provavel, praga se espalhar. http://www.freipedro.pt/tb/301097/guarda6.htm :angry:


Vamos acabar com o alimento dos Koalas porque não os temos....

Concordo com muitas coisas que dizes, só não entendi o que queres dizer com isto: «As zonas que poderão receber o urso não serão afectadas a curto prazo, mas esse mesmo também não entrará nos territórios a curto prazo.»-Lynce.

A quais territórios te referes?
Os ursos-pardos têm sido registados em Trevinca, a cerca de 20 kms da fronteira com Portugal e pesquisando sobre a sua biologia deparamo-nos com o facto que os ursos-pardos, percorrem essa distância ou mais, numa só noite.
Não vejo grandes razões, para achar que eles não passem a fronteira, ocasionalmente.
 

Kodiak

Cumulus
Registo
7 Fev 2009
Mensagens
109
Local
Braga
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Sobre os cães assilvestrados.

Os cães assilvestrados não são um problema nas regiões onde existem populações de lobos estabilizadas. Pelo contrário, os lobos é que são um problema para os cães vadios, mesmo em matilha. Há um ditado que diz mais ou menos isto "em Janeiro o lobo prefere o pior cão ao melhor cordeiro". E é bem verdade. Cão que se aventure em zonas lobeiras está condenado. Há anos que percorro zonas lobeiras, lido com gente ligada à conservação do lobo, e a percepção é essa.
 

Lynce

Cirrus
Registo
14 Abr 2009
Mensagens
3
Local
Guimarães
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Concordo com muitas coisas que dizes, só não entendi o que queres dizer com isto: «As zonas que poderão receber o urso não serão afectadas a curto prazo, mas esse mesmo também não entrará nos territórios a curto prazo.»-Lynce.

A quais territórios te referes?
Os ursos-pardos têm sido registados em Trevinca, a cerca de 20 kms da fronteira com Portugal e pesquisando sobre a sua biologia deparamo-nos com o facto que os ursos-pardos, percorrem essa distância ou mais, numa só noite.
Não vejo grandes razões, para achar que eles não passem a fronteira, ocasionalmente.

O que quero dizer é que para já o urso utiliza o nosso espaço como local de alimentação e passagem esporádico e ainda não faz deste (aparentemente) "sua morada" e sobretudo ainda não temos registos de femeas com crias... Essas mesmas que se poderão depois fixar neste território. Atenção quando digo fixar, sei bem da extensão de território que é necessário ao urso ibérico.:thumbsup:



Vamos acabar com o alimento dos Koalas porque não os temos.:angry:
 

Lynce

Cirrus
Registo
14 Abr 2009
Mensagens
3
Local
Guimarães
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Sobre os cães assilvestrados.

Os cães assilvestrados não são um problema nas regiões onde existem populações de lobos estabilizadas. Pelo contrário, os lobos é que são um problema para os cães vadios, mesmo em matilha. Há um ditado que diz mais ou menos isto "em Janeiro o lobo prefere o pior cão ao melhor cordeiro". E é bem verdade. Cão que se aventure em zonas lobeiras está condenado. Há anos que percorro zonas lobeiras, lido com gente ligada à conservação do lobo, e a percepção é essa.

Quando falei dos cães assilvestrados não queria dizer que seriam uma ameaça directamente para os lobos em si... Mas são uma ameaça na medida em que competem com eles pela comida.... E mais grave ainda: atacam os rebanhos e animais domésticos recaindo a culpa sobre o lobo... E depois oraganizam-se batidas para ir atrás de quem? E envenenam-se animais mortos a pensar em quem? NOS LOBOS CLARO. Os cães assilvestrados são um perigo, sobretudo com esta crise o número de animais abandonados logo nos primeiros meses aumentou, animais esses que depois por sorte sobrvivem tornamdo-se bandos errantes perigosos.:angry:




Vamos acabar com o alimento do Koalas porque nao os temos... Abaixo o eucalipto:mad:
 

frederico

Super Célula
Registo
9 Jan 2009
Mensagens
9,988
Local
Porto
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Li recentemente num jornal, penso que foi o JN, que o problema dos cães assilvestrados se está a agravar no Alto Minho e que há galegos que estão a atravessar a fronteira para abandonar cães.

Na serra algarvia é muito comum os caçadores abandonarem os cães mais velhos no final da época de caça. Estes cães abandonados acabam por vir para as aldeias e atacam frequentemente as capoeiras, o que leva muitos habitantes a deixar iscos com veneno para matar os cães e também os gatos vadios.


Também concordo abaixo os eucaliptos... Uma vez no comboio, em 2005, em plena seca extrema, ouvi um turista australiano dizer que Portugal era uma verdadeira Austrália, coberto de eucaliptos a norte e com desertos no sul! Mas dá vontade de arrancar todos e por carvalhos, betulas, azereiros, loureiros, faias, castanheiros, sobreiros, azinheiras, teixos, azevinhos, medronheiros, ...
 

belem

Cumulonimbus
Registo
10 Out 2007
Mensagens
4,321
Local
Sintra/Carcavelos/Óbidos
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

O que quero dizer é que para já o urso utiliza o nosso espaço como local de alimentação e passagem esporádico e ainda não faz deste (aparentemente) "sua morada" e sobretudo ainda não temos registos de femeas com crias... Essas mesmas que se poderão depois fixar neste território. Atenção quando digo fixar, sei bem da extensão de território que é necessário ao urso ibérico.:thumbsup:



Vamos acabar com o alimento dos Koalas porque não os temos.:angry:

O urso-pardo, felizmente tem muito espaço ainda no lado português e sobretudo no lado espanhol.
Se vierem a fixar-se, andarão entre ambos os países.
Há mais animais que o fazem.
 

Kodiak

Cumulus
Registo
7 Fev 2009
Mensagens
109
Local
Braga
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Sobre os cães assilvestrados,

Eu percebi a ideia. O que eu queria dizer é que os cães não competem com os lobos, porque onde existem alcateias estáveis quase não existem cães. Nas zonas onde não existem lobos, ou existem muito poucos lobos, naturalmente que os cães vadios se organizam em grupos. É uma questão de sobrevivência. E quando atacam o gado os culpados são os lobos, como sucede por vezes em algumas regiões da serra da Estrela, ou mesmo na serra da Freita, onde o lobo está extinto ou quase extinto.
Não existem batidas organizadas ao lobo, pelo menos legais. Quanto aos envenenamentos, muitas vezes o veneno destina-se apenas aos cães que foram abandonados pelos caçadores no fim da caça.
 

Kodiak

Cumulus
Registo
7 Fev 2009
Mensagens
109
Local
Braga
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Sim à substituição dos eucaliptos por espécies autóctones mas com contra-peso e medida. Proponho as seguintes receitas tendo por base as espécies mencionadas
Nas montanhas do noroeste, de feição atlântica: carvalhos, azevinhos e teixos, acompanhados, nas linhas de água, por algumas bétulas e "condimentados" aqui e ali por azereiros
No nordeste mediterrânico: carvalhos, acompanhados de alguns sobreiros e azinheiras. A mesma receita para o Alto-Alentejo mas mais condimentada com sobreiros.
No resto do Alentejo, muito sobreiro, azinheira e medronheiro.
Isto para dizer que a reorganização florestal do território teria que basear-se nas associações autóctones. Depois o tempo encarregar-se-ia de acrescentar as outras espécies (arbustos etc.) próprias de cada uma das associações. Quantos aos pinheiros merecem também um lugar no nosso país. Os pinheiros-silvestres (com muito zimbro) ficariam no Gerês e na Estrela. Os mansos no litoral sul e os bravos, porque já têm um pouco de história no nosso país, no litoral centro, mas só aí.
Finalmente, muito cuidado com as faias. Existem registos (pólen) com cerca de dois mil anos, se não estou enganado. Mas os faiais actuais descendem de um núcleo introduzido no Gerês que tem vindo a expandir-se rapidamente, tomando conta de algumas áreas de carvalhal. Os faiais são óptimos para travar os incêndios, mas são ferozes concorrentes nas áreas mais frias e húmidas.
 

frederico

Super Célula
Registo
9 Jan 2009
Mensagens
9,988
Local
Porto
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Sim à substituição dos eucaliptos por espécies autóctones mas com contra-peso e medida. Proponho as seguintes receitas tendo por base as espécies mencionadas
Nas montanhas do noroeste, de feição atlântica: carvalhos, azevinhos e teixos, acompanhados, nas linhas de água, por algumas bétulas e "condimentados" aqui e ali por azereiros
No nordeste mediterrânico: carvalhos, acompanhados de alguns sobreiros e azinheiras. A mesma receita para o Alto-Alentejo mas mais condimentada com sobreiros.
No resto do Alentejo, muito sobreiro, azinheira e medronheiro.
Isto para dizer que a reorganização florestal do território teria que basear-se nas associações autóctones. Depois o tempo encarregar-se-ia de acrescentar as outras espécies (arbustos etc.) próprias de cada uma das associações. Quantos aos pinheiros merecem também um lugar no nosso país. Os pinheiros-silvestres (com muito zimbro) ficariam no Gerês e na Estrela. Os mansos no litoral sul e os bravos, porque já têm um pouco de história no nosso país, no litoral centro, mas só aí.
Finalmente, muito cuidado com as faias. Existem registos (pólen) com cerca de dois mil anos, se não estou enganado. Mas os faiais actuais descendem de um núcleo introduzido no Gerês que tem vindo a expandir-se rapidamente, tomando conta de algumas áreas de carvalhal. Os faiais são óptimos para travar os incêndios, mas são ferozes concorrentes nas áreas mais frias e húmidas.

E como complemento, importa não esquecer o Quercus canariensis associado ao sobreiro na região de Monchique/Odemira, o carvalho-cerquinho associado ao sobreiro e à azinheira no litoral centro, e na transiçao terra quente/terra fria em Trás-os-Montes e na Beira Transmontana, bem como na Beira Baixa na transição planalto de baixa alitude/montanha. E a alfarrobeira associada ao zambujeiro e à azinheira no barrocal algarvio.

Um dúvida. Não incluirias o pinheiro-bravo nas terras arenosas do litoral a norte do Mondego? Afinal é ou não é endémico daí?
 

psm

Nimbostratus
Registo
25 Out 2007
Mensagens
1,509
Local
estoril ,assafora
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Respondendo aos 2 posts anteriores isso seria uma utopia, atendendo ao que existe em Portugal de mentalidades. Não há só faias no norte de Portugal existe um nucleo na serra de sintra(introduzidas).

O mais ironico é que existe falta de madeiras nobres em Portugal, e só para dar um exemplo: Importa-se madeira de carvalho roble de França.

As faias dão uma madeira muito boa(peferencia de solos calcários).
 

frederico

Super Célula
Registo
9 Jan 2009
Mensagens
9,988
Local
Porto
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Respondendo aos 2 posts anteriores isso seria uma utopia, atendendo ao que existe em Portugal de mentalidades. Não há só faias no norte de Portugal existe um nucleo na serra de sintra(introduzidas).

O mais ironico é que existe falta de madeiras nobres em Portugal, e só para dar um exemplo: Importa-se madeira de carvalho roble de França.

As faias dão uma madeira muito boa(peferencia de solos calcários).


Para já este programa de reflorestação devia começar por vontade do Ministério do Ambiente. Só 2 % do solo florestal português é público, tanto como no final do século XIX. Há décadas que não foram criadas novas matas nacionais em grande escala. Somos um dos países do mundo desenvolvido com menos floresta pública. Para além de novas matas nacionais, as câmaras deviam começar a criar parques florestais locais com espécies autócnes. Resta acrescentar que as nossas poucas matas nacionais estão ameaçadas, por exemplo, com a sua hipotética futura gestão por empresas privadas :surprise: Os lucros das matas do Estado são consideráveis e deviam ser aplicados na sua gestão e na criação de novas áreas florestais do Estado, mas não são. Há por esse país fora bons terrenos abandonados com bosquetes de carvalhos ou outras espécies autócnes que podiam ser o ponto de partida para essas novas matas nacionais.
 

Kodiak

Cumulus
Registo
7 Fev 2009
Mensagens
109
Local
Braga
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Frederico,
Quando referi o litoral centro queria dizer toda a região costeira entre Aveiro, e a região do Oeste. Relativamente ao facto do Pinus pinaster ser endémico, parece-me que não existem dúvidas,pelo menos nesta região. Uma referência:"Florestas públicas" de Francisco Castro Rego, DGF, 2001. Trata da evolução da floresta em Portugal. Interessante e escrito num bom português, o que é sempre agradável.

Psm,
Quando escrevia o "post" , o anterior, veio-me à mente a palavra utopia. Eu sei que é um sonho, mas enquanto se sonha vive-se.
Desconhecia a existência de faias na serra de Sintra. Qual a área ocupada, como têm evoluido a espécie ao longo do tempo e que tipo de vegetação existe sob a copa das árvores?
No núcleo do Gerês o solo apresenta uma camada espessa de folhas. As faias orientadas, sobretudo, a norte (entre 800 e 1100 metros) são acompanhadas de azevinhos e de alguns pequenos arbustos, mais ou menos como na Cordilheira Cantâbrica. No Outono imprimem à paisagem um colorido fantástico, quase irreal. Mas é uma espécie que de ano para ano vai ocupando o espaço deixado pelos carvalhos.
 

belem

Cumulonimbus
Registo
10 Out 2007
Mensagens
4,321
Local
Sintra/Carcavelos/Óbidos
Re: Urso-pardo de volta à Peneda Gerês?

Eu acho que deviam ser feitos mais incentivos à produção de madeiras nobres, pois os benefícios seriam enormes e em vários aspectos.
Os pinheiros e os eucaliptos surgiram não porque sim, mas porque eram uma alternativa económica viável, de rápido crescimento, de fácil produção, constituindo uma valiosa fonte de receita para alguma famílias, crescendo em terrenos de difícil acesso em que não havia quase alternativas agrícolas possíveis sem necessitar praticamente de qualquer cuidado. Digo que eram, porque hoje já não são tão viáveis como eram. Para que um eucaliptal possa ser rentável, actualmente, é necessária uma vasta área, um serviço de recolha e escoamento económicos e clientela sempre certa.
Muitos silvicultores estão com enormes dificuldades, pois em muitos casos, é tão caro o serviço de e extracção da madeira como o da sua venda.
É uma altura ideal para mudanças importantes.
Se o Governo der incentivos para as práticas silvícolas alterarem-se e serem mais amigas do ambiente, diversificando as espécies de árvores produzidas, preocupando-se com espécies chave, penso que muitos silvicultores terão todo o interesse em seguir tal programa.
O sobreiro prosperou pelos mesmos motivos das árvores exóticas (tirando os do rápido crescimento), mas sem dúvida que tem um valor ecológico muito superior a qualquer pinheiro ou eucalipto.
É um exemplo vivo, que é possível, aliar ambiente e interesses económicos e assim de forma conjunta e de ajuda recíproca, contribuir para um futuro melhor e garantido.
Aposto que muitos agricultores/silvicultores teriam orgulho em saber que existem animais ou plantas raros nos seus terrenos e que a sua parcela florestal é uma garantia saudável e estável.
Por isso, penso que é de todo interesse, incentivar o estudo sobre algumas das nossas árvores nativas tendo em vista alternativas económicas para fazer um aproveitamento sustentável.
Já sabemos que os carvalhos em geral, são amigos dos solos, ajudam a «combater» os fogos, produzem muito oxigénio, regulam o clima, abrigam uma vasta biodiversidade ( só dos sobreiros dependem milhares de espécies de organismos), só falta mesmo é incentivar e ter uma iniciativa.
Penso que já existem algumas espécies de madeiras nobres com o seu cultivo a ser incentivado em Portugal ( castanheiro), por isso só resta continuar nesse sentido e aumentar o leque de espécies.


Mudando de assunto, li algures, que uma das razões importantes para o declínio do urso-pardo no Gerês, foi a construção de uma barragem e a diminuição da quantidade de salmão na bacia do Rio Minho.
Não sei se é verdade tal coisa, por isso gostaria de ouvir a opinião do Kodiak ou de quem souber de algo.
Teríamos grande ursos costeiros, na foz do Rio Minho ( há muitos anos atrás)?
Os ursos normalmente atingem «kodiak size» quando há uma dieta suplementar de salmão. Mas não sei se o clima do litoral do Minho, muito mais quente que a região de Kodiak ou Kamchatka, seria um entrave à existência de grandes ursos-pardos, pois normalmente estes ( ursos gigantes) também estão associados a lugares frios, daí que necessitem de uma massa maior para manter mais eficazmente a sua temperatura corporal.