Primeiros 2 registos de pirilampos estivais adultos chegam-nos do Algarve: Estói (Faro) e da Reserva Lightalive «Quinta de Lagos». A espécie é Nyctophila reichii. Uma larva desta espécie:
Fotos tiradas na Reserva Lightalive «Quinta de Lagos», por Ana Valadares a um macho da espécie falada acima:
Então e alguém tem visto pirilampos (ou outros seres vivos luminosos)? Podem responder a esta questão neste tópico, por pm, por email (livinglightfestival@gmail.com) ou então por aqui: Já viu algum ser vivo luminoso? Obrigado! Mais uma foto tirada numa reserva Lightalive (Quinta de Óbidos): Mais aqui: https://pirilampos-lightalive.blogspot.com/ Depois a ver se ponho mais fotos!
Perto de Leiria (Junho, 2018): https://pirilampos-lightalive.blogspot.com/2018/07/perto-de-leiria.html Esta zona está a ser estudada para a eventualidade de se tornar uma reserva natural...
Por esta altura, a fase dos adultos, começa a terminar (e em algumas partes do país até já terminou há algum tempo). Grande parte da nova geração, já nasceu e protege-se agora dos rigores do estio. E aqui fica um pequeno vídeo, sobre 2 jovens investigadores que estudam pirilampos no País de Gales:
Nos arredores do Porto, sei que existem. Já fui a uma visita guiada ao Parque Biológico de Gaia (saída noturna para ver pirilampos) e por experiência própria, penso que tem as suas vantagens e desvantagens... Paga-se bem (pelo menos quando lá fui) e é tudo sobretudo ao ritmo do grupo (pois as visitas são feitas em grupo, com um guia a liderar), há sempre gente que fala muito e alto, outros que apontam lanternas, mas acho que serve para quem preferir uma visita mais formal e não se importar de ver o fenómeno, se necessário, ao longe... Este Parque, tem a vantagem de ter fáceis acessos, café/restaurante, estadia para quem quiser ficar (mas paga-se claro), de ser bom para quem leva crianças, e dispôe até de uma boa população de pirilampos para observação (pelo menos assim o era quando fiz investigações por lá (2006,2007 e 2008), mediante autorização junto da direção do Parque). Uma das coisas que me pediram, foi para localizar as principais zonas de reprodução dos pirilampos... Atualmente, não sei como funcionam as saídas do Parque Biológico de Gaia, apenas sei que ainda se realizam, mas espero que alguns aspetos tenham sido melhorados (ainda que certas situações sejam difíceis de contornar, como o mau comportamento de algumas pessoas), pois o Parque, tem um excelente potencial e até é bastante aprazível. Mas para quem prescinde de alguns luxos e regalias, deseja mais sossego e usufruir do fenómeno ao seu ritmo, sempre pode ver pirilampos, fora do Parque e nos arredores do Porto/Gaia, existem até algumas boas populações.
Uma muito provável fêmea de Lampyris raymondi foi encontrada na Reserva Lightalive «Quintal da Tocha» (Cantanhede) em 2013: Uma caraterística interessante, que sobressae de imediato, é a presença de uns primitivos élitros vestigiais. Num passado muito longínquo, as fêmeas deste género (Lampyris) poderão ter tido élitros bem desenvolvidos. Este ano foram encontradas 2 fêmeas e 1 macho de Lampyris noctiluca, nesta reserva (durante 1 hora de investigação no local), elevando o número de espécies conhecidas no local para 2 (ainda que na região existam mais). Os primeiros registos conhecidos de Lampyris raymondi, levam-nos até ao séc XIX (as informações então publicadas, parecem sólidas, assim como a distribuição dada para o sudoeste europeu (incluindo a P. Ibérica), dando até a ideia de alguma abundância), mas depois, há um grande vazio, e pelo meio, algumas classificações mal feitas. Investigações recentes feitas em Portugal, mas sobretudo em Espanha, não têm corroborado os registos mais antigos, questionando mesmo a sua presença na P. Ibérica (ou em último caso, anunciando a sua extinção). Já as últimas investigações, sugerem uma possível grande raridade para a Lampyris raymondi, na P. Ibérica. Mas poderá haver alguma falta de informação e as pesquisas, poderão estar mais restritas em termos geográficos, por exemplo, do que parece. Eu antecipo a teoria, de que existe uma grande possibilidade, de encontrarmos mais espécies muito raras ou desconhecidas de insetos luminosos, em Portugal (e Espanha). PS: Em 2017, segundo os relatos que obtive, desde a reserva Lightalive Quintal da Tocha, era possível ver um fogo a dizimar um grande pinhal, a uns 500 metros de distância... Foi por pouco.
Na Reserva Lightalive «Quinta de Óbidos» (e redondezas) continuam a ser observadas fêmeas adultas de Lampyris (isto já em Outubro)... Mas por esta altura, já só tenho vista uma.
Estou aqui na reserva de Óbidos e apesar da chuva fraca, estou a ver as luzes de várias larvas de pirilampo. Melhor foi antes de começar a chover (há umas duas horas atrás) mas não se pode ter tudo... Húmus e ramos luminosos também já encontrei, mas mais uns dias de chuva e a intensidade da luminescência assim como a área colonizada vão aumentar bastante!
https://www.google.pt/amp/s/www.mnn.../stories/amp/foxfire-strange-glow-woods-night Se alguém alguma vez já viu e quiser partilhar o achado já sabe:: https://pirilampos-lightalive.blogspot.com/2018/05/ja-viu-algum-ser-vivo-luminoso.html?m=1 Atė já vi em troncos de eucalipto, após o corte. Mas parece ser mais comum em carvalhos por exemplo. Mais sobre um dos responsáveis por este fenómeno: https://www.google.pt/amp/s/www.nytimes.com/2017/11/03//humongous-fungus-armillaria-genes.amp.html Qual agente patogėnico, qual quê, agente patogėnico é o ser humano que tem a mania de rotular de mau, o que seja que for que se opôe às suas extravagâncias... Trata-se de um agente fitossanitário, meus caros!