World Meteorological Day 2011

Gerofil

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Climate for you

23 March 2011

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Each year, on 23 March, the World Meteorological Organization, its 189 Members and the worldwide meteorological community celebrate World Meteorological Day around a chosen theme. This day commemorates the entry into force, on that date in 1950, of the WMO Convention creating the Organization. Subsequently, in 1951, WMO was designated a specialized agency of the United Nations System.

This year, the theme is “Climate for you”.

WMO
 

AnDré

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DMM 2011 – “O Clima para Si”
2011-03-23 (IM)

A 23 de Março de 1950 entrou em vigor a Convenção da Organização Meteorológica Mundial (OMM) que se tornaria um ano depois, em 1951, uma agência especializada da Organização das Nações Unidas.

Foi, neste contexto, que foi decidido estabelecer o dia 23 de Março como Dia Mundial da Meteorologia.

Para este ano, o Conselho Executivo da OMM escolheu o tema “O Clima para si” procurando dinamizar a interacção entre os Serviços Meteorológicos Nacionais (SMN) e os utilizadores da informação meteorológica e climática, por forma a garantir a resposta mais adequadas às necessidades dos indivíduos e da sociedade.

Inserido nas comemorações do Dia Mundial da Meteorologia, 23 de Março, o Instituto de Meteorologia, I.P. procederá à apresentação na sua sede em Lisboa, em simultâneo com a Agência Estatal de Meteorologia de Espanha, do Atlas Climático Ibérico, bem como à apresentação do projecto "MeteoGlobal", com o qual se pretende aumentar a interacção do IM com a comunidade meteorológica amadora em Portugal.

Fonte: IM
 

actioman

Cumulonimbus
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Parabéns pois a todos nós! :thumbsup:

Viva a Meteorologia, os seus fenómenos e viva o nosso fórum!
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Pedro

Super Célula
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.
Parabéns a mim, a ti, a ele e a ela. Parabéns a todos os que se apaixonam e sempre se sentiram seduzidos pela beleza da natureza e dos seus fenómenos meteorológicos. Parabéns ao
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, e a todos os que ajudar diariamente à sua renovação e manutenção como o maior fórum de Meteorologia em Portugal.

:palmas: a todos nós.
 

joseoliveira

Cumulonimbus
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Um grande dia dedicado a todos quantos têm seguido esta caprichosa ciência que constantemente nos estende o desafio de perceber toda a sua fascinante dinâmica e que sem ela a meteorologia provavelmente não despertaria em nós o interesse até aqui demonstrado. :thumbsup:
 

Chasing Thunder

Cumulonimbus
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Couço
Muitos parabéns a todos nós, que gostamos da metereologia em geral, e parabéns também a este forum, porque sem ele a metereologia já não era a mesma coisa, a metereologia é a ciência mais fascinante, por isso mais uma vez viva a metereologia.:):thumbsup:
 

Lightning

Cumulonimbus
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Corroios
Eu acho que nós, meteoloucos e meteorologistas amadores, deveríamos ter direito a um feriado neste dia. Mas só nós. :lmao: (estou claramente a brincar...)

Viva a meteorologia e todos os que são apaixonados por ela e fazem dela a sua vida.

E que belo dia que eu escolhi para nascer também.. ^^ :w00t:
 

Geiras

Cumulonimbus
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:uau:
 

AnDré

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Ontem, eu e o Daniel Vilão tivemos a oportunidade de marcar presença neste evento dedicado ao dia mundial da meteorologia que começou pela mensagem do presidente IM, IP, o Dr. Adérito Serrão.

->PDF com a mensagem

A 23 de Março de 1950 entrou em vigor a Convenção da Organização Meteorológica Mundial (OMM) que se tornaria um ano depois, em 1951, uma agência especializada da Organização das Nações Unidas.
A partir desse dia, a OMM assumiu as responsabilidades da antiga Organização Meteorológica Internacional (OMI), que tinha sido estabelecida pelo Primeiro Congresso Internacional de Meteorologia (Viena, Setembro 1873) para a coordenação das observações, a padronização dos instrumentos e facilitar a colaboração internacional neste domínio.
Foi neste contexto que foi decidido estabelecer o dia 23 de Março como Dia Mundial da Meteorologia. Aproveitando a comunidade meteorológica internacional esta data para levar junto do público temas relevantes para a organização e para a sociedade.

Para este ano, o Conselho Executivo da OMM escolheu o tema “O Clima para si” procurando dinamizar a interacção entre os Serviços Meteorológicos Nacionais (SMN) e os utilizadores da informação climática, por forma a garantir a resposta mais adequadas às necessidades dos indivíduos e da sociedade.
O número de desastres e do seu impacto socio-económico na sociedade têm vindo a aumentar nas últimas décadas associado claramente à variabilidade climática exacerbada pelas alterações climáticas observadas, hoje consideradas inequívocas pelo IPCC. De acordo com a OMM, 2010 foi um dos três anos mais quentes, juntamente com 1998 e 2005, desde que existem observações sistemáticas. Neste contexto, o impacto da variabilidade e das alterações climáticas, nas actividades socio-económicas e no dia a dia das populações, tem vindo a ser reconhecido pelas sociedades e objecto de debate em vários fora internacionais, designadamente na Segunda Conferência Mundial para a Redução dos Desastres Naturais e nas sessões da Plataforma Global, criada para acompanhar a aplicação das medidas nela aprovadas, na Conferência Internacional sobre Segurança e Vida Sustentável: Benefícios Económicos e Sociais do Tempo, Clima e Serviços de Água e na Terceira Conferência Mundial do Clima.

O acompanhamento do clima pelo Instituto de Meteorologia em Portugal, através da sua rede de estações de superfície, indica também tendências significativas, designadamente na variação da temperatura e da precipitação, tendo o aquecimento nas últimas décadas sido acompanhado por variação significativa nos extremos de precipitação.
No que diz respeito à temperatura, desde o meio dos anos 70, verifica-se para além da tendência de aumento da temperatura média do ar, um aumento no número de dias de temperaturas muito elevadas, indicando uma tendência para o aumento de frequência de ondas de calor, associado a uma diminuição, na maioria das estações, da frequência de eventos frios extremos mais significativa na primavera e verão e menos no Inverno.
Nos últimos 30 anos, apesar de não ter sido observada variação significativa nos totais anuais da precipitação, verificou-se um aumento da contribuição de dias extremamente chuvosos para a precipitação anual, em particular nas regiões do Sul. Tendo-se registado igualmente, uma forte variabilidade, à escala sazonal, com aumento significativo do número de eventos extremos no Outono e um decréscimo, igualmente significativo, na Primavera.

Por outro lado, não posso deixar de referir a ocorrência em Portugal de eventos extremos com impactos significativos a nível de vidas humanas, de número de pessoas afectadas e de prejuízos económicos.

Em termos de vidas humanas, quero referir a onda de calor do verão de 2003, durante a qual se estima que o número de mortos tenha ultrapassado os dois mil. Por outro lado, os fogos florestais de 2003 foram o desastre natural que maior número de pessoas afectou. A nível de prejuízos, o maior desastre verificado em Portugal foi, sem dúvida as cheias da Madeira, em Fevereiro de 2010, com mais de um milhão de euros de prejuízos estimados.
Outros desastres, no entanto, têm afectado o país nos últimos anos com impacto significativo, foram a tempestade que afectou a zona do oeste em Dezembro de 2009 e os tornados que atingiram Portugal, principalmente a região centro, em 2009 e 2010.

O tema escolhido para este ano é desta forma extremamente actual e oportuno, procurando divulgar, junto da população e dos sectores socio-económicos, a importância do clima e do conhecimento da sua variabilidade, no momento actual, para as actividades do seu dia-a-dia e no planeamento dos investimentos a curto prazo e do conhecimento de cenários climáticos futuros para a tomada de decisão mais adequada em termos de investimentos a médio e longo prazo e de medidas de adaptação. Na realidade, os cenários climáticos futuros e os seus previsíveis impactos, a nível global, para além do aumento da frequência e intensidade dos desastres naturais, como consequência das alterações climáticas que se venham a observar colocam desafios importantes a todos nós.
O aumento da procura e a progressiva exposição ao aumento da variabilidade climática das áreas agrícolas aumentarão o risco na insegurança alimentar.
O aumento de temperatura e a variabilidade da precipitação, originando cheias e secas, associado ao aumento da procura acentuarão o deficit já existente na quantidade e qualidade da água potável disponível.

Também as fontes de energia hoje utilizadas serão afectadas dado o impacto previsível do aumento da variabilidade climática nas infraestruturas de recolha e distribuição, designadamente de petróleo e gás natural, e uma diminuição da produção hidroeléctrica resultado do aumento da temperatura e da diminuição da precipitação prevista, para vastas áreas do globo.
O aumento de temperatura, para além de aumentar a frequência das ondas de calor e o risco de fogos florestais com impacto na saúde, deverá criar condições para o aumento do risco das doenças transmitidas por mosquitos, nas zonas mais húmidas, designadamente a malária, dengue e vírus do Nilo ocidental, e nas zonas secas, aumentar o risco de doenças respiratórias e cardiovasculares.
Particularmente, para o Sul da Europa, já vulnerável à variabilidade climática, espera-se um agravamento destas condições, com um aumento da temperatura e uma diminuição da precipitação, que terá consequências a nível da disponibilidade de água potável, do potencial hidroeléctrico e na produtividade das colheitas.

Neste contexto, o Instituto de Meteorologia I.P. tem procurado, através de reuniões específicas e contactos sectoriais, identificar com os utilizadores da sua informação os seus requisitos em informação meteorológica e climática, que guiem o desenvolvimento de novos produtos, que respondam da forma mais adequada às suas necessidades.
Para esse desenvolvimento, o IM conta com o seu sector de investigação que, por si só ou em parceria com outras instituições, designadamente Universidades e Institutos, a nível nacional, e Serviços congéneres, a nível internacional, tem vindo a dar prioridade à elaboração de novos produtos, designadamente na área do clima. É assim que o IM, em colaboração com a Universidade de Lisboa, espera disponibilizar novos cenários de clima para Portugal, com os primeiros resultados ainda este ano.
Como primeiro resultado de parcerias estabelecidas a nível internacional, vamos também apresentar hoje o Atlas Climático da Península Ibérica, elaborado no âmbito do CISCLIMA, Centro Ibérico de Serviços de Clima, estabelecido, entre o IM e a AEMET, por acordo assinado, em Lisboa, no início de 2010.
No que se refere à cooperação internacional na área dos serviços de clima, o IM está ainda, em colaboração com os serviços congéneres e universidades dos países de língua oficial portuguesa, a tentar estabelecer um centro de investigação para o clima e as suas aplicações em África, com sede em Cabo Verde, que, quando formado, deverá reunir as condições necessárias para ser reconhecido pela OMM como um Centro Regional de Clima para África.

O aumento da variabilidade climática terá um impacto significativo no aumento de frequência de fenómenos extremos, pelo que a observação meteorológica tem um papel cada vez mais relevante, ao permitir, por um lado, conhecer o estado inicial da atmosfera, essencial para o bom desempenho dos modelos numéricos de previsão do tempo e, por outro, proceder a uma vigilância meteorológica e climática, essencial no acompanhamento do clima e do desenvolvimento de desse tipo de fenómenos com previsão de curto prazo.
O interesse dos cidadãos pela meteorologia e pelo clima tem vindo a aumentar, e é hoje comum a aquisição de sistemas de observação, por particulares, e o acompanhamento da evolução de fenómenos meteorológicos, através da troca de informação em tempo real, por grupos de cidadãos interessados, aproveitando os avanços dos sistemas de comunicação que facilitam o estabelecimento de processos associativos entre grupos mais ou menos organizados.
Se para o acompanhamento dos fenómenos de larga escala têm as redes de observação meteorológica, dos diferentes países, uma dimensão adequada, o mesmo não acontece para o acompanhamento de fenómenos de menor escala, que exige uma maior densidade de estações e um maior número de técnicos de observação incomportável para os Estados.

É face a esta realidade, que o Instituto de Meteorologia, I.P. decidiu criar um projecto METEOGLOBAL, com o qual pretende recolher contribuição dos cidadãos na área da vigilância meteorológica e climática, designadamente no acompanhamento de fenómenos extremos, através de uma página acessível no seu sítio WEB, de forma a melhorar a sua capacidade de resposta, na previsão e de vigilância, nomeadamente dos fenómenos de pequena escala temporal e espacial.
A adaptação contínua aos novos requisitos e à realidade do momento é prioridade do IM, quer no domínio científico, desenvolvendo a investigação necessária, quer na criação das condições necessárias que assegurem que a sua actividade operacional, presta um serviço de excelência aos seus utilizadores do sector público, privado e ao público em geral.

Após a intervenção do doutor Adérito Serrão, houve um momento de entretenimento que me surpreendeu bastante. Sabia que no IM havia e há espaço para o convívio, para jogos de futebol, mas não tinha conhecimento da existência de um coro.
E foi com uma actuação do Coro da Casa de Pessoal do IM, IP que fomos surpreendidos. :)

Um excerto de 5 minutos daquilo que nos ofereceram. A qualidade não é a melhor, mas achei que devia gravar, para mais tarde recordar. Afinal de contas eles cantam mesmo bem. Estão de parabéns.



Depois da sessão musical foi a altura de apresentar o Atlas Climático Ibérico.

Por fim, foi dado a conhecer o projecto MeteoGlobal.

Tanto o Atlas Climático Ibérico como o projecto MeteoGlobal têm um destaque especial em tópicos específicos no fórum. Basta clicarem nos links.
 
Editado por um moderador: