Depressões não-convectivas

Tópico em 'Meteorologia Geral' iniciado por Relâmpago 4 Mar 2008 às 01:41.

  1. Relâmpago

    Relâmpago
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    Nimbostratus

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    Olá a todos

    De um modo geral, existe sempre um campo convectivo associado a uma depressão? Não existirão depressões não convectivas? Poder-se-ão classificar as depressões de orgem puramente térmica, associadas a tempo seco e sem núvens, como sendo deste tipo? Será que as depressões extremamente cavadas do Atlântico Norte são tão convectivas como é dado esperar? É que muitas vezes, não estão associadas quaisquer trovoadas e mesmo precipitação forte a estas, mas tão somente ventos fortes. Não passam de um turbilhão não convectivo...

    Outra questão: poderão haver zonas convectivas num anticlone? O que são as linhas de convergência numa zona anticiclónica, que dão origem a tempestades?

    Gostaria que dessem a vossa opinião.
     
  2. ]ToRnAdO[

    ]ToRnAdO[
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    Cumulonimbus

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    Podes crer que existem depressoes ou massas derivadas dessas mesmas não convectivas...
    Geralmente, as massas associadas (frentes) podem nao trazer carga associada ou formar-se sem ela tais como frentes frias/quentes/oclusas...as chamadas borrascas que trazem tempo triste invernil...

    Em relaçao a ventos mais ou menos fortes associados a essas borrascas tem tudo a ver com a deslocaçao dessa mesma massa...entre outros factores...
     
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  3. Minho

    Minho
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    Cumulonimbus

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    Penso que esse tipo de depressão térmica não é uma depressão no sentido lato da palavra. Até existe o termo de baixa pressão relativa uma vez que é um local onde a pressão é mais baixa devido ao extremo calor que provoca a expansão do ar, diminuindo como tal a quantidade de ar na coluna. Além disso essas "depressões" nem estão reflectidas a mais de 850hPa, estando reduzidas na sua existência ao nível do mar (1000hPa).
    No entanto também não quer dizer que não haja convecção, se houver uma injecção de ar frio na alta atmosfera uma baixa pressão térmica até pode ajudar a elevar o ar quente para patamares da atmosfera mais frios... Quem já andou de avião em alturas de forte calor bem pode testemunhar sobre a forma de turbulência a existência de locais onde o ar sobe devido ao calor.


    Tudo depende do que se entende por convecção. Numa depressão frontal não há convecção como num furacão em que o ar sobe porque está a ser aquecido por calor latente, numa depressão frontal, o ar sobe por que é obrigado a isso quando a massa de ar frio penetra por baixo da massa de ar quente, obrigando a última a subir, desestabilizar-se, etc, etc. O facto de não haver trovoadas numa depressão frontal e noutras haver depende exclusivamente do facto da frente ser muito activa ou não, com desenvolvimentos de grandes Cbs. Não tenho a certeza do que contribuí para uma frente ser mais ou menos activa , mas certamente contribui para isso o grau de diferença de temperatura entre a massa de ar fria e quente, a quantidade de humidade de a massa de ar quente transporta, a velocidade com que a massa de ar frio avança sobre a massa de ar quente, tornando a ascensão mais "violenta"...

    Definitivamente não. O anticiclone é precisamente uma área de subsidência e que é exactamente o oposto de uma depressão onde há ascensão do ar. No entanto, não percebi e não conheço o termo de linhas de convergência numa zona de anticiclónica... estarás a referir-te às Ondas de Leste ou à ZCIT?
    Se pudesses colocar links de onde extraiste essa informação era capaz de ajudar...
     
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  4. Relâmpago

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    Nimbostratus

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    Olá a todos

    Quanto às linhas de convergência é precisamente isso a que eu me referia, Minho: ondas de leste que são transportadas desde a África Ocidental até às Antilhas, numa corrente aparentemente anticiclónica, e originando tempestades nesta região.

    Não tenho nenhum link particular. O que tenho é observado os mapas do tempo tropical e a dúvida põe-se-me.
     
  5. Vince

    Vince
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    Furacão

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    Sobre o assunto, a severidade da convecção numa superficie frontal depende de muitos factores mas como o Minho referiu, os principais são a convergência, humidade, velocidade da frente e vento nos niveis altos. Deixo aqui uns textos sobre o assunto:




     
  6. Relâmpago

    Relâmpago
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    Nimbostratus

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    Olá Vince

    Em relação a Portugal, tenho constatado que o tempo invernal mais severo, com precipitação forte e trovoadas é desencadeado quando uma superfície frontal fria se dispõe paraleramente à nossa costa (orienração N-S) e sector quente amplo, sendo a frente quente mais ou menos perpendicular à fria (orientação E-W). Lembro-me de uma situação destas, já há muitos anos atrás, que deu origem a forte e abundante queda de granizo em Lisboa, parecendo que tinha havido um forte nevão. A acompanhar houve forte trovoada. Lembro-me da notícia de queda de dois ou três raios na zona de Lisboa. Quando consultei o mapa da situação, no dia seguinte, o esquema frontal/depressionário era precisamente o que descrevi. Este foi só um exemplo. Mais situações deste tipo foram por mim constatadas. Relatei este caso devido à quantidade 'anormal' de granizo que caiu.
    Isto relativamente ao texto que colocaste, onde diz que na Europa as condições frontais severas dependem muito da localização geográfica dos sistemas.
     

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