Energia produzida nas barragens atinge nível mais baixo dos últimos 10 anos

Tópico em 'Ciência Geral, Tecnologia e Energia' iniciado por algarvio1980 9 Fev 2012 às 14:24.

  1. algarvio1980

    algarvio1980
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    Super Célula

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    O Inverno seco já está a causar os primeiros estragos e a nossa factura energética promete aumentar e muito este ano, sem água nas barragens estamos limitados somente às centrais térmicas, à energia eólica mas esta, está dependente se temos ou não vento.

    Ontem, com o regresso do frio, o consumo aumentou e promete aumentar pelo menos até dia 15.

    Consumo de energia ontem

    [​IMG]

    Imagem retirada do site da REN
     
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  2. Knyght

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    Cumulonimbus

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    Esse diagrama de cargas não é normal, aliás quem validou essa previsão falhou e muito...
     
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  3. AnDré

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    Nunca percebi muito bem esse diagrama de carga apresentado pela REN.
    Supostamente o diagrama de carga devia ser igual ao depois apresentado nas estatísticas diárias de consumo.

    Reparem que o pico de carga não chega a 6GW, mas o consumo ultrapassa os 8GW.

    [​IMG]

    Também para a eólica, a REN só disponibiliza os dados dos parques que têm telemedidas, cerca de 2600MW, quando a potencia instalada neste momento já supera os 4000MW.

    Produção de ontem dos parques com Telemedidas:
    [​IMG]

    Produção eólica total:
    [​IMG]

    -----------------------

    Quanto à noticia apresentada, há que não confundir as barragens com fins de abastecimento de água, e as barragens com fins elétricos.
    Se forem à página do snirh vão ver que o armazenamento de água nas albufeiras não está nada mau para o período de seca que vivemos actualmente, pois a maioria delas têm como finalidade o abastecimento de água e não a produção eléctrica.

    Por fim, é de salientar que em Novembro (mês chuvoso) foram produzidos 845GWh pelas centrais hidroeléctricas, em Dezembro (mês muito seco) 725GWh e em Janeiro 440GWh.
    Provavelmente não se pensou que o inverno pudesse ser tão seco. E por isso aquilo que choveu em Novembro foi logo gasto em Novembro e Dezembro.
    Má gestão? Talvez, mas é difícil adivinhar.
    Há 2 anos, em Dezembro andou-se a armazenar água no Alqueva através de bombagem, e depois acabou por chover tanto, que mesmo a barragem estando mais de uma semana consecutivamente a produzir acima dos 95%, se viu obrigada a fazer descargas, ou seja, gastou-se energia no bombeamento, para depois "mandar fora".

    Mais uma curiosidade, até hoje a energia produzida pelas e centrais hídricas este mês vai em 97,3GWh, em Agosto de 2011, para o mesmo período ia em 107,1GWh.
     
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  4. Knyght

    Knyght
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    Cumulonimbus

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    [​IMG]

    O diagrama real de cargas, já rectificado de ontem para hoje.

    Quanto a tua questão André, pelo que tive a explorar creio que a resposta é mesmo a seguinte:

    http://www.ren.pt/vPT/Electricidade...electricidade_sistema-electrico-nacional.aspx

    SEN Sistema Eléctrico Nacional é diferente da RNT Rede Nacional de Transporte, isto porque nem toda a produção chega a entrar na Rede de Alta e Muito-Alta Tensão, RNT é acima dos 30kV, sendo que a previsão de carga e consumo seja da inteira responsabilidade da REN.
     
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  5. trovoadas

    trovoadas
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    Nimbostratus

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    Supostamente o diagrama de cargas com a representação das contribuições de cada geração tem de coincidir com o diagrama de cargas em função da carga prevista. O Segundo tem de acompanhar o primeiro, porque o primeiro é o real que traduz a geração em função do consumo que tem de ser sempre iguais.
    Quanto à falha na previsão da carga o problema é da REN, pois essa previsão é importante para efeitos do mercado de electricidade.
    Olhando aos diagramas, só mostra o quão inconstante são as barragens e as eólicas. As barragens dependem das chuvas e as eólicas do vento, que de um momento para o outro podem ver a sua produção bastante reduzida. Mais uma vez a salvação é o carvão, o fuel óleo e a importação.
    Em Portugal não é só a Agricultura que perde com as secas e face a estes cenários o preço da electricidade só tem tendência para subir em Portugal.
     

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