Negociações climáticas

Tópico em 'Media' iniciado por Mário Barros 28 Fev 2008 às 22:46.

  1. Mário Barros

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    Furacão

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    Governos europeus levantam objecções no arranque das negociações climáticas

    Os secretários de Estado europeus para a Energia levantaram hoje em Bruxelas uma série de objecções no arranque das negociações do plano climático da União Europeia, deixando antever um processo complicado sobre o acordo quanto à redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE, sigla em inglês) e à promoção das energias renováveis.

    A maioria dos Estados membros da União Europeia considera que o plano apresentado pela Comissão Europeia a 23 de Janeiro para uma economia de “baixo carbono” é um bom começo para as negociações.

    Os problemas chegaram com as medidas específicas, como as alterações ao comércio europeu de emissões e as metas nacionais para a energia produzida a partir de fontes renováveis.

    No ano passado, os líderes europeus definiram como metas uma redução das emissões de dióxido de carbono em, pelo menos, um quinto em 2020, a níveis de 1990, um aumento da produção de renováveis em 20 por cento e a integração de dez por cento de biocombustíveis nos transportes.

    “As propostas da Comissão são um bom começo para o nosso debate... Mas é essencial que o custo-eficiência esteja no centro das nossas discussões”, comentou Shriti Vedera, secretária de Estado britânica para a Competitividade.

    Marco Stradiotto, secretário de Estado italiano para a Energia, considera que “a proposta da Comissão não deu à eficiência energética a relevância devida”.

    Os Estados membros esperam conseguir finalizar um acordo em Abril de 2009, em negociações com o Parlamento Europeu. Mas o debate de hoje mostrou que as conversações vão ser complicadas. Os responsáveis políticos fizeram poucas exigências concretas mas a República Checa e a Polónia criticaram os planos que vão obrigar as centrais eléctricas a comprarem cem por cento das suas licenças de emissão a partir de 2013, quando as alterações ao comércio europeu de emissões entrarem em vigor. “Gostaríamos que o sistema fosse faseado gradualmente”, disse o secretário de Estado checo para a Indústria, Martin Riman. Caso contrário, “os nossos preços da electricidade podem subir várias dezenas de pontos percentuais”. A meta para o seu país, a nível de renováveis, é de 13 por cento. Riman considerada esses números difíceis de atingir. A Suécia e a Grécia manifestaram dúvidas semelhantes.

    Alguns países dizem que deviam ser reforçadas as garantias de que a produção de biocombustíveis não prejudiquem o Ambiente.

    “Não há ninguém completamente satisfeito com as nossas propostas, mas este é um bom sinal, um sinal de que a nossa proposta é uma boa base para um compromisso”, comentou um responsável da Comissão Europeia.

    O plano climático europeu em debate deverá servir de modelo para convencer os Estados Unidos, China ou a Índia nas negociações internacionais para um sucessor do Protocolo de Quioto.

    In:Publico

    Vá toca tudo a preparar as carteiras que vamos ter que pagar mais €€€ :disgust: devido a certos dogmas/pessoas....depois digam que os cereais andam caros andam a desperdiçalos com os biocombustiveis palhaçada ainda por cima poluem mais.
     
  2. AnDré

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    Apesar de perceber muito pouco de biocombustiveis, acho que tens alguma razão naquilo que escreveste Mário Barros. Mas eu não diria que isso seja devido a dogmas/pessoas (acho que te refirias ao CO2, mas corrige-me se estou errado:)). Na minha opinião, o ouro negro, está a atingir de tal forma uma importância suprema, que já vale tudo para ter algo semelhante a ele. Até deixar de comer pão - alimento por sim base, na nossa alimentação, e que era até então acessivel a todas as classes sociais.:disgust:

    Mas em relação aos biocombustiveis, eu já ouvi por algo que há umas micro-algas que poderão revolucionar o mercado dos biocombustiveis. Não sei se alguém saberá alguma coisa sobre isto. :hehe:
     
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  3. Agreste

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    Os biocombustíveis não poluem mais. Isso é a propaganda oficial dos amigos da OPEP. Teem o problema de consumir água.

    O que está caro são os produtos refinados e não o petróleo. Há hoje petróleo como nunca houve. Não há é capacidade de refinação.
     

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