Petróleo no Golfo. Um problema para as nossas águas ?

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por Vince 4 Jun 2010 às 17:23.

  1. Vince

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    Furacão

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    A maré negra no Golfo do México poderá ser um problema para as nossas águas ? Talvez.

    Como todos sabem, a fuga de petróleo no Golfo do México continua sem solução apesar dos esforços.

    É também sabido que a corrente do Golfo após sair do Golfo sobe ao longo da costa leste dos EUA a grande velocidade virando para o interior do Atlântico, dividindo-se em vários ramos, sendo um deles a Corrente dos Açores.

    É certo que o petróleo ao longo de uma viagem de milhares de quilómetros perderá boa parte da sua nocividade, mas de qualquer forma, num cenário em que a fuga não conseguir ser estancada, as nossas águas podem vir a ser afectadas de alguma forma. Claro que nunca com a gravidade do que se está a passar no Golfo.

    O NCAR (National Center for Atmospheric Research) divulgou ontem algumas simulações em modelo que mostram esse cenário, mas refira-se que alguns especialistas consideram que o que chegaria já estaria muito disperso para ser nocivo. Embora tudo isto seja novo, e ninguém tem certezas absolutas sobre esta matéria.


    [ame="http://www.youtube.com/watch?v=pE-1G_476nA"]YouTube- Ocean currents likely to carry oil to Atlantic[/ame]






    Algumas imagens dramáticas do Boston.com:

    [​IMG]

    [​IMG]

    Mais aqui:
    http://www.boston.com/bigpicture/2010/06/caught_in_the_oil.html
     
  2. Paulo H

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    Penso que seria pior caso a fuga tivesse ocorrido no início do inverno, pois no verão a intensidade dos ventos é menor, pelo menos na latitude média (cinturão anticiclonico), o que deverá atrasar o deslocamento da mancha. Como o crude flutua, deverá estar sujeito apenas às correntes de superfície. Em todo o caso, as consequências serão nefastas, muitos documentários serão feitos no futuro narrando a história, as suas consequências e até onde chegou. As consequências, para além de nefastas para a qualidade da água, irão refletir-se em cascata na cadeia trofica dos seres vivos locais incluindo também aqueles que migram para o golfo. Também haverá uma sobre-exploração das reservas de peixe de outras regiões do mundo para abastecer os mercados naqueles países. Em princípio a mancha de crude não deve chegar a portugal continental, passaria primeiro pelas ilhas britânicas, e o crude depois de tão longa viagem oxida-se e vai perdendo flotabilidade. Muita fauna e flora irá morrer, alguma há-de sobreviver e acumular componentes tóxicos, pelo que deverá haver um maior controlo por parte das entidades competentes pela saúde humana.
     
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  3. Brunomc

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    Nimbostratus

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    mas que fotos :surprise::shocking:
     
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  4. joseoliveira

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    Para além de muito preocupante é bastante revoltante e já não é só com base em imagens como as apresentadas abaixo já de si dramáticas, mas a curto e médio prazo o que se pode esperar?
    Certamente mais uma dor de cabeça associada à preocupação da preservação das nossas águas e toda a vida marinha que alberga. Poderíamos estar apenas relativamente tranquilos se a fuga fosse estancada, mas pelos vistos ainda nada de concreto foi conseguido. :mad:
    Até quando esta agonia? :angry:
     
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  5. Brunomc

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    Nimbostratus

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    situação muito preocupante :disgust:

    só espero que as nossas águas não sejam afectadas...
     
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  6. MSantos

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    Super Célula

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    Esta é sem duvida uma grande tragédia ambiental, as fotos comprovam isso mesmo:disgust:

    Esperemos que não chegue às nossas águas...
     
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  7. Vince

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    Furacão

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    A grande nojice em que se transformou parte do Golfo do México. Vamos ver o que sucederá se esta temporada passar algum ciclone pela zona. Apenas uma parte do petróleo está à superfície, parece que há plumas submarinas enormes.

    [​IMG]
     
  8. iceworld

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    Nimbostratus

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    Ouro Negro??
    Aquilo a que assistimos era inevitável. No golfo do México, Alasca, Sibéria ou em qualquer outro campo petrolífero a grande profundidade.
    A quantidade de energia que se consome nos dias de hoje obriga a explorar estes poços que se situam a mais de 4800 quilómetros abaixo do subsolo oceânico,o que acarreta enormes riscos.
    Ghawar na Arábia Saudita que é o maior campo petrolífero do mundo situa-se a 335 metros de profundidade.
    O golfo de México nos últimos 20 anos foi o único local que aumentou a sua produção, e seguramente os investimentos vão continuar, estando previsto que aumente a sua produção para os 4milhões de barris diários até ao fim da década.
    Os EUA consomem 20 milhões de barris por dia.
    O famoso Tupi ao largo do Brasil esta debaixo de 600 metros de água,3.000 metros de rocha e 2.000 metros de sal e contém cerca de 8.000 milhões de barris.
    Esperemos que aprendam e rápido a lidar com este tipo de situações ou a estas profundidades os riscos são enormes.
     
  9. MSantos

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    Super Célula

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    Figueira de Castelo Rodrigo (650m)
    4800 Km:eek:?? Acho que querias dizer metros e não quilometros:huh:

    Quanto mais profundo se explora o petroleo mais dispendioso se torna. No caso de algo correr mal mas dificil é resolver o problema:(
     
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  10. Mário Barros

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    Furacão

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    Tempestade tropical nas Caraíbas faz temer complicações no Golfo do México

     
  11. Mário Barros

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    Furacão

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    Golfo do México: alarme da plataforma da BP estava desligado para não acordar pessoal

     
  12. Brunomc

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    mais uma :disgust:
     
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  13. Brunomc

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    Nimbostratus

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    Fonte : http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1653902
     
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  14. frederico

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    Cumulonimbus

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    Porto
    Li há uns tempos uma entrevista de um especialista em petróleo que falava nos problemas dos custos de produção. Afirmava que havia petróleo para cem anos, que a Venezuela e o Canadá seriam os grandes produtores do futuro, mas que a exploração seria caríssima por causa da profundidade e de estarem debaixo de umas areias (não percebi bem esta parte). Os custos de produção associados ao aumento da procura por parte das economias emergentes levarão a que o petróleo tenda voltar aos 100 dólares por barril, e que assim se mantenha depois por muito tempo.

    Países como Portugal, onde a população é muito dependente do transporte privado para as deslocações diárias, serão os mais prejudicados.
     

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