Terá Einstein errado: E=MC2?

Tópico em 'Ciência Geral, Tecnologia e Energia' iniciado por Rog 13 Mai 2009 às 10:37.

  1. Rog

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    Cumulonimbus

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    Terá Einstein errado?

    Peter Hayes escrutina o legado de Nobel da Física

    O grande acelerador de partículas LHC (Large Hadron Collider ou Grande Colisionador de Hadrões) é uma das experiências científicas mais avançadas, construído para “esmagar” protões a uma velocidade avassaladora e recriar momentos após o Big Bang, mas infelizmente não funciona e, segundo o 'paper' (trabalho realizado) por um académico de North East, existe a intrigante possibilidade de não ser por falha técnica, mas porque a teoria básica da física estar errada.

    [​IMG]

    Peter Hayes diz que “físicos teóricos agarraram-se a um erro durante os últimos cem anos” – porque a teoria da relatividade de Albert Einstein é inconsistente. Este professor refere também que “muitas pessoas já tinham apontado falhas lógicas sobre a sua tese”.



    "The Ideology of Relativity: The Case of the Clock Paradox," foi publicado em «'Social Epistemology», em Janeiro deste ano*. Nos anos 60, o professor Herbert Dingle avisou que experiências baseadas nesse princípio poderiam destruir o mundo. "Se calhar, o facto do LHC ter avariado foi uma sorte”, assinala.

    O académico é orador sénior em Ciências Políticas, na Universidade de Sunderland e argumenta ainda que a teoria da relatividade de Einstein deveria ser vista como ideologia e não como uma ciência. Este defende que o impacto que teve na Cultura e na Ciência foi tão influenciado que como teoria científica não faz sentido.

    “A teoria da relatividade aborda inconsistências elementares, mas quando em 1919 foi popularmente divulgada, o mundo passou por uma guerra terrível e uma gripe pandémica e as ideias de Einstein surgiram como o tónico que a sociedade precisava. Com a confusão estabelecida, as pessoas deixaram de questionar as falhas que transpareciam”.


    Alguns dos críticos de Einstein apresentaram visões de extrema-direita e anti-semitas e isso fez com que as suas objecções técnicas sobre a relatividade fossem consideradas cientificamente artificiais. O trabalho de Hayes investiga uma possibilidade alternativa: “a crítica estava certa e o sucesso do físico alemão deveu-se mais à sua força ideológica do que à ciência”.

    Paradoxo do relógio

    A falha mais evidente da teoria einsteiniana é o «Paradoxo do relógio». Segundo esta tese, se um relógio viaja numa nave espacial, enquanto que outro fica em terra, quando o primeiro voltar mostrará que se eclipsou menos tempo do que no que ficou. Esta predição viola o ‘princípio da relatividade’, que refere que deveria ser o que fica que atrasa. Esta é uma crítica que a ciência nunca conseguiu resolver de forma satisfatória.

    Hayes explica que “o «Paradoxo do relógio» ilustra de forma evidente as inconsistências da teoria que a tornam cientificamente problemática, mas ideologicamente poderosa” e, precisamente, por isso, é que "princípios contraditórios levaram à aparente habilidade de se explicar o universo”.

    O docente diz que normalmente “muitas das crenças desvanecem ou cansam", mas o que é realmente impressionante é que a defesa de Einstein continua a interessar. Baseada em contradições, mostra que não existe certeza de nada e “é um pouco como dizer que 1+1 = 2, mas também que 1+1 = 3".

    Para Hayes dizer que a teoria da relatividade é uma ideologia, é o mesmo que lhe tirar valor. “O Marxismo é uma ideologia, não uma ciência, mas Karl Marx dá significativas visões de como funciona o capitalismo”.

    “O triunfo desta defesa representa uma sobreposição da ideologia não só para a profissão de físico, mas também na filosofia científica”, conclui.

    *«The Ideology of Relativity: The Case of the Clock Paradox», publicado em Social Epistemology, January 2009.

    Fonte: CiênciaHoje
     
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  2. Rebelofernandes

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    Cirrus

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    Não vou aqui dizer se concordo com os argumentos ou não, pois a notícia não é exaustiva.
    Mas vou tentar explicar onde está o erro de Einstein.
    Para tal vou publicar um trecho de um artigo que escrevi para publicação:

    Tempo
    O raciocínio feito por Einstein para o tempo está correcto e confirmado na prática dos aceleradores de partículas.

    Espaço
    O estudo que Einstein propôs apresenta duas soluções
    Como o tempo curva, das duas uma:
    - Ou o espaço curva e só poderá curvar no mesmo valor do tempo.
    - Ou o espaço não curva, e só as velocidades podem curvar na proporção inversa do tempo.
    A solução escolhida por Einstein leva-o a afirmar que a velocidade da luz, é sempre igual em referenciais diferentes do nosso e é igual a 300.000 Km/s.
    Lógico que Einstein deveria ter tomado precauções. Deveria admitir que assim não fosse, admitir que as velocidades variassem.

    Um novo paradigma do espaço e do tempo.
    Tempo
    Relativamente ao tempo como já vimos estou em perfeita concordância.

    Espaço
    Relativamente ao espaço teremos:

    Dedução directa:
    No nosso referencial parado teremos:
    L_o - Um comprimento no nosso referencial.
    C_o - A velocidade da luz no nosso referencial.
    t_o = ( L_o )/C_o
    Num referencial em movimento.
    L_v - Um comprimento no referencial em movimento.
    C_v - A velocidade da luz no referencial em movimento.
    t_v = ( L_v )/C_v
    Como já conhecemos a relatividade dos tempos, teremos:
    ( t_v )/t_o = ( ( L_v )/C_v )/(( L_o )/C_o )
    ( t_v )/t_o = ( L_v C_o )/(L_o C_v )
    ( L_v C_o )/(L_o C_v ) = √(1- 〖V_o〗^2/〖C_o〗^2 )
    Esta equação admite duas soluções:
    - Ou de acordo com Einstein, em que as velocidades são constantes independentemente do referencial.
    C_o = C_v = C
    V_o = V_V = V
    Logo:
    ( L_v )/L_o = √(1- 〖V_o〗^2/〖C_o〗^2 )
    L_o = ( L_v )/(√(1- 〖V_o〗^2/〖C_o〗^2 ) )

    - Ou o espaço não curva, obrigando as velocidades a curvarem.
    L_o = L_v
    C_v = C_o/K
    Vv = V_o/K
    ( L_o C_o )/(L_o C_o/K) = √(1- 〖V_o〗^2/〖C_o〗^2 )
    K = √(1- 〖V_o〗^2/〖C_o〗^2 )
    Donde, as velocidades curvam na proporção inversa do tempo, como seria de esperar.


    Einstein facilitou, deduziu o que era evidente, sem esgotar as hipóteses. Daí esta solução estar escondida aos olhos de Einstein e de todos os que o precederam.
    Logo obtemos:
    C_v = C_o/√(1- 〖V_o〗^2/〖C_o〗^2 )
    Vv = V_o/√(1- 〖V_o〗^2/〖C_o〗^2 )
    l_v = l_o
    As velocidades curvam, só porque o tempo curva.
    O espaço não curva.
    A opção feita por Einstein não foi a melhor. Optou sem ter condições para o fazer. De qualquer forma como vimos ele criou a relatividade local, o que foi da maior importância.

    Conclusão.
    Como vimos o raciocínio proposto por Einstein para a análise do espaço, tem duas soluções:
    1 – O espaço curva na proporção da curvatura do tempo.
    2 – O espaço não curva o que obriga as velocidades a curvarem na proporção inversa da curvatura do tempo.
    O espaço não curvo leva-nos a uma diferente natureza para a luz.
    Einstein decidiu-se pela curvatura do espaço sem ter condições para o fazer.
    Esta situação leva a que procuremos deduzir a teoria da relatividade a partir de diferentes métodos para podermos decidir qual a melhor solução para o espaço.
    Era este o percurso que Einstein deveria ter feito e não fez.
    É o que de seguida nos propomos fazer.
     
  3. nogueirareis

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    Cirrus

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    Há uns tempos li este livro:

    MAIS RÁPIDO QUE A LUZ
    João Magueijo

    http://www.gradiva.pt/livro.asp?L=2127

     
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  4. belem

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    Cumulonimbus

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    Será que dá para parar no tempo, percorrendo uma distância à velocidade da luz?
    Será que é possível regressar ao passado ( como Einstein acredita) ou usar trechos curtos no espaço ( simplificando como se fossem tubos onde, por exemplo, dá para entrar por um lado ( supondo por cima da Terra) e dá para sair pela outra ponta do tubo percorrendo distâncias de biliões de anos luz em segundos ou nem isso ( sim, a velocidades superiores à velocidade da luz) e aparecer no outro lado do universo? Tempo e Espaço, parecem ser «vergados» perante a variável Velocidade, no sentido em que a velocidade permite-nos percorrer determinado espaço em tempo inconcebível para o nosso conceito actual. A velocidade da luz até contorce o tempo! A tela do universo, para Einstein, é como uma grande cartolina, em que pontos muito distantes, podem ser dobrados (tal como a cartolina) e ficarem perto de locais que anteriormente se pensavam super distantes ( e na realidade até o são, mas não se usarmos esses corredores no espaço...). Como percorrer essas distâncias, com que equipamento, qual a programação ( se é que é possível fazer), são questões que actualmente ainda não temos resposta. E até se pôe em questão se esses trechos curtos de Einstein existem...
    Ao que parece a variável velocidade no espaço é a resposta para muitas questões e também inegavelmente suporta outras tantas dúvidas derivadas das nossas conclusões entretanto obtidas.
    Desde já um grande agradecimento às opiniões aqui postadas, pois são de facto críticas muito interessantes e pertinentes.
    De facto até a velocidade da luz já variou e pode então variar.
     
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  5. jbfoto

    jbfoto
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    Cirrus

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    Meus caros,

    Sou um recem chegado a este forum.
    Entrei pelo campo da Metereologia, que do ponto de vista amador me interessa bastante e que gostaria de aprender mais.
    No entanto, num passeio por todos os temas e diferentes foruns, fiquei totalmente absorvido pelo que acabei de ler acerca da Teoria da Relatividade e por isso este é o meu primeiro comentário neste forum.

    Estou "relativamente" (como a teoria...) a par do assunto da velocidade da luz, etc...mas devo dizer que sou um leigo na matéria.
    A minha área é a fotografia, que de comum terá a luz....e mais algumas coisas relacionadas com ciencia!

    Não sou formado em ciencias, mas apenas um curioso....
    Enfim, mas era só p dizer que gostei mto do que li e achei mto interessante encontrar aqui este tipo de assuntos.
    Cá estarei p vos ler sempre que puder e tentar aprender mais um pouco!
    Haja cultura e sobretudo, haja ciencia!

    JB
     
  6. Albifriorento

    Albifriorento
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    Cumulus

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    O método idealizado por Eistein para provar a sua teoria, foi o da curvatura do espaço-tempo...

    Segundo Eistein um objecto de grande massa, como o nosso sol, curva o espaço-tempo a sua volta. Quer isto dizer que todas as partículas em rota de colisão directa com o Sol, por exemplo, sofreriam com a curvatura do espaço provocada por este, e em vez de chocarem contra ele, contorna-lo-iam.

    Assim, Eistein, propôs a observação de um duplo eclipse como forma de provar a sua teoria. Seria necessário, para essa experiência, que o nosso Sol ocultasse (eclipsasse) uma outra estrela em particular, enquanto a nossa Lua eclipsaria o Sol.... Se Einstein estivesse certo, a luz da estrela eclipsada pelo conjunto Lua/Sol seria curvada pela massa deste último e seria visível ao lado do conjunto Lua/Sol ao invés de ser eclipsada....

    Para tentar provar isto, vários astrónomos ofereceram-se para fazer as observações, depois de várias tentativas falhadas, incluindo um eclipse em Cabo-verde em 1913, se não estou em erro, a teoria foi finalmente comprovada através de observações, penso que num eclipse na Austrália em 1918.

    No que toca à curvatura do Espaço-Tempo, a teoria está mais do que comprovada :).
     
  7. Paulo H

    Paulo H
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    Cumulonimbus

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    Sim, a curvatura do Espaço-Tempo, a teoria está mais do que comprovada, embora, dada a dimensão do universo e segundo calculos, estima-se que a curvatura seja aproximadamente ~1, ou seja, o nosso universo é aproximadamente plano (macroscopicamente falando).

    Em todo o caso, a fórmula E=mc2 não pode ser aplicada no momento exacto do suposto big bang (ou de vários big bangs)! Porquê? O big bang é um evento, no qual ainda não existe tempo, logo também não existe espaço-tempo!

    Nada de conhecido na física se pode aplicar a esses "momentos" iniciais, e até mesmo passados 10^-43s após o big bang não são aplicáveis as nossas leis actuais! Digamos que nessa "era" as forças conhecidas (gravitacional, Eletromagnética, Fraca e Forte) encontravam-se todas unificadas em uma só, ocorrendo depois várias quebras de simetria, que levaram o universo ao que conhecemos hoje.
     
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