Actividade Solar

Tópico em 'Astronomia' iniciado por L B 24 Jul 2019 às 04:08.

  1. L B

    L B
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    Cirrus

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    Boa noite a todos,

    Tenho duas perguntas a fazer a respeito de Manchas Solares (MS) e desde já agradeço a quem me esclareça.

    Porque se considera o número de MS e não a sua área total? É cientificamente mais rigoroso para definir a actividade solar, contabilizar uma dúzia de pequenas MS em detrimento de apenas duas mas cuja área total seja muitíssimo superior?

    Porque se fazem coincidir os períodos de actividade solar com os anos civis? Se um nº elevado de MS se concentrar no 2º semestre de um ano e no 1º do seguinte, porque não é considerado esse período de 12 meses? Em qualquer gráfico podemos ver que os picos de forma alguma coincidem com os anos civis.

    Obrigado
    L B
     
  2. camrov8

    camrov8
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    Cumulonimbus

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    vou tentar ser sucinto, cada MS representa uma anomalia no campo magnético do sol que por sua vez se relacionam com a actividade geral do sol, quanto mais MS mais activo o sol , por isso se contam pois se existirem muitas mais activo esta o sol .
    A area esta ligada a força do campo magnético, as MS podem crescer e diminuir elas flutuam muito. quanto À questão do ano civil é fácil. É simplesmente uma convenção para que toda a gente esteja na mesma onda e se entenda. o Sol tem um ciclo de +/- 11 anos com um mínimo e um máximo,
    se me enganei alguém que corrija
     
  3. L B

    L B
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    Cirrus

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    Agradeço o seu comentário, "camrov8", às minhas duas questões, mas talvez porque eu não me tenha explicado bem, continuo sem estar esclarecido.

    Como sabe, tanto os pontos como os grupos de pontos, bem como um factor que depende do tipo e qualidade de instrumento utilizado na observação, entram na fórmula de Wolf para calcular o que na língua inglesa se designa por sunspot number.

    Ora a minha questão é a seguinte: se afinal se andam a contar spots individuais e grupos deles, não seria mais prático (para uma dada ampliação, tipo de instrumento e condições de observação) e talvez mais rigoroso, somar a área total de pontos? Bastaria padronizar um determinado tipo de registo digital (resolução) e depois por software fazer uma soma automatizada do número de pixels que se destacam dos demais pela suas características (luminância, saturação, matiz, etc) e que sejam considerados enquadráveis na definição de spot. Parece-me mais objectivo e menos arbitrário somar todos esse pontos, do que andar a decidir quantos pontos juntos devem ser considerados como um ponto ou um grupo, por exemplo.

    Quanto à segunda questão, se analisarmos os valores das últimas décadas, lemos que, por hipótese, o ano de 2014 foi um ano de máximo (o que é o mesmo que dizer que os 12 meses de 2014 constituíram um pico), quando na realidade ele ocorreu de Setembro 2013 a Agosto 2014. (*)

    Não percebo porque, se queremos analisar picos e intervalos entre picos (sejam de máximos ou de mínimos solares), fará diferença referir os períodos de 12 meses em que tal ocorreu; em que é que isto dificulta a compreensão de alguém? Não entendo que considerar o ano civil seja mais rigoroso (não é de certeza) e isso de ter por objectivo fazer com que toda a gente esteja 'na mesma onda' não me parece argumento. Em que é que se fica prejudicado se falarmos no período de Setembro 2013 a Agosto 2014? Não é claro? Alguém ficará com dúvidas?

    Por outro lado, se queremos comparar a duração e intervalos dos ciclos solares, parece-me bem mais rigoroso considerar os picos máximo e mínimo de períodos de 12 meses e não, erradamente na minha opinião, anos civis.


    (*) considere como um mero exemplo
     

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