Astronomia e Ciências Espaciais 2016

Gerofil

Super Célula
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Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Braga
APOD de ontem, foto de Miguel Claro tirado no Pico, com Faial ao fundo.
Fotografia extraordinária de luminescência em ondas gravíticas.

Rainbow Airglow over the Azores

5wXxugw.jpg


Image Credit & Copyright: Miguel Claro (TWAN); Rollover Annotation: Judy Schmidt

Explanation:
Why would the sky glow like a giant repeating rainbow? Airglow. Now air glows all of the time, but it is usually hard to see. A disturbance however -- like an approaching storm -- may cause noticeable rippling in the Earth's atmosphere. These gravity waves are oscillations in air analogous to those created when a rock is thrown in calm water. The long-duration exposure nearly along the vertical walls of airglow likely made the undulating structure particularly visible. OK, but where do the colors originate? The deep red glow likely originates from OH molecules about 87-kilometers high, excited byultraviolet light from the Sun. The orange and green airglow is likely caused by sodium and oxygen atoms slightly higher up. The featured image was captured during a climb up Mount Pico in the Azores ofPortugal. Ground lights originate from the island of Faial in the Atlantic Ocean. A spectacular sky is visible through this banded airglow, with the central band of our Milky Way Galaxy running up the image center, and M31, the Andromeda Galaxy, visible near the top left.

http://apod.nasa.gov/apod/ap160322.html






Arco-íris de Airglow em Ondas Gravíticas da Atmosfera captadas no Pico, vistas também pelo Satélite NOAA/NASA a partir do Espaço

Durante a subida para a montanha mais alta de Portugal (2351m) – montanha do Pico, localizado na Ilha do Pico, Açores – com condições meteorológicas muito adversas devido a um temporal intenso com ventos fortes e chuva que se fez sentir durante quase toda a expedição fotográfica realizada com os meus colegas de equipa, parei a cerca de 1200 metros para apreciar a vista e fotografar as luzes provenientes da ilha do Faial, no meio do Oceano Atlântico, em uma rara ocasião de tréguas que permitiu fotografar a região visível da Via Láctea durante a época de inverno como pano de fundo a um céu estrelado mas que acima das nuvens baixas, exibia estranhas “bandas de arco-íris” provenientes da forte presença de Airglow – Luminescência Fotoquímica da Atmosfera. No topo superior esquerdo da imagem, é ainda visível a Galáxia de Andromeda M31. O ar brilha o tempo todo, mas geralmente é difícil de observar a olho nu. No entanto, uma perturbação atmosférica – como uma tempestade que se aproxime – pode causar uma ondulação perceptível na atmosfera da Terra. As bandas são na realidade enormes estruturas paralelas na termosfera acima de cerca de 90 km de altitude. Através do efeito de perspectiva é nos transmitida a sensação de que parecem convergir. As ondas de gravidade atmosférica * (não confundir com ondas gravitacionais relacionadas com Einstein) propagam-se para cima a partir de perturbações menores produzidas na baixa atmosfera e parecem ser o motivo para o aparecimento das bandas no Airglow. A amplitude da onda aumenta com a altura (redução da densidade) e os comprimentos de onda podem ser de milhares de quilómetros.

Dr. Martin Setvák do Czech Hydrometeorological Institute Satellite Department, em Praga, República Checa, após ver a imagem solicitou de imediato os dados do satélite Suomi NPP-VIIRS e percebeu que as ondas de gravidade atmosférica foram registadas pelo instrumento a bordo do satélite NOAA / NASA Soumi-NPP em uma imagem designada de Day/Night Band (DNB). As estruturas das bandas podem ser vistas na imagem abaixo em escala de cinzentos, e foram registadas acima das ilhas do Pico e Faial, nos Açores, Portugal.



Airglow é a luz eletronicamente excitada dos átomos e moléculas em altas altitudes na atmosfera da Terra, por radiação ultra-violeta solar. Na primeira imagem captada no Pico, podemos ver quase todas as cores possíveis que o airglow pode assumir, mas aparecendo em uma única banda ou faixa, da onda gravítica atmosférica. Abaixo, é possível ver uma info-grafia do espectro do Airglow explicado pelo Dr. Les Cowley especialista do Atmospheric Optics. A luz verde está relacionada com átomos de oxigénio excitados e domina o brilho do Airglow. Os átomos estão entre os 90-100 km (56-62 milhas) de altura na termosfera. A luz vermelha mais fraca é emitida a partir de átomos de oxigénio mais acima.



Continua em:

http://www.miguelclaro.com/wp/?page_id=6419
 

Snifa

Furacão
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16 Abr 2008
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Explosão de uma estrela captada pelo telescópio espacial "Kepler":

Não sei de se trata de uma imagem/video real ou montagem, parece algo pouco real e "computorizado" :unsure: Não é que não acredite que o telescópio pode captar tal momento, mas seria interessante ver a filmagem original..



Pela primeira vez, os cientistas da NASA conseguiram capturar imagens da grande "onda de choque" provocada pela explosão de uma estrela.

Os dados conseguidos através do telescópio espacial "Kepler" estão a ser analisados e, para já, revelaram duas supernovas em 2011, nome atribuído aos corpos celestes que surgem após as explosões de estrelas.

A estrela, localizada a 1,2 mil milhões de anos-luz de distância, é 500 vezes maior e 20 mil vezes mais brilhante do que o sol. A onda choque durou apenas 20 minutos, por isso, a obtenção do vídeo foi uma sorte, revela a NASA.

"Para ver algo que acontece em escalas de tempo de minutos, como uma fuga de choque, tem que se ter uma câmara a monitorizar continuamente o céu", disse Peter Garnavich, o cientista responsável pela equipa que conseguiu o ato inédito. "Não se sabe quando é que uma supernova vai acontecer e a vigilância do Kepler permitiu-nos testemunhar [esse evento] assim que a explosão começou", concluiu.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=5093885
 

Orion

Furacão
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5 Jul 2011
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Açores
Enquanto se espera que a Eumetsat melhore as imagens no View (algo que pode - e supostamente deve - acontecer até 2017 :rolleyes:), em Outubro:


A posição geoestacionária servirá, como é óbvio, os interesses dos EUA, vigiando o Atlântico Oeste e o Pacifico Central e Este. Mas os Açores estão dentro da área abrangida:


A longa lista de funcionalidades está aqui:

http://www.goes-r.gov/products/overview.html

Mesmo que uma pequena fração fique disponibilizada ao público, já é muito bom. Uma das utilidades mais úteis, pelo menos para mim, é o detetor de raios. E se mantiverem o mapa dinâmico atual (com um menor desfasamento nas atualizações) os Açores podem ficar muito bem servidos (e é bem possível que as imagens com melhor definição venham mais cedo dos EUA do que da Eumetsat - infelizmente).
 
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