É preciso notar que a extracção das águas dos aquíferos subterrâneos é incomensuravelmente maior do que era há séculos atrás. Esse esvaziamento leva a que a precipitação antes de escorrer ou antes que os aquíferos transbordem em nascentes, têm que ser reabastecidos. Um dos problemas correntes hoje em dia que mostra como a sobre-exploração das águas subterrâneas está a ser um exagero, para regas de jardins, relvados, piscinas, abastecimentos de uma enorme populacão veraneante, etc, é a salinização por entrada das águas marinhas nos níveis freáticos que dantes se equilibravam com o nível do mar. O sotavento é uma das zonas atingidas por este fenómeno de extracção desenfreada das águas subterrâneas e sua salinização.
Noto que em Portugal não utilizamos espécies nativas em jardinagem. A situação é principalmente notória nos espaços públicos, e temos tantas espécies com valor ornamental. No caso do Sul, onde o clima é mais seco, a utilização de espécies nativas em jardinagem permitiria uma maior poupança de água.
Tenho uma vaga ideia que na Estremadura o negócio do carvão foi muito importante para as populações locais até décadas recentes. A serra de Sintra chegou a ser um conjunto de montes praticamente sem árvores. No concelho de Tavira existe uma mata, a mata da Conceição, que foi criado no início do século XX para abastecer os fornos de cal e de carvão, pois a floresta já tinha desaparecido. Na coreografia do Algarve de meados do século XIX é referido que as matas de castanheiro e de nogueira dos vales das serras de Tavira estavam à beira de desaparecer, pois o povo cortava-as para ter madeira e não havia replantação. É impressionante a forma bárbara como o povo trata as árvores em Portugal, até os celtas há mais de 2000 anos eram mais civilizados. Há quem diga que são influências semitas, da permanência dos berberes e dos árabes em Portugal...
«A serra de Sintra chegou a ser um conjunto de montes praticamente sem árvores.» Penso que sobreviveram alguns nucleos de floresta nativa na Serra de Sintra. No Parque da Pena, por exemplo, ainda existem alguns. Mas há mais, alguns dos quais prefiro não dar localização exata. E penso que a influência de Árabes e de Bérberes, tem sido provada, até à data, como limitada e restringida a algumas minorias (mesmo no Sul do país). A colonização do Algarve, foi um processo mais complexo do que muita gente pensa e ainda assim nos diz pouco ou quase nada, sobre o que se passou no resto do país. Acho que devia ver o vídeo que coloquei sobre os povos pré-romanos da P. Ibérica, (no tópico sobre os Portuguese nativos), em que a desmatação já não era negligenciável, ainda que incomparável com a que aconteceu antes e durante os descobrimentos. Penso que a desflorestação e tudo o que encerra é antes demais, uma questão de educação e não uma questão de origens.
Secalhar até é possível calcular a idade de um carrasco tendo em conta a sua dimensão, altura, perímetro do tronco, sei que já existe a "Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) José Penetra Louzada, que descobriu o único método existente a nível mundial para datar árvores antigas quando o seu interior se encontra oco, como é o caso das oliveiras milenares."