Cimeira de Copenhaga sobre alterações climáticas

Mário Barros

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Acordo frustrante em Copenhaga

O mundo falhou um acordo ambicioso na Cimeira do clima.

Em cima da mesa estava uma meta de redução de emissões de 50% até 2050, com um esforço calculado em 80% para os países mais desenvolvidos. Algo que afasta quaisquer restrições para 2020 bem como a promessa de se tornar vinculativo e obrigatório no decorrer de 2010, dentro de seis meses ou um ano.

Até o objectivo de fixar 2020 como ‘pico' das emissões globais, o que para os cientistas é fundamental para fazer com que a temperatura do planeta não aumente 2 graus, foi colocado de lado, fixando-se ao invés um rendez-vous em 2016 para estudar a possibilidade de estabelecer 1,5 graus como tecto máximo.

Não é o suficiente para combater as alterações climáticas mas é um primeiro passo, dizem fontes dos EUA, citadas pelas agências. A confirmar-se é um passo atrás face ao que os europeus procuravam, motivo pelo qual a UE chegou a ponderar ontem ‘saltar fora'.

DE

The End
 

Mário Barros

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18 Nov 2006
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Acordo insuficiente em Copenhaga evita fracasso total da Cimeira do Clima

A Cimeira do Clima terminou esta manhã com sabor a fracasso. A conferência de Copenhaga foi "salva" pela validação do acordo, não vinculativo, alcançado por três dezenas de países industrializados e emergentes, onde se destacam os Estados Unidos e a China. Aquém das expectativas, "é uma etapa essencial", disse o secretário-geral da ONU.

A decisão foi tomada depois de uma sessão plenária que durou toda a noite, em que um pequeno grupo de países tentou bloquear o acordo por não conter alvos específicos para as reduções das emissões de dióxido de carbono.

Após um intervalo, já de manhã, o presidente da conferência anunciou a opção de "tomar nota" do acordo, em vez da aprovação formal do documento.

Segundo os analistas, este procedimento abre caminho a que o acordo se torne operacional na prática mesmo sem ter sido formalmente aprovado pela conferência.

"O articulado é suficientemente forte para que ele se torne operacional", disse John Hay, porta-voz da convenção sobre as alterações climáticas da ONU.

Vários países em desenvolvimento, entre os quais a Bolívia, Cuba, Sudão e Venezuela, protestaram com veemência contra o acordo, considerando-o inaceitável por não prever alvos específicos para a redução das emissões de carbono.

É por consenso que as decisões são tomadas nas negociações da ONU sobre esta matéria.

"Uma etapa essencial", diz Ban Ki-moon

Numa primeira reacção, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou que a validação do acordo pela conferência constitui uma primeira "etapa essencial", embora tenha ficado aquém da satisfação de todas as expectativas. "Não é porventura tudo o que esperávamos, mas esta decisão da conferência das partes é uma etapa essencial", declarou aos jornalistas.

Por seu lado, o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, que presidiu à conferência, disse que o seu país se podia considerar "orgulhoso" do resultado alcançado. "Fizemos a diferença, a Dinamarca pode estar orgulhosa" por ter conseguido "construir uma ponte histórica entre as partes nas negociações".

"Não creio que se possam encontrar exemplos na história em que, numa mesma sala, se tenha visto presidentes dos EUA, Brasil, África do Sul, Índia e chefes de Estado europeus e das pequenas ilhas mais ameaçadas pelo aquecimento do clima, fazerem um trabalho de grupo", sublinhou.

O objectivo traçado pelo acordo é limitar o aquecimento planetário a dois graus em relação aos níveis pré-industriais.

Prevê também um montante de 30 mil milhões de dólares a curto prazo (para 2010, 2011 e 2012), depois um aumento até 100 mil milhões de dólares até 2020, destinado aos países mais vulneráveis para os ajudar a adaptar-se aos impactos do desregulamento climático.

Com Lusa
 

irpsit

Cumulonimbus
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9 Jan 2009
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Inverness, Escocia
Eu acho que estes políticos gostam muito de escrever tratados e muita papelada, mas depois sem qualquer realismo ou manifestação prática. Estão tão longe da realidade! Só vêm números e teoria!

Vai ser papel para agradar aos protestos públicos, mas a não ser que se metade das fábricas, aviões, carros, como é que eles esperam uma redução de 50 ou até 80% de CO2?

Eu acho que a civilização colapsa (pelo menos parcialmente) antes de haver essa mudança.