como funcionam as condições meteorológicas meios e métodos

Tópico em 'Aprendizagem e Formação' iniciado por *Dave* 24 Jan 2009 às 23:40.

  1. ct5iul

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    Nimbostratus

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    FRENTES - PARTE 2

    Frente oclusa:
    Uma frente oclusa é uma zona de transição onde uma frente fria, movendo-se mais depressa, ultrapassa (e obstrui) uma frente quente, fazendo elevar-se todo o ar quente. A chuva contínua característica das frentes quentes é seguida imediatamente pelos aguaceiros associados às frentes frias. É representada simbolicamente por uma linha sólida com triângulos e semicírculos alternados que apontam na direcção em que a frente se move.

    Frente estacionária:
    Uma frente estacionária é uma fronteira entre ar quente e ar frio que resulta quando uma frente fria ou quente deixa de se mover. Quando ela volta a se mover, volta a ser fria ou quente. Normalmente há uma mudança de temperatura ou de direcção de vento que se nota de um lado para o outro. Ciclones migrando ao longo de uma frente estacionária podem despejar grandes quantidades de precipitação, resultando em inundações significativas ao longo da frente. Se ambas as massas de ar ao longo de uma frente estacionária são secas, pode existir céu limpo sem precipitação. Quando há ar húmido e quente que se eleva sobre o ar frio, nebulosidade com precipitações leves podem cobrir uma vasta área.
    Uma frente estacionária é representada simbolicamente por uma linha sólida com triângulos que apontam para o ar quente e semicírculos que apontam para o ar frio.

    Frente subtropical:
    A frente subtropical separa o ar tropical do ar de latitudes médias na média troposfera e raramente é observada abaixo de 500 hPa; é formada pela convergência horizontal que intensifica o contraste térmico no lado polar dos altos níveis da célula de Hadley; sua identificação é muito difícil em cartas isobárica, mas é normalmente detectável em secções verticais.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Frente_oclusa
     
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  2. ct5iul

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    Nimbostratus

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    SECA

    A seca ou estiagem é um fenómeno climático causado pela insuficiência de precipitação pluviométrica, ou chuva numa determinada região por um período de tempo muito grande.

    Existe uma pequena diferença entre seca e estiagem pois estiagem é o fenómeno que ocorre num intervalo de tempo ou seja a estiagem não é permanente, já a seca é permanente.

    Este fenómeno provoca desequilíbrios hidrológicos importantes. Normalmente a ocorrência da seca se dá quando a evapotranspiração ultrapassa por um período de tempo a precipitação de chuvas.

    A diminuição do volume de água no Mar de Aral é considerado um dos maiores desastres ambientais e humanos da história, que produziram uma situação de seca.

    Tipos de secas

    As secas podem ser geradas pelos mais diversos fenómenos climatológicos, em função disto, criou-se uma tipologia da seca.

    Seca permanente: É caracterizada pelo clima desértico, onde a vegetação se adaptou às condições de aridez, inexistido cursos de água. Estes só aparecem depois das chuvas que via de regra são fortíssimas tempestades Este tipo de seca impossibilita a agricultura sem irrigação permanente.

    Seca sazonal: A seca sazonal é uma particularidade de regiões onde o clima é semi-árido. Nestas a vegetação reproduz-se porque os vegetais adaptados geram sementes e morrem em seguida, ou mantém a vida em estado latente durante a seca. Nestas regiões os rios só sobrevivem se a sua água for oriunda de outras regiões onde o clima é húmido. Este tipo de seca possibilita o plantio desde que em períodos de chuvas, ou por irrigação.

    Seca irregular e variável: A seca irregular pode ocorrer em qualquer região onde o clima seja húmido ou sub-húmido e caracterizado por apresentar variabilidade climática do ponto de vista estatístico. Estas, são secas cujo período de retorno é breve e incerto. Normalmente são limitadas em área, e não em grandes regiões, não ocorrem numa estação definida e inexistente previsibilidade de sua ocorrência, isto é, não há um ciclo bem definido. Trata-se de um fenómeno estatístico (ou estocástico), cuja estrutura de eventos pode ser descrita por uma teoria mais geral que o cálculo de médias e desvios, por exemplo pela teoria da Cadeia de Markov, aplicando ordem superior e um grupo de quantis: extremamente seco, muito seco, seco, normal, húmido, muito húmido, extremamente húmido, separando classes de mesma probabilidade de ocorrência. Acredita-se que a estação de verão favoreça as secas pois existe um grande aumento da evapotranspiração devido ao incremento da irradiação solar incidente, sobretudo quando as taxas de precipitação estão abaixo do quantil seco ou muito seco. Assim, várias variáveis meteorológicas devem ser consideradas na definição da ocorrência das secas, não somente a taxa de precipitação, mas também a temperatura, a humidade do solo, o grau de verdejamento da vegetação, a radiação solar incidente etc. A região NE do Brasil apresenta variabilidade climática.

    Seca "invisível": De todos, este tipo de seca é o pior, pois a precipitação não é interrompida, porém, o índice de evapotranspiração é maior que o índice pluviométrico causando um desequilíbrio da humidade regional. Este desequilíbrio gera uma redução da humidade do ar que por sua vez aumenta o índice de evapotranspiração, que por sua vez realimenta a perda de humidade subterrânea para a atmosfera, que devolve esta em forma de chuva, que porém não é suficiente para aumentar a humidade do solo.

    O fenómeno da seca vai repetir-se e agravar-se. Nos últimos 15 anos, Portugal já teve 4 períodos de seca. Quando chove em demasia, a água corre direitinha para o mar, sem qualquer utilidade, chegando, em alguns casos, a provocar inundações e destruições.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Seca
     
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  3. ct5iul

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    Olho do ciclone

    O olho é uma região localizada no centro de ciclones tropicais fortes onde as condições climáticas são amenas. O olho de uma tempestade é uma região grosseiramente circular e geralmente com 30 a 60 km (20 a 30 milhas) de diâmetro. Está circundado pela "parede do olho"um anel de violentas trovoadas em que ocorrem os fenómenos climáticos mais severos de um ciclone. A menor pressão atmosférica do ciclone ocorre no olho, podendo ser ainda 15% inferior à pressão atmosférica do lado de fora da tempestade.

    Em ciclones tropicais fortes, o olho é caracterizado por ventos moderados e céus limpos, e é rodeado em todos os lados por uma parede de olho muito alta e simétrica. Em ciclones tropicais mais fracos, o olho não é tão bem definido, e pode ser envolto pela cobertura de nuvens central densa, que é uma região de nuvens altas e densas que aparecem claramente em imagens de satélite.Tempestades fracas ou desorganizadas podem também caracterizar-se de uma parede do olho que não circunda completamente o olho, ou ter um olho que caracteriza-se por chuvas pesadas. Em todas as tempestades, entretanto, o olho é o local de pressão atmosférica mínima a região em que a pressão atmosférica ao nível do mar é a mais baixa.

    Os ciclos de reposição da parede do olho, também chamados de ciclo de paredes do olho concêntricas, ocorrem naturalmente em ciclones tropicais intensos, geralmente com ventos maiores que 185 km/h (115 mph) ou furacões maiores (categoria 3 ou superior). Quando os ciclones tropicais atingem o limiar dessa intensidade, e a parede do olho contrai-se ou já é suficientemente pequena algumas das colunas de nuvens externas podem reforçar-se e organizar-se em um anel de trovoadas uma parede do olho externa que move-se lentamente para dentro e rouba da parede do olho interna sua necessária humidade. Uma vez que os ventos mais fortes localizam-se na parede do olho do ciclone, o ciclone tropical geralmente enfraquece durante essa fase, visto que a parede interna é "chacoalhada" pela parede externa. Consequentemente, a parede do olho externa substitui completamente a interna, e a tempestade pode intensificar-se novamente.

    Em Novembro de 2006, a NASA relatou que a espaço nave Cassini observou uma tempestade 'semelhante a um furacão', fixada sobre o pólo sul de Saturno, e que possuía uma clara e definida parede do olho. Essa observação é particularmente notável porque as nuvens da parede do olho não haviam sido observadas em nenhum planeta que não a Terra (incluindo um fracasso na observação de uma parede do olho na Grande Mancha Vermelha de Júpiter pela espaço nave Galileu)


    http://wapedia.mobi/pt/Olho_(ciclone)
     
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  4. Pedro

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    Muitos parabéns...

    Mas, gostava de te pedir para me colocares, se puderes, informação sobre como se fazem as previsões meteorológicas...:pray::uau:
     
  5. ct5iul

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    A PREVISÃO DO TEMPO

    A previsão do tempo é feita utilizando equações que representam uma variação no tempo cronológico de uma variável qualquer do tempo meteorológico (temperatura, pressão, humidade, etc).
    Para cada ponto na superficie terrestre (e em altitude) resolvem-se os sistemas das muitas equações que representam a citada variação temporal. Para o passo inicial utiliza-se os dados de milhares de Estações Meteorológicas (tanto de superficie como de altitude) espalhadas pelo mundo. Para que o processo (previsão) possa ser concretizado há necessidade de ter um computador de grande porte para integrar o sistema de equações, as quais nos darão a informação no tempo t + dt para a variável considerada.
    Alem da integração no tempo cronológico há a integração espacial dos resultados obtidos.
    Assim, para se estudar Meteorologia,onde a previsão do tempo é uma de suas inúmeras áreas de aplicaçãp, deve-se estudar muito: Fisica, Matemática e Computação.

    Os Meteorologistas utilizem dois métodos,para previsões o estatístico e o dinâmico. O Método Estatístico, com equações matemáticas e conceitos de estatística, utiliza um programa de computador chamado modelo estatístico, que, através de uma correlação entre duas ou mais variáveis, estima o prognóstico de uma delas. Já o Método Dinâmico, com equações matemáticas e conceitos físicos, utiliza um programa chamado modelo dinâmico. Esse modelo, através de equações físicas, simula os movimentos atmosféricos para prever os acontecimentos futuros.
    Previsão Numérica

    A atmosfera é observada em locais distribuídos irregularmente por toda a Terra e, embora algumas das observações sejam sinópticas, muitas são realizadas a horas diferentes, ditadas pelo vôos dos aviões e as órbitas dos satélites. Por contraste, os computadores de previsão do tempo têm que começar com valores sinópticos do vento, pressão, temperatura e humidade, numa malha regular de localizações horizontais, conhecida como rede de pontos, e num conjunto fixo de níveis na vertical. Exatamente o modo como os valores sinópticos da rede de pontos são calculados a partir das medições que foram reunidas,processo conhecido por análise

    Desde que a análise tenha terminado torna-se possível aplicar equações matemáticas que representam todos os processos físicos que interessam , e assim, calcular a modificação que ocorrerá em cada valor de cada ponto da rede num intervalo de tempo curto chamado incremento de tempo. O cálculo, em cada ponto da rede, implicará em adições, subtrações e multiplicações, utilizando-se valores dos pontos da rede à volta. Logo que tenham sido calculados novos valores das variáveis (vento, pressão, temperatura e umidade), para todos os pontos da rede e a todos os níveis, todo o processo pode ser repetido para se avançar outro incremento temporal. Deste modo, pode, eventualmente, ser elaborada uma previsão para algumas horas, um dia ou alguns dias. Embora sejam feitos muitos cálculos, estes, na verdade, são aproximações da verdade.

    O sistema de equações, aproximações e cálculos é chamado modelo numérico da atmosfera. Os modelos numéricos da atmosfera para previsão global requerem um número muito grande de cálculos a serem realizados em tempo reduzido, para tanto utilizamos os chamados “supercomputadores’. Outra saída é reduzir o número de interações numéricas o modelo pode ser diminuído, aumentando o espaço entre os pontos na rede.

    Satélite na Previsão

    As mais ambiciosas de todas as medições realizadas a partir de satélites meteorológicos são, provavelmente, as que pretendem fornecer valores numéricos da temperatura do ar a níveis diferentes. O ar é uma mistura de gases e cada gás emite radiação,de infravermelho, de tipos particulares. Os radiômetros dos satélites utilizados para sondagem da temperatura são sintonizados para medir a radiação da pequena, mas bem conhecida, quantidade de anidrido carbônico que o ar contém. Pela medição da intensidade da radiação em vários comprimentos de onda da radiação, é possível deduzir valores diferentes da temperatura do ar, cada qual “valor médio” para uma camada diferente. E o mesmo sem o pormenor vertical de uma radiossondagem, as sondagens por satélite fornecem informação da temperatura do ar em altitude onde outro modo nada existiria, inclusive sobre todos os oceanos.

    As estações de superfície, navios, bóias, balões, aviões, etc, fornecem informações a respeito da temperatura, humidade, vento, pressão e nuvens, mas nada sobre a precipitação, mesmo porque esta varia de lugar para lugar. Para obtermos tais informações utilizamos o radar meteorológico, o qual é o meio técnico mais potente para medições de queda de chuva. Com o feixe de radar a prospectar horizontalmente, qualquer chuva, neve ou saraiva, que esteja ao alcance do radar refletirá o sinal e fornecerá uma visão pormenorizada da distribuição da precipitação. A intensidade do eco de radar refletido pelas gotas de chuva pode ser relacionado com a taxa de queda de chuva.

    No link em baixo podem ler um relatorio como era feita a previsao do tempo em Portugal na decada dos anos 60
    http://www3.dsi.uminho.pt/memtsi/mesas/4_sessao/mesa4 - Corte Real.pdf

    Um exemplo como estimar a temperatura do Sol

    A temperatura do Sol pode ser estimada por dois métodos:

    1. pela Lei de Stefan-Boltzmann
    2. pela Lei de Wien

    Os dois métodos utilizam propriedades da radiação de um corpo negro.

    1. Lei de Stefan-Boltzmann

    Nesse método, o fluxo solar integrado em todos os comprimentos de onda Φs é dado pela luminosidade por área:

    Φs ≡ Ls/A

    Onde Ls é a luminosidade Solar e A a área.

    O valor do fluxo solar Φs, fora da atmosfera, medido por detectores em satélites é:

    Φs = 1,4 x 10³ W/m²

    A área é A = 4πR² e R a distância Terra-Sol, R = 1,5 E+11 m. Assim, a luminosidade do Sol Ls vale:

    Ls = 4,0 E+26 W

    A Lei de Stefan-Boltzmann estabelece que sendo o fluxo diretamente proporcional à quarta potência da temperatura, então:

    Φs = σ T^4

    Onde a constante de proporcionalidade σ é a chamada constante de Stefan-Boltzmann e vale σ = 5,67 E-8 J K^-4 m-² s-¹.

    O fluxo solar é também a luminosidade pela área da superfície solar, isto é:

    Φs ≡ Ls/As

    Sendo a área da superfície solar As = 4πRs² e Rs = 700.000 km o raio do Sol (7,0 E+8 m).

    T^4 = Ls/σAs

    Assim, a temperatura do Sol estimada pelo método 1 é, aproximadamente:

    T ~ 5.800 K.


    2. Lei de Wien

    O segundo método parte do fato que a temperatura é inversamente proporcional ao comprimento de onda relativo à máxima intensidade de emissão, λp. Esta é base da Lei de Wien que estabelece que:

    T = b/λp

    Onde a constante de proporcionalidade b é chamada constante de deslocamento de Wien e vale b = 2,9 E-3 m K

    A curva de intensidade por comprimento de onda da radiação emitida pelo Sol apresenta um pico de máxima intensidade para o valor λp = 502 nm (1 nm = 1 E-9 m).

    Onde a constante de proporcionalidade b é chamada Constante de Deslocamento de Wien e vale b = 2,9 E-3 m K. Assim, a temperatura do Sol pelo método 2 é:

    T = 2,9 E-3 m K / 5,02 E-7 m

    T = 5.777 K.

    Que é um valor bem próximo do obtido anteriormente no método 1.


    Nota-Nas estações Meteorologicas mais simples(Amadoras) podemos fazer uma previsão do tempo se a pressão atmosferica estiver mais baixa por norma e sinal que pode chuver se estiver alta quer dizer que vamos ter um dia de Sol o valor normal da pressão atmosférica é de 1013 mb ou 1013 hp. No entanto o valor da pressão varia por influência de dois factores principais

    1-A altitude,a pressão diminui com a altitude pois diminui a coluna de ar atmosférico sobre um lugar

    2-A temperatura o ar quente é mais leve e sobe, diminuindo a pressão; o ar frio é mais pesado e desce, aumentando a pressão.

    As altas pressões estão associadas a bom tempo pois o ar ao descer aquece e afasta-se da saturação, sendo impossível a formação de nuvens e a chuva.

    As baixas pressões estão associadas a mau tempo pois o ar ao subir arrefece e aproxima-se da saturação, formando-se nuvens que dão origem a chuva.
     
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  6. stormy

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    Ola, podes-me esclarecer a cerca do que é o windshear a vorticidade e de como se forma o anticiclone por cima dos furacoes e como ele interage com os furacoes
    obrigada.
     
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  7. Pedro

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    És muito simpático...:cool:

    Obrigadão pela ajuda!!!!!!!!!!;)
     
  8. ct5iul

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    Boa noite para a tua pergunta ja ha um post aqui no forum em: http://www.meteopt.com/forum/tempo-...uimento-furacoes-atlantico-2008-a-1877-4.html
    De todas as maneiras fica aqui um link em PDF com mais informação comprimentos:thumbsup:
    http://www.meteo.pt/export/sites/default/bin/docs/tecnicos/Temp_Tropical_Delta.pdf
     
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  9. ct5iul

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    De nada nós humanos estamos neste planeta para nos ajudarmos uns aos outros e sempre que poder ajudar farei tudo o que estiver ao meu alcançe comprimentos:thumbsup:
     
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  10. Pedro

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    Bem, não querendo fazer de ti meu escravo, podes informar-me mais sobre as massas de ar frias e quentes, e os centro barométricos(anticiclone e depressão)?;)
     
  11. Pedro

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    Já a consegui...

    Anticiclone:
    Um anticiclone (ou centro de altas pressões) é uma região em que o ar se afunda vindo de cima (e aquece e fica muito estável) e suprime os movimentos ascendentes necessários à formação de nuvens e precipitação. Por isso: bom tempo (seco e sem nuvens) está normalmente associado aos anticiclones: quente e seco no verão e frio com céu limpo no inverno.

    Os anticiclones são indicados num mapa por «A» e são os locais onde a pressão atmosférica é a mais alta na sua vizinhança. À medida que o ar flui a partir dos centros de altas pressões é deflectido pela força de Coriolis de tal modo que os ventos circulam em volta dele na direcção dos ponteiros de um relógio no Hemisfério Norte (e no sentido inverso no Hemisfério Sul) - a chamada direcção anticiclónica.


    Num anticiclone o movimento do ar é descendente, em espiral, expandindo-se à superfície, enquanto numa depressão o movimento é ascendente, em espiral, concentrando-se à superfície.
    Durante o inverno, o ar descendente de um anticiclone pode criar uma inversão térmica, retendo a névoa durante dias.

    Depressão:
    Um ciclone (ou depressão ou centro de baixas pressões) é uma região em que o ar relativamente quente se eleva e favorece a formação de nuvens e precipitação. Por isso, tempo nublado, chuva e vento forte estão normalmente associados a centros de baixas pressões. A instabilidade do ar produz um grande desenvolvimento vertical de nuvens cumuliformes associadas a cargas de água.
    Ciclones e Anti-ciclones (Hemisfério Norte)

    Ciclones e anti-ciclones são indicados nos mapas meteorológicos pela letra «B» e são locais onde a pressão atmosférica é a mais baixa na sua vizinhança e em volta do qual existe um padrão organizado de circulação de ar.

    À medida que, pela acção do diferencial de pressões, o ar flui dos centros de altas pressões para um centro de baixas pressões é deflectido pela força de Coriolis[1] de tal modo que os ventos circulam em espiral, isto é, no sentido anti-horário (direcção contraria aos ponteiros de um relógio) no Hemisfério Norte e no sentido horário (direcção dos ponteiros de um relógio) no Hemisfério Sul.

    Na meteorologia, os movimentos de ar resultantes de um centro de altas pressões são denominados anti-ciclones. O sentido de giro de um ciclone e de um anti-ciclone é o contrário para um mesmo hemisfério[2][3], sendo este determinado pela aceleração de Coriolis.


    Massa de ar:
    Massas de ar são porções ou volumes da atmosfera que possuem praticamente as mesmas características de pressão, temperatura e humidade por causa de sua localização e são bastante espessas e homogéneas.
    As massas de ar se formam sobre grandes áreas de terra ou água uniformes, onde não há muito vento. Assim, o ar vai adquirindo características de acordo com a superfície sobre a qual se encontra. Uma massa de ar localizada sobre um oceano, por exemplo, costuma ser bastante húmida, ao contrário de uma massa de ar formada sobre um continente que, geralmente, é seca.

    Os processos ou fenómenos que fazem com que a massa de ar vá adquirindo características adaptadas à superfície são a radiação solar, a convecção vertical (quando o ar morno próximo à superfície da terra subitamente levanta indo para a camada superior da troposfera e depois retorna em questão de dias), a advecção (movimento horizontal da massa de ar quando uma substitui outra de características diferentes) e a turbulência.

    As massas de ar se movimentam pela troposfera devido à diferença de pressão e temperatura caracterizando as áreas de alta e baixa pressão. As áreas de baixa pressão são áreas de grande nebulosidade e precipitação elevada devido ocasionada pela grande instabilidade atmosférica e ao fato de serem receptoras de ventos. Já as áreas de alta pressão são livres de nebulosidade e com maior estabilidade atmosférica, tendendo a temperaturas menores.

    Duas massas de ar, ao se encontrarem, não se misturam como seria de se esperar, pelo contrário, elas mantêm as características adquiridas no local de origem. Isso faz com que surja uma “frente” ou uma “descontinuidade” ao longo da zona limítrofe das massas de ar (é o que chamamos de “frente fria”, por exemplo, quando duas massas de ar frio se encontram). De qualquer forma, quando uma massa de ar cruza uma região ela causa uma mudança brusca na temperatura por causa da substituição de um ar pelo outro.

    As massas de ar podem ser classificadas de acordo com o local e latitude onde se originam e de acordo com a temperatura em relação à superfície de contacto. Quanto ao local de origem, podemos classificá-las em “continental” ou “marítima”, quando se formam sobre continentes ou sobre o mar respectivamente. Quanto à latitude de origem, classificamos as massas de ar em “árcticas”, “polares”, “tropicais” ou “equatoriais”. E, quanto à temperatura com relação à superfície de contacto (local sobre o qual se encontram no momento), classificamos em “quentes” ou “frias”.

    :D
     
  12. Vince

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    [​IMG]


    Stormy, a tempestade tropical Erika é um excelente sistema para identificar o anticiclone em altura, neste caso já existia o que tem possibilitado um excelente outflow e ventilação do sistema.

    [​IMG]


    É um bom exemplo porque como a Erika tem uma circulação ciclónica à superfície muito fraca e assim torna-se muito mais fácil identificar o outflow anticiclónico.


    Repara nesta imagem do vapor de água a rotação anticlónica em altura do outflow.

    [​IMG]

    Também é um bom exemplo para distinguir o que é nuvens altas do shear (prejudicial ao ciclone) das nuvens altas do outflow (benéfico ao ciclone), neste caso vê-se que o sistema tem algum shear de Oeste visível principalmente nas imagens no quadrante NE do sistema. As nuvens altas que irradiam de dentro para fora em redor de todo o sistema é outflow e não shear.
     
  13. beckernunes

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    Caro ct5iul, parabéns pelo seu material e pela sua disposição!

    Se eu puder contribuir na parte de Teoria da Frente Polar e sobre o
    início da previsão numérica do tempo, sugiro o site:

    http://papodemeteoro.blogspot.com/

    Lá tem vários posts (seria complicado copiá-los todos pra cá), sobre
    estes dois assuntos. Basta uma procurada nos arquivos do blog. Em
    especial os posts sobre Jule Charney (um dos pioneiros na previsão
    numérica do tempo) e sobre a teoria dos ciclones desenvolvida pela
    Escola de Bergen.

    Espero que possa ajudar alguém.
    Abraço,
    André.
     
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  14. Gerofil

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    Olá, naveguei por este tópico e achei muito interessante. Por acaso procurava alguma informação sobre os processos adiabáticos.

    Assim, coloco a questão: quais os valores de referência (variação da temperatura com a altitude) para as adiabáticas secas e húmidas à latitude de Portugal Continental? O assunto interessa-me na medida em que pretendo deduzir cálculos acerca da temperatura que ocorra no interior das nuvens (tenderá a ser mais alta que o ar envolvente à mesma altitude, penso eu, o que contribui para que o ar ascenda livremente dentro das nuvens...).
     
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  15. Gerofil

    Gerofil
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    StormRic e CptRena gostaram disto.

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