Energia Geotérmica em Portugal

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12 Nov 2008
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Grupo EDA vai executar 8 poços geotérmicos a 50 mil euros por dia no espaço de um ano e meio

O grupo EDA revela na sua revista oficial de Janeiro que vai investir 115 milhões de euros, no período de 2019-2023, que incluem projectos para aproveitamentos de recursos renováveis, a promover pela EDA Renováveis, nas ilhas das Flores, Santa Maria, Corvo, Terceira e São Miguel, além de projectos para instalação de baterias, a promover directamente pela EDA, abrangendo as funções de armazenamento de energia e de regulação da rede, previstos para as ilhas de Santa Maria, Terceira e São Miguel.
Este investimento inclui uma campanha de perfuração, ao nível do aproveitamento geotérmico, contemplando seis poços em São Miguel e 3 poços na Terceira para “reforçar a captação” de fluído geotérmico e permitir o desenvolvimento de três projectos de investimento.
Um dos projectos é saturar a potência instalada na Central Geotérmica da Ribeira Grande (13MegaWatts); o segundo projecto é expandir a capacidade de geração da Central Geotérmica do Pico Vermelho, passando dos actuais 10 para 15 MegaWatts; e o terceiro projecto é saturar a potência instalada na Central Geotérmica do Pico Alto e, caso se, verifique excedente de fluido geotérmico, possibilitar a expansão da capacidade de geração da central passando dos actuais 3,5 para 10 MegaWatts.

Executar 12 poços
Geotérmicos em ano e meio

Na ilha de São Miguel serão executados os poços CL8, CL9 e CL10 no sector Cachaços-Lombadas, para disponibilizar fluido geotérmico adicional tendo em vista saturar a potência instalada e permitir uma maior flexibilização na operação da Central Geotérmica da Ribeira Grande. Estes poços irão prospectar uma nova zona de reservatório, para Este do poço CL3. Assim, segundo a EDA Renováveis, para “minimizar o risco do investimento” a execução dos poços CL9 e CL10, com perfil direccional, está dependente dos resultados do poço CL8.
Quanto ao sector do Pico Vermelho, a expansão da central de 10 para 15 MegaWatts, compreenderá a execução dos poços PV12, PV13 e PV14, seguida da instalação de um segundo grupo gerador, provavelmente de 5 MegaWatts.
Na ilha Terceira, serão executados os poços PA5, PA6 e PA7, que irão prospectar uma nova zona do reservatório, a Norte dos poços PA3 e PA4. Os novos poços visam, por um lado, saturar a potência da central e garantir a sua sustentabilidade a médio-longo prazo e, por outro lado, suportar a expansão da potência da Central Geotérmica do Pico Alto, caso os novos poços revelem excedente de fluido geotérmico.
O ano em curso será dedicado à contratação pública internacional dos serviços de perfuração, assim como dos diversos outros serviços, materiais e equipamentos necessários à execução dos poços e cujos processos de concurso e prazos de entrega poderão ascender, no total, a 16 meses. Para além disso, será iniciada a construção das plataformar dos poços, e respectivos acessos, assim como serão construídos os sistemas de adução de água e essas mesmas plataformas, “elemento fundamental de apoio à perfuração”.
Assim, a EDA prevê o arranque das actividades de perfuração durante o primeiro semestre de 2020. A campanha será iniciada na Terceira, estimando-se a execução dos três poços em cerca de seis meses, após os quais a sonda de perfuração será mobilizada para a ilha de São Miguel, para a execução dos cinco poços previstos para o campo geotérmico da Ribeira Grande, com uma duração estimada de cerca de 8 meses.
A campanha de perfuração, segundo a EDA, terá, assim, uma duração total próxima de ano e meio, sendo caracterizada por trabalhos que decorrem ininterruptamente 24horas/dia, envolvendo equipas internacionais e multidisciplinares, e por custos globais “muito elevados”, de cerca de 50 mil euros por dia, “pelo que este será um período muito exigente e intenso na vida da equipa técnica que ficará alocada à obra”.
Durante as actividades de perfuração, a EDA Renováveis “será responsável pela gestão e direcção de obra, coordenando os serviços e a logística associada ao desenvolvimento dos trabalhos, com destaque para a gestão dos vários consultores internacionais presentes em obra e para a organização diária dos vários fornecimentos de equipamentos, materiais e recursos necessários à perfuração dos poços”.
Durante as fases de perfuração e de ensaios de produtividade, segundo a EDA, “será garantida a gestão dos vários programas de monitorização ambiental que decorrem durante os trabalhos, incluindo os recursos hídricos, a sismovulcânica, a ecologia e os solos”.

Com a completa realização do “ambicioso” programa e investimentos, previsto pelo Grupo EDA para o período de 2019-2023, “contemplando os aproveitamentos de energias renováveis e a instalação de sistema de armazenamento por baterias, estima-se que a contribuição da produção renovável poderá aumentar significativamente dos actuais 38% para cerca de 55%”.

fonte:
http://correiodosacores.pt/NewsDeta...27U08qWCyHEClgxEaR-2tThMvuRJ_rgNBY8Du8CLH6b8A
 
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