Erupção Vulcão dos Capelinhos, Faial - Açores (50 anos)

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Braga
Hoje assinalam-se os 50 anos da erupção dos Capelinhos, na Ilha do Faial, Açores.

Site oficial:


http://www.vulcaodoscapelinhos.org/





CAPELINHOS
Um Vulcão que veio do Mar


1. PREAMBULO
Comemora-se a 27 de Setembro de 2007 o 50º aniversário do aparecimento do Vulcão dos Capelinhos, localizado no extremo poente da ilha do Faial, nos Açores.

Até à vulgarização das mais diversificadas observações do globo terrestre por satélites mais ou menos sofisticados, nomeadamente após a década de 80, a actividade vulcânica submarina era estudada com enormes constrangimentos. O Vulcão dos Capelinhos, por motivos que só a Mãe Natureza conhece, rompeu a crusta insular na mesma fractura de antecessores geneticamente idênticos (caso do vulcão do Costado da Nau), na extremidade ocidental da ilha do Faial.

Passados tantos anos, Capelinhos ainda se pode considerar único no mundo das Ciências Vulcanológicas nomeadamente por ter sido fotografado, observado, estudado e interpretado desde o respectivo início (cerca da 7h da manhã do dia 27.Set.1957) até ao "adormecimento", em calma tarde de 24 de Outubro de 1958. Tais condições resultaram da proximidade à ilha do Faial, a um peculiar eng. residente local chamado Frederico Machado (Director dos Serviços Distritais de Obras Públicas) e da equipa que ele constitui quer ao longo do período de actividade quer nos anos dos processos erosivos. Tais trabalhos foram naturalmente autorizados pelo Governador Civil Dr. Freitas Pimentel, médico de profissão, sensível às manifestações da Natureza e preocupado com a segurança dos habitantes que, por posição, lhe estavam confiados.

A Junta Geral do Distrito Autónomo da Horta, através de todos os serviços então existentes, o Governo Central, nomeadamente através do Ministro das Obras Públicas eng.º Arantes e Oliveira, encaminhou para a ilha do Faial importantes recursos financeiros. A comunidade açoriana residente nos Estados Unidos, perante a catástrofe económica e social, influenciou a abertura dum crédito extraordinário de emigrantes (os denominados "sinistrados do vulcão") que, em pouco mais de um ano, reduziu os habitantes da ilha a cerca de metade.

Após quase 50 anos a "terra-nova" dos Capelinhos, atacada por invernias de diversas intensidades e cadências, encontra-se substancialmente reduzida (menos de 50%) mas ainda será por alguns anos um ex-libris faialense (para visitantes e para cientistas que observam no interior dos vulcões em destruição erosiva explicações de fenomenologias das fases activas).

2. RESUMO VULCANOLÓGICO
A ilha do Faial, à semelhança de todas as restantes ilhas dos Açores, é de génese vulcânica e desenvolveu-se em 4 fases, temporalmente espaçadas. A mais antiga deve-se ter iniciado há cerca 800 mil anos e dela resultam as "lombas" da Ribeirinha, de Pedro Miguel e da Ponta da Espalamaca. A fase mais recente de cresimento da ilha enquadra o alinhamento de cones vulcânicos da zona do Capelo cujo extremo ocidental corresponde exactamente ao Vulcão dos Capelinhos.

Desse modo o Vulcão dos Capelinhos é uma das provas de que muitas das ilhas dos Açores se encontram divididas em sectores vulcânicamente activos o que, em termos práticos, significa que ao longo dos séculos irão surgir episódios vulcânicos em diversas parcelas insulares

O Vulcão dos Capelinhos é um dos mais paradigmáticos do mundo da Vulcanologia não só pela continuidade das respectivas observações mas também pela originalidade dos seus processos evolutivos. Ou seja, Capelinhos foi o exemplo sequencial do nascimento e desenvolvimento das ilhas açorianas: iniciou-se como vulcão submarino e terminou como vulcão terrestre.

Capelinhos não apareceu de um momento para o outro. Antecederam-se períodos de actividade sísmica, iniciados nos primeiros dias de Maio de 1957 e cujos máximos energéticos se processaram entre 16 e 27 de Setembro de 1957.

Na madrugada do dia 27, com a terra balançando continuadamente, os "vigias da baleia" do Costado da Nau, a escassos metros acima do Farol dos Capelinhos, notaram o oceano revolto a meia milha da costa, para os lados de oeste. Assustados, desceram ao farol, alertaram os faroleiros e os seus companheiros de baleação, no porto do Comprido. Não era baleia, nem cachalote nem outro bicho qualquer – o mar entrava em ebulição e havia cheiros fétidos!!

Chamaram-se as autoridades e lanchas e botes baleeiros zarparam para o porto do Castelo Branco. As famílias fizeram trouxas e foram juntar-se aos baleeiros.

Às 7 horas o oceano já "fumegava" abundantemente e às 8 horas surgiram as primeiras cinzas, como jactos de criptoméria. Assim começou a fase submarina do Vulcão dos Capelinhos. Horas mais tarde apareceram outras 3 chaminés, num total de 4. Ao fim do dia havia uma coluna de vapor com mais de 4 Km de altura, visível de todas as ilhas centrais.

Em início de Outubro as cinzas (tipo areias e pó com alguns blocos intermitentes de basalto) eram tão volumosas que se gerou uma ilhota, em feitio de ferradura, com entrada do mar virada a sudoeste – passou a chamar-se a Ilha Nova. Quando o vento rodava para oeste as cinzas caíram no Faial e destruíram tudo o que era vegetação. E com o tempo começaram a cobrir casas, quintais, pastos e caminhos.

Entre 29 e 30 de Outubro a primeira Ilha Nova desapareceu mas a actividade reactivou-se em inícios de Novembro repetindo-se o fenómeno anterior (jactos de cinzas, blocos, nuvens ora altas ora anegradas com areias) - assim se formou a 2.ª Ilha Nova. Até então os cientistas ignoravam que, em tal tipo eruptivo, existiam amplos deslocamentos do fundo do mar. Foi a primeira lição dos Capelinhos…

Em Novembro a ilhota ligou-se aos antigos ilhéus dos Capelinhos (restos de erupção idêntica mais antiga) e daí surgiu um istmo até à ilha do Faial, prolongando-a.

No dia 16 de Dezembro de 1957, perante o espanto de muitos curiosos, em vez de cinzas o Vulcão dos Capelinhos passou a lançar exuberantes repuxos de basalto fundido – um espectáculo emocionante!!!

Nos fins de Dezembro regressou a fase de cinzas e uma vez ou outra observaram-se sinais de lava, especialmente ao longo de crateras alinhadas. A terra tremia continuadamente – era o tremor

vulcânico, fenómenos explicado pelos cientistas que entretanto foram chegando dos quatro cantos do mundo. Entre eles veio Tazieff, o célebre vulcanólogo belga, que se tornou grande amigo das gentes do Faial e com quem convivi durante anos e anos.

Durante o primeiro trimestre de 1958 predominaram os episódios de actividade submarina com emissão de jactos de cinzas cipressóides, pontiagudos, alguns impressionantemente altos e volumosos. Quando o vento rondava a oeste, na ilha do Faial era uma desgraça. As cinzas chegaram à cidade da Horta e o cheiro a enxofre invadia todo e qualquer lugar.

Os centros vulcânicos migraram mais para leste, aproximando-se da "ilha velha". Além das cinzas, alguns blocos bombardeavam o farol, por sorte não atingindo os numerosos "mirones", a mais de 1 Km de distância.

Durante esses 4 meses, desde Janeiro de 1958, Capelinhos exibiu numerosas variantes de actividade submarina. O istmo alargou e a "Ilha Nova" já se encontrava integrada no Faial, a "ilha velha". Constituíram-se praias longas que encheram as baias do Varadouro e da Praia do Norte.

Em Maio de 1958 a paisagem do Vulcão dos Capelinhos sofreu profundas alterações: a fase submarina de cinzas passou a stromboliana, de bagacinas incandescentes, e na noite de 12 para 13 apareceu um lago de lava muito fluida com altos repuxos de basalto em fusão. Entretanto o centro Vulcão da Caldeira explodiu e emitiu cinzas muito finas, acinzentadas. Felizmente essa fase vulcânica concentrou-se nos Capelinhos e a caldeira não prosseguiu.

A noite de 12 para 13 a ilha do Faial foi sacudida por violenta crise sísmica e algumas falhas geológicas deslocaram-se. Na área exterior da Caldeira algumas falhas geológicas subiram 1,5 metros e em outros sítios da Praia do Norte abriram-se fendas de 2 metros de largura. Aliás todo o casario da Praia do Norte colapsou e no Norte Pequeno e no Capelo muitas habitações sofreram danos importantes. Não morreu ninguém porque o eng.º Frederico Machado recomendou ao Governador Freitas Pimentel, no início da noite de 12 para 13, que a população se retirasse das suas casas. Foi uma decisão arriscada e notável!!! Recordo-me bem desses avisos…

De Maio em diante o Vulcão dos Capelinhos passou inteiramente à fase terrestre, com emissão de bagacinas incandescentes e longos rios de lava fluida, ora em "lajedos" (tipo pahoehoe) ora em "biscoito" (tipo aa).

Tal regime, que aumentou substancialmente a área da "terra nova" e que edificou o cone de bagacinas cujos restos presentemente se observam, permaneceu até Outubro de 1958. Foram emitidos 24 milhões de metros cúbicos de rocha basáltica em fusão.

No dia 24 de Outubro de 1958, sem aviso prévio, ocorreram as derradeiras explosões strombolianas, de bagacinas avermelhadas. No dia 25 iniciou-se o processo de desgasificação, de arrefecimento e de erosão que perdura até aos tempos actuais.

Victor Hugo Forjaz
Vulcanólogo da Universidade dos Açores e do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores
© 2007 Vulcão dos Capelinhos


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Luís Carlos Decq Motta, 29-09-1957

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Luís Carlos Decq Motta, 03-10-1957

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Luís Carlos Decq Motta, 08-10-1957

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Luís Carlos Decq Motta, 09-10-1957

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Luís Carlos Decq Motta, 10-10-1957

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Luís Carlos Decq Motta, 19-10-1957

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Luís Carlos Decq Motta, 30-10-1957

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Luís Carlos Decq Motta, 23-11-1957

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Luís Carlos Decq Motta, 16-12-1957

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Luís Carlos Decq Motta, 12-01-1958

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Luís Carlos Decq Motta, 13-01-1958

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Luís Carlos Decq Motta, 24-08-1958

http://www.vulcaodoscapelinhos.org/vulcao/fotos/


[VIDEO]http://www.vulcaodoscapelinhos.org/_docs/filme.wmv[/VIDEO]
© 2007 Vulcão dos Capelinhos
 

Brigantia

Cumulonimbus
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20 Jan 2007
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Norte de Portugal
Foi há 50 anos que se deu a erupção do Vulcão dos Capelinhos na Ilha do Faial, nos Açores. A data é comemorada com pompa e circunstância, esta quarta-feira.

Meio século depois da tragédia, o vulcão tornou-se no símbolo da Ilha e num ponto obrigatório para os turistas que por lá passam.

Era sexta-feira e o calendário marcava o dia 27 de Setembro de 1957. A actividade sísmica na Ilha do Faial nos Açores já se fazia sentir há uns dias, mas na madrugada daquela sexta-feira algo mudou.

Na ponta Oeste da Ilha, a cerca de 1 km da Ponta dos Capelinhos, começava a erupção de um vulcão. A explosão foi intensa e o material expelido foi tanto que se formou uma nova ilha com ligação à velha Ilha do Faial. Durante meses a vida dos moradores foi difícil.

Passados 50 anos, o Vulcão dos Capelinhos transformou-se num ponto de visita obrigatória nos Açores. O que a lava destruiu serve agora de base de novos projectos para fomentar o turismo. O vulcão é hoje o símbolo do Faial.
Fonte: © TVI




O lançamento de foguetes em todas as freguesias da ilha do Faial, nos Açores, assinalou esta quinta-feira o início das comemorações dos 50 anos da erupção do Vulcão dos Capelinhos, que vão prolongar-se por 13 meses.

As comemorações do fenómeno natural que mudou a vida dos habitantes da ilha açoriana vão decorrer durante mais de um ano, o mesmo tempo que durou a crise vulcânica, que se iniciou a 27 de Setembro de 1957.

Segundo a Lusa, para hoje estão previstas visitas guiadas ao Vulcão dos Capelinhos, actualmente uma das principais atracções turísticas da ilha com cerca de 15 mil habitantes, e uma missa celebrada pelo bispo de Angra e Ilhas dos Açores, D. António de Sousa Braga, na igreja do Capelo, uma das localidades mais afectadas pela erupção.

À noite a Sociedade Amor da Pátria, na cidade da Horta, vai ser palco de uma sessão solene, com a presença do presidente do Governo Regional, Carlos César, e do embaixador dos Estados Unidos da América em Portugal, Alfred Hoffman.

No período seguinte à erupção, os EUA aprovaram legislação especial que permitiu a milhares de açorianos emigrarem para tentarem reconstruir a sua vida, na sequência das condições extremas a que estavam sujeitos na ilha do Faial.

O consulado norte-americano em Ponta Delgada faz, assim, parte da comissão das comemorações, que vão incluir, ainda, uma série de iniciativas nos Estados Unidos da América e Canadá, locais tradicionais da emigração açoriana.

Estima-se que antes do Vulcão dos Capelinhos residiriam na ilha do Faial quase 30 mil pessoas, cerca do dobro das que existem actualmente.

Para acudir às vítimas da erupção, que destruiu muitas moradias e cobriu de cinzas muitos terrenos de culturas, Portugal solicitou aos Estados Unidos uma autorização especial para a concessão de vistos às populações afectadas.

Sem grandes perspectivas de vida na sua terra natal, muitas famílias optaram por rumar a novas paragens, fugindo à destruição provocada pelo fenómeno vulcânico e procurando um melhor futuro do outro lado do Atlântico.

A erupção vulcânica teve início a 27 de Setembro de 1957, na altura a um quilómetro da costa, junto à ponta dos Capelinhos, transformando-se mais tarde numa ilha de cinzas e lava que acabou por ficar ligada a terra.

O fenómeno só terminou a 24 de Outubro de 1958, mais de um ano depois, deixando um rastro de destruição nas habitações e nos terrenos mais próximos.
Fonte: © PortugalDiario



Na madrugada do dia 27, com a terra balançando continuadamente, os "vigias da baleia" do Costado da Nau, a escassos metros acima do Farol dos Capelinhos, notaram o oceano revolto a meia milha da costa, para os lados de oeste. Assustados, desceram ao farol, alertaram os faroleiros e os seus companheiros de baleação, no porto do Comprido. Não era baleia, nem cachalote nem outro bicho qualquer – o mar entrava em ebulição e havia cheiros fétidos!! - é assim que o «site» do vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, Açores, relata a erupção que hoje faz 50 anos.

Chamaram-se as autoridades e lanchas e botes baleeiros zarparam para o porto do Castelo Branco. As famílias fizeram trouxas e foram juntar-se aos baleeiros - continua a descrição do site http://www.vulcaodoscapelinhos.org

Às 7 horas o oceano já "fumegava" abundantemente e às 8 horas surgiram as primeiras cinzas, como jactos de criptoméria. Assim começou a fase submarina do Vulcão dos Capelinhos. Horas mais tarde apareceram outras 3 chaminés, num total de 4. Ao fim do dia havia uma coluna de vapor com mais de 4 Km de altura, visível de todas as ilhas centrais.

Ainda segundo o site, em início de Outubro as cinzas (tipo areias e pó com alguns blocos intermitentes de basalto) eram tão volumosas que se gerou uma ilhota, em feitio de ferradura, com entrada do mar virada a sudoeste – passou a chamar-se a Ilha Nova. Quando o vento rodava para oeste as cinzas caíram no Faial e destruíram tudo o que era vegetação. E com o tempo começaram a cobrir casas, quintais, pastos e caminhos.

Ligação a terra

Entre 29 e 30 de Outubro a primeira Ilha Nova desapareceu mas a actividade reactivou-se em inícios de Novembro repetindo-se o fenómeno anterior (jactos de cinzas, blocos, nuvens ora altas ora anegradas com areias) - assim se formou a 2.ª Ilha Nova. Até então os cientistas ignoravam que, em tal tipo eruptivo, existiam amplos deslocamentos do fundo do mar. Foi a primeira lição dos Capelinhos…

Em Novembro a ilhota ligou-se aos antigos ilhéus dos Capelinhos (restos de erupção idêntica mais antiga) e daí surgiu um istmo até à ilha do Faial, prolongando-a. No dia 16 de Dezembro de 1957, perante o espanto de muitos curiosos, em vez de cinzas o Vulcão dos Capelinhos passou a lançar exuberantes repuxos de basalto fundido – um espectáculo emocionante!!!

Diz ainda o site: passados tantos anos, Capelinhos ainda se pode considerar único no mundo das Ciências Vulcanológicas nomeadamente por ter sido fotografado, observado, estudado e interpretado desde o respectivo início (cerca da 7h da manhã do dia 27.Set.1957) até ao "adormecimento", em calma tarde de 24 de Outubro de 1958.

Programa de hoje

Para assinalar os 50 anos de erupção do vulcão, há um conjunto de actividades que se prolonga até Outubro. O dia de hoje contempla as seguintes:

09h00 – Lançamento de foguetes nas diferentes localidades da ilha do Faial
Local: Todas as freguesias da ilha do Faial
10h00 – Visitas guiadas ao Vulcão dos Capelinhos destinadas a turistas, em autocarro - Dia Mundial do Turismo
Local: Vulcão dos Capelinhos
11h00 – Apresentação do Projecto “Arte numa Paisagem de Lava – Uma Erupção de Cultura”
Local: Vulcão dos Capelinhos
12h00 – Jornal da Tarde do Canal 1 transmitido do Vulcão dos Capelinhos
14h00 – Regata de Vela de Cruzeiros
Local: Horta – Vulcão dos Capelinhos
15h00 – Missa Solene presidida por S. Exa. Rev.ma o Bispo de Angra com a presença do Grupo Coral da Paróquia do Capelo, Grupo Coral da Horta e Coral de Santa Catarina, de Castelo Branco
Local: Vulcão dos Capelinhos
17h00 – “Portugal Directo” Programa do Canal 1
17h30 – Inauguração da exposição com os trabalhos do concurso de pintura sobre o Vulcão dos Capelinhos e cerimónia de entrega de prémios aos vencedores
Local: Edifício polivalente da Freguesia do Capelo
19h00 – Telejornal do Canal 1 transmitido do Vulcão dos Capelinhos
20h00 – Telejornal da RTP-Açores transmitido do Vulcão dos Capelinhos
21h00 – Sessão Solene de abertura das comemorações do 50.º aniversário do Vulcão dos Capelinhos presidida por Sua Excelência o Presidente do Governo Regional dos Açores
- Lançamentos da Medalha Comemorativa e do Livro de Prestígio
- Apresentação da colecção de selos “Vulcão dos Capelinhos” – edição dos Correios de Portugal
Local: Sociedade Amor da Pátria
Fonte: © cienciahoje
 

Gerofil

Super Célula
Registo
21 Mar 2007
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Estremoz (401 metros)
Parlamento lembra erupção do Vulcão dos Capelinhos

A Assembleia da República lembrou a erupção do Vulcão dos Capelinhos, que aconteceu há 50 anos, e aprovou um voto de solidariedade para com os esforços dos açorianos para ultrapassar as catástrofes naturais. A erupção vulcânica de 1957 teve início no dia 27 de Setembro a um quilómetro da costa, junto à ponta dos Capelinhos, transformando-se mais tarde numa ilha de cinzas e lava que acabou por ficar ligada a terra.
"Com casas e campos literalmente esmagados por um manto de cinza de vários metros de espessura, para muitas famílias só ficou aberto o caminho da emigração, tendo sido generosamente acolhidas na América", refere o voto aprovado por unanimidade.
Antes, o deputado do PSD e ex-presidente do Governo Regional dos Açores Mota Amaral fez uma declaração política para "evocar a grande catástrofe", que disse estar hoje no pensamento de todos os açorianos, onde quer que estejam. "As medidas concretas do Governo da época, tendo em vista a reconstrução dos estragos materiais, tardaram em chegar", afirmou Mota Amaral.
"Valeu-nos a solidariedade dos Estados Unidos da América", que abriu "uma quota especial de imigração para os sinistrados do Vulcão dos Capelinhos", acrescentou. O ex-presidente da Assembleia da República sustentou que "a lentidão da resposta pública à reconstrução dos estragos repetiu-se na crise sísmica de 1963, que atingiu as ilhas de São Jorge e do Pico".
Mota Amaral alegou que a resposta das instituições autónomas democráticas foi diferente face ao terramoto de 1980 - altura em que presidia ao Governo Regional dos Açores -, "vindo a ser um caso de estudo de eficácia e de sucesso". "Pela primeira vez na História, a uma grande catástrofe natural a resposta não foi a emigração, mas sim arregaçar as mangas, varrer as ruínas e começar tudo de novo", declarou, considerando que "o mesmo rumo foi seguido após o terramoto de 1998", já com os socialistas no poder.

© 2007 LUSA
 

Serrano

Nimbostratus
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9 Nov 2005
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Covilhã - 775m
Em Outubro de 2008 estive nos Capelinhos e assisti a esta última animação no Centro de Interpretação do Vulcão, por isso, presumo que tenha sido realizada para ser apresentada nesse local. Recomendo vivamente a visita ao referido Centro, que está muito bem concebido e discreto, apesar da sua grande dimensão, mas como está por baixo da zona do Farol não tem impacto na paisagem.