Estudo dos Oceanos ajuda Climatologia

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Estudo dos oceanos ajuda climatologia

Vulcões também entram na pesquisa

Uma equipa de cientistas britânicos afirma poder fazer projecções climáticas a uma distância de dez anos, com base nas correntes oceânicas e na actividade humana, bem como em outros factores de mais curto prazo, como seja o fenómeno El Niño.

Os investigadores dizem que, entre 2009 e 2014, pelo menos metade dos anos atingirá níveis recordes nos diferentes itens climáticos. Num cenário de uma década, os cientistas afirmam que em 2014 a temperatura estará mais elevada 0,3 graus centígrados do que em 2004. Até à data, o ano mais quente foi 1998, período em que a temperatura média global atingiu os 14,54 graus.

O especialista em clima Doug Smith explica que o seu modelo se distingue de outros já existentes, nomeadamente daqueles que fazem previsões para um século. "Num cenário de dez anos, quer as variações naturais quer as induzidas pela actividade humana são mensuráveis, enquanto quando se olha, por exemplo, para 2100, apenas estas últimas podem ser estimadas", refere.

O último relatório do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change) refere que a actividade humana "muito provavelmente" causa o aquecimento global. "O nosso método é o mesmo utilizado pelo IPCC só que parte da observação do estado dos oceanos e da atmosfera", explicou Doug Smith. "O efeito de estufa e os aerossóis estão incluídos, mas para nós é mais importante prever as variáveis naturais", acrescenta.

Para que possa oferecer previsões a uma década, e não a um século, o modelo compreende a observação dos oceanos e da atmosfera. Isto permite prever como é que fenómenos como o El Niño irão afectar o clima. Os cientistas esperam que estes dados, combinados com as erupções vulcânicas, resultem numa das mais completas previsões até hoje efectuadas.

"Uma das razões porque estas previsões a dez anos não têm sido feitas é porque a cobertura e a pesquisa dos oceanos tem sido escassa", refere Doug Smith. "As pesquisas que existem estão dispersas e por isso de pouco servem para interpretar os oceanos", sustenta a mesma fonte. Mas algum incremento recente na colecta de dados, obtidos por satélite e por instrumentos implantados no mar, está a permitir aos cientistas aumentar a sua compreensão de como as dinâmicas dos mares podem influenciar o clima.
Fonte: DN
 

Rog

Cumulonimbus
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Falar de 10 ou de 100 anos os dados utilizados para estas previsões são idênticos, embora em larga medida, os dados referidos a um século não serão muito mais do que ampliar no tempo previsões a 10 anos ou 20 anos.
Utilizados de outra forma, mas estes dados de atmosfera e oceanos já eram tidos de certa forma em conta, não sei é se da melhor forma.
Mas atendendo às variáveis que se pressupõem estudar, como os vulcões ou até o El-niño, o ponto de partida da previsão ou tem por base alguma ocorrência em concreto ou então se pressupõe dar uma mais alargada margem de erro nas possibilidades da evolução do clima com base nos efeitos resultantes dos vulcões na atmosfera, por exemplo.
Pessoalmente nao dou grande credibilidade a previsões climatologicas a 100 anos, margem demasiado longa que não toma em consideração, ou não pode levar mesmo em consideração osilações no clima com prazos de decadas, por exemplo. Mas tudo depende da margem de dados estudados e em que se baseiam as previsões, acho mais sensato e mais realistas, previsões de evolução do clima a 5 ou 10 anos, por razões obvias de proximidade no tempo.