Floresta portuguesa e os incêndios

Quanto muito pode-se usar os drones para haver um melhor acompanhamento da progressão do incêndio.

A utilização do Orion P3 custa à volta de 7 mil euros/hora, fora o resto. É demasiado caro ter diariamente este avião no céu a vigiar focos de incêndio.

De resto, o Predator da notícia dificilmente será o que os portugueses terão. Deve ser algo como isto:



Está-se em 2017. Não é preciso lançar os drones manualmente.

A aquisição vai ser feita através da NATO, por isso, se não for Predator não deve andar longe. Até porque estarão equipados com captação de imagem térmica, voo nocturno....etc.
 
A aquisição vai ser feita através da NATO, por isso, se não for Predator não deve andar longe. Até porque estarão equipados com captação de imagem térmica, voo nocturno....etc.

http://observador.pt/2014/09/24/o-d...-missao-kosovo-e-que-quer-conquistar-o-mundo/

Não te fies nisso :D

O governo vai querer investir na indústria nacional.

Com base em informações recolhidas junto do Estado-Maior do Exército, o JN informa ainda que o futuro esquadrão de drones vai ter como elemento de ligação comunicações de rádio desenvolvidas pela empresa EID. O rádio PRC 525, que é made in Portugal, deverá funcionar como peça central das comunicações com os drones, e deverá ter a capacidade para transmitir automaticamente as localizações de veículos aéreos e dispositivos que se encontram em terra.

http://exameinformatica.sapo.pt/not...cito-vai-comprar-36-drones-para-detetar-fogos
 
Com um orçamento de 5.7 milhões os 36 drones ficarão a 158 mil euros cada. Não é assim muito para, supostamente, drones de alta tecnologia.

Os da Tekever são produzidos em Ponte de Sor, enquanto a Força Aérea opera drones da empresa portuguesa UA Vision, de Torres Vedras.

https://www.publico.pt/2017/03/18/p...ao-europeia-vai-vigiar-o-mediterraneo-1765582

Pelo menos com a UAVision o lançamento não é manual.

n6AeHud.png


Isso de ser aprovado pela OTAN não quer dizer muito. A indústria de armamento europeia é extremamente diversa com diferentes tipos de sistemas.
 
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Mais uns brinquedos para os Generais...
A verdadeira reforma começa até ao final de Março!!!!
 
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@frederico isso é algo que já está fora do radar há muito tempo. Acabar com essa árvore seria um ultraje hoje em dia para muita gente.

Mas alguém dúvida que estas tragédias se vão repetir daqui a uma dezena de anos? E falo tanto a nível do Eucalipto, como em incompetência dos meios e negligência ou dolo da população em geral. É Portugal e basta.
 
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O eucalipto nao e la muito rentavel para o produtor, a grande vantagem e que nao da trabalho nenhum, poe-se na terra e espera-se uma duzia de anos, se arder rebenta de novo... e uma cultura que serve perfeitamente areas despovoadas e terras de emigrantes. Limpar um eucaliptal nao e rentavel para a maioria dos produtores, nem limpar nem vigiar.

O problema e outro, muito mais profundo, que mexe com o modelo economico e de povoamento do pais, ou com as regras de Ordenamento do territorio.

Nos paises europeus vizinhos de Portugal existe uma paisagem diversificada, onde zonas habitacionais alternam com varios tipos de agricultura, florestas nativas, muitas delas publicas, sebes ou areas humidas. Que temos em vastas areas de Portugal? Eucaliptais a perder de vista, pinhais, matos. Esta e a diferenca. Solucoes? Criar uma verdadeira rede nacional de floresta publica, que a longo prazo ocupe 10% do territorio, e acima de tudo repovoar o interior e renascer as actividades tradicionais, desta vez a uma escala industrial para exportacao: queijos, mel, curtumes, carne, mobiliario, tapecaria, olaria... por que nao se faz isto? Em parte, porque nao cria eleitores para a Esquerda. Os pequenos e medios proprietarios do interior nao votam, na sua maioria, a Esquerda...
 
O eucalipto nao e la muito rentavel para o produtor, a grande vantagem e que nao da trabalho nenhum, poe-se na terra e espera-se uma duzia de anos, se arder rebenta de novo... e uma cultura que serve perfeitamente areas despovoadas e terras de emigrantes. Limpar um eucaliptal nao e rentavel para a maioria dos produtores, nem limpar nem vigiar.

O problema e outro, muito mais profundo, que mexe com o modelo economico e de povoamento do pais, ou com as regras de Ordenamento do territorio.

Nos paises europeus vizinhos de Portugal existe uma paisagem diversificada, onde zonas habitacionais alternam com varios tipos de agricultura, florestas nativas, muitas delas publicas, sebes ou areas humidas. Que temos em vastas areas de Portugal? Eucaliptais a perder de vista, pinhais, matos. Esta e a diferenca. Solucoes? Criar uma verdadeira rede nacional de floresta publica, que a longo prazo ocupe 10% do territorio, e acima de tudo repovoar o interior e renascer as actividades tradicionais, desta vez a uma escala industrial para exportacao: queijos, mel, curtumes, carne, mobiliario, tapecaria, olaria... por que nao se faz isto? Em parte, porque nao cria eleitores para a Esquerda. Os pequenos e medios proprietarios do interior nao votam, na sua maioria, a Esquerda...
Falaste muito bem até meteres a política. Para ti a esquerda é a fonte de todos os males e só se preocupa se ganhar votos. A direita é perfeita, uns santinhos que só fazem coisas certas... enfim, sem comentários!
 
A Esquerda nao e fonte de todos os males. Mas no caso especifico de Portugal, e fonte de muitos males desde o 25 de Abril, especialmente os sectores mais radicais ligados ao PCP, ou que sairam de grupos extremistas e estao agora no PS ou PSD. Quanto a nossa Direita, praticamente nao existe e trata-se acima de tudo de um Direita de negocios ou que quer viver encostada ao Estado (empreendedores encostados ao Estado ou caridadezinha das IPSS). O mundo rural pouco importa, e so tem tido voz sincera na boca de Goncalo Ribeiro Teles.
 
A Esquerda nao e fonte de todos os males. Mas no caso especifico de Portugal, e fonte de muitos males desde o 25 de Abril, especialmente os sectores mais radicais ligados ao PCP, ou que sairam de grupos extremistas e estao agora no PS ou PSD. Quanto a nossa Direita, praticamente nao existe e trata-se acima de tudo de um Direita de negocios ou que quer viver encostada ao Estado (empreendedores encostados ao Estado ou caridadezinha das IPSS). O mundo rural pouco importa, e so tem tido voz sincera na boca de Goncalo Ribeiro Teles.
Os interesses instalados não têm a ver com esquerda ou direita, simplesmente colonizam o poder que estiver.
 
O mal do interior comeca nos Descobrimentos, sublinhe-se, depois de uma Idade Media exemplar em que todo o pais foi povoado, construiram-se as povoacoes que ainda hoje existem e desenvolveram-se a agricultura e as manufacturas locais. Uma das primeiras medidas politicas que deu uma forte machadada no interior foi a expulsao dos judeus. Sa de Miranda no seculo XVI queixava-se do despovoamento das terras de Basto, devido aos Descobrimentos. Dai para a frente podem ser enumeradas varias decisoes politicas que prejudicaram o interior e o Sul ate aos dias de hoje.
 
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O mal do interior comeca nos Descobrimentos, sublinhe-se, depois de uma Idade Media exemplar em que todo o pais foi povoado, construiram-se as povoacoes que ainda hoje existem e desenvolveram-se a agricultura e as manufacturas locais. Uma das primeiras medidas politicas que deu uma forte machadada no interior foi a expulsao dos judeus. Sa de Miranda no seculo XVI queixava-se do despovoamento das terras de Basto, devido aos Descobrimentos. Dai para a frente podem ser enumeradas varias decisoes politicas que prejudicaram o interior e o Sul ate aos dias de hoje.
Por isso mesmo, isto é histórico e de difícil resolução. Para se resolver tínhamos todos de remar para o mesmo lado, o que falando em Portugal é muito difícil.
 
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Muitos judeus eram artesaos ou pastores, outros comerciantes. Eram a classe media do interior. Com os que entraram de Espanha chegaram a constituir mais de 10% da populacao, e ficaram maioritariamente no interior, em Castelo de Vide, Belmonte, Trancoso, Miranda do Douro. Ha povoacoes que nunca mais recuperaram da expulsao dos judeus.

Houve politicos em Lisboa que deliberadamente impediram projectos no interior no seculo XIX. Por exemplo, eram contra a abertura de estradas pois diziam que facilitariam uma invasao de Espanha. Sem estradas o interior nao poderia nunca se industrializar pois nao era possivel escoar os produtos. No inicio do seculo XX, Monchique, que fica perto da costa, nao conseguia escoar os produtos da serra.

Quando surgem as estradas ja e tarde e vem a emigracao.
 
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Por isso mesmo, isto é histórico e de difícil resolução. Para se resolver tínhamos todos de remar para o mesmo lado, o que falando em Portugal é muito difícil.

Eu acho que tem solucoes, e preciso sim imaginacao.

Por exemplo, nao vejo por que motivo todo o pais tem de pagar o mesmo IVA e o mesmo IRC. Nao me chocaria que as antigas cidades comerciais de fronteira como Valenca, Chaves, Elvas ou VRSA tivessem IVA igual ou inferior ao espanhol. Tens nocao do dinheiro que os portugueses deixam diariamente em Ayamonte? Nao me chocaria tambem que em concelhos de fronteira houvesse uma taxa de IRC especial para quem criasse mais de x empregos. Tambem acho que seria interessante cortar nas vagas para o Superior no Litoral e aumentar no Interior, e ao mesmo tempo obrigar os privados do Litoral a cortar nas vagas. E ha muito a fazer em termos de regulamentacao do eucalipto, ou medidas que tornem o mercado fundiario mais dinamico.

Mas ninguem quer saber. Quase toda a gente sente que Portugal e a Grande Lisboa e o litoral algarvio onde as elites passam o Verao.
 
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Com as novas tecnologias as pessoas podem trabahar em casa. Conheco gente que so vai a Londres uma vez por semana e faz o trabalho em casa durante a semana, e vivem no campo. Em situacao de urgencia as coisas tratam-se por videoconferencia. Em Portugal ainda estamos a decadas desta realidade, temos elites casmurras e conservadoras. O mesmo no Superior. Muitos cursos podem ser leccionados por stream e as praticas concentradas num mes anterior aos exames. Os alunos poderiam ficar na aldeia e ir a universidade apenas para ter as praticas e serem avaliados. As familias poupariam muito em alojamento. O aumento do numero de jovens e profissionais em casa nas aldeias e vilas ajudaria a renascer o pequeno comercio, a restauracao, enfim, toda a economia local.