Floresta portuguesa e os incêndios

Vamos por a questão de outra maneira: os proprietários florestais, incluindo as celuloses, gastam anualmente MILHÕES de € a limpar os matos de eucaliptais. Isto é um facto.

Será que andarão a limpar matos imaginários? Será que não têm amor ao dinheiro?

Sinceramente, não consigo perceber de onde vem essa sua afirmação recorrente de que "os eucaliptais não têm praticamente mato nenhum". Simplesmente não cola com a realidade, a menos que se trate de uma das seguintes situações, francamente minoritárias:

1) Eucaliptais plantados em terrenos agrícolas, sem matos previamente, e onde estes ainda não tiveram tempo de colonizar (às vezes acontece o mesmo com terrenos de pastagens pobres, onde uma agricultura depredadora lhes tenha retirado toda a fertilidade), ou onde a terra foi lavrada exageradamente;
2) Eucaliptais em zonas extremamente secas (eg. Alentejo interior);
3) Eucaliptais acabados de serem limpos pelos seus proprietários.

De resto, os eucaliptais enchem-se num instante de matos e árvores (inclusivamente sobreiros, carvalhos e pinheiros, se os houver por perto), se não forem limpos, por uma simples razão: o seu copado é muito ralo, deixam passar muita luz. Havendo luz e água, os matos e árvores crescem bem - e alguns até agradecem a sombra.

Posso testemunhar a existência de zonas de eucaliptais não plantados, onde antes havia pinheiro e mato, mas agora é eucalipto apenas e um ou outro medronheiro pequeno à mistura.

Com pinhal à volta e com a mesma idade dos eucaliptos (desde o último incêndio de 2003), o que há é mato quase impenetrável do tipo: tojo+urze+estevão+pinheiros ensombrados pelos maiores.
 
A floresta portuguesa enfrenta dois paradoxos muito dificeis de transpôr

- O paradoxo da rentabilidade-abandono
São as propriedades que tem rentabilidade as que são habitualmente melhor limpas/tratadas, embora nem sempre, ainda há muitos proprietários que podiam fazer algum esforço extra embora em muitos casos seja humanamente impossível, até pelo tipo de proprietários que são, silvicultura de subsistência, às vezes até pessoas que vivem com pensões de sobrevivência, ou urbanos que herdaram pequenos terrenos cujas vidas não são a exploração dessa actividade.
Existe um paradoxo porque são essas que dão alguma rentabilidade que são as mais inflamáveis, nomeadamente eucalipto e pinheiro. E quase ninguém se questiona se optarmos por outras espécies o que vai acontecer ao abandono que as mesmas vão gerar, se calhar até se cria um problema ainda maior.

- O paradoxo da supressão de fogo, em inglês fire suppression paradox, podem pesquisar na internet em inglês, quanto mais e com maior eficiência impedimos e extinguimos incêndios mais inflamáveis se tornam as florestas devido à biomoassa que se vai acumulando. E é injusto comparar com alguns outros países, Portugal tem uma faixa atlântica cuja humidade favorece a floresta e o crescimento muito rápido da biomassa mas ao mesmo tempo tem periodos regulares com incursões de ar quente e seco do Sahara africano. Durante séculos, até meados do século XX, a silvicultura e agricultura de subsitência foi controlando isso, a madeira era usada para aquecimento e construção, os matos eram cortados para servir de cama ao gado que depois era usada como fertilizante na agricultura, incêndios de origem natural também existiam mas nunca tomavam estas proporções, não era necessário combatê-los, as localidades geralmente estavam rodeadas de um bom perimetro agricola, e muitas vezes incêndios até davam jeito para a pasturicia e as madeira semi-queimada serviam perfeitamente para aquecimento, um ciclo harmonioso mas de grande pobreza e vidas muito duras de trabalhar do nascer ao pôr do sol desde tenra idade. Essa realidade já não existe à medida que Portugal se foi desenvolvendo, muitos terrenos agricolas até foram abandonados para a floresta, e outras factores como a baixa da natalidade ou até o aquecimento global também tem vindo a agravar a situação.


Há muitas coisas que se podem fazer, claro que há, mas não há soluções milagrosas de resultados instantâneos, sobretudo se não levarem conta estes dois paradoxos. Decisores geralmente precipitam-se com leis avulsas e investimento em mais meios de combate para responder ao anseio e inquietação das populações mas se há país aonde já se percebeu que assim não vamos lá é Portugal
 
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A floresta portuguesa enfrenta dois paradoxos muito dificeis de transpôr

- O paradoxo da rentabilidade-abandono
São as propriedades que tem rentabilidade as que são habitualmente melhor limpas/tratadas, embora nem sempre, ainda há muitos proprietários que podiam fazer algum esforço extra embora em muitos casos seja humanamente impossível, até pelo tipo de proprietários que são, silvicultura de subsistência, às vezes até pessoas que vivem com pensões de sobrevivência, ou urbanos que herdaram pequenos terrenos cujas vidas não são a exploração dessa actividade.
Existe um paradoxo porque são essas que dão alguma rentabilidade que são as mais inflamáveis, nomeadamente eucalipto e pinheiro. E quase ninguém se questiona se optarmos por outras espécies o que vai acontecer ao abandono que as mesmas vão gerar, se calhar até se cria um problema ainda maior.

- O paradoxo da supressão de fogo, em inglês fire suppression paradox, podem pesquisar na internet em inglês, quanto mais e com maior eficiência impedimos e extinguimos incêndios mais inflamáveis se tornam as florestas devido à biomoassa que se vai acumulando. E é injusto comparar com alguns outros países, Portugal tem uma faixa atlântica cuja humidade favorece a floresta e o crescimento muito rápido da biomassa mas ao mesmo tempo tem periodos regulares com incursões de ar quente e seco do Sahara africano. Durante séculos, até meados do século XX, a silvicultura e agricultura de subsitência foi controlando isso, a madeira era usada para aquecimento e construção, os matos eram cortados para servir de cama ao gado que depois era usada como fertilizante na agricultura, um ciclo harmonioso mas de grande pobreza e vidas muito duras de trabalhar do nascer ao pôr do sol desde tenra idade. Essa realidade já não existe à medida que Portugal se foi desenvolvendo, muitos terrenos agricolas até foram abandonados para a floresta, e outras factores como a baixa da natalidade ou até o aquecimento global também tem vindo a agravar a situação.


Há muitas coisas que se podem fazer, claro que há, mas não há soluções milagrosas de resultados instantâneos, sobretudo se não levarem conta estes dois paradoxos. Decisores geralmente precipitam-se com leis avulsas e investimento em mais meios de combate para responder ao anseio e inquietação das populações mas se há país aonde já se percebeu que assim não vamos lá é Portugal

Descreveste muito bem a realidade, eu não faria melhor!

Até tenho dúvidas em relação à substituição de algumas espécies. Vou explicar melhor: Em oleiros, existem manchas de castanheiro bravo/manso em recuperação, mas a verdade é que os matos são igualmente densos nessas manchas!

É uma zona húmida entre novembro e abril, favorecendo o crescimento dos matos de forma descontrolada. Depois é uma região quente e seca no verão, em especial durante a tarde, dando condições à propagação dos fogos. Quanto à ignição, nem vou falar disso, pois bem sei que a maioria dos incêndios não tem origem em fenómenos naturais.

O que há a fazer é a criação de emprego diretamente pelo estado (autarquias) ou em protocolo com privados, para limpeza das matas. Os proprietários que não têm possibilidade de cuidar da sua floresta, ficariam com uma parte dos lucros da sua exploração. A lógica é simples: uma parte do lucro é melhor que nada (incêndios) e assim mantêm a sua propriedade (sem expropriação), até porque não se pode expropriar para depois privatizar (é ilegal).
 
Mais uma triste notícia...




"Perto de Candal um castanheiro centenário cortado e humilhado. Alguém tinha anexado uma placa que diz: POUSADOURO. Cinismo puro.O que fazer com ESSA gente?"

 
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Menos eucaliptos e só com autorização. Está aprovada a reforma da floresta
Revista de Imprensa JE

09:20
O Governo conseguiu chegar a acordo para a aprovação do diploma de reforma da floresta com PCP e Bloco de Esquerda. Ao abrigo da nova lei, serão plantados menos eucaliptos e será necessário a autorização prévia do ICNF para o fazer.


Foi nos últimos minutos antes da votação que o Governo conseguiu o acordo necessário com os partidos de esquerda que o suportam na assembleia para a aprovação das alterações ao regime do eucalipto. As maiores alterações ao diploma aprovado pelo anterior executivo PSD/CDS-PP passam pela diminuição da quantidade de eucaliptos plantados e por novas autorizações necessárias para o fazer, avança o jornal Público.

O novo diploma diz, assim, que é necessário que o ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas aprove previamente os projetos de plantação ou replantação de eucalipto. Da mesma forma, quando for permitida a transferência da área da plantação de eucalipto de regiões do interior para o litoral, esta será alvo de uma redução sucessiva de 10% ao ano, até um máximo de troca de um hectare por meio hectare no final de cinco anos.


Para conseguir este acordo – diz o Público –, o Governo teve de fazer algumas cedências aos partidos que esquerda. Face ao PCP, cedeu no que respeita ao sistema cadastral, introduzindo uma moratória que retira, por um ano, a hipótese de serem disponibilizados no banco de terras os terrenos identificados sem dono no processo de cadastro. No entanto, o PCP afirma que, mesmo com esta moratória, não está garantida a aprovação final aos diplomas do cadastro e do banco de terras.

No caso da lei da rearborização, apenas o Bloco não contribuiu, preferindo avançar com um projeto próprio, que foi liminarmente chumbado. O texto final aprovado determina que a gestão e fiscalização de toda a área de eucalipto no país ficam sob a alçada do ICNF, de forma a que esta não aumente. Além disso, acaba o deferimento tácito dos projetos relativos a eucaliptos ou outros cuja área de arborização seja de, pelo menos 10 hectares. E, para os restantes projetos, passa a haver deferimento tácito apenas se ao fim de 60 dias não houver parecer (mais 15 dias que atualmente).

No caso da permuta da plantação, além da redução e da transferência das áreas para o litoral, foi também aprovada uma moratória que impede o cultivo de eucalipto em novas áreas que ainda não tenham aprovados os planos diretores municipais de ordenamento florestal.
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/...ao-esta-aprovada-a-reforma-da-floresta-186934
 
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Este fim de semana, após o regresso de alguns dias pelo interior do País, passei pela N18 que liga respectivamente V.V Ródão a Nisa. Só mesmo alguém a passar por estas estradas inóspitas, antigas e longe da vista de quem diariamente utiliza a A23, é que pode realmente tirar a prova de como a expansão do Eucalipto avança em velocidade foguetão neste País.
Nesse pequeno trajecto de 20 e poucos kms, era impressionante a quantidade de Eucaliptos ainda pequenos acabadinhos de serem plantados, numa extensão de dezenas e dezenas de kms. Nem vale a pena falar dos cerca de 40 camiões com troncos de Eucalipto que passaram por mim.

Em baixo é possível ver a estrada que estou a falar, para quem quiser um dia dar uma vista de olhos nesta futura extensa floresta de Eucalipto,

oiiop_zpsccxqdkzc.jpg
 
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Este fim de semana, após o regresso de alguns dias pelo interior do País, passei pela N18 que liga respectivamente V.V Ródão a Nisa. Só mesmo alguém a passar por estas estradas inóspitas, antigas e longe da vista de quem diariamente utiliza a A23, é que pode realmente tirar a prova de como a expansão do Eucalipto avança em velocidade foguetão neste País.
Nesse pequeno trajecto de 20 e poucos kms, era impressionante a quantidade de Eucaliptos ainda pequenos acabadinhos de serem plantados, numa extensão de dezenas e dezenas de kms. Nem vale a pena falar dos cerca de 40 camiões com troncos de Eucalipto que passaram por mim.

Em baixo é possível ver a estrada que estou a falar, para quem quiser um dia dar uma vista de olhos nesta futura extensa floresta de Eucalipto,

oiiop_zpsccxqdkzc.jpg

Conheço mais ou menos essa zona e já havia muitos eucaliptais aí, a maioria das plantações que viste foram feitas devido ao facto de as anteriores terem chegado ao fim do ciclo, tendo sido renovadas com novos eucaliptos, a maioria não serão novas plantações.

Com isto não estou a defender o eucalipto! ;)
 
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@MSantos obrigado por me elucidares :thumbsup:. Não fazia a mínima ideia que a zona em questão já tinha sido povoada também.
Tendo em conta a proximidade, tenho quase a certeza que a Centroliva ou a Celtejo têm algo a ver com aquilo. O problema é que a paisagem não se restringiu só aquele local, muito longe disso.
 
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BE: travar plantação de eucalipto está agora nas mãos das autarquias

"É uma escolha dos concelhos", diz coordenadora do Bloco, depois de serem alteradas as regras que limitam a área do eucalipto

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) afirmou hoje que o trabalho para travar a plantação do eucalipto "não está feito", advertindo que compete agora às autarquias decidir que áreas podem ter, ou não, essa espécie.

"Aprovámos [na Assembleia da República] alterações às regras florestais, que limitam a área do eucalipto. Agora vai ser preciso, nas autarquias, passar os planos de ordenamento florestal para os planos diretores municipais (PDM) e, nesse momento, em cada concelho se vai poder decidir que áreas podem ter ou não eucalipto", afirmou Catarina Martins, que esta manhã esteve em Valongo, no âmbito de uma visita ao Parque das Serras do Porto, área verde de cerca de 6.000 hectares que abrange, além de Valongo, os concelhos de Gondomar e Paredes.

Catarina Martins referiu que a conquista que foi feita no parlamento, "de não permitir que o eucalipto continuasse a crescer no país e de permitir mesmo alguma limitação em casos de permuta, é um trabalho que chega agora às autarquias".

... http://www.dn.pt/portugal/interior/...ta-agora-nas-maos-das-autarquias-8656280.html
 
Houve 64 mortos em "consequência direta" do incêndio em Pedrógão Grande, reitera Proteção Civil
22 jul 2017 19:53

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) sustentou hoje que o incêndio do mês passado em Pedrógão Grande fez 64 vítimas mortais, em "consequência direta" do fogo, e que outros eventuais casos não se integram nos critérios "definidos".

Os critérios que foram identificados para apurar as vítimas do incêndio são “mortes por inalação e queimaduras”, resultantes do fogo, adiantou à agência Lusa a adjunta nacional de operações Patrícia Gaspar.

O jornal Expresso noticia hoje que houve pelo menos 65 mortos no incêndio de Pedrogão Grande, enquanto os números oficiais têm apontado sempre para 64 vítimas mortais – segundo o título, a lista de 64 mortos do incêndio de Pedrógão Grande exclui vítimas indiretas.

De acordo com o semanário, os critérios para elaborar a lista oficial das vítimas mortais exclui designadamente o caso de uma mulher que foi atropelada quando fugiu das chamas.

A responsável da ANPC reitera que “os 64 mortos é o numero de mortes apurado pelas autoridades nacionais”, remetendo mais detalhes sobre a definição dos critérios para os ministérios da Saúde e da Justiça.


O Expresso refere que pediu a lista oficial de mortos ao Ministério da Justiça, tendo recebido a indicação de que a identificação das vítimas mortais era “informação emergente da atividade do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses e da Polícia Judiciária, integrada no inquérito-crime do Departamento de Investigação e Ação Penal da Comarca de Leiria, que se encontra em segredo de justiça”.

O tema hoje levantado pelo jornal mereceu já várias reações dos partidos: o PSD exigiu que o Governo divulgue já a lista de mortos no incêndio de há um mês, e que explique que critérios determinaram a constituição dessa lista de vítimas; e a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu que “o país tem de conhecer exatamente a dimensão da tragédia”.

O incêndio que deflagrou em 17 de junho, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foi dado como extinto uma semana depois.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

A área destruída por estes incêndios na região Centro corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

Das vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande, pelo menos 47 morreram na Estrada Nacional 236.1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, concelhos também atingidos pelas chamas.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.
http://24.sapo.pt/atualidade/artigo...dio-em-pedrogao-grande-reitera-protecao-civil
 
BE: travar plantação de eucalipto está agora nas mãos das autarquias

"É uma escolha dos concelhos", diz coordenadora do Bloco, depois de serem alteradas as regras que limitam a área do eucalipto

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) afirmou hoje que o trabalho para travar a plantação do eucalipto "não está feito", advertindo que compete agora às autarquias decidir que áreas podem ter, ou não, essa espécie.

"Aprovámos [na Assembleia da República] alterações às regras florestais, que limitam a área do eucalipto. Agora vai ser preciso, nas autarquias, passar os planos de ordenamento florestal para os planos diretores municipais (PDM) e, nesse momento, em cada concelho se vai poder decidir que áreas podem ter ou não eucalipto", afirmou Catarina Martins, que esta manhã esteve em Valongo, no âmbito de uma visita ao Parque das Serras do Porto, área verde de cerca de 6.000 hectares que abrange, além de Valongo, os concelhos de Gondomar e Paredes.

Catarina Martins referiu que a conquista que foi feita no parlamento, "de não permitir que o eucalipto continuasse a crescer no país e de permitir mesmo alguma limitação em casos de permuta, é um trabalho que chega agora às autarquias".

... http://www.dn.pt/portugal/interior/...ta-agora-nas-maos-das-autarquias-8656280.html


Quando as opções políticas são determinadas não com base técnica mas simplesmente por questões ideológico-partidárias e pseudo-ciência, acontece isto. É pena que quem decide assim não esteja cá daqui a umas dúzias de anos, quando o monstro que agora criaram estiver bem desenvolvido e começar a fazer das suas...

Dúvidas? Veja-se os últimos mega-incêndios em Portugal (http://effis.jrc.ec.europa.eu/static/effis_current_situation/public/index.html):

Incêndio de Alijó: 5 595 ha (pinheiros, matos, sobreiros)

Incêndio da Guarda: 8147 ha (matos, carvalhos,castanheiros e pinheiros)

Incêndio de Mangualde: 3 400 ha (matos, pinheiros)

Etc., etc.

Vão os partidos proibir a existência de matos? Vão pedir a substituição dos pinhais e sobreirais que arderam em Alijó?

"Demagogia,
Feita à maneira,
É como queijo
Numa ratoeira."
 
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Quando as opções políticas são determinadas não com base técnica mas simplesmente por questões ideológico-partidárias e pseudo-ciência, acontece isto. É pena que quem decide assim não esteja cá daqui a umas dúzias de anos, quando o monstro que agora criaram estiver bem desenvolvido e começar a fazer das suas...

Dúvidas? Veja-se os últimos mega-incêndios em Portugal (http://effis.jrc.ec.europa.eu/static/effis_current_situation/public/index.html):

Incêndio de Alijó: 5 595 ha (pinheiros, matos, sobreiros)

Incêndio da Guarda: 8147 ha (matos, carvalhos,castanheiros e pinheiros)

Incêndio de Mangualde: 3 400 ha (matos, pinheiros)

Etc., etc.

Vão os partidos proibir a existência de matos? Vão pedir a substituição dos pinhais e sobreirais que arderam em Alijó?

"Demagogia,
Feita à maneira,
É como queijo
Numa ratoeira."
Pois é demagogia pura, mas então o que fazer e que medidas tomar? Eu não percebo nada de floresta e quem toma decisões também não...
 
Pedrógão Grande: Proteção Civil desconhece outras vítimas fora da lista oficial com 64 nomes
24 jul 2017 10:23

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) disse hoje desconhecer a existência de qualquer vítima, além das 64 confirmadas pelas autoridades, que encaixe nos critérios definidos para registar os mortos dos incêndios na região centro.


“O assunto foi clarificado e o número de vítimas final está certo: são 64 vítimas mortais”, disse Patricia Gaspar, da ANPC, sublinhando que o registo teve por base critérios definidos pelas autoridades competentes.

Na edição de hoje, o jornal I publica uma lista com 73 nomes que o jornal diz terem sido mortos confirmados da tragédia. Desta lista, elaborada por uma empresária para a realização de um memorial às vítimas, fazem parte 38 nomes de pessoas que morreram na Estrada Nacional 236.1, encurraladas pelos incêndios.

Já no fim de semana, o jornal Expresso referia que o número final de mortos, divulgado pelas autoridades, excluía pelo menos um caso: de uma senhora que morreu atropelava quando fugia às chamas.

Questionada pelos jornalistas sobre eventuais novas falhas do sistema de comunicações SIRESP no fogo da Sertã, Patricia Gaspar disse desconhecer a ocorrência de qualquer falha.

O Correio da Manhã escreve hoje que os comandantes das operações “pediram um reforço de sinal e foi acionado o carro satélite”.

O incêndio que deflagrou a 17 de junho em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos e só foi dado como extinto uma semana depois.

Das vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande, segundo as autoridades pelo menos 47 morreram na Estrada Nacional 236.1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, concelhos também atingidos pelas chamas.
http://24.sapo.pt/atualidade/artigo...esconhece-outras-vitimas-fora-da-lista-das-64
 
Quando as opções políticas são determinadas não com base técnica mas simplesmente por questões ideológico-partidárias e pseudo-ciência, acontece isto. É pena que quem decide assim não esteja cá daqui a umas dúzias de anos, quando o monstro que agora criaram estiver bem desenvolvido e começar a fazer das suas...

Dúvidas? Veja-se os últimos mega-incêndios em Portugal (http://effis.jrc.ec.europa.eu/static/effis_current_situation/public/index.html):

Incêndio de Alijó: 5 595 ha (pinheiros, matos, sobreiros)

Incêndio da Guarda: 8147 ha (matos, carvalhos,castanheiros e pinheiros)

Incêndio de Mangualde: 3 400 ha (matos, pinheiros)

Etc., etc.

Vão os partidos proibir a existência de matos? Vão pedir a substituição dos pinhais e sobreirais que arderam em Alijó?

"Demagogia,
Feita à maneira,
É como queijo
Numa ratoeira."


Incêndio de Pedrogão vinte e tal mil hectares ( maioritariamente eucaliptos)

Aqui quem está a fazer demagogia és tu.
As pessoas que arrancaram os eucaliptos junto ás aldeias não foi porque ouviram os especialistas como tu falar na tv, foi sim porque viram como ardem e a perigosidade que representam para as suas casas.