Floresta portuguesa e os incêndios

Ha locais no Alentejo onde os ultimos carvalhos sobrevivem nas bermas de estradas e junto a ribeiras. Muito cuidado com esta panca das limpezas, vamos ter extincoes a nivel local e regional. E o 8 ou 80. Quando se limpa um terreno, sebe ou galeria ripicola ha arvores e arbustos que nao devem ser podados nem cortados.

Já vejo isto a acontecer, 2 sobreiros atingidos pelo fogo em Mira á beira da estrada cortados. O problema é se forem substituídos por mais pinheiros ou eucaliptos, vai de mal a pior
 
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Limitações à plantação de eucalipto avançam a partir de amanhã
A reflorestação com eucalipto passa a ser proibida quando anteriormente existiam árvores de outras espécies nos mesmos terrenos. Uma medida transitória que visa regular a plantação em zonas ardidas até que as novas regras do plano para as florestas entrem em vigor.

A rearborização com eucaliptos "só é permitida quando a ocupação anterior constitua um povoamento puro ou misto dominante, tal como definido em sede do Inventário Florestal Nacional, de espécies do mesmo género". A nova regra foi publicada esta terça-feira em Diário da República e entra em vigor amanhã, 6 de Dezembro.


Basicamente, trata-se de um regime transitório aprovado pelo Governo já em Novembro que visa regular a plantação de eucaliptos em áreas ardidas. Assim, estes só serão aceites em terrenos onde antes já existiam, fossem a espécie dominante, ou convivendo com outras. Desta forma, em zonas onde antes não existia eucalipto, não será possível proceder agora à sua plantação.

Este é um regime transitório que vigorará até à entrada em vigor da lei aprovada em Julho, no âmbito do pacote para as florestas, que procedeu à revisão do regime jurídico da arborização e rearborização. Este novo regime só se aplicará a partir de Fevereiro de 2018, pelo que, até lá, o Governo optou por determinar esta limitação.

"A implantação e expansão de espécies florestais autóctones diversas, particularmente afectadas pela dimensão sem precedentes dos incêndios que ocorreram nos meses de Junho e de Outubro do corrente ano, implica a adopção imediata de medidas tendentes a garantir as actividades das várias fileiras florestais, bem como a biodiversidade, promovendo o equilíbrio entre as diferentes espécies florestais nas acções de rearborização a efectuar", lê-se no preâmbulo do diploma.

A ideia é, portanto, "promover a existência de uma adequada composição dos povoamentos florestais, evitando a rearborização com espécies do género Eucalyptus sp. em áreas ocupadas anteriormente por outras espécies".

O regime que entrará em vigor em Fevereiro de 2018 vem, recorde-se, limitar a plantação de novos eucaliptos. Permite, por um lado, as transferências de áreas de eucaliptos de zonas de interior para áreas de litoral, mais produtivas, mas também menos propensas a incêndios, mas isso implicará uma redução de área de plantação. Na prática, no primeiro ano em que for possível colocar em acção este mecanismo de permutas de áreas, só será possível transferir 90%, o que dará logo uma diminuição em 10% da área plantada. No segundo ano serão menos 20% e assim sucessivamente, até que, no 5º ano, ficará nos 50% - por cada hectare que seja transferido, só pode ser plantado meio hectare.
http://www.jornaldenegocios.pt/econ...artir-de-amanha?ref=HP_Destaquesduasnotícias2
 
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Limitações à plantação de eucalipto avançam a partir de amanhã
A reflorestação com eucalipto passa a ser proibida quando anteriormente existiam árvores de outras espécies nos mesmos terrenos. Uma medida transitória que visa regular a plantação em zonas ardidas até que as novas regras do plano para as florestas entrem em vigor.

A rearborização com eucaliptos "só é permitida quando a ocupação anterior constitua um povoamento puro ou misto dominante, tal como definido em sede do Inventário Florestal Nacional, de espécies do mesmo género". A nova regra foi publicada esta terça-feira em Diário da República e entra em vigor amanhã, 6 de Dezembro.


Basicamente, trata-se de um regime transitório aprovado pelo Governo já em Novembro que visa regular a plantação de eucaliptos em áreas ardidas. Assim, estes só serão aceites em terrenos onde antes já existiam, fossem a espécie dominante, ou convivendo com outras. Desta forma, em zonas onde antes não existia eucalipto, não será possível proceder agora à sua plantação.

Este é um regime transitório que vigorará até à entrada em vigor da lei aprovada em Julho, no âmbito do pacote para as florestas, que procedeu à revisão do regime jurídico da arborização e rearborização. Este novo regime só se aplicará a partir de Fevereiro de 2018, pelo que, até lá, o Governo optou por determinar esta limitação.

"A implantação e expansão de espécies florestais autóctones diversas, particularmente afectadas pela dimensão sem precedentes dos incêndios que ocorreram nos meses de Junho e de Outubro do corrente ano, implica a adopção imediata de medidas tendentes a garantir as actividades das várias fileiras florestais, bem como a biodiversidade, promovendo o equilíbrio entre as diferentes espécies florestais nas acções de rearborização a efectuar", lê-se no preâmbulo do diploma.

A ideia é, portanto, "promover a existência de uma adequada composição dos povoamentos florestais, evitando a rearborização com espécies do género Eucalyptus sp. em áreas ocupadas anteriormente por outras espécies".

O regime que entrará em vigor em Fevereiro de 2018 vem, recorde-se, limitar a plantação de novos eucaliptos. Permite, por um lado, as transferências de áreas de eucaliptos de zonas de interior para áreas de litoral, mais produtivas, mas também menos propensas a incêndios, mas isso implicará uma redução de área de plantação. Na prática, no primeiro ano em que for possível colocar em acção este mecanismo de permutas de áreas, só será possível transferir 90%, o que dará logo uma diminuição em 10% da área plantada. No segundo ano serão menos 20% e assim sucessivamente, até que, no 5º ano, ficará nos 50% - por cada hectare que seja transferido, só pode ser plantado meio hectare.
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/ambiente/detalhe/limitacoes-a-plantacao-de-eucalipto-avancam-a-partir-de-amanha?ref=HP_Destaquesduasnotícias2

Isto não resolve nada sem fiscalização...

Plantações ilegais acontecem todos os dias e vão continuar a acontecer... Isto enquanto se estiver mais preocupado em aprovar leis do que cumprir as que já existem.
 
Não é floresta portuguesa mas são de novo fogos gigantescos a progredir em meio urbano. Os fogos começaram durante esta noite , com origem desconhecida e tornaram-se explosivos. Progridem a 1 acre/segundo!!! Já arderam pelo menos 300 estruturas incluindo 1 hospital, escolas e muitas habitações em várias localidades.
Vejam este live feed
 
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Só um a parte, a cobertura que esta estação de TV está a fazer aos fogos é simplesmente fabuloso e deixa os nossos canais de TV a largas milhas de distância!

Edit: No live feed o fogo está em cima da autoestrada 404 de 5 vias para cada lado! Não percebo porque não cortam o transito. Está medonho!
 
Talvez porque não tem pinheiros ou eucaliptos encostados à berma da estrada......:disgust:
Esse mato que se vê a arder não tem perigo?

Edit: Já estão a começar a cortar a autoestrada. E lá tb se vêem as casas com pinheiros colados a ela.


@DavidBegnaud
BREAKING: The 405 Freeway in Los Angeles is now shut down in BOTH directions between the 101 Freeway and the 10 Freeway due to a brush fire, according to @CBSLA
 
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Eucalipto provoca "dramática redução" da biodiversidade

O principal resultado deste trabalho, salienta o investigador da FCTUC, "foi mostrar, pela primeira vez e à escala mundial, como a biodiversidade por debaixo dos eucaliptos é muito menor que fora da sua área de influência, e como extratos das folhas de eucaliptos impedem o crescimento das raízes de outras espécies de plantas".

A plantação de eucaliptos é "altamente prejudicial", alerta Daniel Montesinos, sublinhando que "o empobrecimento de espécies gerado pelos eucaliptos tem impacto em todo o ecossistema, por exemplo, ao nível do controlo da erosão dos solos ou da manutenção da biodiversidade".
 
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http://ptjornal.com/reflorestacao-seis-concelhos-feita-partir-avionetas-219170

Não sei se é uma medida efectiva mas ontem começou-se a reflorestar Portugal a partir do ar
O que se está a fazer não é reflorestar. É protecção e estabilização do solo com sementes de gramíneas e leguminosas.

Um avião (Dromader M-18) com milhares de sementes descolou nesta manhã de quarta-feira do aeródromo de Viseu em direção a Mourilhe, Mangualde. Foi o primeiro voo do projeto “Semear Portugal por Via Aérea” que tem como objetivo o lançamento de sementes em zonas íngremes queimadas para estabilização dos solos.

O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, congratulou-se por, pela primeira vez em Portugal, se estarem a fazer trabalhos de estabilização de emergência dos solos no mesmo ano em que ocorrem os incêndios.

“No ano passado, houve incêndios e só se fez estabilização de emergência a partir de março deste ano. É a primeira vez que estamos a fazer tudo no tempo certo”, afirmou aos jornalistas no aeródromo de Viseu, onde assistiu ao arranque da primeira fase do projeto Semear Portugal por Via Aérea.

Durante a manhã, um Dromader M-18 levantou voo do aeródromo carregado de sementes de gramíneas e leguminosas, que foram depois lançadas em Mourilhe (no concelho de Mangualde), com o objetivo de ajudar a reduzir a erosão dos solos e promover a biodiversidade em zonas íngremes fustigadas pelos incêndios.

Este projeto partiu da iniciativa da Take C’Air Crew Volunteers e da Replantar Portugal, em parceria com a Quercus e com a Avitrata, e, numa primeira fase, envolve os municípios de Mangualde, Nelas, Gouveia, Oliveira do Hospital, Tondela e Seia.

Miguel Freitas frisou que se trata de um projeto que “nasceu da sociedade civil, de um conjunto de organizações não-governamentais e movimentos ligados ao ambiente”, e que será atentamente seguido pelo Governo, porque “testa uma prática diferente” para estabilização de emergência.

“O ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas) vai fazer um trabalho para avaliação de resultados desta nova prática de estabilização de emergência”, afirmou.

Segundo o secretário de Estado, “esta iniciativa já está a gerar, noutros sítios do país, pedidos ao Ministério da Agricultura”, para que avance com iniciativas do mesmo género.

“Não podemos partir para estender uma técnica que não dominamos e que não conhecemos os seus resultados para o país inteiro. Havendo estas iniciativas, é muito importante, têm um valor simbólico e a nós cabe agora avaliar e acompanhar, juntamente com as entidades envolvidas”, frisou.

O secretário de Estado lembrou que, desde a semana passada, tem estado a ser utilizada uma outra técnica de estabilização de emergência em três municípios, estando projetadas para as próximas semanas mais sete iniciativas.

O presidente da Quercus, João Branco, explicou aos jornalistas que “há locais extremamente difíceis de aceder, muito inclinados, com maus acessos”, concretamente nas serras, que foram muito fustigados pelos incêndios.

“Esses também são aqueles que têm maior risco de erosão devido à sua inclinação e isto é uma tentativa de estabilizar e evitar a erosão desses locais, através do lançamento de sementes”, referiu, acrescentando que, “após caírem no solo, passado pouco tempo germinam e criam umas ervas”, cujas raízes “vão agarrar o solo”, diminuindo a perda deste quando chegarem as chuvas fortes.

Só numa segunda fase do projeto serão lançadas sementes florestais, uma vez que estas sementes “não garantem a imediata proteção do solo”, porque não criam logo raiz, acrescentou.

Patrícia Lucas, da Take C’Air Crew Volunteers, referiu que as sementes foram doadas e que o único custo desta operação será “o combustível do avião, que será suportado pelos municípios”.

https://www.jornaldocentro.pt/online/regiao/avioes-largam-sementes-em-terrenos-queimados/