Floresta portuguesa e os incêndios

Enquanto o nosso país anda muito atarefado a destuir a pouca biodiversidade que ainda resta aí pelo nosso país fora, outras pessoas como eu, e outra quinta de agricultura biológica aqui da minha localidade, estamos muito empenhados, em plantar muitas árvores de fruto, e sebes de proteção ao pomar, contra os ventos, e como ajuda também para aumentar a biodiversidade, como borboletas, abelhas e outros polinizadores, e também contra os possíveis pesticidas que possam vir dos terrenos vizinhos.
Já tenho uma sebe com 40 metros, constituida por marmeleiros e nespereiras, e estou a agora a começar outra de giestas e medronheiros, sendo outros 40 metros e outra ainda de 20 metros de murtas.
Para o próximo anos penso concluir a plantação neste terreno de meio hectare, e totalizando mais de 200 metros de sebe, e talvez ainda começar a plantar mais árvores noutro meu terreno de 1,5 hectares.
A prioridade é sempre plantar o mais possível de árovores e arbustos autóctones, pois estão preparadas para aguentar o calor do nosso verão, e o frio do nosso inverno.
Agora estou a proceceder á cobertura do solo, na involvencia, das plantas que já estão no solo, de modo a reterem o mais possível de água, porque a minha intenção será sempre regar o menos possível, as sebes, guardando assim de certo modo a água para as árvores de fruto.
 
Em Alpedriz, Alcobaça, segundo vi num video do facebook, consta que cerca de 4 hectares de rosmaninho foram dizimados com recurso a herbicidas, iso dentro de um eucaliptal, ou seja agora a matéria seca é ainda maior, o que se por acaso arder a desgraça ainda é maior.

 
Em Alpedriz, Alcobaça, segundo vi num video do facebook, consta que cerca de 4 hectares de rosmaninho foram dizimados com recurso a herbicidas, iso dentro de um eucaliptal, ou seja agora a matéria seca é ainda maior, o que se por acaso arder a desgraça ainda é maior.



Na minha localidade é também comum o nosso presidente da junta mandar limpar a valas com herbicida, eu e os meus pais não gostamos disso, pastos agrícolas para os animais, amarelos por causa dos herbicidas.
Limpamos nós as valas com mais frequência, mas ainda assim repetiram a brincadeira em 2017, isto com a vala limpa (não quiseram desligar o spray do tractor por um bocado) não devemos mesmo confundir o posto de uma pessoa por sensatez.
Se repetirem este ano, podem bem levar com uma queixa anónima.
 
Em Alpedriz, Alcobaça, segundo vi num video do facebook, consta que cerca de 4 hectares de rosmaninho foram dizimados com recurso a herbicidas, iso dentro de um eucaliptal, ou seja agora a matéria seca é ainda maior, o que se por acaso arder a desgraça ainda é maior.



Que coisa surreal, isso agora fica pronto a arder daqui a umas semanas em vez do pico do verão
Por um lado compreendo governo pois em Portugal não se faz nada sem ser com ameaças de coimas mas por outro lado isto foi gerido com os pés sem plano, informação deficiente, sem verbas, sem prazos razoáveis. Com o clima de intimidação há predadores a comprar muitos terrenos a pessoas pobres por meia dúzia de euros, terrenos que estavam nas famílias há séculos. E acreditem, quem investe nisto agora não é para plantar carvalhos.

Tenho a impressão que o governo quis simplesmente desresponsabilizar-se legislando avulso só para parecer que faz alguma coisa.
Já no combate parece que não vai faltar dinheiro, este vai ser o melhor ano de sempre nos "negócios do fogo", vai ser só facturar horas de combate
 
Boa tarde.

Há um mês dei um passeio de montanha na serra do Marão.
Na zona onde ainda temos uma mata exuberante, na vertente leste da serra, vi que andavam a limpar a mata, provavelmente para prevenção de incêndios.
O coberto vegetal arbóreo é fantástico!
A vegetação rasteira também, em certas zonas, é interessante. Para além de arbustos vários, estavam lá muitas árvores jovens, com 1\2 anos.

Num dos caminhos (!) apanhei 2 rebentos, de pinheiro silvestre e outro que não consigo precisar. Serão as minhas árvores de Natal daqui a 3 anos ou mais (espero que durem bastante!). Tenho uma que já irá para o 5º ano e está lindíssima, em vaso. Já plantei um delas no terreno do meu irmão e tenho mais 2 no meu terreno, já com 8\10 metros.
Ao recolher as mesmas o meu amigo de passeio disse-me: "Se te apanham com elas podes ter problemas!".
Respondi eu: "Estão no caminho e de certeza que vão ser cortadas. Eles não deixam crescer nesta zona...".
100 metros mais à frente verifico que na limpeza da mata desbastaram tudo. Mas tudo mesmo! Só as árvores adultas ficaram, todas as mais pequenas desapareceram, milhares delas...

Mas que raio de coisa vem a ser esta?! Isto é gestão florestal? Isto é prevenção de incêndios?
Não!!! Isto é barbárie ecológica, um atentado às melhores práticas. As árvores mais jovens também fazem parte do processo de sustentabilidade de uma floresta. Quando deitam abaixo uma árvore adulta, logo outra de meia idade deve-a substituir naturalmente.
A gestão florestal que os técnicos florestais mais conhecem é deixar crescer, e deitar abaixo tudo. A seguir plantar árvores jovens e esperar décadas para repetir o processo.

Porque não um processo dinâmico? Um processo em que todos os anos se deitem árvores abaixo, mas em que se permite o crescimento natural das restantes. Essa é a melhor gestão, a mais ecológica, a mais económica, a mais sustentável.

Naquela floresta o chão estava com vários milhares, talvez até dezenas de milhares de árvores com um ou dois anos...
 
Última edição:
No grande Porto em anos recentes vi terrenos a serem limpos, foram a vida carvalhos adultos belissimos, os jovens nem se fala, so deixaram os sobreiros. esses terrenos nao foram cultivados nem urbanizados, estao abandonados. Neste momento caminhamos para o desaparecimento dos carvalhos adultos no Grande Porto.

A maior parte dos ultimos carvalhos do sul de Portugal estao junto a caminhos e estradas. Nem quero imaginar o que vai acontecer.

Ha uma floresta ripicola no Alentejo qe e unica na Peninsula Iberica. Com esta lei esta condenada.

Com esta lei os carvalhos de Monchique tambem irao todos a vida.

Isto e o maior crime ambiental desde as campanhas do trigo.
 
No grande Porto em anos recentes vi terrenos a serem limpos, foram a vida carvalhos adultos belissimos, os jovens nem se fala, so deixaram os sobreiros. esses terrenos nao foram cultivados nem urbanizados, estao abandonados. Neste momento caminhamos para o desaparecimento dos carvalhos adultos no Grande Porto.

A maior parte dos ultimos carvalhos do sul de Portugal estao junto a caminhos e estradas. Nem quero imaginar o que vai acontecer.

Ha uma floresta ripicola no Alentejo qe e unica na Peninsula Iberica. Com esta lei esta condenada.

Com esta lei os carvalhos de Monchique tambem irao todos a vida.

Isto e o maior crime ambiental desde as campanhas do trigo.
Isso já me parece exagerado. A lei só diz para para limpar á volta de estradas e infraestruturas, sejam habitacionais, industriais, etc. Tudo o resto ninguém obriga a limpar, nem é necessário. Eu que pratico BTT vejo muitos hectares de floresta que não foi tocada. Isto em relação ao distrito de Viseu.
Além disso nos terrenos que são para limpar não é para cortar as árvores todas. Há distâncias mínimas entre copas a serem cumpridas. Distância essa que é muito maior no caso do pinheiro e do eucalipto(10m), tudo resto são 5m(excepto árvores de fruto).

Agora se as pessoas não conseguem interpretar um texto que uma criança de 8 anos consegue, isso já é outra história.
 
O antes e o depois, onde agora se pode ver uma ribeira totalmente desprotegida de vegetação ribeirinha, e totalmente á mercê da erosão, e com os taludes terraplanados.

Antes e depois, em Vieira do Minho.






Tenho observado denúncias destas nas redes sociais, as pessoas partilham no seu mural do Facebook e aliviam a consciência, mas os efeitos práticos são poucos ou nenhuns. É preciso denunciar estes casos ao SEPNA e ir às assembleias municipais e/ou reuniões públicas de Câmara, do concelho em causa, denunciar estas situações.
 
No grande Porto em anos recentes vi terrenos a serem limpos, foram a vida carvalhos adultos belissimos, os jovens nem se fala, so deixaram os sobreiros. esses terrenos nao foram cultivados nem urbanizados, estao abandonados. Neste momento caminhamos para o desaparecimento dos carvalhos adultos no Grande Porto.

A maior parte dos ultimos carvalhos do sul de Portugal estao junto a caminhos e estradas. Nem quero imaginar o que vai acontecer.

Ha uma floresta ripicola no Alentejo qe e unica na Peninsula Iberica. Com esta lei esta condenada.

Com esta lei os carvalhos de Monchique tambem irao todos a vida.

Isto e o maior crime ambiental desde as campanhas do trigo.

Ao princípio ainda tive algumas ilusões que este processo tivesse aspetos positivos: por exemplo, que as pessoas acordassem para o problema das espécies invasoras e começasse a haver ações concertadas para o controlo dessas mesmas espécies; porém começo a acreditar que esta grande desmatação de 2018 terá, ao nível de muitos ecossistemas, consequências ainda mais gravosas que os incêndios do último Verão/Outono. Aliás, conheço casos concretos em que uma dessas consequências será precisamente a expansão das espécies invasoras, pois estão a ser abertas clareiras que, ao diminuírem a área ensombrada, favorecerão a expansão dos acaciais.
Há crimes a serem cometidos que, provavelmente, nem na campanha do trigo foram cometidos, como a "limpeza" de extensas áreas de mato com recurso a químicos (ainda ontem foi feita a denúncia de 4 hectares de matos dominados por rosmaninho queimados dessa forma)!
E até nas cidades e vilas há um aceitar cada vez maior das p(h)odas radicais das árvores ornamentais...Abriu-se uma "caixa de pandora" que fez sair o ódio ancestral à árvore que existe nesta ponta da Europa.
(Só me apetece dizer palavrões...)
 
Ao princípio ainda tive algumas ilusões que este processo tivesse aspetos positivos: por exemplo, que as pessoas acordassem para o problema das espécies invasoras e começasse a haver ações concertadas para o controlo dessas mesmas espécies; porém começo a acreditar que esta grande desmatação de 2018 terá, ao nível de muitos ecossistemas, consequências ainda mais gravosas que os incêndios do último Verão/Outono. Aliás, conheço casos concretos em que uma dessas consequências será precisamente a expansão das espécies invasoras, pois estão a ser abertas clareiras que, ao diminuírem a área ensombrada, favorecerão a expansão dos acaciais.
Há crimes a serem cometidos que, provavelmente, nem na campanha do trigo foram cometidos, como a "limpeza" de extensas áreas de mato com recurso a químicos (ainda ontem foi feita a denúncia de 4 hectares de matos dominados por rosmaninho queimados dessa forma)!
E até nas cidades e vilas há um aceitar cada vez maior das p(h)odas radicais das árvores ornamentais...Abriu-se uma "caixa de pandora" que fez sair o ódio ancestral à árvore que existe nesta ponta da Europa.
(Só me apetece dizer palavrões...)

É verdade esta lei é uma verdadeira aberração, tenho um colega de trabalho que mora na zona de Porto de Mós, e possui vários terrenos todos eles dentro da área gerida pelo Parque Natural das Serras D'Aire e Candeeiros, e ele tem andado a cortar matos com recurso a corta-mato, mas tem tido agora os técnicos do parque em cima dele, porque querem que ele não corte os pequenos carvalhos que crescem por entre os silvados, os carrascos e os tojos, para uma pessoa que está a manobrar um tractor nem sempre dá conta, a não ser quando já tem algum porte considerável.
As pessoas andam mesmo muito amendrontadas com medo das multas, mas segundo percebi, uma pessoa que nunca foi notificado anteriormente para proceder á limpeza, não podem simplesmente passar agora a multa, como se ela caisse do céu aos trambolhões.
E eu que queria ter o meu terreno coberto com rosmaninhos, enquanto que outras pessoas, em terrenos no meu da floresta andam simplesmente a matar tudo, vou encomendar na próxima semana, mais umas 70 ou 80 plantas, sendo cerca de metade de rosmaninhos, para plantar na minha quinta de agricultura biológica.
 
Estou de acordo que nao se efectuem as podas feitas em arvores d maneira radical nem Corte que se verifica em alguns locais levando tudo a eito , mas alguma coisa tinha que ser feita ,a minha freguesia nos incendios de 15 de Outubro ficou Todo queimadao a 100 % nao tivemos ajuda de meios alguns foi cada um a defender as suas casas foi terrivel , eu proprio a certa altura disse a minha mulher para fugir com os meus filhos para casa de Uma vizinha temi o pior ... O fogo pegou em algumas arvores de fruto que tenho perto do telheiro onde guardo os carros pensei que ardia tudo , os terrenos ao meu lado tinham palhusco seco e pegou ai , alias ardia em Todo lado.
O dia amanheceu quente com vento de leste a humidade era baixa , ninguem imaginava o que estava para vir .
Uma ma cordenacao por parte do commando destrital que nao colocou os meios no terreno ignorando a passagem da ex tempestade Ophelia e o factto de 8 dias antes ter ocorrido um grande incendio na Serra do Acor , o cenario estava montado...
Pelas 12.00 um foco de incendio resultante de um reacendimento fica descontrolado , pelas 16.00 outro reacendimento na relva velha junto a mata da margaraca fax o resto estava montada a tempestade de fogo perfeita , o resto ja voces conhecem dad noticias.

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Em frente a minha casa era este o cenario , a foto nao e minha , que dizer , sem meios alguns (bombeiros , gips )nada ate a agua faltou devido a falta de energia .
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