Floresta portuguesa e os incêndios

Sim, parece.me uma boa medida! Mas continuo a achar que tudo se está a fazer é na defesa das populações, que claro é o mais importante! Mas tanta coisa vai ficar por fazer na floresta! Esta medida de dizimar tudo, e mais alguma coisa sem se saber o que se esta a cortar é um crime ambiental quase tão grande como os milhares de hectares que arderam em 2017



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Nenhuma medida de combate aos incêndios foi tomada até ao momento! Apenas foi dada alguma proteção, pelo menos em teoria, às casas e bens com todo este circo do corte dos matos, árvores etc..
 
Sim, parece.me uma boa medida! Mas continuo a achar que tudo se está a fazer é na defesa das populações, que claro é o mais importante! Mas tanta coisa vai ficar por fazer na floresta! Esta medida de dizimar tudo, e mais alguma coisa sem se saber o que se esta a cortar é um crime ambiental quase tão grande como os milhares de hectares que arderam em 2017



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Nenhuma medida de combate aos incêndios foi tomada até ao momento! Apenas de alguma teórica proteção às casas e bens com todo este circo do corte dos matos, árvores etc..
 
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Nenhuma medida de combate aos incêndios foi tomada até ao momento! Apenas foi dada alguma proteção, pelo menos em teoria, às casas e bens com todo este circo do corte dos matos, árvores etc..

Completamente @MSantos é lógico, e percebe.se perfeitamente que a prioridade seja dada ás populações , e que um 2017 nunca mais se pode repetir em perdas de vidas como sucedeu, agora parece.me que a nível da floresta este ano tudo ainda ficará por fazer, logo se existir condições para grandes IF eles voltarão a dizimar ha de floresta! eu quando falava em medida, era de auto-proteção das populações! Uma coisa será certa, com aldeias e vilas mais protegidas, mais meios teremos disponíveis para combate directo! E sim @luismeteo3 , por algum lado se teria que começar, mas depois do que vivemos em 2017 era preciso fazer muito, mas muito mais! mas espero que todos estejamos errados ,e que 2018 seja um ano de tranquilo em IF, deixar ainda uma palavra de lamento e apreço ao membro @Serra do Açor , porque também conheço a realidade pela qual ele e toda a gente daquela zona passou!

P.S: De salientar que as limpezas que já observei na minha zona, e são muito poucas, parece.me estar a ser muito bem feitas, e bem regulamentadas! isto talvez de viver dentro dum parque natural tenha muita influência, vou tirar umas fotos e depois partilho por aqui!

Tal como prometido, algumas fotos que consegui fazer já hoje , até para alguém com mais experiência nesta área que eu dizer que a minha opinião acerca da limpeza que está a ser feita por aqui está correcta!

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Atenção especial para esta, que lavraram um terreno enorme, mas deixaram todas as árvores jovens!
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Opinião sem cerimónia


Duarte Marques


As fake news do ministro da Administração Interna
10.04.2018 às 8h24

Se há pasta governamental que exige total confiança e responsabilidade é a Administração Interna, onde se lida com a segurança das pessoas e bens, onde os portugueses devem depositar toda a sua confiança e que deve ser um pilar de sobriedade, transparência e confiança entre todas as instituições. Não pode servir para propaganda, para criar fake news e simular uma sensação de segurança em torno de anúncios e meias verdades ocultando a realidade das pessoas.
Vem isto a propósito dos constantes anúncios que Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, tem vindo a fazer, ora mentindo, ora manipulando informações ou escondendo a verdade dos portugueses sobre a preparação da época de incêndios. Tudo isto ensombra algumas boas medidas que mesmo assim têm sido tomadas.
Depois de todas as tragédias do verão passado o Governo insiste na propaganda para disfarçar a sua incompetência. Começámos pelas “cabras sapadoras”, no domingo ficámos a saber que “finalmente haveria bombeiros na coordenação do combate aos fogos”, como se nos últimos anos tivessem sido enfermeiros, eletricistas ou advogados a fazê-lo. Ontem ficámos a conhecer os “oficiais de aldeia”.
Depois de na semana passada ter sido questionado no Parlamento sobre os atrasos no planeamento operacional dos meios aéreos e terrestres, o ministro voltou a tentar enganar os portugueses e a confessar que não disse a verdade no Parlamento.
Questionado sobre a definição dos meios terrestres no debate na Assembleia da República, Eduardo Cabrita respondeu que estava tudo resolvido, que pela primeira vez na nossa história havia já uma Diretiva Única em vigor e uma Diretiva Financeira tinha sido publicada nesses dias. Ora nada disto tem a ver com meios, apenas com a definição de responsabilidades entre as várias instituições, algo que existe há anos e nunca muda. A novidade foi o Governo ter compilado num único documento, a diretiva única, algo que era feito por instituição.
No último domingo, em Pedrógão Grande, confrontado pelos jornalistas com o tema dos meios, o ministro da Administração Interna disse que afinal a Diretiva de Meios, conhecida na gíria por “DON”, seria aprovada nos próximos dias e que isso também significava que seria o “mais cedo de sempre, da nossa história”. Ou seja, confessa que, ao contrário do que disse no Parlamento, não estavam ainda definidos os meios terrestres a pedir aos bombeiros de cada concelho e mentiu ao dizer que no passado isto tinha sido definido mais tarde. Conforme consulta no site da ANPC, tutelada pelo MAI, em 2013 esta DON foi aprovada a 14 de março, em 2014 a 26 de março, em 2015 a 30 de março, em 2016 a 17 de março e em 2017 a 31 de março. Já estamos a 10 de abril e até agora nada. Mais uma vez Eduardo Cabrita mentiu aos portugueses.
Quantos aos meios aéreos a confusão é total. Tudo começou com os ziguezagues e incertezas sobre a participação da Força Aérea. Depois tivemos os consecutivos falhanços dos concursos para a contração dos meios que resultam do irrealismo, dos erros e dos disparates dos respetivos cadernos de encargos. Sem esquecer a danosa gestão do processo Kamov (adquiridos por António Costa enquanto MAI) cuja incompetência o governo decidiu ocultar sob o manto do “interesse nacional”. A cada dia que passa o Governo está em pior posição para resolver estes dossiês. Primeiro porque quanto mais tarde decidir menos meios haverá no mercado, já que outros países trataram atempadamente destes processos. Havendo menos oferta, Portugal corre o risco de ficar com o “refugo” que ninguém quer e os preços subirão em flecha. Para esconder tamanha incompetência o Governo opta pelo discurso “dos cartéis”, mas quem nos coloca à mercê desses supostos carteis é precisamente a incompetência do Governo de António Costa.
Outras das fake news é sobre as “EIP´s”, as tais equipas de bombeiros profissionais que o Governo vai colocar ao serviço das corporações. Primeiro, o Governo anunciou mais 120 equipas, depois disse que seriam mais 80, na semana passada já eram 79. Mas a verdade é que em 2017 já existiam 165. Pergunto quantas serão de facto no verão? O MAI aposta nesta propaganda, mas esquece-se de dizer que estas equipas trabalham das 8 às 17 horas e apenas nos dias úteis. Estranha aposta quando a maioria dos fogos tem início após as 17 horas e ao fim de semana.
A mais recente “reforma” do ministro Eduardo Cabrita foi também anunciada no domingo quando disse que “pela primeira vez” passariam a existir bombeiros nos Postos de Comando dos incêndios. Mais uma mentira e um disparate. Primeiro é mentira que não existissem bombeiros nos postos de comando já que a esmagadora maioria dos responsáveis nos postos de comando são precisamente bombeiros. Depois veio o disparate. Eduardo Cabrita diz que a Liga de Bombeiros passará a ter um representante do posto de comando. Mas para quê? É um cargo político para comprometer a Liga? Ou quis dizer que a Liga de Bombeiros vai passar a nomear os comandantes responsáveis pelo comando das operações? É tudo tão confuso e propagandístico que o caos é cada vez maior.
É revoltante ver que, tal como após a tragédia de Pedrógão, o Governo está mais preocupado com a politiquice, com a propaganda e em transferir responsabilidades do que em fazer reformas sérias e a preparar melhor a época de incêndios de 2018.

Fonte: Expresso
 
Eu estou confiante que teremos menos área ardida que em 2017. A propaganda do governo dirá que a estratégia foi um sucesso. Mas na verdade, a justificação plausível para uma menor área ardida em 2018, será a enorme área de gestão de combustíveis, consequência dos incêndios de 2017 e não os trabalhos que se vêem aqui e ali, muito esparsamente em alguns concelhos do país.

Se a estratégia do governo não funcionar, dirão que foram as câmaras que não cumpriram. Mas se as câmaras não fizerem o seu trabalho, e os proprietários com meios económicos não forem multados, então digo que toda esta estratégia será como a história do "Pedro e os lobos", o estado perde a credibilidade e no futuro (façam as leis que fizerem) ninguém cumprirá as suas responsabilidades.
 
Eu estou confiante que teremos menos área ardida que em 2017. A propaganda do governo dirá que a estratégia foi um sucesso. Mas na verdade, a justificação plausível para uma menor área ardida em 2018, será a enorme área de gestão de combustíveis, consequência dos incêndios de 2017 e não os trabalhos que se vêem aqui e ali, muito esparsamente em alguns concelhos do país.

Se a estratégia do governo não funcionar, dirão que foram as câmaras que não cumpriram. Mas se as câmaras não fizerem o seu trabalho, e os proprietários com meios económicos não forem multados, então digo que toda esta estratégia será como a história do "Pedro e os lobos", o estado perde a credibilidade e no futuro (façam as leis que fizerem) ninguém cumprirá as suas responsabilidades.
Como sempre preso por ter cão e preso por não ter! :facepalm:
 
O que eu acho mais intrigante no meio disto tudo, é o facto de se criticar sistematicamente qualquer que seja uma medida tomada pelo Governo no sentido de evitar ao máximo a repetição das tragédias no ano passado. Incêndios Florestais sempre existiram independentemente do Governo que lá estivesse, agora que se estão a fazer esforços para tentar resolver esta questão (embora saibamos que isto não se resolve de 1 dia para o outro) vamos anular todo este trabalho que está a ser feito ?

Caramba, acho que já chega não? 1º eram as cabras bombeiras, medida ridícula etc. 2º Os meios aéreos ainda não estão prontos, calma! Se não existirem meios aéreos prontos para o combate aos incêndios no seu devido tempo ai sim podem conjecturar da maneira que entenderem melhor. 3º Agora é a limpeza das matas que não vai dar em nada ? Decidam-se de uma vez por onde querem pegar!

Isto é de facto o País do Senhor Doutor e do Engenheiro que no fim de contas viram o disco e tocam o mesmo.
 
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Eu sou proprietário e fiz o meu trabalho de limpeza atempadamente. Portanto como pessoa responsável, desejo que a estratégia do governo passe do papel e funcione!

Mas como viajo muito, o que observo um pouco por todo lado é uma mão cheia de nada. Existe aqui e ali alguma limpeza à volta das habitações, enquanto que nas estradas, os tais 10 m de faixa continuam lá por limpar.

Já não acredito que os trabalhos se concluam a tempo.. Acredito que à volta das casas, fica tudo bem, porque do resto........... E como disse, não vai haver tanta área queimada, precisamente, porque arderam 500mil ha no ano passado, são muitas manchas interrompidas, sem mato sem nada.

Mas que ninguém duvide, que eu desejo o melhor sucesso à estratégia, não apenas por solidariedade às vítimas, mas porque também sou interessado em que funcione.
 
Tenho muitas dúvidas (não percebendo nada do assunto!) que haja um plano que funcione, como se dois mais dois fossem quatro. Os incêndios não são um fenómeno propriamente previsível. Claro que a precaução, em tudo, é sempre desejável mas haverá sempre factores a escaparem ao controlo humano.
 
Tenho muitas dúvidas (não percebendo nada do assunto!) que haja um plano que funcione, como se dois mais dois fossem quatro. Os incêndios não são um fenómeno propriamente previsível. Claro que a precaução, em tudo, é sempre desejável mas haverá sempre factores a escaparem ao controlo humano.

O que é previsível por definição é o risco de incêndio (probabilidade: baixa, moderada, elevada, extrema), que para mim, está relacionado com a facilidade de propagação de um foco de incêndio (fatores: %HR, Temp ºC e velocidade do vento) mas também o tipo de coberto vegetal e a % humidade do solo.

Um incêndio (no local X, à data Y) não é previsível de todo, até porque não acredito em fenómenos de combustão espontânea (apesar de ser conhecida a temperatura de inflamabilidade de várias espécies arbóreas, ainda assim é necessária uma faísca que dê início à combustão). Há quem acredite, mas eu não, caso contrário haveria dezenas de estudos de combustão controlada (aumentar progressivamente a temperatura num ambiente fechado e registar a temperatura em que o mato começa a arder espontaneamente).

Mas sim, haverá sempre fatores humanos, porque os fatores naturais ocorrem em muito baixa percentagem (<3%).

Os restantes 97% tem origem em atividade humana, por negligencia (ex: festas com pirotectnia, trabalhos agrícolas/florestais; deitar o cigarro fora do carro) ou por crime de fogo posto.
 
Incêndio no Pinhal de Leiria foi planeado um mês antes da tragédia
"A Máfia do Pinhal" é uma grande reportagem da jornalista Ana Leal, com imagem de Romeu Carvalho e montagem de João Ferreira, para ver esta noite, na íntegra, no Jornal das 8 da TVI

A TVI recolheu provas de que o incêndio que devastou o Pinhal de Leiria teve mão criminosa e que terá sido planeado um mês antes da tragédia.

Vários madeireiros, entre donos de grandes empresas e donos de fábricas que compram e vendem madeira, estiveram reunidos numa cave para planearem o incêndio.

As reuniões secretas serviram também para acordar os preços da madeira.

A TVI sabe também que usaram como engenho incendiário vasos de resina com caruma lá dentro.

"A Máfia do Pinhal" é uma grande reportagem da jornalista Ana Leal, com imagem de Romeu Carvalho e montagem de João Ferreira, para ver esta noite, na íntegra, no Jornal das 8 da TVI.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/a...-leiria-foi-planeado-um-mes-antes-da-tragedia

Reportagem que irá ser emitida hoje, no Jornal das 8 da TVI.

 
@Pedro1993 Sei de algumas pessoas a quem esse artigo poderá eventualmente causar urticária.

Acredito que sim, principalmente ás alminhas depenadas que tiveram a triste ideia de pegar fogo ao pinhal de Leiria, pois morreram 117 pessoas inocentes, e como eu digo não é só com carros desgovernados ou com bombas que se faz atentados, pois este foi um valente atentado terrorista, em que a culpa irá morrer solteira, para variar, e isto já para não falar nos muitos milhões de euros em prejuízos, quer de particulares, quer de empresas.

Eu vou ver atentamente esta reportagem, até porque também gostava de saber como é que os jornalistas obtiveram muitas dessas informações.
 
Ainda hoje me deixa totalmente indignado, como é que os jornalistas com simples investigações, conseguem chegar onda a nossa polícia judiciária não consegue

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A procura de madeira aumentou muito em anos recentes, em parte isso deve-se ao facto das lareiras estarem na moda. A electricidade em Portugal esta cara e o gas tem subido muito, a madeira acaba por ser uma alternativa mais barata. Algumas industrias tradicionais como a panificacao tem voltado a madeira, pois a electricidade esta carissima, e fechariam a porta se aquecessem fornos a elctrcidade.

No final do seculo XIX nasceram algumas areas florestais que visavam fornecer madeira para os fornos das actividade tradicionais. Esta e a solucao para este problema. Em vez de se fomentarem as podas assassinas, ou de termos mafias que causam incendios criminosos, mais as limpezas que destroem especies nativas, dever-se-ia estimular a silvicultura para alimentar este sector. Pelo menos no Sul ja nao ha matas plantadas exclusivamente para fornecer lenha para fornos.