Floresta portuguesa e os incêndios

O governo, devia ponderar seriamente em encomendar um relatório independente ou elaborar algum tipo de Censos para averiguar o que se passa na cabeça de 10 milhões de pessoas neste País.
Com tanta "negligência" que perfazem mais de 1000 ignições em menos de 2 meses, é realmente um caso de estudo.
 
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Pedrógão Grande: Inquérito com sete arguidos confirmados
2 mai 2018 17:28

O inquérito ao incêndio que deflagrou em junho de 2017 em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e que provocou 66 mortos, tem sete arguidos, quatro dos quais ligados à área de gestão de combustíveis, foi hoje anunciado.

“O inquérito relativo aos incêndios de Pedrógão Grande tem sete arguidos. Dois haviam sido constituídos em dezembro último [de 2017]. Os restantes cinco, quatro deles ligados à área de gestão de combustíveis e um às operações de comando de combate ao incêndio, foram constituídos e interrogados como arguidos nos últimos dias de abril”, adianta a informação disponibilizada no sítio na Internet da Procuradoria-geral Distrital de Coimbra (PGDC).

Em dezembro de 2017, foram constituídos arguidos o comandante dos bombeiros de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut, e o segundo comandante distrital de Leiria, Mário Cerol.

Na mesma nota hoje divulgada, a PGDC refere que “em causa estão factos suscetíveis de integrarem os crimes de homicídio por negligência e ofensas corporais por negligência”.

As investigações prosseguem, com a coadjuvação da Polícia Judiciária, estando o inquérito em segredo de justiça.

A PGDC refere ainda, na sequência de notícia vinda a público, que o Ministério Público “recebeu, em novembro de 2017, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o relatório de uma auditoria realizada por aquela entidade na sequência dos referidos incêndios de Pedrógão Grande”.

“Este documento foi junto aos autos, sendo considerado no âmbito das investigações em curso”, acrescenta.

O relatório de uma auditoria interna da ANPC aos trabalhos do combate ao fogo de Pedrógão Grande, em 2017, indica que houve documentos apagados ou destruídos, noticia hoje o jornal Público.

De acordo com o Público, que teve acesso ao relatório da auditoria feita pela Direção Nacional de Auditoria e Fiscalização da ANPC, a organização inicial do combate ao incêndio teve falhas graves, sendo que os auditores se depararam com a inexistência de provas documentais sobre o trabalho de combate ao fogo.

Segundo os auditores que fizeram o relatório sobre o desempenho dos seus agentes no combate ao fogo de junho de 2017, toda a investigação se deparou com “limitações na obtenção de elementos de prova”, informação que “pode tornar-se vital” para a avaliação posterior, nomeadamente ao nível da responsabilidade disciplinar e criminal.

Em causa, refere o Público, estão todos os documentos que são produzidos no posto de comando de um incêndio, desde os planos de situação aos planos estratégicos de ataque, e todas as informações das três células de qualquer posto de comando (logística, planeamento e operações).

O Governo fez entretanto saber que o relatório da auditoria interna da Proteção Civil sobre o fogo de Pedrógão Grande foi enviado em novembro para oMinistério Público e que não escondeu o documento.

“É falsa a informação de que o Governo tenha ‘escondido’ o relatório desde novembro”, afirma o Governo, em comunicado, referindo estar a esclarecer a notícia do Público.
Em junho de 2017, os incêndios que deflagraram na zona de Pedrógão Grande provocaram 66 mortos: a contabilização oficial assinalou 64 vítimas mortais, mas houve ainda registo de uma mulher que morreu atropelada ao fugir das chamas e uma outra que estava internada desde então, em Coimbra, e que acabou também por morrer. Houve ainda mais de 250 feridos.
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pedrogao-grande-inquerito-com-sete-arguidos-confirmados
 
Mais uma excelente iniciativa da Câmara Municipal de Gavião, das muitas que têm vindo a fazer desde os incêndios que assolaram a região.

https://www.facebook.com/media/set/...073741880.215852968433790&type=1&l=0bbdf2f7ef

Aqui a meu ver até foi uma boa iniciativa, pois conheço muitas estradas aqui em estão eucaliptos plantados até junto ao alcatrão, uma coisa que deveria também ser feita, era obrigar todos os madeireiros que cortam os eucaliptos, a triturar toda a ramagem, pois no fim dos troncos cortados, o "barril de pólvora" fica lá esquecido á espera de arder.
 
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Em França existem 11 milhões de hectares de florestas públicas. 9 mil funcionários do Estado fiscalizam a floresta.
Graças à sua gestão florestal rigorosa o país garante desde há três séculos a sustentabilidade das espécies. Um dos maiores exemplos dessa política é a preservação do carvalho francês. Um tesouro nacional.



Esta árvore colocou o país como o maior produtor mundial de barricas e de um conceito inventado pelos franceses- madeiras de terroir.

A ideia de que o perfil de um vinho é influenciado pela origem da madeira da barrica.



A SIC esteve em França e ficou a conhecer um dos maiores grupos mundiais de tanoaria e da forma como são protegidas estas florestas de terroir. Confrontamos o retrato francês com a realidade portuguesa e do caminho que ainda é preciso percorrer para assegurar um melhor rendimento florestal.

http://sicnoticias.sapo.pt/programa...8-04-30-Reportagem-Especial-Floresta-de-Vinho

Para quem não teve oportunidade de ver, acabou de dar agora uma excelente reportagem que se chamava a "Floresta do Vinho", em que falava das florestas de carvalho em França, em que o Estado é proprietário de milhares de hectares, que são cortados e usados em tanoaria, para fazer barricas de carvalho, para colocar em estágio, os melhores vinhos, dando-lhe um aroma completamente diferente.
Isto já para não falar nas centenas de empregos que são criados á volta da tanoaria.

Uma das empresas que importa madeira de carvalho, para laborar em Portugal.

A J.M. GONÇALVES é uma empresa que fabrica barricas para os produtores de vinho. Herdeiro de uma arte familiar secular e transmitida de pai para filho, José Maria Gonçalves iniciou desde os finais da década de 1940 uma produção de barris artesanais. Nos anos 60 reside em França e trabalha nas mais afamadas tanoarias da época. De regresso a Portugal inicia o seu próprio negócio. Em 2001 o pequeno negócio próspera dando lugar a uma empresa nova e moderna. A J.M. GONÇALVES fornece hoje todo o tipo de barricas, OAK alternativos, balseiros e toneis para fermentação de grande capacidade. A nossa empresa exporta para países como USA, Austrália, Nova Zelândia ou China.
 
Rtp 3.
Grande entrevista ao Tiago Oliveira.
Vejam, mas principalmente ouçam...vale a pena realmente!

Uma verdadeira aula!

"(...)Um grande fogo não se combate, leva-se à extinção (...)"
 
Uma verdadeira aula!

"(...)Um grande fogo não se combate, leva-se à extinção (...)"
Sim, essa frase é marcante e revela muito bem o desconhecimento que anda por cá!
As proprias noticias que hoje sairam (sobre a revolta por terem sido chamados peritos estrangeiros) mostram a ingenuidade que grassa na ANPC e BBs
 
Mais de que uma entrevista foi quase uma palestra. E para grande tristeza minha não passou em prime time durante o telejornal na RTP1. Isto é da máxima importância para o pais.

Uma das ideias a reter, conhecimento. Ainda há muita falta de conhecimento em diversas áreas no nosso pais. A experiência por si só, serve em situações padronizadas, tudo o que saia fora do padrão a experiência só não serve é preciso conhecimento.
E tendo em conta as noticias que estão a sair hoje nota-se a falta de humildade para perceber que não sabemos tudo e que temos de adquirir conhecimentos durante toda a vida.

Tensão na Proteção Civil por causa de vinda de estrangeiros
https://observador.pt/2018/05/03/tensao-na-protecao-civil-por-causa-de-vinda-de-estrangeiros/