Floresta portuguesa e os incêndios

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"No âmbito da operação "Queimada Segura" organizada pela GNR tiveram lugar em diversos pontos do país ações de demonstração de boas práticas para a realização de queimadas. A ação programada para o distrito da Guarda teve lugar em Vilar de Amargo, com a colaboração do Município, ICNF e Bombeiros Figueirenses.
O objetivo da operação "Queimada Segura" é informar acerca dos processos para obtenção de licença para a realização de queimadas e a gradual mudança de comportamentos e práticas para a realização de fogo."







O maior incendio do dia de hoje, no distrito de Santarém, foi no concelho da Chamusca, envolvendo quase 30 operacionais, e 1 meio aéreo.
 
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"No âmbito da operação "Queimada Segura" organizada pela GNR tiveram lugar em diversos pontos do país ações de demonstração de boas práticas para a realização de queimadas. A ação programada para o distrito da Guarda teve lugar em Vilar de Amargo, com a colaboração do Município, ICNF e Bombeiros Figueirenses.
O objetivo da operação "Queimada Segura" é informar acerca dos processos para obtenção de licença para a realização de queimadas e a gradual mudança de comportamentos e práticas para a realização de fogo."

Vilar de Amargo foi um sitio muito bem escolhido para a operação! Quando trabalhei na Associação Transumância e Natureza era na zona de Vilar de Amargo onde ocorriam a maioria das ignições (dores de cabeça). Uma aldeia muito ligada à pastoraria com ovinos, com cerca de 100 habitantes, onde o uso do fogo está tradicionalmente ligado à renovação de pastagens, o problema é que fazem esses fogos no final do Verão e em condições de risco esses focos de incêndio podem ser perigosos.
 
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Vou contar aqui uma "história" verídica, que um colega meu me disse, que homem, emigrado na Alemanha, foi notificado para proceder á limpeza do seu terreno, sem casas por perto, localizado no alto da Serra D'Aire e Candeeiros, na zona de Porto Mós, e em que estava todo correcto na dita notificação.
O senhor veio de propósito da Alemanha, para limpar, sendo o terreno só composto por carvalhos e alecrim, e outro mato rasteiro, mas eis que foi ele foi interceptado pelo responsáveis do parque, do ICNF, dizendo-lhe que não podia estar a cortar os carvalhos e alecrim naquela zona em questão.
E depois deste todo desentendimento, no dia a seguir, o homem lembra-se de pegar fogo ao terreno todo, pois já estava farto de ser enganado, e lá veio os bombeiros e a polícia que procedeu á sua identificação.
E depois desta história, fiquei sem saber o seu desfecho final.

É o nosso país no seu melhor.
 
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Nos últimos dois meses percorri todos os distritos do continente, com excepção de Viana do Castelo, Bragança, Viseu, Guarda, Beja e Faro. A imagem que retive é de que falou-se tanto em medidas de prevenção no último ano mas desconfio que se as condições meteorológicas que originaram as calamidades do ano passado voltarem a reunirem-se este ano nos meses mais quentes, muito facilmente teremos as mesmas tragédias do ano passado.

Por todo o lado, no norte, no centro ou no Alentejo nota-se a quase completa falta de ordenamento do mundo rural, o abandono do campo e o crescimento de vegetação por todo o lado.
 
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O número de ocorrências está a ser mais elevado este ano, bem como o número de fatalidades devido a queimadas que se descontrolam. Tudo isto é um reflexo de uma campanha de "limpezas" mal conduzida e gerida desde o início.

http://expresso.sapo.pt/revista-de-...-mais-do-que-triplicou-face-a-2017#gs.W6yI_ps

A minha questão não era referente ao nº de ocorrências anormal porque isso é inegável, agora, não sei quais os meios de comunicação social que o membro acede para afirmar que tais acontecimentos não são falados. E não concordo com a tua ultima afirmação, o ano passado a 'desculpa' era incendiarismo negligente, este ano são as limpezas mal geridas? ....

Aposta sim, nos municípios e na sua responsabilidade em passar a palavra aos cidadãos. Já aqui afirmei e dei o excelente exemplo da Câmara Municipal de Gavião, mas pelos vistos ainda existiu quem duvidasse das minhas palavras.