Floresta portuguesa e os incêndios

O fator meteorológico teve muita importância nesses valores.
 
Pois não, não vale a pen fazer nada quem manda é o tempo!

:facepalm:

Luís, não vale a pena termos esta discussão de novo... O tempo dirá quem tem razão (Espero para bem da nossa floresta que sejas tu).
 
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:facepalm:

Luís não vale a pena termos esta discussão de novo... O tempo dirá quem tem razão (Espero para bem da nossa floresta que sejas tu).
Vai ser difícil ser eu a ter razão (infelizmente). Com o aquecimento global, estaremos cada vez mais expostos a ondas de calor mais frequentes e prolongadas com muito baixa humidade. Se associarmos o vento forte, os eventos podem-se tornar facilmente explosivos. Tudo o que se fizer em limpeza de terrenos, promoção e plantio de espécies autóctones e implementação de faixas de protecção, será pouco. O ataque inicial tem de ser cada vez mais eficaz e o uso de retardantes talvez inevitável...
 
Eu também acho que foi a meteorologia a maior responsável (provavelmente não a única) nos números deste ano. Mas também acho que foi a meteorologia a maior responsável (não a única) no ano passado...
 
O problema base do Eucalipto é, a meu ver, o seu carácter invasor...as restantes questoes que enumeram, nao menos importantes, deverão ser tratadas a juzante

No Grande Porto o eucalipto é a árvores dominante da paisagem. Isto seria impensável em muitos países europeus. Por todo o lado há mini povoamentos de eucalipto mesmo no centro de Gaia! É de loucos! Estes micro povoamentos não são rentáveis nem produtivos, isto é miséria terceiro-mundista.

Praticamente não há bosques de carvalho. Não há um único parque florestal público de carvalho.

Nunca nenhum Governo quis saber da preservação da paisagem e da sua identidade. Não conheço região na Europa mais descaracterizada que o Noroeste de Portugal.
 
Eu também acho que foi a meteorologia a maior responsável (provavelmente não a única) nos números deste ano. Mas também acho que foi a meteorologia a maior responsável (não a única) no ano passado...

Independentemente de tudo o que seja ou não feito, o factor meteo terá sempre o papel mais relevante num ano bom, ou menos bom :unsure:
 
Eu também acho que foi a meteorologia a maior responsável (provavelmente não a única) nos números deste ano. Mas também acho que foi a meteorologia a maior responsável (não a única) no ano passado...
Mas eu não digo que o factor meteorológico não é o principal. O que eu já disse aqui no passado, foi que me parece ter sido feito um esforço em mudar um pouco as coisas, principalmente na limpeza e no ataque inicial. Mas não interessa... já agora como só o tempo favorável é que interessa, a malta católica podia organizar umas correntes de oração ao São Pedro para pedir tempo favorável até ao Verão... :lol:
 
Mas eu não digo que o factor meteorológico não é o principal. O que eu já disse aqui no passado, foi que me parece ter sido feito um esforço em mudar um pouco as coisas, principalmente na limpeza e no ataque inicial. Mas não interessa... já agora como só o tempo favorável é que interessa, a malta católica podia organizar umas correntes de oração ao São Pedro para pedir tempo favorável até ao Verão... :lol:

O que eu queria dizer é que há malta que quando corre mal acha que a meteorologia tem um papel quase irrelevante e quando corre bem é o principal factor. Eu acho que a meteorologia é o grande factor e que o resto pode é ter implicações.
A Cristas tentou com a chuva e acho que não resultou.
 
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Está a inverter as coisas, todos os governos é que tendem a culpar a meteorologia, as alterações climáticas, os incendiários, quando as coisas correm mal, quando correm bem puxam pelos galões.

A afirmação do ministro Eduardo Cabrita de que este foi um dos anos mais difíceis de sempre está ao nível dos tweets do Trump sobre o aquecimento global, alguma dúvida sobre isso?
Se fosse um Trump a dizer uma coisa destas por cá seria alvo de chacota generalizada mas em Portugal que é uma sociedade em geral cientificamente atrasada ninguém liga, só em locais como este aparece uma ou outra pessoa a expor o disparate
 
Está a inverter as coisas, todos os governos é que tendem a culpar a meteorologia, as alterações climáticas, os incendiários, quando as coisas correm mal, quando correm bem puxam pelos galões.

A afirmação do ministro Eduardo Cabrita de que este foi um dos anos mais difíceis de sempre está ao nível dos tweets do Trump sobre o aquecimento global, alguma dúvida sobre isso?
Se fosse um Trump a dizer uma coisa destas por cá seria alvo de chacota generalizada mas em Portugal que é uma sociedade em geral cientificamente atrasada ninguém liga, só em locais como este aparece uma ou outra pessoa a expor o disparate
Se bem me lembro não foi um ano fácil, basta ver os picos de calor com vento forte que existiram. Mas não sei se foram dos anos mais difíceis, teria de ver as estatísticas do nº de ignições com a progressão dos fogos.
 
Não foi um ano fácil que são raros, foi mediano, muito distante dos piores, como o ano passado.
Já agora avisem o governo para pagar o que deve, é que as dívidas do dispositivo musculado deste ano ascendem a dezenas de milhões de euros e não há forma do dinheiro aparecer e muitas entidades começam a sufocar. Nos próximos meses vão saber dessas coisas.
 
Não foi um ano fácil que são raros, foi mediano, muito distante dos piores, como o ano passado.
Já agora avisem o governo para pagar o que deve, é que as dívidas do dispositivo musculado deste ano ascendem a dezenas de milhões de euros e não há forma do dinheiro aparecer e muitas entidades começam a sufocar. Nos próximos meses vão saber dessas coisas.
Pois está muito mal, claro que sim, o que não invalida ter de facto havido o dispositivo musculado, como aliás devia ser sempre!
 
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Se bem me lembro não foi um ano fácil, basta ver os picos de calor com vento forte que existiram. Mas não sei se foram dos anos mais difíceis, teria de ver as estatísticas do nº de ignições com a progressão dos fogos.

Foi um ano relativamente calmo, tivemos um junho e julho frescos e algo húmidos. Quando houve uma verdadeira situação de aperto com a terrível vaga de calor do inicio de Agosto as coisas descontrolaram-se logo e arderam mais de 27 mil ha num único incêndio em Monchique. Ou seja dos 44mil ha ardidos 27mil ha foram num único incêndio.

O problema não está tanto no ataque inicial, que até tem sido eficaz quando não há muitas ocorrências por dia e em simultâneo, o problema está no ataque ampliado em que a descoordenação e falta de preparação continuam bem presentes. Neste campo aplaudo a posição do Governo pela criação e desenvolvimento da AGIF (Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais) liderada pelo Eng. Tiago Oliveira, penso que é por aqui que pode ser o caminho para termos melhor e mais eficaz combate ao fogo.