Grande Furacão IKE (Atlântico 2008 #09)

Tópico em 'Tempo Tropical' iniciado por Vince 1 Set 2008 às 22:33.

  1. Gerofil

    Gerofil
    Expand Collapse
    Super Célula

    Registo:
    21 Mar 2007
    Mensagens:
    9,741
    Local:
    Estremoz (401 metros)
    Ex-Hurricane Ike makes landfall in Northern Europe

    Meteosat-9 Airmass RGB 17.09 12:00 UTC

    After ravaging the Caribbean and the United States, there still was not much to like about Hurricane Ike as it moved to Canada and then back across the Atlantic in a weakened state, as observed by EUMETSAT’s Meteosat-9 satellite. Unlike most tropical hurricanes, which are fuelled by a warm ocean and normally die a few days after landfall, much of Ike’s humidity and momentum was mixed up into a frontal system after it hit land in Texas and this system then traversed the North American continent in a north-easterly direction. Before the remains of Ike died in the North Atlantic, the hurricane brought gales to and dumped rain on Greenland and Iceland, the Danish Meteorological Institute reported.
    Low pressure delivered strong winds when the air masses received added momentum down the mountain slopes of Greenland, where some settlements reported gales from the north-west. The interaction between swells and wind waves from Ike produced nine-metre-high waves in the Denmark Strait between Greenland and Iceland. South-eastern Greenland also experienced the remnants of Ike with gale force winds and local “Piteraq”, an autumn wind blowing down from the ice shield.
    The Iceland Meteorological Office reported that Hurricane Ike contributed moisture and momentum to a low pressure system just west of Iceland on Tuesday evening and into Wednesday morning, 16-17 September, with unusually high, albeit not record-breaking, amounts of precipitation. Some 200 millimetres of precipitation were measured close to Reykjavik in 24 hours, reaching as much as 18-20 millimetres an hour at its most intense. Gusts of up to 40 metres per second were measured. This is not so unusual for this time of year; the difference is that the weather was bad everywhere on Iceland. Normally it would be relatively quiet in the north-east, when storms are raging in the south-west, and vice versa. Remains of former tropical hurricanes reach Iceland only every second to fourth year.
    Extratropical depression - So Ike continued as an extratropical (outside the tropics) low pressure system. During the shift to extratropical conditions, cold and warm air masses are mixed into the rotation. Thus, the energy no longer comes from warm sea water, but from the difference in temperature between the air masses. When air masses with different characteristics meet, the system will form fronts: a warm front and a cold front.
    After Iceland, Ike will finally die away, almost three weeks after the low pressure system was formed near Cape Verde off the west coast of Africa. It happens only once or twice a year that the remains of a hurricane manage to travel all the way to the northern latitudes. Normally the weather systems will fizzle out while passing the high pressure belt around 30 degrees north of the Equator.

    Eumetsat
     
    Collapse Signature Expandir Assinatura
  2. Vince

    Vince
    Expand Collapse
    Furacão

    Registo:
    23 Jan 2007
    Mensagens:
    10,624
    Local:
    Braga
    Sempre fascinantes estas longas epopeias de uma pequena perturbação nascida em Cabo Verde e morrendo neste caso quase no polo norte.

    A localização do remanescente do IKE pode ser visto nesta carta do IM de Berlin ao qual adicionei a nossa depressão «Dulce» a que eles habitualmente não dão nomes nestas latitudes.

    [​IMG]
     
  3. Vince

    Vince
    Expand Collapse
    Furacão

    Registo:
    23 Jan 2007
    Mensagens:
    10,624
    Local:
    Braga
    Umas últimas fotos dos efeitos do IKE

    [​IMG]



    E esta foto onde se vê uma curiosa casa amarela:

    [​IMG]



    O que tem esta casa de especial ?
    Foi construída para resistir a Furacões.
    Parece que resultou.


    Hurricane resistant homes built in Gilchrist:

    [​IMG]
    http://www.bolivarchamber.org/Gilchrist.aspx
     
  4. Ike

    Ike
    Expand Collapse
    Cirrus

    Registo:
    6 Set 2008
    Mensagens:
    66
    Local:
    Terreiro - Tomar
    Pressuponho que ao lado dessa casa existiriam muitas outras...

    Melhor publicidade que essa a empresa em questão não poderia ter. :)
     
  5. Rog

    Rog
    Expand Collapse
    Cumulonimbus

    Registo:
    6 Set 2006
    Mensagens:
    4,515
    Local:
    Norte Madeira (500m)
    Fotos impressionantes,
    A prova que uma boa construção está aí feita.. poderá custar mais no início.. mas é concerteza mais barato que reconstruir a casa cada vez que passa um furacão.

    Outras tempestades:

    Fonte: Ap/El Mundo
     
    Collapse Signature Expandir Assinatura
  6. Gerofil

    Gerofil
    Expand Collapse
    Super Célula

    Registo:
    21 Mar 2007
    Mensagens:
    9,741
    Local:
    Estremoz (401 metros)
    Collapse Signature Expandir Assinatura
  7. adiabático

    adiabático
    Expand Collapse
    Cumulus

    Registo:
    19 Nov 2007
    Mensagens:
    315
    Local:
    Lumiar
    Ao olhar para as fotos do furacão Karl (Set.2010) que o Mário Barros publicou anteontem, não pude deixar de reparar que, apesar de ter sido um categoria 3 imediatamente antes de chegar a terra, os estragos evidentes eram poucos... bastante menores do que os que se viram em imagens análogas deste furacão Ike que "aterrou" no Texas em 2008 (pesem, embora, as diferenças que sempre existem de uma tempestada para outra). Reparem nesta imagem (Galveston, Texas, 2008 após a passagem do Ike), no tipo de construção, nos materiais... Noutras imagens da mesma ocasião só se vê um monte de tábuas partidas (obra do mar, mais do que do vento). Não compreendo (tendo crescido nessa Europa regulamentista) como se pode permitir construir em tábuas de madeira numa das regiões do mundo mais sujeita a furacões e tornados (litoral sul dos EUA). Sim, é uma realidade social diferente, nesse país onde até se pode comprar uma casa às peças no supermercado. No entanto, fico apreensivo quando penso no volume de conhecimento que se vai acumulando sobre estes fenómenos e as suas consequências, bem como os meios de prevenir que se transformem em catástrofes. Lembro-me de ter lido, algures, que, após o furacão Andrew em 1992 (três anos após o Hugo), as seguradoras deixaram de segurar as construções contra os efeitos destas tempestades, depois voltaram a fazê-lo mas os preços das apólices dispararam... Entretanto, vai-se construindo nas apetecíveis frentes marítimas e quando a tempestade chega, fala-se em dissipar furacões com bombas atómicas. Vai persistindo, no espírito humano, esta ideia de uma natureza hostil, que é preciso dominar a todo o custo... E permanecemos adormecidos para outra realidade e outros caminhos, possivelmente mais inteligentes e menos onerosos a todos os níveis. Conhecimento, planeamento... ;)

    [​IMG]
     

Partilhar esta Página