Milhares de idosos de Bragança vivem em lares sem climatização

Brigantia

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20 Jan 2007
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A esmagadora maioria dos lares e instituições para idosos do Distrito de Bragança não tem climatização para proteger o principal grupo de risco desta região do calor, revelaram hoje as autoridades de saúde.

Num distrito envelhecido, cerca de 35 mil idosos estão institucionalizados e constituem o grupo mais vulnerável e a principal preocupação do plano de contingência para as ondas de calor, apresentado hoje às equipas locais de saúde.

Segundo o delegado distrital de Saúde, Victor Lourenço, deste universo nove mil idosos sofrem de doenças crónicas como a diabetes, a hipertensão ou bronquite -asmática que tornam a sua condição ainda mais vulnerável aos golpes de calor.

As autoridades detectaram ainda 700 idosos a viverem em casa sozinhos e isolados, que vão merecer também especial atenção.

O delegado de saúde disse que este número de isolados será ainda maior já que resulta do levantamento concluído apenas em pouco mais de metade dos 12 concelhos do Distrito.

A maior preocupação centra-se nas instituições que acolhem idosos e que não tem as condições devidas para enfrentar o problema do calor.

Segundo a coordenadora da sub-região de saúde de Bragança, a esmagadora maioria das cerca de 130 instituições, entre lares e centros de dias, para idosos do Distrito não têm climatização para minimizar os efeitos do calor.

O delegado de saúde garantiu que algumas estão sensibilizadas para o problema e até já adquiriram aparelhos de ar condicionado portáteis que instalaram, pelo menos, nas salas de convívio dos idosos.

Para as restantes, as autoridades de saúde recomendam cuidados redobrados com os utentes como a hidratação com água e sumos naturais sem acucar e roupas frescas, sobretudo para os idosos acamados.

A sub-região aconselha mesmo as instituições a transportarem os idosos para locais frescos como as igrejas ou locais públicos, onde existe climatização, nomeadamente centros comerciais.

O plano de contingência para este Verão disponibiliza transporte para estes casos e para os idosos que vivem isolados e que tenham de ser retirados de casa.

Este plano pretende também uma maior articulação entre as diferentes entidades locais, desde os centros de saúde, a instituições de solidariedade social, bombeiros, protecção civil e juntas de freguesia.

A articulação tem sido, segundo Berta Nunes, o «ponto crítico» deste trabalho, mas mostrou-se convicta de que este Verão funcionará melhor.

Segundo disse, os centros de saúde vão receber diariamente informação dos diferentes níveis de alerta, identificados por cores: azul, amarelo, laranja e vermelho.

A coordenadora garantiu que as instituições serão informadas antecipadamente das condições para que adoptem as medidas necessárias.

O clima do Nordeste Transmontano é de extremos, com temperaturas gélidas no Inverno e que chegam a atingir os 40 graus no Verão, sendo Julho, Agosto e Setembro os meses mais quentes.

As autoridades locais não têm conhecimento de mortes directas devido ao calor, mas admitem que não existe informação sobre o assunto.

A região viveu, em 2006, cinco dias consecutivos de calor extremo, em que dois centros de saúde notificaram três casos de pessoas que viram a sua condição de saúde agravada.

O plano de contingência para 2007 prevê uma recolha de informação mais aprofundada e articulada, concretamente sobre o excesso de óbitos na época de maior calor.

Entre os grupos mais vulneráveis encontram-se também cerca de 3500 crianças em creches ou infantários, mas que não se encontram nas instituições durante todo o Verão, já que alguns meses coincidem com o período de férias.

Fonte : © Diário Digital / Lusa
 

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Bragança, Chaves, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco... Este não é um problema novo! Com as escolas passa-se o mesmo, mas como são cada vez menos o problema vai se resolvendo por sí! Em relação aos lares, acontece o inverso, assim a situação tende a agudizar-se! Confiemos nas pessoas de bem de este país!