Monitorização Clima de Portugal - 2026

É notável como até 1965, Março era um dos meses em que se podia a maior parte dos anos confiar que traria sempre alguma chuva relativamente abundante.
Depois, passou a um padrão de maioria de anos com Março seco intercalados a largos espaços com chuvosos. As décadas de 80 e 90 foram mesmo extraordinariamente secas neste mês, chegando-se a temer que seria o padrão futuro a longo prazo. Com o virar do século, o padrão mudou novamente mas diferente daqueles dois ritmos anteriormente observados, uma combinação dos dois talvez. Havendo ainda uma maioria de anos secos neste mês, passaram a ser intercalados com episódios chuvosos de certa forma surpreendentes em relação à memória que ficou daquelas duas últimas décadas do século passado.

As temperaturas também foram marcadas pela transição de 1965/66, iniciando-se cerca de vinte anos com Março frio, seguindo-se até à viragem do século um aquecimento progressivo.

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É notável como até 1965, Março era um dos meses em que se podia a maior parte dos anos confiar que traria sempre alguma chuva relativamente abundante.
Depois, passou a um padrão de maioria de anos com Março seco intercalados a largos espaços com chuvosos. As décadas de 80 e 90 foram mesmo extraordinariamente secas neste mês, chegando-se a temer que seria o padrão futuro a longo prazo. Com o virar do século, o padrão mudou novamente mas diferente daqueles dois ritmos anteriormente observados, uma combinação dos dois talvez. Havendo ainda uma maioria de anos secos neste mês, passaram a ser intercalados com episódios chuvosos de certa forma surpreendentes em relação à memória que ficou daquelas duas últimas décadas do século passado.

As temperaturas também foram marcadas pela transição de 1965/66, iniciando-se cerca de vinte anos com Março frio, seguindo-se até à viragem do século um aquecimento progressivo.

Ver anexo 32447
Sim, é interessante essa análise. Embora nos últimos anos, marços muitos chuvosos tenham contribuido para uma normal 1991-2020 mais chuvosa em março que as anteriores 71-2000 ou 81-2010.
 
Resumos climatológicos relativos a Abril:

PORTUGAL CONTINENTAL
Abril de 2026 foi muito quente e muito seco.
Em Portugal continental o mês ficou marcado por temperaturas significativamente acima do normal e por totais de precipitação abaixo do normal em grande parte do território continental.

Temperatura do ar
O valor médio da temperatura média do ar registou um valor de 16.10 °C, correspondendo a uma anomalia de +2.12 °C face ao período de referência 1991-2020, tornando este o 6º abril mais quente desde 1931. A temperatura máxima atingiu 22.59 °C, cerca de +3.29 °C acima da normal, sendo igualmente a 6ª mais elevada da série histórica. A temperatura mínima teve um valor médio de 9.60 °C, cerca de +0.95 °C acima da normal.
Durante abril ocorreram duas ondas de calor, com destaque para as regiões do interior Norte e Centro, vale do Tejo e interior do Alentejo na 1ª onda. Em Miranda do Douro e Pinhão, as condições de onda de calor prolongaram-se durante quase duas semanas consecutivas.

Precipitação
No que diz respeito à precipitação, foi o 10º abril mais seco desde 1931 e o 4.º mais seco deste século. O total mensal acumulado foi de apenas 28.4 mm, equivalente a 38% do valor normal para o mês. Em vários distritos, nomeadamente Aveiro, Lisboa, Évora, Setúbal, Beja e Faro, a precipitação não ultrapassou um quarto do valor habitual para abril.
As condições quentes e secas contribuíram ainda para uma diminuição significativa da água no solo, com valores inferiores a 40% em todos os distritos do interior Norte e Centro e em grande parte da região Sul.


ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES
O mês de abril de 2026 foi considerado frio e seco nos Açores.

Temperatura do ar
A temperatura média mensal observada nas várias estações meteorológicas, foram inferiores às respetivas médias para o período 1999-2025 e geralmente abaixo do primeiro quartil.

Precipitação
Os totais mensais de precipitação em abril observados foram geralmente inferiores às respetivas médias para o período 1999-2025, com exceção de São Jorge, Nordeste e S. Maria.


ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA
No mês de abril de 2026, em relação à normal climatológica de 1991-2020, a temperatura média do ar, nas quatro estações de referência (Funchal/Observatório, Chão do Areeiro, Santana e Porto Santo), registou valores superiores à normal em duas estações e inferiores à normal nas outras duas. No que se refere à quantidade de precipitação acumulada, os valores foram inferiores à normal climatológica em três das quatro estações de referência.

Temperatura do ar
As estações do Funchal/Observatório e do Chão do Areeiro registaram valores médios de temperatura do ar acima da normal climatológica, com anomalias de +0.5°C e +0.9°C, respetivamente. Por sua vez, as estações de Santana e Porto Santo registaram valores médios de temperatura do ar abaixo da normal climatológica, com anomalias de -0.7°C e -0.5°C, respetivamente.

Precipitação
Relativamente à precipitação acumulada nas quatro estações de referência, registaram-se valores inferiores à normal climatológica nas estações do Funchal/Observatório, Chão do Areeiro e Porto Santo com anomalias de -37.9 mm, -44.0 mm e -10.1 mm, respetivamente, e valores superiores à normal na estação de Santana onde se registou uma anomalia de +4.5 mm.

IPMA

Nota: o link para o resumo de Portugal Continental está incorreto, pois é relativo ao de março.
 
Está confirmado o novo recorde absoluto de temperatura máxima para o mês de maio.
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Onda de Calor em Maio de 2026​

Partilhamos a informação atualizada ao dia de hoje, 28 de maio de 2026, com dados recolhidos até às 10H UTC, sobre a onda de calor iniciada a 20 de maio em Portugal continental, com base nos dados observados pela rede de estações meteorológicas do IPMA.

À data da atualização, 16 estações meteorológicas automáticas utilizadas para monitorização do fenómeno encontram-se em situação de onda de calor, registando-se, contudo, a interrupção da onda de calor na estação de Vila Real de Santo António.

Destacamos o novo extremo absoluto no mês maio, Mora com 40.3°C. De realçar que em duas estações (Mora e Alvega) foram ultrapassados o anterior extremo absoluto de maio, 40°C, verificado no Pinhão a 30 de maio de 1953 e Termas de Monfortinho dias 30 e 31 de maio de 2001.

Análise detalhada aqui.

Fonte
 

Atualização - Onda de Calor em Maio​

Partilhamos a informação atualizada, a 01/06/2026, até às 18H20 UTC, sobre a onda de calor e extremos em maio, com base nos dados observados pela rede de estações meteorológicas do IPMA.

Ponto situação - 1 de junho de 2026
• Onda de calor iniciada a 20 de maio de 2026, em Portugal continental
• Os dados apresentados refletem a evolução do episódio até às 18:20UTC de 01 de junho.
• Com base na informação mais recente, 10 estações meteorológicas automáticas da rede do IPMA, utilizadas para monitorização deste fenómeno, mantém-se em onda de calor.
• A onda de calor manteve-se nas regiões norte e centro interior e Alentejo. Apenas as regiões do litoral não estão em onda de calor.
• Em termos do número de dias médio em onda de calor, este episódio: classifica-se como o terceiro mais longo, com 9.3 dias (mais elevada, 1964 com 9.7 dias)
• Magnitude média da onda de calor: este episódio classifica-se como a segunda com maior magnitude, valor de 77.3°C (mais elevada 1965 com 81.5 °C)

Para informação detalhada, incluindo gráficos explicativos e dados completos sobre a evolução da onda de calor e os extremos registados, recomenda-se a consulta do documento abaixo.

Anexo
 
O IPMA publicou os boletins climatológicos relativos a Portugal continental, Açores e Madeira referentes ao mês de maio de 2026. Tratam-se dos documentos finais com a informação climatológica completa.

-> PORTUGAL CONTINENTAL
O mês de maio de 2026 foi considerado quente e seco.
O mês de maio de 2026 ficou marcado por temperaturas acima da média e precipitação abaixo do normal em Portugal Continental. Foi o 10.º maio mais quente desde 2000 e registou um novo recorde absoluto de temperatura máxima para este mês.

Temperatura do ar

O valor médio da temperatura média do ar registou um valor de 17.85 °C, correspondendo a uma anomalia de +1.00 °C face ao período de referência 1991-2020. A temperatura máxima média foi de 24.15 °C, correspondendo a um desvio positivo de 1.63 °C, enquanto a temperatura mínima média se situou nos 11.54 °C, 0.36 °C acima do valor normal.
Ocorreu uma onda de calor que teve início a 20 de maio no Alentejo e Vale do Tejo, estendendo-se posteriormente às regiões do interior Norte e Centro. Este episódio foi o segundo mais longo registado desde que existem dados, com uma duração média de 9.5 dias. Durante este período foram registados 25 novos extremos de temperatura máxima. Em Mora, no distrito de Évora, os termómetros atingiram os 40.3 °C no dia 27, estabelecendo um novo recorde absoluto de temperatura máxima para o mês de maio em Portugal Continental

Precipitação

Apesar da ocorrência de alguns episódios de chuva, maio foi globalmente seco. A precipitação total mensal foi de 45.5 mm, o que corresponde a apenas 73% do valor normal para a época. Como consequência das temperaturas elevadas e da escassez de chuva nos últimos 10 dias do mês, verificou-se uma diminuição generalizada da humidade do solo, especialmente nas regiões do Alentejo e Algarve.



->ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES
O mês de maio de 2026 foi relativamente frio.
A relação entre os desvios médios da temperatura do ar e os desvios relativos da quantidade de precipitação nas estações do IPMA nos Açores, indica que o mês de maio de 2026 foi relativamente frio e normal quanto à precipitação.


-> ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA
Nas quatro estações de referência (Funchal/Observatório, Chão do Areeiro, Santana e Porto Santo), o mês de maio de 2026 caracterizou-se por quantidades de precipitação acumulada superiores aos valores normais (período de referência 1991-2020) e valores médios de temperatura do ar próximos da normal, com anomalias positivas em duas estações e negativas nas restantes.

Temperatura do ar
As estações do Funchal/Observatório e do Chão do Areeiro registaram temperaturas médias do ar superiores à normal, com anomalias de +0.1°C e +1.0°C, respetivamente. As estações de Santana e de Porto Santo apresentaram temperaturas médias inferiores à normal, ambas com uma anomalia de -0.3°C.
Foram ainda registados novos extremos climatológicos para o mês de maio:
• menor valor da temperatura mínima nas estações do Pico Alto, Prazeres e Cancela;
• menor valor da temperatura máxima nas estações do Caniçal, São Vicente e Prazeres;
• maior valor da temperatura máxima na estação do Pico Alto.

Precipitação
Em relação à precipitação, as quatro estações de referência registaram valores acumulados superiores aos valores da normal. Destacam-se a estação de Porto Santo, que acumulou 89.1 mm de precipitação, correspondendo ao valor mais elevado para o mês de maio desde 1961, e a estação de Santana que acumulou um total de 212.2 mm, sendo o 2º valor mais elevado desde 1961.
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No Continente, maio acabou por ser mais quente do que aquilo que estava à espera e superou 2025. Pelos vistos, o tempo mais fresco registado na primeira quinzena não conseguiu colmatar as anomalias positivas surreais superiores a 10ºC das últimas 2 semanas.
Bastante notável o aumento da frequência de meses de maio com anomalia positiva desde 2000.