Monitorização Clima Global e Teleconexões 2010

Estado
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Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Sim, obviamente apenas na Antártida.
As mínimas dos últimos 30 dias em várias estações da Antártida:


ant.gif



Já agora, a temperatura mais baixa medida numa estação oficial até hoje é precisamente na estação russa Vostok na Antártida, que está aí nesse gráfico, -89.2°C medidos a 21 Julho de 1983


A Normal de Vostok é esta:

vostok.gif
 

rozzo

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11 Dez 2006
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Média das mínimas de -75 C em Agosto!!! :shocking: :cold: :cold: :cold:
Valor incrível mesmo! Portanto as mínimas na ordem dos -80 C, ainda que um pouco abaixo da normal, serão bastante usuais não?

Mandem uns fumos ou poeiras vermelhos para o ar, e já estamos em Marte! :D
 

stormy

Super Célula
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7 Ago 2008
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Média das mínimas de -75 C em Agosto!!! :shocking: :cold: :cold: :cold:
Valor incrível mesmo! Portanto as mínimas na ordem dos -80 C, ainda que um pouco abaixo da normal, serão bastante usuais não?

Mandem uns fumos ou poeiras vermelhos para o ar, e já estamos em Marte! :D

O equador marciano é certamente mais quente:lol:;)
 

Zerrui

Cirrus
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9 Jul 2010
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belas
QUOTE=Vince;219510]http://www.cpc.ncep.noaa.gov/products/analysis_monitoring/enso_advisory/ensodisc.html[/QUOTE]

Caro Vince:
A propósito do fenómeno "El Niño", deixe-me (gostava de saber se há um limbo onde os textos são avaliados e depois deferida ou não a sua divulgação nos Fóruns sem disso se dar conta ao autor - poderá dizer-mopor correio electrónico?) mostrar uma visão simplificada que eventualmente será útil aos visitantes:
O aquecimento desigual do Globo Terrestre está na origem de uma faixa superiormente aquecida que acompanha o Equador e em duas zonas menos aquecidas nas calotes polares. Como existe atmosfera (e oceanos, claro) estabelece-se um mecanismo de distribuição desse calor que tem como primeiro passo a ascensão do ar mais aquecido, que sobe e arrefece. Junto ao solo esse ar é substituído pelo que ocupa as regiões a norte e a sul que, por sua vez, deixa lugar ao tal ar que ficou frio ao subir. Pareceria haver então duas grandes circulações atmosféricas para distribuir calor e procurar o equilíbrio térmico mas tal não sucede e os trajectos das massas de ar acabam por ser mais complicados, embora fisicamente fáceis de aceitar. No entanto, se ocorrem várias células de circulação entre a Região Equatorial e as Polares, o certo é a existência, junto ao solo, perto do Equador, de ventos persistentes de nordeste do lado norte e de sueste do lado sul. No tempo das viagens marítimas à vela chamaram-lhes "trade winds" e os descobrimentos foram feitos à custa deles, com as nossas caravelas a quase tocarem o Nordeste brasileiro quando pretendiam descer para o Atlântico Sul. Também no Pacífico esses ventos se sentem, passando por cima das altas cordilheiras montanhosas do interior do Chile, por exemplo, para o alto mar e, ao soprarem sobre as águas costeiras, arrastavam a água da superfície e levavam a que emergissem as águas profundas, mais frias, mais ricas para a pesca. Há uma eternidade de anos que isso acontece mas só agora se reparou que o facto de esse regime de ventos falhar é consequência da ruptura da circulação característica da atmosfera. Ora, se ela falha, todo o sistema climático é afectado por causa das hesitações na distribuição do calor solar. O termo "El Niño" aparece por os pescadores falarem castelhano e se quererem referir a uma perturbação mais frequente por altura de "la Navidad" e que os prejudica muitíssimo. Não é realmente o nome do lobo mas é o sinal mais evidenciado de que algo corre mal lá por cima. Cá em baixo, porém, tudo corre bem, com os meteorologistas primeiro e os climatologistas logo a seguir a darem atenção à informação empírica do saber de experiência feito. Não nos percamos a estudar a s consequeências. Atiremo-nos agora às causas: o que é que leva a atmosfera a alterar regularmente o seu ritmo?
Esperando não ter maçado com um assunto tão debatido e certamente do seu conhecimento, cumprimento-o e felicito-o pelo site. (por favor, contacte-me para me ilucidar sobre as regras que eu posso ter estado a infringir - será que me enganei no tipo de diálogo a estabelecer entre os participantes?)
 

Mário Barros

Furacão
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18 Nov 2006
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Cavaleira (Sintra)
Temperaturas mais altas de sempre registadas este ano em 17 países

Dezassete países já registaram este ano as temperaturas mais altas de sempre, avança a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Só em Portugal já se revistaram quatro ondas de calor desde Maio.

Em três meses, Portugal registou quatro ondas de calor, ou seja, períodos de pelo menos seis dias com temperaturas cinco graus superiores à média. Estes extremos contribuíram para tornar Julho o mês mais quente dos últimos 79 anos.

Mas não é só Portugal que vive um Verão mais quente. De acordo com a OMM, este ano dezassete países registaram as temperaturas mais altas de sempre.

Na Rússia, os 40 graus sentidos em várias regiões contribuíram para a vaga de fogos que consumiram uma vasta área florestal do país. Também os vizinhos Bielorrússia e Ucrânia viveram uma onda de calor que durou mais de três semanas.

Iraque, Arábia Saudita e Sudão atingiram temperaturas superiores a 47 graus. Chipre, Colômbia e Finlândia também bateram recordes. O Paquistão, agora afectado pelas maiores cheias do século, registou uma temperatura recorde de 53,5.

Com base nestes dados, a OMM admite que os últimos registos de catástrofes de origem climática superam "em intensidade, duração e extensão geográfica" as maiores registados na história e que, com o aquecimento global, estas calamidades vão tornar-se mais frequentes.

SIC
 

Gerofil

Super Célula
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21 Mar 2007
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Estremoz (401 metros)
Especialistas devem estudar rapidamente alterações das correntes atmosféricas

Os especialistas do clima devem estudar o mais rápido possível as alterações das correntes de ar, ligadas às graves inundações do Paquistão e à onda de calor sem precedentes na Rússia, afirmou hoje um perito.
Este verão registou-se uma meteorologia particularmente difícil, com as chuvas excepcionais que assolam o Paquistão há várias semanas, uma onda de calor que está a provocar graves incêndios na Rússia, os deslizamentos de terras provocados pelas chuvas torrenciais na China e a divisão em dois de um icebergue gigantesco na Gronelândia. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), estes acontecimentos são excepcionais, mesmo tendo em conta as condições climáticas extremas de algumas regiões.
Trata-se de "uma sequência de acontecimentos sem precedentes", que "ultrapassa, em intensidade, duração e localização geográfica, todos os acontecimentos históricos anteriores". "Isto coloca uma questão urgente para a ciência do clima: saber se a frequência e a duração dos episódios de bloqueio estão em vias de evoluir", explica a OMM, em comunicado.
O director do programa de investigação do clima da OMM e da UNESCO, Ghassem Asrar, explica que estes acontecimentos dramáticos no Paquistão e na Rússia têm origem num fenómeno de bloqueio de correntes atmosféricas. Tais bloqueios, que podem provocar uma intensificação da humidade (logo, da chuva) ou do calor, parecem estar a tornar-se cada vez mais frequentes e longos.
Segundo Ghassem Asrar, os investigadores europeus tinham previsto, algumas semanas antes da sua chegada, um fenómeno de bloqueio: estes peritos "assinalaram claramente esta informação e acompanharam-na", assegurando que "certamente que estes dois acontecimentos no Paquistão e na Rússia estão ligados".
Os movimentos de bloqueio devem ser estudados de perto, à semelhança dos fenómenos El Niño e El Niña no Oceano Pacífico, acrescentou Ghassem Asrar. As respostas a estes fenómenos são importantes porque têm "um impacto na vida das pessoas e na propriedade, como mostram os exemplos do Paquistão e da China".

DN
 

Gerofil

Super Célula
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21 Mar 2007
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Estremoz (401 metros)
Current extreme weather events

Unprecedented sequence of extreme weather events - Several regions of the world are currently coping with severe weather-related events: flash floods and widespread flooding in large parts of Asia and parts of Central Europe while other regions are also affected: by heatwave and drought in Russian Federation, mudslides in China and severe droughts in sub-Saharan Africa. While a longer time range is required to establish whether an individual event is attributable to climate change, the sequence of current events matches IPCC projections of more frequent and more intense extreme weather events due to global warming. The Monsoon activity in Pakistan and other countries in South-East Asia is aggravated by the la Niña phenomenon, now well established in the Pacific Ocean.
The Pakistan Meteorological Department (PMD) has been issuing warnings since the onset of the pre-Monsoon season in mid-June and issues continuous weather and flood advisories and warnings to assist in emergency relief (http://www.pakmet.com.pk) Heavy and persistent rainfall has been recorded since July causing severe flash floods and widespread flooding. The event affected first the north-western part of Pakistan and later extended to large parts of the country, with Khyber-Pakhtonkwa, Punjab and Sindh among the most affected provinces. The province of Khyber-Pakhtonkwa received nearly 180 % excess of total July rainfall compared to the monthly long-term average.
According to Roshydromet, the Russian Federal Service for Hydrometeorology and Environmental Monitoring, July 2010 is the warmest month ever in Moscow since the beginning of modern meteorological records, 130 years ago. Temperature has exceeded the long-term average by 7.8° C (compared to the previous record in July 1938 with 5.3° C above average). Record high temperatures varying between 35° C and 38.2° C were registered for more than 7 consecutive days end July, with the heatwave continuing into August. The daily temperature of 38.2° C on 29 July was the highest ever in Moscow (compared to a long-term average of approximately 23° C). The minimum temperature of nearly 25°C (recorded during the night before sunrise) also scored a significant increase compared to the historical average of about 14° C. Those temperatures are characteristic for a heatwave of a rare intensity and duration. For related information: Research on reactive gases
The World Meteorological Organization coordinates the global collection of climate data for long-term scientific research. The Organization, with its partners, is working towards a Global Framework for Climate Services, decided upon in 2009 by World Climate Conference-3, to provide information and services for adapting to climate change.
Scientists projected an increase in intensity and frequency of extreme weather events - Several diverse extreme weather events are occurring concurrently around the world, giving rise to an unprecedented loss of human life and property. They include the record heatwave and wildfires in the Russian Federation, monsoonal flooding in Pakistan, rain-induced landslides in China, and calving of a large iceberg from the Greenland ice sheet. These should be added to the extensive list of extreme weather-related events, such as droughts and fires in Australia and a record number of high-temperature days in the eastern United States of America, as well as other events that occurred earlier in the year.
The heatwave in the European part of the Russian Federation is associated with a persistent pressure ridge that appeared in June 2010. Initially, it was associated with the Azores high, but later was reinforced by a strong inflow of warm air from the Middle East. More than 20 daily temperature records were broken including the absolute maximum temperature in Moscow. The high temperatures triggered massive forest and peat fires in the European part of the country. Some villages were burned completely, with smoke and smog adversely and greatly affecting the health and well-being of tens of millions of people.
The floods in Pakistan were caused by strong monsoon rains. According to the Pakistan Meteorological Department, the instant rain intensity reached 300 mm over a 36-hour period. The strong monsoon rains led to the highest water levels in 110 years in the Indus River in the northern part of the country, based on past records available from 1929. More areas in central and south Pakistan are affected by the floods. The death toll to date exceeds 1 600 and more than 6 million people have been displaced. Some reports indicate that 40 million citizens have been affected by the floods.
China is also experiencing its worst floods in decades. The recent death toll due to the mudslide in the Zhouqu county of Gansu province on 7 August 2010 exceeded 700, with more than 1 000 people missing. In addition, 12 million people are reported to have lost their homes owing to the recent floods.
On 5 August 2010, the MODIS sensor on NASA’s Aqua satellite detected calving from the Petermann Glacier in northern Greenland. The largest chunk of ice to calve from the glacier in the past 50 years of observations and data (since 1962) measures more than 200 sq. km. Tens of thousands of icebergs calve yearly from the glaciers of Greenland. However, this one is very large and because of its size more typically resembles icebergs in the Antarctic.
Climate extremes have always existed, but all the events cited above compare with, or exceed in intensity, duration or geographical extent, the previous largest historical events. According to Roshydromet, studies of the past climate show no record of similar high temperatures since the tenth and eleventh centuries in Ancient Russia.
The occurrence of all these events at almost the same time raises questions about their possible linkages to the predicted increase in intensity and frequency of extreme events, for example, as stipulated in the IPCC Fourth Assessment Report published in 2007. The Report stated that “…the type, frequency and intensity of extreme events are expected to change as Earth’s climate changes, and these changes could occur even with relatively small mean climate changes. Changes in some types of extreme events have already been observed, for example, increases in the frequency and intensity of heat waves and heavy precipitation events” (Summary for Policy Makers, WG I, FAQ 10.1, p. 122).
Similar questions were also frequently asked following the summer heatwave in Europe in 2003, which was the hottest in continental Europe since at least 1540. In a number of studies, particularly “Human contribution to the European heatwave of 2003” (Nature, 2004) Stott, Stone and Allen stated that “it is very likely (confidence level >90%) that human influence has at least doubled the risk of a heatwave” such as that which occurred in 2003. As Beniston and Diaz report in their paper published in Global and Planetary Change in 2004: “although a single extreme event, however intense, is by no means proof of global warming, the lessons that can be learned from the recent heat wave could be used to help shape future policy response. […] Society will face considerable challenges in trying to cope with heat waves of similar or even greater magnitude to 2003 that are projected to become more common in the latter decades of the 21st century.”
A series of recent publications indicate that main patterns of atmospheric variability exhibit noticeable changes and are predicted to be different in a warmer climate. Several reports state that climate phenomena such as El Niño and La Niña will be noticeably different from those observed in the past. This poses an urgent question for climate science: whether the frequency and longevity of the blocking episodes are going to change. Research on extreme climate events is one of the focuses of the World Climate Research Programme. For example, its forthcoming workshop on metrics and methodologies of estimation of extreme climate events, to be held in Paris, from 27 to 29 September 2010, will focus on the quantitative estimation of different climate extremes under observed and future climate conditions, thus creating a scientific and methodological basis for the assessment of risks associated with climate extremes and developing indices for their quantification to aid disaster risk management.

World Meteorological Organization
 

David sf

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8 Jan 2009
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Oeiras / VN Poiares
Estamos a entrar num evento de La Niña que provavelmente será das maiores das últimas décadas. O maior (ou menor para ser mais preciso) valor mensal de La Niña foi Dezembro de 1973, com -2,1. Se se cumprirem as previsões é muito provável que tal valor venha a ser batido neste inverno:

NOAA

nino34sstmon.gif


IOD

sstanino34fcst2yr1sep20.gif


Se virmos o gráfico da IOD (japonesa), há também a hipótese de termos uma La Niña de longa duração (cerca de ano e meio, dois anos).
 

Aurélio

Cumulonimbus
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23 Nov 2006
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Faro
Estamos a entrar num evento de La Niña que provavelmente será das maiores das últimas décadas. O maior (ou menor para ser mais preciso) valor mensal de La Niña foi Dezembro de 1973, com -2,1. Se se cumprirem as previsões é muito provável que tal valor venha a ser batido neste inverno:

NOAA

nino34sstmon.gif


IOD

sstanino34fcst2yr1sep20.gif


Se virmos o gráfico da IOD (japonesa), há também a hipótese de termos uma La Niña de longa duração (cerca de ano e meio, dois anos).

E por isso toca a aproveitar as estas chuvas de inicio de Outono porque cheira-me que depois teremos uma longa seca, porque geralmente uma forte La Nina origina um longo bloqueio aqui no sul do país !!
Por isso Algarvios toca a aproveitar !!
 

Kispo

Cumulus
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17 Ago 2008
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Monte Abraão, Queluz (195m)
Os dados mais recentes denotam uma queda abrupta das temperaturas a nível global do planeta (La Niña a fazer estragos; actividade solar mantem-se em níveis baixos, ?????incremento na actividade vulcânica????):

AMSRE-SST-Global-thru-27-Oct-2010.gif


rclimate_uah_ch5_latest.png
 

Kispo

Cumulus
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17 Ago 2008
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Monte Abraão, Queluz (195m)
Temperatura média global do planeta em Dez 2010 (dados dos satélites)

De realçar que em Dezembro continuámos com o fenómeno La Niña e o sol apresentou níveis baixíssimos de actividade.

UAH:

UAH_LT_1979_thru_Dec_102.gif


RSS:

rss_dec20101.png
 
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