Mortalidade em Portugal devido a frio e gripe

Dan

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26 Ago 2005
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Mortalidade em Portugal cresceu nas últimas 3 semanas

Mortalidade com números acima do esperado. Gripe e frio extremo podem ser as causas deste aumento, mas ainda não há certezas.
Há três semanas que há mais pessoas a morrer em Portugal do que seria esperado para esta época do ano tendo em conta a mortalidade média dos anos anteriores.
Este excesso de mortalidade pode ter como culpados o frio e uma epidemia de gripe, mas ainda não há certezas.

O resto da notícia aqui TSF
 
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Mário Barros

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18 Nov 2006
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Cavaleira (Sintra)
É complicado saber exactamente as causas nestas situações, mas arriscaria num conjunto de causas, como o facto de termos tido frio intenso ao longo de um período maior que o normal, e o facto (muito remoto) de quase todos os custos dos serviços do serviço nacional de saúde terem encarecido.
Mas também poderá passar por uma simples "vaga" que ocorre de tempos em tempos, ninguém controla estas coisas.
 

Mário Barros

Furacão
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18 Nov 2006
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Cavaleira (Sintra)
Frio e gripe terão aumentado mortalidade em meados de fevereiro
O Instituto de Saúde Ricardo Jorge confirmou esta segunda-feira, através de comunicado, o aumento da mortalidade em Portugal "por todas as causas", entre os dias 13 e 19 de fevereiro.

No texto, a instituição adiantou que "os períodos de frio extremo, assim como as epidemias de gripe, estão associadas a excessos de mortalidade", acrescentando que, "em Portugal, a média ao longo de várias épocas foi de cerca de 2.400 óbitos, variando entre a ausência de excesso e um acréscimo de 8.500 (1998-1999)".

Sobre o aumento da mortalidade verificado nas últimas semanas em Portugal, o Instituto Ricardo Jorge admitiu que "está muito possivelmente associado ao período de frio e à circulação de agentes infeciosos respiratórios que ocorreu em simultâneo".

Mais adiantou que "as análises preliminares dos dados efetuadas, apenas com números absolutos e não com taxas, mostram que o excesso de mortalidade se concentra no grupo etário dos 75 e mais anos", bem como nas regiões Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo.

O apuramento efetivo do impacto da infeção por gripe e o período de frio extremo na mortalidade só será possível, esclareceu, "com a análise da mortalidade desagregada por causas de morte, por região e por grupos etários", mas desde já assegurou que "não se identificaram outros fatores que melhor possam explicar o excesso de mortalidade observado".

O período para este "apuramento epidemiológico e estatístico mais exaustivo" é estimado pelo Instituto em pelo menos seis meses, por estar "condicionado à disponibilidade da mortalidade por causa específica".

Em todo o caso, assegurou que vai investigar "em profundidade" os motivos associados a este excesso de mortalidade, em articulação com a Direção-Geral da Saúde.

O Instituto Ricardo Jorge disponibiliza todas as quintas-feiras, na sua página na internet (www.insa.pt), o Boletim da Gripe.

JN
 

Mário Barros

Furacão
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18 Nov 2006
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Cavaleira (Sintra)
Novo pico de mortalidade em Portugal
Nos últimos dias, o Instituto de Saúde Ricardo Jorge registou um novo pico de mortalidade, com um número de mortos superior ao normal nesta altura do ano.

Há quatro semanas que Portugal regista uma taxa de mortalidade superior à registada nos últimos três anos, mas a situação tem vindo a agravar-se. Só na semana de 20 a 26 de fevereiro registaram-se 3.080 mortos.

As principais vítimas são idosos com mais de 75 anos. O frio e a circulação de agentes infeciosos respiratórios poderão ser causas desta situação.

RTP

Tá imparável.

Valores da mortalidade correspondem a um "padrão esperado", diz DGS
O diretor-geral de Saúde, Francisco George, explicou hoje que os números da mortalidade verificados nas últimas semanas correspondem a um "padrão esperado" quando circulam estirpes do vírus da gripe menos comuns, associadas ao frio.

"Estamos perante um padrão esperado quando circulam estas estirpes do vírus da gripe associadas às semanas frias do ano", disse à agência Lusa Francisco George.

O diretor-geral de Saúde sublinhou também que o aumento da mortalidade registado em Portugal foi também registado em outros países da União Europeia e está associado à circulação de uma estirpe do vírus da gripe menos comum, mas preponderante este ano, o A(H3N2).

Francisco George sublinhou que os valores da mortalidade em 2012 são "esperados" quando comparados com anos anteriores em que também circulou esta estirpe do vírus, como em 2008/2009, e recordou o ano de 1998, em que o A(H3N2) "provocou uma mortalidade ainda mais acentuada".

"Os dados agora têm um acesso público, mas é preciso comparar com os dados dos anos anteriores para se ter noção do fenómeno no conjunto", disse.

O diretor-geral de Saúde explicou que a mortalidade geral em Portugal, "estimada em 105 mil óbitos por ano", não pode ser tratada numa lógica de médias diárias, semanais ou mensais, uma vez que funciona por 'picos'.

"A mortalidade não se distribui em Portugal de forma regular e uniforme ao longo das semanas do ano. É um fenómeno com um acentuado comportamento cíclico ligado às semanas frias", declarou.

Quanto à vacina para a gripe, Francisco George destacou que é sobretudo eficaz "contra as complicações da gripe", mesmo quando a sua composição não abrange todas as estirpes em circulação.

Apesar de serem feitas estimativas anuais das estirpes que vão estar em circulação na época gripal para preparar a vacina, é possível que entre fevereiro -- quando é desenvolvida -- e outubro -- quando começa a ser aplicada, o vírus "que funciona como um camaleão" sofra mutações durante a sua "volta ao mundo".

São essas mutações que ficam fora das estimativas na preparação da vacina e que estão agora a ser estudadas, tal como Francisco George já tinha anunciado no início desta semana.

A mortalidade em excesso "por todas as causas" atingiu na semana passada os 3.080 óbitos, aumentando para 6.110 a cifra das duas últimas semanas, revelam dados oficiais.

Em declarações à agência Lusa, Baltazar Nunes, técnico do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), especificou que na última semana, de 20 a 26 de fevereiro, a mortalidade "por todas as causas", com valores acima do esperado e observada principalmente entre idosos com 75 ou mais anos, fixou-se nos 3.080 óbitos.

Na semana anterior, de 13 a 19 de fevereiro, o número de óbitos, em idênticas circunstâncias, situou-se nos 3.030, fundamentalmente entre idosos, adiantou a fonte, ressalvando que os dados estão sujeitos a constantes alterações, uma vez que são atualizados permanentemente.

Lusa
 

joocean

Cirrus
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3 Dez 2010
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Ora aqui está um tema actual, polémico, político, social, etc....

Gostava de acrescentar o seguinte. A mortalidade em Portugal, tal como nos países das latitudes médias do hemisfério norte possuem uma sazonalidade, ou seja, em termos médios mensalmente o número de óbitos é mais elevado nos meses mais frios dos ano e mais baixo nos meses mais quentes (não se confunda com situações excepcionais de calor que possam ocorrer durante o período estival).
Isto está concordante com o gráfico do post anterior extraído do site do INSA.

O que não se comenta muito é que a sazonalidade que é observada em muitos países do sul da Europa, como em Portugal não se verifica de forma tão acentuada nos países do norte da Europa.
 

Aristocrata

Super Célula
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28 Dez 2008
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A mortalidade (aumentada) das últimas semanas é reflexo de condições ambientais que neste caso foram o frio e baixos níveis de humidade.
Por vezes, há como que um despoletar para que muitas pessoas, que já estão em condições de elevado risco (como que na corda bamba), agravem o seu estado de saúde. Não se pode afirmar peremptoriamente que foi da condição A, B ou C ou de todas ou variadas combinações destas.
O que se pode afirmar é que todos os anos há incremento da mortalidade em determinadas alturas. Sempre foi assim e sempre será.:(
Não é à toa que se considera que o outono tem uma elevada taxa de óbitos comparada com o verão - a tradição associa isto com a "queda da folha". Será a falta de sol um fator? O aumento dos estados depressivos outro fator? O frio, a humidade, etc, etc.
Talvez mais estudos aprofundados nos mostrem dados passíveis de interpretações realísticas.

O que não pode acontecer é isto: usarem este tema como arma de arremesso político. Na praça pública não se pode brincar com estas coisas.:mad:
 
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Gerofil

Super Célula
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21 Mar 2007
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Estremoz (401 metros)
Gripe: mais 11 países, além de Portugal, reportam excesso de mortes de idosos

Portugal não foi o único país da Europa a registar, em Fevereiro e Março, um elevado número de mortes entre os idosos, avança o jornal Público. Em mais 11 países, dos 14 que forneceram dados, verificou-se um excesso de mortalidade (total de óbitos acima do valor esperado para esta altura do ano) na população com idade igual ou superior a 65 anos, revela a revista Eurosurveillance, publicada pelo Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças. A Alemanha e a Dinamarca constituíram as excepções.
O excesso de mortalidade observado neste Inverno desencadeou grande polémica em Portugal. Após várias semanas consecutivas com um número de mortes muito elevado, vários especialistas em saúde pública e políticos vieram a público defender que este fenómeno poderia ter que ver com as crescentes dificuldades no acesso aos serviços de saúde e com a crise económica.
Os responsáveis da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) atribuíram desde o início o excesso de óbitos ao período de frio extremo, em conjugação com a ocorrência tardia da epidemia de gripe, aliado ao facto de, este ano, a estirpe do vírus predominante ser a A(H3N2), que afecta sobretudo os idosos, escreve o Público.
Enfatizando a natureza preliminar desta análise, os especialistas que assinam o artigo da Eurosurveillance defendem agora que o "regresso" desta estirpe do vírus da gripe deverá ser, de facto, o principal factor que explica o acréscimo da mortalidade, associado à vaga de frio que se fez sentir na Europa. E isto porque, nos dois Invernos anteriores, a estirpe em circulação foi a do vírus pandémico, a A(H1N1), que afecta sobretudo os mais jovens e poupa os mais idosos.
"O que estes dados demonstram é que, independentemente das diferenças económicas e sociais, este Inverno houve um excesso de mortalidade na maior parte dos países. E tudo aponta para que isto resulte do H3N2 e do frio, sobretudo da duração do período de frio", comenta o pneumologista e consultor da DGS Filipe Froes. "Devemos, mesmo assim, continuar a analisar o eventual impacto que as medidas tomadas (como as taxas moderadoras) podem ter no acesso aos cuidados de saúde e o impacto das dificuldades económicas" neste fenómeno, acentua.
O excesso de mortalidade tem sempre "uma explicação multifactorial, mas a hipótese que parece mais plausível é a das características do vírus", reforça o presidente do INSA, José Pereira Miguel. "Ninguém pode afastar os efeitos da crise, mas os fenómenos sociais demoram mais tempo a produzir efeito", nota Pereira Miguel, que diz que vai ser necessário aguardar mais alguns meses até que o estudo sobre as causas da mortalidade esteja concluído.
Seja como for, há muitas diferenças entre a progressão da epidemia de gripe e a mortalidade observada entre os vários países analisados no artigo da Eurosurveillance. Os gráficos permitem perceber que, em Portugal, Espanha, França e Bélgica, o pico do excesso de mortalidade foi mais acentuado do que o registado nos outros países. E a mortalidade por todas as causas entre os idosos esteve acima da linha de base durante sete semanas em Portugal, em Espanha e na Bélgica, enquanto na Irlanda e na Grécia isso aconteceu apenas durante uma semana.
Por outro lado, se numa grande parte dos países analisados o excesso de mortalidade coincidiu com o crescimento da actividade gripal (como aconteceu em Portugal), noutros, como a Bélgica, a Suécia e a Holanda, as mortes começaram a exceder o esperado ainda antes de a epidemia de gripe se manifestar. O que significa, concluem os especialistas, que a gripe não explica tudo e que haverá "outros factores" a considerar.

Fonte: rcm pharma
 
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Agreste

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29 Out 2007
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Aljezur (48m) - Faro (11m)
DGS prepara resposta para possível surto de gripe mais violento

Prevê-se que o principal vírus da gripe que vai circular este Inverno seja de uma estirpe mais agressiva, sobretudo para os idosos e doentes crónicos: a estirpe H3N2. Para minimizar a mortalidade devido à gripe serão tomadas uma série de medidas que incluem a melhoria do acesso aos serviços de saúde, para além da promoção da vacinação e de cuidados de higiene.

Estas medidas foram apresentadas pela Direcção-Geral da Saúde e pelo Ministério da Saúde no 'Plano de Prevenção e Resposta para o Outono/Inverno – Infecções Respiratórias'. Entre as medidas preventivas constam: permitir mais consultas sem marcação nos Centros de Saúde, diminuir o tempo de espera nas urgências, e libertar camas nos Hospitais para poder internar mais pessoas e reduzir a permanência de macas nos corredores.O secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, apelou também à vacinação das pessoas a partir de 65 anos (para quem a imunização é gratuita nos Centros de Saúde e não requer receita médica), dos profissionais de saúde, dos cuidadores de crianças ou idosos, assim como de todos aqueles que estejam nos chamados grupos de risco (com doenças crónicas dos pulmões, coração, rins ou fígado, diabetes ou outras doenças que diminuam a resistência às infecções).

A subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, reforçou também a importância dos cuidados de higiene, dentro e fora dos hospitais e centros de saúde, a que designaram de 'etiqueta respiratória'. Nomeadamente, evitar espirrar e tossir para as mãos e lavar as mãos frequente e correctamente.

Foi ainda feito o apelo a que os cidadãos evitem aglomerados nos serviços de saúde, ligando primeiro para a Linha Saúde 24 (808 21 24 24).

http://www.publico.pt/sociedade/not...par-surto-de-gripe-mais-forte-1679720?page=-1
 

Lousano

Cumulonimbus
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12 Out 2008
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Lousã/Casais do Baleal
Nos últimos anos criaram-se sistemas simplificardores e muitos importantes para uma rápida análise do que vai acontecedo pelo país.
Um deles foi o sistema SICO, do Ministério da Saúde.

Apesar de só nos últimos meses estar praticamente em pleno funcionamento, já podemos verificar um pormenor sobre a polémica das urgências a "abarrotar pelas costuras":

Mortes verificadas em Dezembro 2014

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anda

Mortes verificadas até 24 de Janeiro de 2015 (todos os dias os valores ainda são provisórios mas terão poucas alterações, excepto no dia 25 de Janeiro)

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É bem evidente a diferença da mortalidade.