O Estado do País 2015

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Podem mandar Bruxelas dar uma volta, ninguém impede. Embora os populistas da extrema esquerda e extrema direita raramente expliquem as consequências catastróficas disso.
Se andas de mão estendida aos credores tens que estar sujeito às condições deles. Qual é a dúvida?

A dúvida não é nenhuma, mas isso vai de encontro ao que disse na minha primeira mensagem (de que o que acontece lá fora ser mais importante do que a discussão de quem é eleito "cá dentro", devido a isso mesmo, de estar sujeito ao que os credores exigem como condições). Concordo relativamente ao que disse sobre os populistas de ambas as extremas.

A discussão em torno de quem vai ser o próximo Governo está a ser feita na perspectiva de que tudo o resto na Europa está bom quando na realidade existem questões, muitas elas de fundo, que deveriam ser faladas e expostas em público (e penso que esta é que deveria ser a verdadeira discussão a ser feita, não só a nível nacional, mas a nível europeu). Mas pronto, talvez seja eu que esteja a ver tudo duma forma errada. :)
 
a situação dos sírios será muito importante para o que vai acontecer na europa. Foi decidido nas reuniões de setembro distribuir 160 mil cidadãos rapidamente por vários países para aliviar as zonas de chegada. Estamos em novembro e só foram distribuidos 86.
Os donos da europa não querem pagar, toda a gente levanta muros e ninguém quer saber dos estrangeiros. A degradação da situação vai ser rápida, os tumultos e a violência chegarão à medida que o inverno se instala. A quantidade de gente a chegar não vai parar.
 
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enquanto os russos vão limpando a síria da escumalha inspirada nos filmes americanos... os states já mandaram mais uma leva de "conselheiros militares"... a america interessa-lhe o caos pois só assim se conseguem impor.
 
enquanto os russos vão limpando a síria da escumalha inspirada nos filmes americanos... os states já mandaram mais uma leva de "conselheiros militares"... a america interessa-lhe o caos pois só assim se conseguem impor.

Impor? Onde? Na cooperação russa com a Jordânia, país tão ou mais importante que Israel na manutenção do equilíbrio no Médio Oriente (e aliado próximo dos EUA)? Na cooperação com o Iraque? O império está em retirada, e decadência, acelerada. Os russos estão a aproveitar o vazio. A guerra religiosa dos muçulmanos ainda está no princípio. E os países sunitas que rodeiam a Síria têm tanta ou mais culpa do conflito.

Os donos da europa não querem pagar, toda a gente levanta muros e ninguém quer saber dos estrangeiros. A degradação da situação vai ser rápida, os tumultos e a violência chegarão à medida que o inverno se instala. A quantidade de gente a chegar não vai parar.

Concordamos nos tumultos e violência. Até as armas estão-se a esgotar na Áustria. A sociologia nunca muda. Grandes influxos de estrangeiros tendem a ser vistos com desconfiança (ainda por cima 75% dos refugiados são homens. Eu se quisesse islamizar a Europa também mandava os homens mas isso é só uma teoria da conspiração*). E numa economia estagnada com tendência a deteriorar-se prevejo um contínuo aumento de conflitos. A tua visão de sociedade é utópica. Em quantos regimes (comunistas) há harmonia entre as diversas etnias?

*Por 'falar' em teorias da conspiração:

http://www.bloomberg.com/news/artic...oros-of-stoking-refugee-wave-to-weaken-europe

Não seria a primeira vez que o Soros investiria em conflitos:

http://www.washingtontimes.com/news...nds-ferguson-protests-hopes-to-spur/?page=all
 
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A malta de direita começa a mobilizar-se. Está marcada uma manif em frente à assembleia no dia em que o governo, ao que tudo indica, vai ser chumbado. Esta malta vai manifestar-se contra um governo Trotskista-Marxista-Leninista. No mesmo dia está também marcada uma manif da CGTP para o mesmo local, isto vai dar m**** o rastilho de pólvora está lá, espero que ninguém o acenda. :unsure:

http://visao.sapo.pt/atualidade/2015-10-30-Eles-querem-ver-a-direita-na-rua
 
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horácio, tás lá... apoiado. A algara moura vai já a caminho e é ainda maior que os exércitos do almançor.

«o País de Horácio Vilela “é de Afonsinos, de Aviz, de Bragança, de Camões, de cristãos e famílias lusas; não é de Marx, de Engels ou de Lenine, não é de mouros ou de Eusébio!»

 
Depositantes chamados a salvar bancos dentro de dois meses

http://economico.sapo.pt/noticias/d...alvar-bancos-dentro-de-dois-meses_233251.html

Num mês em que a imprensa italiana noticiou que três bancos (Carife, Etruria and Banca Marche) seriam intervencionados segundo as novas regras, e no meio de notícias que colocam em questão a solvabilidade do Banif, e, na Grécia, se prepara um resgate à banca com dinheiros europeus – via reforço de capital no âmbito do terceiro programa de assistência a Atenas –, a Europa prepara-se para a entrada em vigor de uma medida em que o pânico dos depositantes foi tido em conta.

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O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que os quatro maiores bancos gregos precisarão de 14,4 mil milhões de euros se a economia enfrentar os piores cenários.

Os testes à saúde financeira dos bancos gregos, conhecida como uma "avaliação global", realizada pelo departamento de supervisão bancária do BCE, identificou uma falta de capital de 4,4 mil milhões de euros no âmbito de um cenário de referência e 14,4 mil milhões de euros num cenário adverso, disse a instituição europeia em comunicado.

http://www.acorianooriental.pt/noti...e-14-4-mil-milhoes-de-euros-para-tapar-buraco
 
Vou relatar uma situação que presenciei há dias, e que mostra, a meu ver, a "suprema democracia" das pessoas que se orgulham de "ser de esquerda".

O ponto de partida: Um aluno de uma escola pública pediu transferência para uma escola privada (com contrato de associação). A tal pessoa de esquerda, ao saber de tal facto, perguntou se esse aluno era ou não subsidiado (de facto, tinha subsídio da ação social escolar de escalão A).
A dita pessoa de esquerda questionou como iria pagar a mensalidade, ao que alguém respondeu que o colégio tinha contrato de associação, pelo que o aluno não pagaria nada.
Resposta da pessoa de esquerda: Isso é uma vergonha! Tiram dinheiro da escola pública para dar aos privados! Prefiro pagar impostos para que essas pessoas tenham subsídios (RSI's) do que pagar para escolas privadas!

O meu comentário: E o direito de opção? Felizmente que o estado permite a pessoas com mais dificuldades económicas escolher entre a escola pública e a privada! Dá total liberdade de escolha! Mas a esquerdalha acha que é preferível dar subsídios aos pobrezinhos e tirar-lhes a opção de escolherem a escola para os filhos! Porque na verdadeira democracia, o estado é dono e senhor!!! E viva o "sovietismo"! Ou, como dizem os outros, "morte à iniciativa privada"...
 
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O ponto de partida: Um aluno de uma escola pública pediu transferência para uma escola privada (com contrato de associação). A tal pessoa de esquerda, ao saber de tal facto, perguntou se esse aluno era ou não subsidiado (de facto, tinha subsídio da ação social escolar de escalão A). A dita pessoa de esquerda questionou como iria pagar a mensalidade, ao que alguém respondeu que o colégio tinha contrato de associação, pelo que o aluno não pagaria nada. Resposta da pessoa de esquerda: Isso é uma vergonha! Tiram dinheiro da escola pública para dar aos privados! Prefiro pagar impostos para que essas pessoas tenham subsídios (RSI's) do que pagar para escolas privadas!

Faltam aí saber quanto custa a cada português uma turma no ensino público e quanto custa a cada português uma turma no ensino privado; era bom que os portugueses soubessem... :)
 
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http://portadaloja.blogspot.co.uk/

A nossa pelintrice será sina do destino? Em 2012 quando Álvaro dos Santos Pereira e Vítor Gaspar saíram do Governo as reformas estruturais pararam. A Coligação meteu-as na gaveta e cumpriu menos de um terço do que foi proposto pela troika. De 2012 a 2015 perdemos três anos com uma conjuntura internacional excepcional. O euro caiu face ao dólar, o turismo cresceu, o petróleo e outros bens caíram nos mercados internacionais. Espanha, aqui ao lado, está a crescer muito mais que Portugal, e tudo indica que se não fosse a crise política a Grécia também estaria a crescer muito mais que nós. Por causa das eleições 2015 já é um ano perdido em termos de reformas do Estado e 2016 também o será. Portanto já lá vão 4 anos perdidos. A culpa? Da classe política, dos rendeiros do Regime, das corporações e grupos de interesse. Com 4 anos perdidos, a meio da década, com más perspectivas para 2016, podemos já dar a década também como perdida. Neste momento estamos a ser ultrapassados pelos países da Europa de Leste em termos de PIB per capita. Em IDH temos sido também ultrapassados por países de todo o mundo. Estamos a empobrecer apenas por culpa própria.
 
Sobre as escolas.

No dia que meterem os alunos de Secundário repetentes a pagar propinas talvez os pais se passem a interessar pela educação dos filhos. Na minha turma de Secundário havia uns grupinhos de repetentes cujos pais até eram pessoas licenciadas ou com boa vida e não punham os pés nas reuniões. Aliás, a minha mãe contava que nas reuniões havia por vezes apenas 3 ou 4 pais numa turma com quase 30 alunos. Esses alunos repetiam não por falta de capacidade intelectual mas sim porque andavam na boa vida, fins-de-semana nas noitadas, durante a semana na ganza e nos namoros. Cada um desses alunos repetentes custa quanto ao Estado? No caso de Secundário penso que deveria haver uma lógica utilizador-pagador, quem repete paga propinas. Em contrapartida o Estado mete uma época de exames de recuperação em Setembro para dar uma oportunidade, mas cada exame deve ter taxa moderadora, ser pago. A repetição passa a ser por disciplinas, ou seja, os alunos passam a repetir apenas as disciplinas às quais reprovam, como no Superior. Outra coisa que eliminaria seriam as áreas. Os alunos passariam a ter um conjunto de disciplinas humanísticas obrigatórias, Português, Filosofia e Língua Estrangeira, a Educação Física também, e depois escolheriam disciplinas como bem entendessem. Isto acabariam com os desperdícios de dinheiro que há quando os alunos mudam de área, pois são obrigados a recomeçar o Secundário de novo, conheci muito casos de pessoas que andaram 5 e 6 anos no Secundário por mudarem de área. Há mais coisas que deveriam mudar. Deveria haver também uma maior valorização social dos cursos práticos e das profissões sem título de «Doutor», não faz sentido continuarmos a formar o dobro dos enfermeiros, advogados, dentistas ou professores que precisamos, isto é outro desperdício de dinheiro para o Estado pois são pessoas que acabam na emigração.
 
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Não defende nada disso, nem consigo perceber bem o que referes. Importante é perceber que os sectores mais competitivos da nossa economia são precisamente os que estão mais expostos à concorrência externa. O Euro pode ter tido muitos efeitos adversos, até de certa forma devastadores a certa altura, mas já assimilámos isso há muito. E o que muita gente por aí defende é um retrocesso de décadas, têm a ilusão de que a competitividade portuguesa deve ser feita ao nível duma moeda própria e fraca, baixos salários via inflação, etc, e voltarmos a ser a "China" da Europa, regressar aos tempos da década de 80 em que as fábricas têxteis e de calçado eram sweatshops aonde trabalhadores tinham que pedir permissão para ir à casa de banho uma vez por dia. Já estamos muitos graus acima disso, por favor, não voltemos atrás, custou mesmo muito chegar aqui.


Foi dentro do euro que o turismo explodiu, não foi fora, assim como foi dentro do euro que as exportações atingiram recordes. O português acomoda-se quando as coisas estão «fáceis», quando ganha à justa para comida na mesa e para pagar os créditos. Um mercado interno fechado ao mundo é a pior coisa que podem oferecer aos portugueses, estando protegidos da concorrência externa vão todos acomodar-se uns aos outros e o país vai atrasar-se. É esse mercado protegido e fechado que quer a Esquerda, e que quer alguma Direita saudosista. O euro e a abertura à concorrência externa obrigou os portugueses a revelarem-se, é nas dificuldades e nos apertos que os portugueses se mostram, somos como o nosso clima, de extremos. Voltar ao escudo e sair da UE seria sinónimo de décadas de atraso e empobrecimento, em 2050 seríamos um país atrasado relativamente ao Ocidente como éramos há 20 ou 30 anos. Nasci em 87, ainda me lembro de muita coisa que hoje já não se vê, foi no início dos anos 90...

- casas sem WC, as pessoas faziam as necessidades debaixo das alfarrobeiras e tomavam banho em alguidares;

- aldeias sem electricidade nem telefone, sem recolha de lixo e sem pontes, que ficavam isoladas quando chovia, as estradas também não tinham asfalto;

- as classes médias compravam a roupa aos ciganos, nas feiras, só iam às lojas comprar roupa para dias especiais, e a roupa das feiras era obviamente de má qualidade e portuguesa...;

- para se comprar diversos produtos alimentares, calçados, electrodomésticos, entre outros, ia-se a Espanha, pois em Portugal não havia;

- havia apenas TV pública;

- os cinemas locais passavam os filmes por vezes com seis meses de atraso em relação aos cinemas de Lisboa;

- os horários do comércio coincidiam com os horários de trabalho;

- mercearias com reduzida variedade de produtos e de má qualidade;

- barracas de praia que eram restaurantes, sem condições de segurança, conforto ou higiene.
 
com tanto consumo ai por 1990 já nem devia existir portugal... algo falhou no apocalipse. Se não fosse a dívida pública, o que é que os bancos estavam a vender hoje?
 
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