O Estado do País 2015

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Algo muito interessante para acompanhar na próxima década em Portugal. Ou se dará o salto ou a deterioração será penosa:

Metade dos responsáveis pelas explorações agrícolas em Portugal em 2013 tinham 65 anos ou mais, segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat.

Numa informação divulgada esta quinta-feira, os gestores de explorações mais velhos encontravam-se em Portugal (50,1%), Roménia (41,0%), Chipre (40,0%) Itália (39,7%) e Bulgária (36,7%). Do lado oposto estavam Alemanha (6,5%), Áustria (8,6%), Polónia (9,6%), Finlândia (10,2%) e França (12,4%).

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/...s_gerem_metade_das_exploracoes_agricolas.html
 
A conversa da fuga ao fisco por parte da Esquerda é antiga. Lembro-me que há uns anos uma conhecida cujo pai era deputado do PS já dizia que o Estado tinha de fazer qualquer coisa para taxar o arrendamento dos quartos a estudantes. Até concordava que fosse regulamentado, havia muitos abusos por parte de senhorios, mas o objectivo do Estado não era nobre, não era a protecção dos estudantes e dos proprietários, mas sim cobrar o imposto. A Esquerda dizia que se se combatesse a economia paralela acabaria o défice. Ora quem aplicou a sério a máquina de combate de fuga ao fisco foi o Governo de Passos Coelho. O comércio é super controlado, os distribuidores ao domicílio estão mais controlados, o jogo e as aposta online agora pagam impostos, já há controlo das rendas a estudantes e a turistas. Portugal tem um controlo muito apertado sobre a economia paralela, não se vê nada assim no Reino Unido nem em Espanha, países que conheço bem. Contudo em Espanha já estão mais avançados que nós no controlo dos impostos online. Os lucros online em Espanha pagam impostos pesadíssimos e muitos profissionais que trabalham na área emigraram para o Reino Unido. Um vendedor no e-Bay ou na Amazon, um blogger, um jogador de poker, um distribuidor de livros em formato digital, todos esses profissionais enfrentam em Espanha grandes burocracias e uma carga fiscal elevadíssima, por isso emigraram milhares de profissionais em anos recentes. A máquina de controlo do IVA, IRS, IMI, o conhecimento do Estado sobre o nosso património, tudo isso foi bem aprimorado pelo Governo de Passos, e vai ser agora explorado com todo o vigor pela Esquerda.

Saiu há dias uma lei muito perigosa. O Governo regulamentou o negócio de ouro. Acima de 250 euros o pagamento não pode ser feito a dinheiro. Quem vende tem de fazer um registo da peça vendida, valor e características. Basicamente o Estado vai passar a saber quem comprou ouro acima do valor mencionado, o património que tem em ouro. É perigoso pois no passado o ouro já foi confiscado ou taxado. Se o Governo de Costa decidir aplicar um imposto sobre o património das heranças, o ouro poderá entrar no futuro na avaliação do valor desse património. E porquê? Os Governos sabem que os portugueses são pobres em rendimentos mas ricos em património. Mais de 80% das famílias têm casas e terras. Na Alemanha este valor ronda apenas os 40%. As famílias também acumulam ouro, especialmente no Minho. Durante os anos forte da crise saíram de Portugal milhões de euros em ouro e obras de arte. Conheço uma família que estava aflita para pagar prestações de um apartamento caro que compraram no centro de uma cidade e leiloaram o recheio, que era herança dos avós, móveis do século XIX, peças em marfim do tempo das Descobertas, loiça chinesa com 4 séculos, peças em ouro, quadros oitocentistas. Pelo que me disseram a maior parte foi vendido para a Espanha, França e Reino Unido. Têm saído muitas obras de arte de Portugal, tem saído muito ouro, para pagar dívidas à banca que resultam de uma má gestão do património familiar. Estar a taxar o património é um CRIME contra os portugueses, as pessoas já pagam impostos quando adquirem esse património, já pagam IMI, para quê taxar a mesma coisa duas e três vezes? Mas preparem-se pois é isso que o FMI quer, e é isso que os políticos querem. O IMI, por exemplo, para ser justo, deveria ser um imposto municipal, aplicado às famílias e negócios que têm residência no concelho, e serviria para pagar a manutenção das ruas, jardins, esgotos, os funcionários da autarquia.
 
Algo muito interessante para acompanhar na próxima década em Portugal. Ou se dará o salto ou a deterioração será penosa:



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Eu conheço jovens que querem explorar terras. Mas como? Há sempre um irmão ou uma irmã que não quer explorar mas também não deixa explorar. Há sempre pais e avós que não deixam tocar nas terras. Não arrendam nem exploram e as terras estão abandonadas. Quando arrendam, com frequência, pedem valores exorbitantes. Temos um problema gravíssimo de heranças indivisas que pára o país. Temos um problema gravíssimo no mercado fundiário, que está sem dinamismo. Estas particularidades culturais explicam em parte a falta de sangue novo na agricultura.
 
Em relação a tudo o resto que disse, tens alguma coisa a dizer?

1) Queres que te ajude a encontrar R&C's? Queres que vá ver uma a uma quanto pagam as grandes empresas de IRC?

2) Queres que te explique com dados como foi com governos socialistas que a Banca tem mais lucros?

3) Queres que te explique melhor como foi recriada a poupança pública, financiamento interno do Estado (que por sinal seria muito bom para aquilo que defendes, saída do euro).

4) Queres que te explique como atrair e tratar bem o capital é bom para o emprego e salários?
- Sabes quanto a Irlanda cresceu o ano passado? 5,2% Sabes quanto cresceu no 1º semestre deste ano? 7%
- Sabes quanto é o salário mínimo e médio na Irlanda ?
- Sabes para quanto caiu o desemprego na Irlanda em Outubro? 8.9%


Portugal é periférico.

As famílias e as empresas não têm dinheiro, mas têm dívidas.

Há um problema histórico de atraso económico e falta de iniciativa individual.

O lucro é condenado há séculos e a pobreza exaltada, o culto do coitadinho.

Não vejo melhor solução que termos um paraíso fiscal para atrair investimento estrangeiro nas mais diversas áreas. Se formos mais atractivos em termos fiscais que a Irlanda, França, Espanha ou Grécia poderemos crescer mais de 2% ao ano. Mas o Costa vai fazer precisamente o contrário.
 
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Saiu há dias uma lei muito perigosa. O Governo regulamentou o negócio de ouro. Acima de 250 euros o pagamento não pode ser feito a dinheiro. Quem vende tem de fazer um registo da peça vendida, valor e características. Basicamente o Estado vai passar a saber quem comprou ouro acima do valor mencionado, o património que tem em ouro. É perigoso pois no passado o ouro já foi confiscado ou taxado.

Na Índia o governo bem que tentou reduzir a importação do ouro. Até agora só conseguiram angariar 30 Kg das milhares de toneladas que há lá (+-20.000). Pudera, eu também não dava o meu ouro ao governo.

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http://www.bbc.com/news/magazine-21994873
 
Mas diz-me lá uma coisa que não entendo bem. São excelentes notícias para ti e a esquerda em geral, não?

Então há lá maior motivo de alegria do que ser esmifrado em nome do sagrado cumprimento de uma coisa e depois ela não ser cumprida no primeiro, no segundo, no terceiro e possivelmente no quarto ano?
 
Insultar relativamente à raça, origem, nacionalidade e etc. é mau. Excluindo isso atira-se o respeito pela janela fora e todos os insultos são válidos :rolleyes::lol: Porque não acho isso surpreendente?

Se tu não entendes a diferença entre dizer que não gosto de ti por algo que dizes ou fazes ou dizer que não gosto de ti porque és ilhéu (é apenas um exemplo) e que os ilhéus são todos x, y ou z, ok.
 
Algo muito interessante para acompanhar na próxima década em Portugal. Ou se dará o salto ou a deterioração será penosa:



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Sendo eu natural do profundo Alentejo, conheço bem a realidade no terreno e não do que as notícias dizem.
Há cada vez mais jovens a explorar as terras dos pais ou dos avós, bem como há cada vez mais jovens a apostar na formação superior na área da agricultura. O Alqueva veio despoletar esta nova realidade.
 
Se tu não entendes a diferença entre dizer que não gosto de ti por algo que dizes ou fazes ou dizer que não gosto de ti porque és ilhéu (é apenas um exemplo) e que os ilhéus são todos x, y ou z, ok.

E se reparares melhor, verás que nada do que escrevi foi invalidado.
 
Diz-se que o rei D. João V ia confessar-se ante de ir para o convento dormir com a amante. Diz-se também que as freiras faziam umas provas de doces conventuais no século XVIII. Os rapazes iam lá e ficavam do lado de fora das portas de ferro. Mas... os relatos de estrangeiros dizem outra coisa. A porta era aberta e havia festa. Provas? Os esqueletos de fetos que têm aparecido em conventos portugueses. Aliás, consta que os mercadores estrangeiros gostavam muito das freiras portuguesas. Que quero dizer com isto? Fez-nos falta a Reforma protestante. Toleramos a mentira, a vigarice, a hipocrisia. As elite também a toleram e não sentem vergonha. Num país protestante, desses que a Esquerda tanto gosta, que teria sucedido a Sócrates. Mal saíssem as primeiras suspeitas sobre a licenciatura e sobre o Freeport, teria sido forçado a demitir-se. Só voltaria à política depois de ser considerado inocente. Que sucederia depois de ser preso preventivamente após suspeitas de fuga ao fisco? Seria arrasado por toda a comunicação social e «excluído» pela sociedade. Mas tal não seria necessário. Ele próprio se fosse sueco ou holandês remeter-se-ia ao silêncio até haver julgamento. E o que faz Sócrates? Desfila no espaço mediático como um herói que aspira ser candidato a Presidente da República. E desfila porque a sociedade consente, dá-lhe espaço mediático.

Nos anos 80 um autor de telenovelas brasileiras fez uma telenovela para criticar a tolerância dos brasileiros em relação à corrupção, vigarice, trafulhice. A telenovela chamou-se Cambalacho e relata situações que ocorrem diariamente não só no Brasil mas também em Portugal. Pouco tempo depois saiu outra telenovela com o mesmo tipo de crítica. Chamava-se Vale Tudo. De onde herdaram os brasileiros a tolerância à vigarice? Dos portugueses, da cultura católica portuguesa. Atenção, digo católica portuguesa mas sublinho que existem países católicos e regiões católicas na Europa como a Áustria ou o Sul da Alemanha onde a dita tolerância para com a corrupção não existe ao nível que ocorre em Portugal. Mesmo em Espanha a guitarra toca outra música.
 
Uma pessoa olha para a lista de António Costa e não acredita: dois dos três homens do núcleo duro de José Sócrates - Augusto Santos Silva e Vieira da Silva - estão de regresso ao governo. Azeredo Lopes, que ao lado de Estrela Serrano se destacou na liderança da ERC mais politizada de sempre, é agora ministro da Defesa. Miguel Prata Roque, advogado de Sócrates no processo contra o Correio da Manhã e restantes publicações do grupo Cofina, é secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. E ainda falta conhecer três ou quatro dezenas de secretários de Estado - com sorte, talvez se arranje um lugarzinho para Paulo Campos. Mas sabem o que é pior no meio disto? É que ninguém parece importar-se. Ninguém quer saber. José Sócrates nunca existiu.

Mas eu lembro-me. Lembro-me que um mês antes de Sócrates ser preso, Augusto Santos Silva aconselhava Cavaco a não condecorar o ex-primeiro-ministro, pois essa condecoração seria uma "nódoa" para Sócrates: "Haverá certamente, dentro em breve, um Presidente merecedor da honra de condecorá-lo." Lembro-me que Vieira da Silva, invariavelmente apresentado como "ministro da Segurança Social de José Sócrates", foi ministro da Economia entre 2009 e 2011, quando o país se afundou economicamente na bancarrota. Lembro-me que João Soares, futuro ministro da Cultura, considerou há um ano a prisão de Sócrates "injusta e injustificada" e uma "perversa tentativa de humilhação". Lembro-me que Capoulas Santos, futuro ministro da Agricultura, declarou acreditar que ele era "obviamente" inocente, à saída da prisão de Évora.

E porque me lembro disto tudo, estou até receoso que a nomeação de Francisca Van Dunem para ministra da Justiça, interpretada por alguns comentadores como um reforço da autoridade do Ministério Público junto do governo, tenha sido antes uma escolha de António Costa com o objectivo de vigiar de perto a actividade da Procuradoria numa era dominada por vários processos com profundas implicações políticas. Tendo em conta o currículo do PS no domínio da justiça desde os tempos da Casa Pia, ninguém pode dormir descansado. Mas se a qualidade da nomeação de Van Dunem é ainda incerta, isto, pelo menos, já temos como certo: António Costa não retirou qualquer ilação política nem do desastre de 2011, nem da detenção de 2014.

É que dá para escolher. Podemos defender que a presença de Santos Silva e Vieira da Silva num futuro governo PS é inconcebível por eles terem feito parte do núcleo duro de um primeiro-ministro com indícios fortes de corrupção. Podemos defender que a presença de Santos Silva e Vieira da Silva num futuro governo PS é inconcebível por terem feito parte do núcleo duro de um governo que levou o país à bancarrota. Ou podemos defender as duas coisas. O que não podemos é defender que nada disto se passou, que os políticos portugueses são inimputáveis, que o que quer que seja que aconteça ou o que quer que seja que eles façam, nada conta, nada se inscreve, nada permanece na nossa memória, nada tem consequências.

A própria comunicação social, para meu espantoso espanto, limitou-se ontem a retratar Vieira da Silva ou Augusto Santos Silva como políticos "experientes", como se "experiente" fosse um adjectivo neutro, completamente desligado da qualidade das suas várias "experiências". Sim, ok, pertenceram ao governo anterior do PS, isso está nas suas biografias. Mas parece que não faz mal. Não tem importância. Já foi há quatro anos. Tanto tempo. José Sócrates? Quem é esse?

http://www.publico.pt/politica/noticia/jose-socrates-nunca-existiu-1715568

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