O Estado do País 2015

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não é isso que defendes. O que tu defendes é a exploração unicamente privada do transporte. Não sei se terias dinheiro para pagar ou se os horários te iam agradar.

Nada disso..

O que defendo é um modelo tipo "rede nacional de expressos". É necessário definir um caderno de encargos, um conjunto de requisitos, que definam o sistema de transportes públicos (exemplo: carreiras de 30 em 30minutos), e depois concorrem as empresas que quiserem para cobrir a rede de transportes.

Por comparação, o ensino é público, certo? Pode existir escola privada e escola pública, mas o ensino é público.

Atenção que eu não defendo que fechem escolas públicas para abrirem escolas privadas! Mas também não devem ser construídas escolas públicas lado a lado com as privadas, seria um desperdício de recursos, concordemos!
 
O aborto nunca teria sido considerado um crime, se os homens engravidassem. O aborto, é um acto médico como outro qualquer. Quem está isento não deve pagar, quem não está deve pagar a taxa moderadora correspondente. Já sei que vêm com a conversa do 'Ai, o aborto só acontece porque há irresponsáveis'. Apesar de isso não ser exactamente assim (os métodos contraceptivos não são infalíveis e por vezes há interacções medicamentosas que os fazem ser ainda mais falíveis), é, de facto, um argumento. Mas é um argumento hipócrita e sexista. Todos os dias pago com os meus impostos (e muito bem!) tratamentos médicos a irresponsáveis (cancros do pulmão a fumadores inveterados, tratamentos e transplantes hepáticos a alcoólicos, cirurgias bariátricas a obesos mórbidos, medicação e tratamento da hipertensão a enfardadores crónicos e compulsivos de sal, tratamentos a diabéticos que andaram décadas a ingerir açúcar como quem bebe água em Agosto, condutores irresponsáveis que andam a 200 Kms a matar-se a si e aos outros, etc).


isto das privatizações tem limite só falam da sustentabilidade, so digo uma coisa privatizem a saude e que venham os seguros de saude mas quando tiverem um problema não coberto pelo seguro vão por as maus a cabeça como acontece a muita boa gente nos USA a pilares basicos que não devem ser mexidos, educação saude e transportes muita gente neste país conta com eles

Não é preciso ir tão longe. Se soubesses da quantidade de casos que conheço de malta que foi para o privado e quando a coisa começou a apertar sabes o que o privado fez? Chamou uma ambulância e mandou-os para o hospital público mais próximo, porque tinha 'melhores condições'. Num dos casos que conheço, até o 112 chamaram, para a pobre alma ir morrer no público, o que, infelizmente, acabou por acontecer.
 
O aborto nunca teria sido considerado um crime, se os homens engravidassem. O aborto, é um acto médico como outro qualquer. Quem está isento não deve pagar, quem não está deve pagar a taxa moderadora correspondente. Já sei que vêm com a conversa do 'Ai, o aborto só acontece porque há irresponsáveis'. Apesar de isso não ser exactamente assim (os métodos contraceptivos não são infalíveis e por vezes há interacções medicamentosas que os fazem ser ainda mais falíveis), é, de facto, um argumento. Mas é um argumento hipócrita e sexista. Todos os dias pago com os meus impostos (e muito bem!) tratamentos médicos a irresponsáveis (cancros do pulmão a fumadores inveterados, tratamentos e transplantes hepáticos a alcoólicos, cirurgias bariátricas a obesos mórbidos, medicação e tratamento da hipertensão a enfardadores crónicos e compulsivos de sal, tratamentos a diabéticos que andaram décadas a ingerir açúcar como quem bebe água em Agosto, condutores irresponsáveis que andam a 200 Kms a matar-se a si e aos outros, etc).
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O tratamento a um doente com cancro do pulmão ou hepático é essencial, caso contrário este morre. Um aborto, se não houver qualquer complicação de saúde, não é um tratamento essencial. Obviamente que não são casos comparáveis. O Estado pagar abortos é o mesmo que pagar implantes de silicone.
 
http://economico.sapo.pt/noticias/f...-na-resolucao-do-impasse-politico_234437.html

O Ferro foi pedir rapidez ao PR, pudera o entendimento é frágil, quanto mais tempo demorar pior, ainda dá em divórcio, antes do casamento.

http://economico.sapo.pt/noticias/a...-ps-as-concessoes-dos-transportes_234423.html

Se acabarem os transportes públicos, a CGTP e o PCP desaparecem, estilo Estaleiros de Viana do Castelo nunca mais ouviu-se falar em greves.

Quanto aos abortos, estes só devem ser isentos quando a mulher é violada, de resto, pagam a taxa moderadora.
 
O tratamento a um doente com cancro do pulmão ou hepático é essencial, caso contrário este morre. Um aborto, se não houver qualquer complicação de saúde, não é um tratamento essencial. Obviamente que não são casos comparáveis. O Estado pagar abortos é o mesmo que pagar implantes de silicone.

Antes de mais, discordo profundamente da comparação. Um filho só deve nascer se for desejado e houver condições para ser criado de forma digna. Os maiores horrores já aconteceram neste país a crianças que nasceram sem serem desejadas. Segundo, por essa ordem de ideias, as mulheres mastectomizadas não deveriam ter direito a reconstruções mamárias. Afinal de contas as reconstruções não interferem em nada com a taxa de sobrevivência e, na verdade, com alguma frequência trazem complicações de saúde, como todas as cirurgias.
 
Antes de mais, discordo profundamente da comparação. Um filho só deve nascer se for desejado e houver condições para ser criado de forma digna. Os maiores horrores já aconteceram neste país a crianças que nasceram sem serem desejadas. Segundo, por essa ordem de ideias, as mulheres mastectomizadas não deveriam ter direito a reconstruções mamárias. Afinal de contas as reconstruções não interferem em nada com a taxa de sobrevivência e, na verdade, com alguma frequência trazem complicações de saúde, como todas as cirurgias.

Uma criança pode ser entregue a outros membros da famílias ou a instituições sociais se não for desejada.

A comparação que fiz foi em resposta à tua intervenção sobre responsabilidade. Foste tu quem referiu a falta de responsabilidade de um alcoólico, de um fumador ou de um obeso mórbido. As mulheres mastectomizadas não têm responsabilidade naquilo que lhes aconteceu. O mesmo se aplica às mulheres violadas, que como é óbvio deverão ter comparticipação se quiserem abortar.
 
Uma criança pode ser entregue a outros membros da famílias ou a instituições sociais se não for desejada.

Num mundo perfeito, talvez. Neste país, sabemos bem como as coisas acontecem. Por acaso, nesse aspecto podíamos aprender alguma coisa com os EUA onde as mulheres que entendem não ser capazes de criar o filho que carregam, podem decidir dá-lo para adopção ainda antes de ele nascer. Não só isso mas até escolher o tipo de adopção (aberta ou fechada) e até a família a quem irá, eventualmente, entregar o bebé. Claro está que neste processo a mãe pode sempre mudar de opinião até algum tempos depois do nascimento da criança. Cá seria impensável. Uma mulher que fizesse uma coisa destas, ou conseguia esconder o sucedido ou seria tratada como uma criminosa por famílias, 'amigos', vizinhos, etc. Sou muito prática, crianças que nasçam para sofrer ou viver uma vida indigna, não. As crianças são preciosas. Merecem tudo o que há de melhor no mundo. Entre não chegarem a nascer ou terem uma vida miserável (e atenção, a miséria pode ir muito além da falta de condições económicas!), antes não nascerem. Se uma criança chega a este mundo sem ser amada, já está em desvantagem. Quanto ao aborto acto médico, obviamente nunca vamos concordar. Eu acho que deve ser tratado como qualquer outro acto médico. Quem é isento, é isento. Quem não é, não é.

P.S: Já agora, a título de curiosidade, muitos cancros (o da mama incluído) podem ser evitados, reduzidos consideravelmente e terem prognósticos muito melhores por acção de cada um de nós (alimentação equilibrada, exercício moderado, exames de rotina e prevenção, etc). Nada de ver nisto nenhum tom acusatório, naturalmente. No campo da saúde, entrar por esse campo é criminoso. Nenhum de nós é perfeito e todos temos, estou certa, amigos ou familiares que já sofreram sérios problemas de saúde por culpa própria sem que isso significasse não terem direito aos devidos cuidados de saúde ou pagarem-nos a peso de ouro. Felizmente.
 
Voltando à humilhação... pagar taxa moderadora é blasfémia. Indicar alguém para acompanhar o caso é blasfémia. Provavelmente se aparecesse nas notícias um homem a fazer o mesmo em animais era muita indignação no facebook (relacionado com o procedimento abaixo descrito). Escrito isto:

Sempre que fazemos uma ecografia obstétrica a uma mulher [que vai fazer Interrupção Voluntária da Gravidez] perguntamos sempre se quer ver o ecrã. A utente tem o direito e a opção de ter o resultado do exame que está a realizar. A maior parte não quer ver”, diz a presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Contracepção, Teresa Bombas, comentando a proposta de lei do movimento de cidadãos Direito a Nascer, que vai a debate no Parlamento dia 3 de Julho, de tornar obrigatória a assinatura da grávida no exame ecográfico impresso. O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, considera que, cerca de sete anos depois da lei, esta é uma boa altura para “avaliar o resultado da sua aplicação".

http://www.publico.pt/sociedade/not...ntam-as-mulheres-se-querem-ver-o-ecra-1700112

A escolha é de cada um. Igual para os médicos. Mas ao menos que expliquem como é que o aborto é feito. Isto de ser pró-direitos humanos é sempre muito giro na teoria:

In the first 12 weeks or so of pregnancy, doctors can use a simple suction procedure. After that, the surgery becomes more complicated.

Dr Spencer opens a fresh pack of shiny instruments. He's an extremely calm, softly spoken man, which somehow makes his words all the more devastating. "The foetus can't come out in one go. We haven't dilated sufficiently for that. The foetal parts are soft enough to break apart as they are being removed..."

In other words, he has to dismember the foetus inside the uterus and pull it out, bit by bit. He uses an ultrasound scan to guide him. Even then, some body parts are too large to come out intact.

To illustrate what happens, Dr Spencer grips his thumb between the surgical forceps and squeezes gently. "Those parts are the skull and then the spine and pelvis, and in fact they are crushed..."

http://www.dailymail.co.uk/femail/a...abortion-One-surgeon-finally-tells-truth.html

Isenção específica das taxas moderadoras para os abortos não decorrentes de relações violentas? Absurdo.
 
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Por acaso quando andava na escola, no oitavo ano, o professor de religião e moral (um padre) também nos obrigou a ver um vídeo de um aborto cirúrgico em que surgiam perninhas e bracinhos do feto. Comigo, claramente, não resultou. Mas compreendo perfeitamente que os padres sejam contra o aborto. Quer dizer, aqueles que o sejam por motivos 'ideológicos' e não por outros, mais obscuros. A pedofilia nos seio da Igreja viveu em grande parte do abuso de crianças desprotegidas e abandonadas, os chamados filhos de ninguém.

ETA: na Igreja e não só. Também no estado. Veja-se a Casa Pia. Crianças abandonadas por todos.
 
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O perfil das mulheres que abortam não tem diferido substancialmente de ano para ano. Em 2013, quase metade viviam em coabitação, 40% não tinham filhos e 52% tinham um ou mais filhos. Por idades, continuam a ser as mulheres entre os 20 e os 24 anos as que mais abortos fazem, seguidas das mulheres entre os 25 e os 29 anos e entre os 30 e os 34 anos . No ano passado, e este é um indicador considerado relevante pelos especialistas, manteve-se a tendência decrescente nas jovens com menos de 20 anos (as que interromperam a gravidez representavam 11,2% do total).

De resto, quase três quartos das mulheres (72,2%) nunca tinha interrompido a gravidez, 21,5% tinha feito um aborto e 4,9%, dois, enquanto 1,4% admitia ter feito três ou mais. O relatório da DGS revela ainda que, em 2013, 301 mulheres já tinham feito um aborto nesse ano. Considerando o grau de instrução, cerca de um terço das mulheres tinham o ensino secundário, 28,7% o 3.º ciclo do ensino básico e 21% tinham cursos superiores. Por regiões, mais de metade residiam em Lisboa e Vale do Tejo.

Um eventual reflexo da crise é o facto de quase um quarto das mulheres que interromperam a gravidez no ano passado (23,6%) estarem desempregadas. Este representa um novo aumento face a 2012 e 2011, anos em que já se tinha verificado um acréscimo neste grupo, que passou desse essa altura a ser o predominante. A seguir surgem as trabalhadoras não qualificadas e as estudantes. A proporção de estrangeiras manteve-se estável, cerca de 16%.

http://www.publico.pt/sociedade/not...go-da-lei-voltaram-a-diminuir-em-2013-1635600

Ela tem entre 20 e 29 anos, trabalha, é católica, tem um parceiro estável e pelo menos um filho. Esta é a mulher brasileira que faz um aborto. Esse perfil, descoberto por um estudo elaborado pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), destruiu o estereótipo de que abortar é um método usado por adolescentes para interromper uma primeira gravidez fruto de uma relação passageira e inconseqüente

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83220-6014-518,00-QUEM+E+A+MULHER+QUE+ABORTA.html

Half of the roughly 1.2 million U.S. women who have abortions each year are 25 or older. Only about 17 percent are teens. About 60 percent have given birth to least one child prior to getting an abortion.

A disproportionately high number are black or Hispanic. And regardless of race, high abortion rates are linked to hard times.

In fact, the women come from virtually every demographic sector. But year after year the statistics reveal that black women and economically struggling women — who have above-average rates of unintended pregnancies — are far more likely than others to have abortions. About 13 percent of American women are black, yet new figures from the Centers for Disease Control show they account for 35 percent of the abortions.

http://www.nbcnews.com/id/22689931/...ng-abortions-not-who-youd-think/#.VkPfsnqu5C0

PREGNANCIES, BIRTHS AND ABORTIONS
  • In 2011, there were 5.9 million pregnancies to the 62.5 million women of reproductive age (15–44) in the United States. Sixty-seven percent of these pregnancies resulted in live births and 18% in induced abortions.
  • Nearly half of pregnancies among American women—more than three million each year—are unintended, and about four in 10 of these are terminated by abortion.

http://www.guttmacher.org/datacenter/profiles/US.jsp

Novamente, não vejo motivos para o aborto (não decorrente de interações violentas) ter isenção na taxa moderadora. E o argumento do 'sofrimento' é um bocado frágil tendo em conta o perfil das mulheres que abortam. Até nem há discriminação contra as mulheres neste assunto por mais que o BE fique indignado. O homem é forçado a assumir a paternidade mas nada pode fazer se a mulher quiser abortar.
 
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Tal como era esperado, após a consumação do grande objetivo das esquerdas que era o derrube de PPC, já começou a novela já conhecida e feita sob a forma de remake " afinal tendo em conta a situação do país não vai ser possível aplicar algumas das nossas medidas ".

O primeiro capítulo começa com a não reversão da privatização da TAP e outras privatizações / concessões se tiver custos para o Estado, os subsidios férias / natal afinal vão ser pagos trimestralmente, vai haver reposição total dos salários para os funcionários públicos mais ricos ( que deve dar para umas belas férias) e para os pensionistas / funcionários mais pobres vão ter um aumento para poder tomar mais 1/ 2 cafés de vez em quando.

Esperam - se os próximos capítulos desta novela.
 
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Tal como era esperado, após a consumação do grande objetivo das esquerdas que era o derrube de PPC, já começou a novela já conhecida e feita sob a forma de remake " afinal tendo em conta a situação do país não vai ser possível aplicar algumas das nossas medidas ".

o país que era anedota porque não tinha greves ou pelo menos nos jornais quase não havia greves em nenhuma empresa vai passar a ter greves todos os dias nos jornais... o mais pequeno sinal de agitação laboral será explorado como uma grande desgraça.
 
todas as possibilidades no orçamento para subir os salários mais baixos devem ser usadas. Não serão aumentos extraordinários, trata-se de dar a estas pessoas um rendimento acima do limiar de pobreza. É uma opção ideológica forçar o aumento de salários. A opção anterior que também era ideológica era deixar tudo ao interesse das empresas que em 5 anos não aumentaram os salários.
 
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