O Estado do País 2015

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Costa está de cabeça perdida, enxotou Seguro por causa de duas pequenas vitórias e, como teve um resultado lastimável, está disposto a tudo, até à destruir o país, coligado - se a dois partidos extremistas com ideologias perigosas.

Apetece - me dizer, como ac disse uma vez ao sindicato da PSP, quando era ministro da administração interna, acerca das reivindicações deles acerca do direito à greve. Ac, como primeiro ministro- nunca, jamais, em circunstância alguma.
 
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Um Governo PS mais Esquerda dura pouco, os juros vão disparar e com o endividamento externo que temos não há margem para aguentar juros altos, aí as pessoas vão perceber que a alternativa é fica no euro e viver como até agora, sem grandes ilusões de riqueza imediata, ou sair do euro e sofrer um brutal empobrecimento, basicamente seria o regresso aos anos 60 e 70, com parte da população a viver da agricultura de subsistência, as classes médias a vestir roupa barata da feira, e meia dúzia de «ricos» em cada concelho a viver como vivem as classes médias da Europa rica, com rendas de arrendamento de casas e terras. Seria passar de cavalo a burro, depois de uma intensa adaptação de alguns sectores à moeda alta, caso do vinho, azeite, fruticultura, calçado, mais recentemente dos têxteis, turismo, restauração... seria bom que isto fosse discutido sem medo nem tabus, para as pessoas perceberem o que está em causa e decidirem.
 
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O Costa prometeu tudo e mais alguma coisa aos interesses tocados pela Coligação. Iria travar a privatização da TAP, empresa que tem uma dívida brutal, e que não se conseguiu adaptar à realidade das low cost, prometeu mais obras públicas, para agradar o sector da construção, prometeu repor o monopólio da Santa Casa nas apostas, coisa que já não existe em boa parte da Europa, onde os clubes podem receber o dinheiro dos patrocínios, e o mercado é aberto à concorrência, prometeu não cortar pensões, quando se sabe que o sistema é insustentável, prometeu fomentar o consumo, quando os níveis de consumo estão quase iguais aos que havia antes da crise... enfim, quer favorecer os interesses e rendeiros do Regime, em prejuízo do cidadão comum, do zé povinho, que paga e cala. É isto o PS de Costa, um partido de interesses e corporações, TAP, construtoras, Santa Casa, pensionistas da função pública com pensões elevadas, grandes distribuidores e cadeias comerciais... é chamam-lhe Partido Socialista?
 
se o PS é tudo isso...

porque é que a coligação PSD-CDS precisa do PS? Porque não ganhou com maioria absoluta?

Os votos do PS têm um preço que o PSD-CDS não estão dispostos a pagar... acreditam que a governação arruaceira dos últimos 4 anos vai continuar.

Não vai.

Depende do PS.
 
Agreste é normal que num país onde a maior parte da população depende do Estado as pessoas não votem num partido que ponha as contas públicas em ordem e faça cortes. Há cerca de 700 mil funcionários públicos, esses funcionários por sua vez têm familiares que dependem do ordenado da FP. Há um Estado paralelo brutal, empresas municipais, IPSSs, fundações, tudo a depender do Estado, não são oficialmente funcionários públicos mas na verdade o salário depende do Orçamento de Estado. Há centenas ou milhares de empresas que dependem do fornecimento de serviços ao Estado, das mais diversas áreas. Há os pensionistas, os beneficiários do RSI, os desempregados. O Medina Carreira fala em mais de 5 milhões de pessoas, há quem fale em mais de 6 milhões, é uma brutalidade. O Estado monopolizou muita coisa, as pessoas deixaram e encostaram, e agora estão a ser comidas pelo «monstro», mas com a promessa de mais uns trocos ainda mantém a ilusão do regresso ao passado, vão tentar comer mais e mais do Orçamento até haver um estoiro definitivo. Noutros países as universidades, fundações, instituições, têm património, têm herdades, casas, dinheiro no banco, acções, conseguem ser independentes do Estado, apesar de haver também apoios públicos, há bons sistemas privados de Segurança Social, aqui as coisas também já funcionaram assim.
 
Na autarquia de onde sou natural a empresa municipal absorveu inúmeros jovens licenciados ou com o 12.º ano, alguns entraram por «simpatia», sei porque os conheço, mas quem trabalha na restauração, agricultura, pequenas indústrias e armazéns, são muitas vezes imigrantes da Europa de Leste. Toda a gente sabe que a empresa municipal é desnecessária, que tem excesso de jovens empregados. É óbvio que uma vez lá dentro estes jovens vão votar num partido que defenda um Estado grande, um emprego para a vida na função pública, a entrega de poderes às autarquias. A Esquerda portuguesa é muito chico-esperta, sabe que ao aumentar o Estado está a ganhar novos eleitores, sabe que se o Estado for reformado e aumentar o sector privado perdem votos, o desespero é tanto que até já ouvi pessoas do PS a chamar António José Seguro de neo-liberal!
 
Eu bem desconfiei que me ia rir depois das eleições. Não julguei é que fosse tanto em tão pouco tempo. Parece que passaram meses desde a euforia das 20 horas de Domingo até à noite da quarta-feira seguinte. Hilariante.
 
Os portugueses têm grandes qualidades, são resilientes, desenrascados, imaginativos, criativos, têm muita força interior e resistência, mas nunca dêem dinheiro fácil a um português, nem coloquem em Portugal um Estado grande, aí os portugueses vão encostar-se à renda garantida, e depois é muito difícil mudar o sistema instituído. Portugal reagiu muito melhor à crise que a Grécia, e em muitos aspectos reagiu melhor que a Espanha ou a Itália, porque os portugueses têm as qualidades que enumerei. A social-democracia nórdica nunca vai funcionar por cá, somos uma sociedade latina, com fortíssimas influências da presença romana e da Igreja católica, a nossa matriz é essa, e é essa a matriz de Espanha, de Itália ou da Argentina, tudo países que têm problemas muito semelhantes aos nossos. Podemos ter um Estado Social mas tem de ser adaptado à nossa cultura, à nossa maneira de ser, podemos ter Esquerda mas tem de ser uma Esquerda diferente, tal como a Direita também terá de ser diferente. Enquanto não nos conhecermos a nós próprios e não percebermos que não é viável copiar a social-democracia nórdica ou o liberalismo anglo-saxónico não chegaremos a lado nenhum.
 
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Eu acho tudo isto muito estranho.. Uns querem PEC5, outros querem PREC2, enfim, que venha o FMI4 e escolha.

É que os moços nem têm tempo de ver televisão, com tantas canas de foguete por apanhar!

Acho que não fui só eu que vi e ouvi, o sr PR dizer que seria a coligação a formar governo, mas pronto..

O 1o ministro vai ser o passos e se o orçamento não for aprovado, governa-se em duodécimos! Assim acaba-se com a austeridade a partir do dia 1 de jan 2016:
- Pensões descongeladas.
- Ordenados dos funcionários públicos repostos.
- Fim da taxa extraordinária.

Como este PR já não pode marcar eleições legislativas, o próximo PR marcará lá para junho ou julho.

Com novas eleições, os partidos enchem novamente os cofres, a 3.25eur/voto!

Como vêem tudo acaba bem, todos felizes e contentes. :)
 
O lixado de a malta 'vender a alma ao diabo' por um qualquer partideco, é esse mesmo: a passagem da euforia à depressão profunda enquanto o diabo esfrega um olho. Uns esperançadíssimos que lhes toque a eles, outros desiludidos porque ainda não foi desta e, outros ainda, na dúvida e incerteza ora pessimista ora optimista. Mas que é divertidíssimo de se ver, outside looking in, lá isso é. Já não me divertia tanto, politicamente, desde o 'irrevogável gate'. Haja crucifixos em barda para auxiliar espiritualmente todas essas almas angustiadas. :lmao:
 
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A Mariana Mortágua diz que os portugueses escolheram, na sua maioria, a esquerda. Se era para se apresentarem coligados faziam-no antes. Não podem (os partidos de esquerda independentemente de quem sejam) subverter a democracia. Se querem derrubar o governo que façam através dos processos habituais. Não através de estratagemas intelectualmente desonestos.

Nas presidenciais, Sampaio da Nóvoa não aprendeu com o Fernando Nobre. Este foi o tiro na cabeça, o outro foi 'já está ganho'. Diferentes caminhos, resultados semelhantes. Só falta Marcelo ir pelo mesmo caminho de AC (menos provável). Perder mesmo com a exposição semanal na TV.
 
Só não consigo compreender e como dois partidozecos ( onde um já devia estar num museu) que tiveram menos de 1/ 5 dos votos dos 50 e tal por cento dos portugueses que se deram ao trabalho de ir votar, se põe em bicos de pés como se representasse os portugueses. Grande treta, essa gente não tem noção do ridículo.

Mais vale mesmo ir buscar as pipocas, porque este país endoideceu de vez...
 


Cláudia, Cláudia. Sabes esse tipo de 'argumentos' (uma imagem depreciativa e outra de uma condição de saúde temporária que pode acontecer a qualquer um) nada têm a ver com uma discussão construtiva :) Já te fiz essa pergunta e aproveito para a fazer novamente. Tens a certeza que és tão tolerante como afirmas ser?
 
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